quarta-feira, fevereiro 08, 2017

Café de Subúrbio




ANTÓNIO MANUEL COUTO VIANA
notas de Joaquim Manuel Magalhães e Fernanda Botelho
ilust. Juan Soutullo

Lisboa, 1992
[ed. Autor]
2.ª edição
21,2 cm x 29,9 cm (oblongo)
48 págs.
profusamente ilustrado
encadernação artística recente em tela
não aparado
sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
tiragem declarada de apenas 200 exemplares
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
80,00 eur (IVA e portes incluídos)

Num dos posfácios, o poeta e crítico literário Joaquim Manuel Magalhães põe as cartas na mesa, permitindo-nos ler os versos para além daquilo que é costume ler-se no imediato, porque um poema deve levar sempre consigo também a história da cultura em que está escrito:
«[...] Café de Subúrbio vive radicalmente da conjugação do efeito de verosimilhança com o efeito da regularidade prosódica assente na equivalência métrica, rimática e estrófica. É deste território imaginativo, verbal e processual que estabelece a partilha que pede ao leitor. Se o leitor predisposto a aceitar, por hábitos de tradicionalização convencionada nesses âmbitos, essa situação da escrita apenas tem de ser capaz de compreender as particulares intensidades conseguidas por Couto Viana para reconhecer o valor desta obra, o leitor ligado a hábitos de tradicionalização convencionada diferentemente por ligação a outras apostas prosódicas e discursivas terá de abdicar do pressuposto de que só por essa tradição se atinge um alto valor estético hoje em dia e predispor-se a encontrá-lo também noutro campo, onde o poema procura significar e não apenas ser, referir e não apenas abstractizar, prender numa regularidade e não apenas soltar na proliferação dos desequilíbrios estilísticos.
A apropriação deste livro pela leitura terá de assumir esta querela, que não o é, para poder ser plena. Para poder compreender que o seu valor não está em recusar a “outra” poesia, tal como o valor da “outra” poesia não está em recusar esta. O seu valor (de ambas) residirá sempre no modo como se inscrever em renovação ou intensificação, isto é, em vigor estilístico entre os conseguimentos das diversas tradições pelas quais são responsáveis ao serem delas consequências revitalizadoras. [...]»
Quanto ao ilustrador, o galego radicado em Portugal Juan Soutullo, foi ainda actor, mas é sobretudo conhecido pelos seus trabalhos como cenógrafo e como criador do Museu de Cera em Fátima.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089