quinta-feira, fevereiro 09, 2017

Anedotas Portuguesas e Memórias Biográficas da Corte Quinhentista


[ANÓNIMO]
leitura do texto, introd., notas e índices de Christopher C. Lund

Coimbra, 1980
Livraria Almedina
1.ª edição
26,2 cm x 19,7 cm
220 págs.
subtítulos: Istorias e ditos galantes que sucederaõ e se disseraõ no paço – Contendo matéria biobibliográfica inédita de Luís de Camões e outros escritores do século XVI
impresso sobre papel superior creme
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
110,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da publicação de um códice manuscrito encontrado pelo professor norte-americano Christopher Carson Lund, em 1976, na Biblioteca do Congresso nos Estados Unidos. Conforme a sua descrição, tem «[...] encadernação actual, em bezerro, [...] executada por Lesort em Paris, provavelmente nos fins do século XIX, e traz na capa as armas do 2.º Conde de Olivais e Penha Longa (José de Araújo Pinto Leite, 1871-1956) estampadas em ouro. [...]» Tudo indica ser uma cópia seiscentista, cuja autoria aponta na direcção de Rui Lourenço de Távora. Quanto à validade deste género literário, ele «[...] surge modernamente nos séculos XV e XVI, como uma das actividades satélites no desenvolvimento do humanismo, praticada principalmente entre os italianos [...]», e pode afirmar-se que «[...] “sem o uso da anedota literária é vão tentar a biografia literária”. [...]» E acrescenta Lund, em defesa da sua descoberta:
«[...] Grande foi o nosso alvoroço quando descobrimos que, além de anedotas biográficas não conhecidas do autor d’Os Lusíadas, havia também entre elas poesias desconhecidas atribuídas a Camões e, se atendermos ao seu contexto ingénuo e aparentemente autêntico, a ele certamente atribuíveis. [...] Camões não é o único autor escondido entre as folhas da obra. Nomes já consagrados na história e na literatura de Portugal como D. Francisco de Portugal, Jorge de Montemayor, Fr. Bartolomeu dos Mártires, D. António de Ataíde, Pantalião de Sá, Cristóvão de Moura, Tomás Jordão de Noronha, o Duque de Bragança, etc., saltam à vista a cada folha, junto a nomes menos conhecidos, mas em anedotas igualmente interessantes. [...]»

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