terça-feira, fevereiro 07, 2017

Luuanda


JOSÉ LUANDINO VIEIRA
ilust. José Rodrigues
grafismo de Dorindo Carvalho

Lisboa, 1972
Edições 70
3.ª edição (tiragem especial)
24,2 cm x 16,6 cm
192 págs. + 3 folhas em extra-texto
ilustrado
impresso a duas cores sobre papel offset mate
capa a uma cor, sobrecapa a duas cores com janela aberta a cortante
exemplar como novo
é o n.º 260 de uma tiragem limitada a 500 exemplares numerados e assinados por Luandino Vieira e José Rodrigues
130,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da contracapa da tiragem normal:
«A publicação de Luuanda (1964 – em Luanda) foi condicionada pelo regulamento do Prémio Mota Veiga, ainda hoje o prémio de maior projecção literária de Angola. Uma edição impessoal a vários títulos: não pôde ser revista ou sequer orientada por Luandino Vieira. E foi nesse formato desejadamente humilde, – um livrinho de bolso com uma impressiva capa desenhada pelo autor –, que o Luuanda foi surpreendido, meses depois, com nova distinção: o Grande Prémio de Novelística da Sociedade Portuguesa de Escritores [o que motivou, levados a cabo pelo regime salazarista, o assalto e encerramento desta associação de classe].
Eram três estórias escolhidas entre uma dezena de trabalhos (inéditos), todos eles irmanados no estilo e sobretudo num fundo de humor e carinho, um sorriso permanente de bondade calma qualquer que fosse a intensidade lírica, dramática ou pitoresca dos temas tratados. Esta nova edição é assim, de algum modo, a primeira pela difusão que a outra não teve e por ter sido agora acompanhada e revista pelo autor – uma revisão essencialmente tipográfica, sem alterações de vulto no texto original.
Na mais debatida questão relativa a esta obra – o aproveitamento estilístico das potencialidades linguísticas locais – tem agora o leitor a possibilidade de ajuizar por si. A linguagem do autor, identificada com a dos seus personagens, é ou não um processo literário adequado e legítimo em relação à matéria tratada, à realidade da ficção? No Luuanda a linguagem é personagem: a forma é conteúdo, fusão dialéctica cravada na realidade. [...]»
Do Dicionário Cronológico de Autores Portugueses (vol. VI, Publicações Europa-América, Mem Martins, 2001):
«[...] Preso em 1961 por alegadas ligações ao MPLA, foi em 1963 desterrado para o Tarrafal, Cabo Verde, donde voltou a Lisboa apenas em 1972 para aqui viver em liberdade condicional e [com] residência fixa, regressando a Angola em 1975. [...]»
Referenciado igualmente em Livros Proibidos no Estado Novo (Assembleia da República, Lisboa, 2005) e em Livros Proibidos no Regime Fascista (Presidência do Conselho de Ministros – Comissão do Livro Negro Sobre o Regime Fascista, Lisboa, 1981).

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