sexta-feira, janeiro 27, 2017

O Nosso Amargo Cancioneiro


JOSÉ VIALE MOUTINHO, org. e pref.
capa de Marco

Porto, 1972
Edições Latitude
1.ª edição
18,2 cm x 11,9 cm
152 págs.
exemplar estimado, capa suja; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Acertadamente refere Viale Moutinho, no seu prefácio, «um caminho – o da amargura», ao caracterizar o «momento fecundo da primeira metade de 1972» na intervenção continuada dos cantores sociais, em que um Zeca Afonso, ou um Adriano Correia de Oliveira, ou um Luís Cília, ou um José Mário Branco, ou um Sérgio Godinho foram pontos de referência à navegação de assalto às mentiras do Estado Novo. Num substancial resumo da enorme diversidade de poemas cantados nessa época, vamos encontrar a escrita directa de poetas como Afonso Duarte, Alexandre O’Neill, António Borges Coelho, António Cabral, António Gedeão, António Rebordão Navarro, Carlos de Oliveira, Daniel Filipe, Eduardo Valente da Fonseca, Fernando Assis Pacheco, Fiama Hasse Pais Brandão, João Apolinário, Ary dos Santos, José Gomes Ferreira, Saramago, Manuel Alegre, Maria Teresa Horta, Natália Correia, Orlando da Costa, Raul de Carvalho, Reinaldo Ferreira, Sophia de Mello Breyner, Urbano Tavares Rodrigues, etc.
Outros tempos, estes em que cantores cantavam poetas de referência, em vez de gargarejarem umas coisas que lhes ocorrem no banheiro.

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