domingo, abril 30, 2017

50 Haiku




aa.vv.
trad. do original pelo cineasta Paulo Rocha
caligrafia japonesa de Yukie Kito
grafismo de Vitorino Correia Martins

Lisboa, 1970
Moraes Editores
1.ª edição [única]
bilingue (japonês / português)
32,4 cm x 17,7 cm
54 lâminas soltas impressas somente retro, sendo 1 folha de rosto, 1 com o prefácio (única retro e verso), 1 com a dedicatória impressa, 50 com os aforismos, 1 com o cólofon
acondicionadas num estojo editorial de inspiração nipónica forrado a linho cru com impressão na portada e no lombo
miolo impresso a castanho sobre papel superior avergoado
exemplar estimado, capa um pouco suja; miolo irrepreensível
edição restrita de apenas 500 exemplares
PEÇA DE COLECÇÃO
170,00 eur (IVA e portes incluídos)

O haiku é um dos modos poéticos mais “condensados”, cumprindo na perfeição os desígnios de síntese próprios de uma arte que se caracteriza por maximizar o sentido de um mínimo de palavras utilizadas, no caso apenas 17 sílabas. Paulo Rocha – o autor do filme referencial Verdes Anos –, neste seu exercício de tradução (de par com António Reis), vastamente fez representar o melhor que o Oriente nos deu, nas palavras de pelo menos dois expoentes da cultura universal: Matsuo Bashô (1644-1694) e Kobayashi Issa (1763-1828).

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Japonesices de Outono



PIERRE LOTI
trad. de Raúl Proença
sobrecapa de Laura Costa

Porto / Lisboa, s.d.
Livraria Lélo, Limitada – Editora / Aillaud & Lélos, Limitada
[s.i.]
17,5 cm x 11,4 cm
200 págs.
encadernação editorial em tela impressa e relevo seco, com sobrecapa polícroma
exemplar estimado, sobrecapa com rótulo de biblioteca colado na lombada; miolo irrepreensível
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Para além da curiosidade de tratar-se de um trabalho em língua portuguesa da autoria do republicano Raúl Proença, há que juntar-se-lhe o prazer de uma leitura de memórias de viagem a um Oriente do século XIX que teve no exótico Loti (pseudónimo de Julien Viaud, oficial da marinha francesa) um cultor fora do vulgar.

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Cartas do Japão


WENCESLAU DE MORAES

Lisboa, s.d. [1927]
Portugal-Brasil Sociedade Editora de Arthur Brandão & C.ª
1.ª edição
3 tomos (completo) enc. em 1 vol.
19,3 cm x 13,4 cm
[316 págs. + 1 folha em extra-texto] + [212 págs. + 1 folha em extra-texto] + [164 págs. + 1 folha em extra-texto]
subtítulos: I – 2.ª serie – 1907-1908; II – 2.ª serie – 1909-1910; III – 2.ª serie – 1911-1913 *
luxuosa encadernação artística com lombada em pele gravada a ouro e pastas em pano de fantasia
aparados e carminados somente à cabeça
conservam todas as capas de brochura
exemplares em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
PEÇA DE COLECÇÃO
240,00 eur (IVA e portes incluídos)

Venceslau de Morais (1854-1929) dá-nos aqui um notável testemunho da sua presença e observação de uma época e de um lugar, na sua história e nas suas gentes. Resta sublinhar que substancial parte da obra do escritor é constituída precisamente por vastos grupos epistolográficos, em que a vida do Oriente, com especial destaque para o Japão, nos é transmitida pela sua pena nostálgica.

* A distribuição das três séries de Cartas do Japão, num total de 6 volumes, encontra-se erradamente indicada na Fotobiografia de Wenceslau de Moraes organizada e anotada por Daniel Pires (Fundação Oriente, Lisboa, 1993), lapso que veio desde então a propagar-se por todo o género de folhetos, programas e vária, sendo assim a correcta forma: [1.ª série (2 volumes):] Cartas do Japão – Antes da Guerra (1902-1904) e Cartas do Japão – Um Anno da Guerra (1904-1905); [2.ª série (3 volumes):] Cartas do Japão I – 2.ª serie (1907-1908), Cartas do Japão II – 2.ª serie (1909-1910) e Cartas do Japão III – 2.ª serie (1911-1913); [3.ª série (1 volume):] A Vida Japoneza – Terceira serie de Cartas do Japão (1905-1906).

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Dai-Nippon



WENCESLAU DE MORAES

Lisboa, 1923
Seara Nova
2.ª edição
23,8 cm x 15,2 cm
XXIV págs. + 304 págs.
subtítulo: O Grande Japão
bonita encadernação de amador com lombada em sintético gravado a ouro e pastas em tela com motivos de florália oriental
não aparado
conservas as capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse na pág. V
50,00 eur (IVA e portes incluídos)


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The Children’s Book


ANTÓNIO BOTTO
trad. Alice Lawrence Oram
capa e ilust. Carlos Botelho

s.l., s.d., s.i. [Lisboa, 1935 (seg. BNP)]
[Printed in Lisbon – Portugal | Bertrand (Irmãos) Ld.]
1.ª edição
texto em inglês
23,6 cm x 17,3 cm
64 págs.
cartonagem editorial
exemplar estimado, capa um pouco gasta; miolo limpo
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Versão inglesa de O Livro das Crianças, publicado em Lisboa no ano de 1931.

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Danças de Roda


FERNANDA DE CASTRO

Lisboa, 1921
Tip. Lusitania
1.ª edição
17 cm x 13,1 cm
64 págs.
impresso sobre papel avergoado
exemplar estimado, com pequenos restauros na capa; miolo limpo, com falhas marginais do papel nas folhas das págs. 12-13 e 15-16 sem afectar o texto
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Jardim


FERNANDA DE CASTRO
capa de Bernardo Marques

Lisboa, 1928
s.i. [ed. Autora]
1.ª edição
20,1 cm x 13,5 cm
96 págs.
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar estimado, com pequenos golpes no bordo superior da capa; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da História da Literatura Portuguesa (António José Saraiva / Óscar Lopes, 15.ª ed., Porto Editora, Porto, 1989):
«[...] Pode dizer-se que a nova consciência literária surgida de vivências femininas principiou pela afirmação, com Florbela Espanca, da livre intimidade de mulher, e que atingiu com Irene Lisboa a sua primeira notável realização em prosa. Mas não podem deixar de assinalar-se precursoras como [entre outras] Fernanda de Castro [...].»
Uma mera curiosidade: o vertente livro leva impresso na portada dedicatória à escritora madeirense Luísa Grande (Luzia).

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Urgente


FERNANDA DE CASTRO

Lisboa, 1989
Guimarães Editores
1.ª edição
21,7 cm x 15,6 cm
80 págs.
impresso sobre papel superior
exemplar muito estimado, sujidade superficial na capa; miolo irrepreensível, por abrir
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota de leitura, assinada pela romancista Fernanda Botelho, para os serviços de aquisição de obras para as Bibliotecas Itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian:
«Não temos aqui nenhuma escrita automática, nada dessa poesia a que eu darei a designação de poesia de “facilidade catártica”. [...] Mas esta presença no presente e no futuro não se efectua em termos de hermetismo. São, porém, de grande actualidade os tópicos focalizados: o stress, a tecnologia, a terceira idade, o tempo (a falta de), as horas de ponta, a poluição, um materialismo absorvente, a permissividade, a massificação turística, etc., etc. Fernanda de Castro estava bem informada sobre o tempo em que vive os seus últimos anos da sua vida e achou urgente testemunhar. [...] Poesia cinética, dada a imediatez da imagem realçada pela limpidez do verbo, poesia descritiva e narrativa de grande densidade e intenso fulgor. Poesia, ainda, voltada para um sentido social de justiça e de humanismo, legando-nos quadros de rua e retratos de gente maltratada pela vida no tempo e no espaço [...].»

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Ao Fim da Memória


FERNANDA DE CASTRO
capas de Sebastião Rodrigues sobre óleos de Sarah Afonso e Tarsila do Amaral

Lisboa, 1986 e 1987
Editorial Verbo
1.ª edição (ambos)
2 volumes (completo)
21,6 cm x 15,6 cm
2 x 328 págs.
subtítulos: Memórias, 1906-1939 e Memórias II, 1939-1987
exemplares muitos estimados; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício do II vol.
LOTE VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DA AUTORA NO I VOL.
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Maria Fernanda Teles de Castro e Quadros – casada com António Ferro, mãe do escritor António Quadros – foi poeta, romancista, tradutora, etc., tendo-se evidenciado preponderantemente na área de literatura infantil. As suas memórias oferecem um bom panorama da vida intelectual no século XX português...

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La Vuelta al Día en Ochenta Mundos


JULIO CORTÁZAR
grafismo de Julio Silva

Buenos Aires | Madrid, 1973
Siglo XXI Editores, S. A.
7.ª edição (3.ª edição em livro de bolso)
2 tomos (completo)
texto em castelhano
profusamente ilustrados
exemplares em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Julio Cortázar (1914-1984), escritor argentino, é um dos mais representativos prosadores latino-americanos contemporâneos. A vertente obra exemplifica um género (o livro-almanaque) que teve em Manuel João Gomes o único cultor em Portugal, género que balança entre a short story e a não-ficção. Será também determinante a sua influência nas obras cinematográficas de dois distintos realizadores do século XX: Antonioni (Blow Up) e Godard (Week End).

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A Volta ao Mundo em Oitenta Dias


JULIO VERNE
trad. A. M. da Cunha e Sá

Lisboa, 1886
David Corazzi, Editor – Empreza Horas Romanticas
3.ª edição
18,8 cm x 12,7 cm
2 págs. + 232 págs.
ilustrado
encadernação editorial em tela encerada com gravação a negro nas pastas e na lombada
corte carminado
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de um exemplar da “versão popular” de edições que o magno editor português David Corazzi fez das obras de Jules Verne (1828-1905). No vertente caso, está-se perante um dos mais conhecidos e apreciados romances do escritor oitocentista, motivo cinematográfico pela mão de pelo menos dois realizadores, um no século XX e outro já no século XXI.

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A Casa a Vapor


JULIO VERNE
trad. A. M. da Cunha e Sá

Lisboa, 1880 e 1881
David Corazzi, Editor – Empreza Horas Romanticas
1.ª edição
2 volumes (completo)
21,7 cm x 15 cm
264 págs. + 280 págs.
subtítulos: Viagem atravez da India Septentrional – vol. 1: A Chamma Errante; vol. 2: A Resuscitada
profusamente ilustrados
encadernações editoriais em tela gofrada com gravação a ouro nas pastas e na lombada e relevo seco somente nas pastas
corte dourado
exemplares em bom estado de conservação; miolo limpo
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Exemplares da edição de luxo das traduções de Jules Verne (1828-1905), levadas a cabo pelo editor David Corazzi, seu primeiro promotor em Portugal.

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Atribulações de um Chinez na China


JULIO VERNE
trad. Manuel Maria de Mendonça Balsemão

Lisboa, 1888
David Corazzi, Editor – Imprensa das Horas Romanticas
2.ª edição
18,7 cm x 13,3 cm
216 págs. + 1 folha em extra-texto
encadernação editorial em tela gravada a negro nas pastas e na lombada
corte das folhas carminado
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sexta-feira, abril 28, 2017

Cuidar dos Vivos


FERNANDO ASSIS PACHECO

Coimbra, 1963
Cancioneiro Vértice [Ed. Autor]
1.ª edição
22,3 cm x 15,3 cm
84 págs.
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR AO ESCRITOR URBANO TAVARES RODRIGUES
70,00 eur (IVA e portes incluídos)

A melhor homenagem que se pode aqui fazer ao poeta e jornalista é recordar palavras, ainda actuais, do poeta e crítico literário Joaquim Manuel Magalhães: «O Fernando Assis Pacheco de que eu gosto tem a obra publicada bem longe dos empórios editoriais cuja distância do poder económico é um acto cultural defender (Centelha, Inova); ou então entregues a esse prazer da auto-publicação lateral, através de opúsculos passados a stencil e quase que difundidos de mão em mão; ou mesmo em ignorados jornais de província [...].
[...] Há editoras onde publicar é um acto de compromisso inaceitável com uma série de situações aberrantes do nosso mercado livreiro. [...]»

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Catalabanza, Quilolo e Volta


FERNANDO ASSIS PACHECO
capa de Júlio

Coimbra, 1976
Centelha
[1.ª edição]
18 cm x 11,7 cm
78 págs.
exemplar estimado; miolo muito limpo
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se, de facto, da actualização aumentada do livro Câu Kiên: um Resumo, que havia saído em edição do Autor durante a vigência da ditadura (1972), o que o fez optar então por topónimos que remetiam a acção algures para a Indochina, onde uma outra guerra colonial igualmente bárbara e sem escrúpulos se desenrolava. A linguagem, essa, qualquer seja a versão que leiamos, é acusatória e desesperada. Um exemplo, o poema «O Garrote»:
«Ribeiras limpas acudi-me.
Vou ficar vivo encostado
a esta memória de trampa.
Os meus olhos já foram brilhantes.
Sei fazer alguns versos mas nem sempre.
Eu narrador me confesso.
A guerra lixou tudo.

É curioso como se bebia
água podre.
Não falando no vinho, muito.
Durante os ataques doía-me um joelho.
Estou pronto, pensei.
Ninguém me conhece.
Os ratos são felizes.

Vocês não sabem como se perde a tusa.
De resto não serve para nada.
A melhor noite que eu tive
em Nambuangongo foi com uma garrafa de whisky.
Sei fazer versos mas doem.
Ninguém me conhecia dentro do arame.
[...]
Suponho que a violência tem os dias contados.
Se não é assim é parecido.
Eu vi-os sair do quartel
com as alpergatas nas últimas.
Vai ali o Ocidente, escrevi.
Vai beber água podre.

E depois há um que pisa uma armadilha.
Houve um que pisou uma armadilha!
Sei fazer versos. Ou seja: nada.
O coto em sangue.
Neste ponto o narrador sofreia a imaginação.
Ninguém disse que me conhecia.
Conheço um rato, está em cima duma viga.
Serve para a gente olhar.»

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Variações em Sousa


FERNANDO ASSIS PACHECO
capa de Augusto T. Dias


Lisboa, 1987
Hiena Editora
2.ª edição
20,5 cm x 14,5 cm
48 págs.
exemplar novo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reúne aqui o Autor duas plaquettes impressas a expensas do mesmo, em stencyl electrónico, que inicialmente circularam, uma em 1984 e a outra em 1986, sob os títulos Variações em Sousa e A Bela do Bairro e Outros Poemas. E é, de facto, o poema que dá título a esta segunda aquele por nós escolhido como ilustração da verve de Assis Pacheco:
«Ela era muito bonita e benza-a Deus
muito puta que era sempre à espera
dos pagantes à janela do rés-do-chão
mas eu teso e pior que isso néscio desses amores
tenho o quê? quinze anos
tenho o quê uns olhos com que a vejo
que se debruçava mostrando os peitos
que a amei como se ama unicamente
uma vez um colo branco e até as jóias
que ela punha eram luzentes semelhando estrelas
eu bato o passeio à hora certa e amo-a
de cabelo solto e tudo não parece
senão o céu afinal um pechisbeque

ainda agora as minhas narinas fremem
turva-se o coração desmantelado
amando-a amei-a tanto e sem vergonha
oh pecar assim de jaquetão sport e um cigarro
nos queixos a admiração que eu fazia
entre a malta não é para esquecer nem lá ao fundo
como então puxo as abas da farpela
lentamente caminho para ela
a chuva cai miúda
e benza-a Deus que bonita e que puta
e que desvelos a gente
gastava em frente do amor»

Há ainda uma questão que deve ser aqui lembrada: Em finais dos anos 70 e início de 80 do século passado, o falecido Assis Pacheco, ao serviço de O Jornal, alimentava uma coluna jornalística que ainda hoje poderia servir de modelo a muito noticiário de publicação de livros. Chamava-se «Bookcionário», e perdeu-se-lhe o rasto como se perde tudo neste mundo quando os interessados se desinteressam, ou morrem, ou mudam de ramo. Nós, não esquecemos. Nem essa simpática coluna, nem o seu intuito, nem o estilo. – Os presentes verbetes de leitura, na nossa loja, em apoio das respectivas fichas técnicas, tomaram daí a antiga inspiração.

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Terras Portuguesas



GUSTAVO DE MATTOS SEQUEIRA, et alli

Lisboa, s.d. [circa 1950]
Shell Company of Portugal, Ltd.
[1.ª edição]
16,4 cm x 12,2 cm
14 x 16 págs.
15 cadernos (colecção completa):
cad. I – Ribatejo
cad. II – Algarve
cad. III – Estremadura
cad. IV – Douro (texto de Diogo de Macedo)
cad. V – Alentejo
cad. VI – Beira Alta (texto de Carlos Olavo)
cad. VII – Beira Litoral (texto de Luís de Oliveira Guimarães)
cad. VIII – Minho
cad. IX – Beira Baixa (texto de Jaime Dias Lopes)
cad. X – Trás-os-Montes (texto de Luís Chaves)
cad. XI – Lisboa e Arredores
cad. XII – Porto e Arredores (texto de Artur de Magalhães Basto)
cad. XIII – Madeira
cad. XIV – Açores
cad. XV – Cabo Verde
colecção dirigida por Joaquim de Mattos Sequeira e Janina de Mattos Sequeira
profusamente ilustrados, acabamento com um ponto em arame
contracapas desdobráveis impressas no verso com o mapa da respectiva região
exemplares muito estimados; miolo limpo
85,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo Gustavo de Matos Sequeira: «Eis a nossa colecção... Alguns textos que saibam despertar o interesse de ver, algumas fotografias que consigam entremostrar o monumento ou o espectáculo, e anunciá-lo expressivamente. [...]»

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Fanga



ALVES REDOL
capa e ilust. Manuel Ribeiro de Pavia

Lisboa, 1948
s.i.
9.º milhar [3.ª edição]
19,4 cm x 13,4 cm
376 págs. + 6 folhas em extra-texto (desenhos)
ilustrado em separado
exemplar estimado; miolo limpo, por abrir
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

[Francisco] Monteiro Grilo (nas fichas de leitura para o departamento de aquisições da Fundação Calouste Gulbenkian), ao deparar-se, já por alturas da sexta edição, com o serviço de leitura da vertente obra de Redol, dá-a como «não aceitável» e sugere nova «leitura por um colega». Cabe, então, a António Quadros avaliar a dita: «Trata-se [...] de um dos livros culminantes da carreira de Alves Redol. Exemplo típico do neo-realismo português, apresenta a concepção materialista económica da vida e da sociedade, no exemplo de um camponês ribatejano que aprende a ler e tem consciência do seu papel de proletário. O livro tem méritos, até porque o autor foi um pioneiro do género, mas o extremismo do seu ponto de vista quase exclusivamente social torna-o pouco aconselhável. [...] existem afirmações que não podemos dar à leitura nas nossas bibliotecas.»
«Fanga foi queimado na praça pública, na Golegã, pelos grandes lavradores.» (aa.vv., Alves Redol: Horizonte Revelado, Assírio & Alvim | Museu do Neo-Realismo, Lisboa | Vila Franca de Xira, 2011)

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ALVES REDOL
capa de M [Manuel Ribeiro Pavia]

Lisboa, 1945
Editorial «Inquérito», Ld.ª
1.ª edição
19,2 cm x 12,6 cm
304 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo um tal [Francisco] Monteiro Grilo (fichas de leitura para o departamento de aquisições da Fundação Calouste Gulbenkian), tardio na leitura, em 1966, o livro de Redol não passaria de: «Miséria, degradação, da baixa classe média: egoísmo dos que detêm a chefia nas profissões – eis o que reune esta colectânea, que se redimiria caso as histórias narradas se impusessem por mérito estético.»

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O Muro Branco


ALVES REDOL

Mem Martins, 1966
Publicações Europa-América
1.ª edição
20,9 cm x 14,2 cm
336 págs.
exemplar estimado, sem qualquer sinal de quebra na lombada, capa manchada; miolo limpo
ostenta colado no ante-rosto o ex-libris de Augusto Guimarães Amora
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial da badana:
«O Muro Branco é um romance empolgante.
A história acidentada e plena dessa Zé Miguel – descarregador, eguariço, contrabandista e proprietário – que, partindo do nada, atingiu a fortuna a golpes de audácia e de sorte, é trazida retrospectivamente a nossos olhos, em avanços e recuos, desfibrando torpezas ou aflorando intimidades, numa sucessão trepidante de episódios que o leitor é obrigado a recriar visualmente. [...]
Toda a sua escalada obedeceu a uma determinação de conquista, que lhe ficou de uma infância infeliz da qual conseguiu escapar. Ele caminha conscientemente para a sua autodestruição, procurando no muro branco a solução que se lhe nega, vítima agora e sempre dos mitos em que construiu e assentou a sua pretendida grandeza.
Zé Miguel – o Miguel Rico como lhe chamavam – será o símbolo de uma época? [...]»

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Porto Manso


ALVES REDOL
capa de M [Manuel Ribeiro Pavia]

Lisboa, 1946
Editorial Inquérito Limitada
1.ª edição
19,3 cm x 12,7 cm
416 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
37,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo Adolfo Simões Müller (fichas de leitura para o departamento de aquisições da Fundação Calouste Gulbenkian), o vertente livro «[...] dá-nos, de facto, o drama do homem do Douro, vivendo pràticamente a bordo do rabelo e assistindo, revoltado, à chegada do comboio, o cavalo de ferro. Cada capítulo deste romance, à excepção do primeiro, é antecedido de uma página sobre um aspecto da paisagem envolvente. É como que a descrição do cenário, antes da acção do drama, uma espécie de contraponto para o choque das almas e dos corpos. Algumas dessas páginas de introdução – processo, aliás, não inédito [...] – têm um belo recorte literário, do melhor que conheço do autor. Quanto ao romance pròpriamente dito, revela por vezes certa ingenuidade na edificação social que vai esboçando. A verdadeira força do livro está no drama rural que se desenvolve ao longo dos seus capítulos. [...]»

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Histórias Afluentes


ALVES REDOL
capa de João da Câmara Leme

Lisboa, 1963
Portugália Editora
1.ª edição
19,3 cm x 13,3 cm
332 págs.
exemplar estimado; miolo limpo, por abrir
ostenta colado no verso da capa o ex-libris de Augusto Guimarães Amora
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

É a continuação natural da “história”, publicada em separado, no ano anterior, sob o título Constantino Guardador de Vacas e de Sonhos. Aliás, o primeiro núcleo aqui coligido parte, significativamente, do número «2 – Histórias Com Rapazes». A experiência africana surge aqui, pela primeira vez, na escrita de Redol, facto sublinhado na badana do livro, onde se relembra uma passagem de uma entrevista anteriormente dada pelo autor:
«[...] Eu tinha dezasseis anos. E foi então que parti para Angola, num barco onde ia uma leva de degredados. Desembarquei com cinquenta escudos e uma garrafa de vinho do Porto. Fiz curso de desempregado durante seis meses, fui assalariado da Fazenda, vendi pneus, ocupei-me de publicidade, leccionei estenografia numa escola nocturna e acabei com a malária. Regressei, aos dezanove anos, na mesma terceira classe onde partira à ida. Já não era, porém, o mesmo: fui com esperança, voltei com uma anemia. [...]»

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Os Reinegros


ALVES REDOL

s.l. [Mem Martins], 1972
Publicações Europa-América, Lda.
1.ª edição
21 cm x 15 cm
376 págs.
cartonagem editorial
exemplar como novo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra póstuma do escritor, talvez inacabada, mas que insiste no retrato do trabalhador explorado e inculto.

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Barranco dos Cegos


ALVES REDOL
capa de João da Câmara Leme

Lisboa, 1961
Portugália Editora
1.ª edição
19,2 cm x 13 cm
408 págs.
exemplar em bom estado de conservação, sem qualquer sinal de quebra na lombada; miolo limpo, parcialmente por abrir
ostenta colado no verso da capa o ex-libris de Augusto Guimarães Amora
55,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quinta-feira, abril 27, 2017

Dicionário Zoológico


JOÃO CAYOLLA TIERNO

Lisboa, 1954
Edição da Tertúlia Edípica
1.ª edição
20,8 cm x 15,4 cm
776 págs.
subtítulo: Contendo, por ordem directa e inversa, todos os termos registados nos dicionários mais correntes da língua portuguesa
exemplar muito estimado; miolo limpo
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

Importante instrumento de trabalho.

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Memórias da Minha Vida e do Meu Tempo




JOAQUIM PAÇO D’ARCOS

Lisboa, 1973, 1976 e 1979
Guimarães & C.ª Editores
1.ª edição
3 volumes (completo)
20,5 cm x 16 cm
360 págs. + 368 págs. + 416 págs.
exemplares muito estimados; miolo limpo
inclui os dois flyers publicitários com o plano da obra referentes aos vols. II e III
valorizados pelas dedicatórias manuscritas do autor a Orlando Bastos Vilela (vol. I) e a José Mousinho de Albuquerque (vol. III)
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da relevância de tais Memórias escreveu João Bigotte Chorão (in Diário do Minho [fonte: página electrónica da casa editora]):
«Fiel à sua vocação cosmopolita, Joaquim Paço d’Arcos não faz de si próprio a matéria do seu livro. Mas como o sábio Montaigne, e pelo seu senso de equanimidade, também o autor das Memórias poderia dizer que o seu livro é um livro de boa fé. E há-de constituir, quando terminado, um fresco rico de personagens, testemunho duma época que, nascida da ilusão, agoniza no desespero.»

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Pedras à Beira da Estrada


JOAQUIM PAÇO D’ARCOS

Lisboa, 1962 e 1971
Guimarães Editores
1.ª edição
2 volumes (completo)
20,4 cm x 16 cm
324 págs. + 416 págs.
subtítulo do II volume: Notas e Perfis, 1929-1971
exemplares estimados; miolo limpo, parcialmente por abrir o II volume
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo a ficha de leitura assinada por António Quadros para os serviços de aquisição de livros da Fundação Calouste Gulbenkian:
«Colectânea muito irregular de textos sobre figuras da vida portuguesa ou de projecção mundial, alguns dos quais de circunstância. Têm interesse alguns, como os dedicados a Wenceslau de Morais, Columbano, Carlos Malheiro Dias, “Valèry Larbaud e Portugal”, Guilherme de Faria... Outros são meras impressões sem profundidade, escritas em datas de efeméride, que pouco ou nada acrescentam ao conhecimento dos autores tratados. Recomenda-se [...], atendendo-se aos melhores estudos que contem, bem como à personalidade do autor.»
Era assim que os escritores do regime fascista entre si se tratavam.

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As Três Pessoas



POLÍBIO GOMES DOS SANTOS

Coimbra, 1938
Portugália
1.ª edição
23,5 cm x 16,7 cm
60 págs.
impresso sobre papel avergoado
composto manualmente
COM DEDICATÓRIA DO AUTOR
exemplar muito estimado, apresenta na pág. 55 pequena correcção manuscrita de uma gralha tipográfica
peça de colecção
170,00 eur (IVA e portes incluídos)

É o «quarto volume das edições da “Portugália”», fundada pelo escritor Augusto dos Santos Abranches (ajudado por José Marmelo e Silva), e é também o único livro publicado em vida pelo Autor.

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Voz Que Escuta


POLÍBIO GOMES DOS SANTOS
apresentações de Paulo Quintela e Joaquim Namorado
capa de [Victor] Palla

Coimbra, 1944
Novo Cancioneiro
1.ª edição
23,6 cm x 17,7 cm
38 págs. + 1 folha em extra-texto
exemplar muito manuseado mas aceitável; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro inédito póstumo, a cujo conjunto de poemas fora atribuído, em 1939, um prémio literário nos jogos florais da Universidade.

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Poemas


POLÍBIO GOMES DOS SANTOS
nota de abertura de Carlos de Oliveira
prefácio de José Marmelo e Silva
poema homenagem de Vitorino Nemésio
nota de badana de Fernando Namora


Porto, 1981
Limiar
1.ª edição [da obra reunida]
20,5 cm x 12,4 cm
96 págs.
direcção literária do poeta Egito Gonçalves
direcção gráfica de Armando Alves
exemplar como novo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

A par do poeta Carlos de Oliveira, foi um dos expoentes da geração contemporânea da II Guerra Mundial, e da resistência a uma sociedade pantanosa. Esta edição, para além do extenso estudo que é o prefácio de Marmelo e Silva, junta os seus dois únicos livros publicados: As Três Pessoas e Voz Que Escuta.

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quarta-feira, abril 12, 2017

A Ilha de Próspero


RUI KNOPFLI
pref. Alexandre Lobato
capa (posterização) de Carlos Leitão

Lourenço Marques, 1972
Edição Minerva Central
1.ª edição
31,6 cm x 24,6 cm (álbum)
140 págs.
subtítulo: Roteiro Privado da Ilha de Moçambique
profusamente ilustrado com fotografias de Rui Knopfli
encadernação editorial impressa a dourado na lombada, com sobrecapa
exemplar estimado; miolo limpo
90,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Mangas Verdes com Sal


RUI KNOPFLI
pref. Eugénio Lisboa
capa de António Quadros

s.l. [Moçambique], 1969
Tipografia Globo, Lda. / Colecção N’Goma [ed. Autor]
1.ª edição
22,2 cm x 16,3 cm
160 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
95,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz o poeta Sebastião Alba na sua nota à segunda edição:
«Li Mangas Verdes à noite, e apeteceu-me acordar os amigos: – Vejam, as esquinas sempre duras dos seus versos dobram um alto espaço poético. [...] Dizem-me que é difícil conviver consigo. Como não manter-se em guarda um guardador de mitos seus, que tombarão, se esboroarão, com ele, sob o vento branco das estrelas? [...]»

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O Escriba Acocorado


RUI KNOPFLI
posfácio do poeta Eugénio Lisboa


Lisboa, 1978
Moraes Editores
1.ª edição
19,9 cm x 15,7 cm
72 págs.
[capa de José Escada (cromo colado sobre a cartolina tipo kraft)]
colecção Círculo de Poesia
exemplar novo
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Poeta, jornalista e diplomata de origem moçambicana, ex-colónia ultramarina de onde partiu, em 1975, para Londres, indo exercer funções de conselheiro de imprensa na Embaixada de Portugal. Juntamente com o poeta João Pedro Grabato Dias, terão sido os simpáticos cadernos periódicos Caliban o cerne irradiante da sua aventura poética africana.

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terça-feira, abril 11, 2017

Edificações


JOÃO EMILIO DOS SANTOS SEGURADO, eng.

Paris – Lisboa / Rio de Janeiro – S. Paulo – Belo Horizonte, s.d.
Livrarias Aillaud e Bertrand / Livraria Francisco Alves
4.ª edição
18,3 cm x 12 cm
VIII págs. + 256 págs. + 2 desdobráveis (grande formato) em extra-texto
profusamente ilustrado no corpo do texto e em separado
encadernação editorial em tela gravada a negro em ambas as pastas e na lombada
exemplar estimado, contracapa um pouco manchada; miolo limpo
discreta assinatura de posse na margem superior do frontispício
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Assim abre o respectivo Prefácio:
«O presente volume constitui, por assim dizer, a introdução geral ao estudo das Construções Civis, tratando por uma forma que nos esforçámos por ser clara, dos principios de arquitectura indispensáveis a todos os construtores civis, bem como as regras a seguir para a confecção de um projecto de edifício. [...]»

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Acabamentos das Construções


JOÃO EMILIO DOS SANTOS SEGURADO, eng.

Paris – Lisboa | Rio de Janeiro – São Paulo – Belo Horizonte
Livrarias Aillaud e Bertrand | Livraria Francisco Alves
2.ª edição
18,2 cm x 12 cm
VIII págs. + 340 págs.
subtítulo: Estuques, Pinturas, etc.
ilustrado no corpo do texto
encadernação editorial em tela com gravação a negro nas pastas e na lombada
exemplar estimado, capa um pouco gasta; miolo limpo
ostenta colados nas folhas-de-guarda ex-libris de José Coelho
45,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Cimento Armado


JOÃO EMILIO DOS SANTOS SEGURADO, eng. industrial

Paris – Lisboa / Rio de Janeiro – S. Paulo – Belo Horizonte, s.d.
Livrarias Aillaud e Bertrand / Livraria Francisco Alves
1.ª edição
18,4 cm x 12,2 cm
VIII págs. + 596 págs.
profusamente ilustrado no corpo do texto
encadernação editorial em tela gravada a negro em ambas as pastas e na lombada
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse na margem superior do ante-rosto
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Encanamentos e Salubridade das Habitações


JOÃO EMÍLIO DOS SANTOS SEGURADO, eng.

Paris – Lisboa | Rio de Janeiro – S. Paulo – Belo Horizonte
Livrarias Aillaud e Bertrand – Aillaud, Alves & C.ª | Livraria Francisco Alves
2.ª edição
18,2 cm x 11,9 cm
2 págs. + VI págs. + 294 págs.
encadernação editorial em tela encerada com gravação a negro nas pastas e na lombada
exemplar estimado; miolo limpo
50,00 eur (IVA e portes incluídos)


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domingo, abril 02, 2017

Antologia da Novíssima Poesia Portuguesa




MARIA ALBERTA MENÉRES
E. M. DE MELO E CASTRO

[capa de Escada]


Lisboa, 1971
Livraria Moraes Editora
3.ª edição (revista, actualizada e com uma nova Introdução)
20 cm x 15,5 cm
LXXX págs. + 820 págs. + 44 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
120,00 eur (IVA e portes incluídos)

É ainda hoje a única antologia poética panorâmica de referência para o que em língua portuguesa se escreveu após a Segunda Guerra Mundial. Dizem-nos os compiladores: «[...] 1945 não marca em Portugal nenhuma revolução ou movimento estético especial. Marca antes, o começo de uma nova tomada de consciência do modo de estar no mundo, que a pouco e pouco foi chegando até nós, alterando decisivamente o mundo em que desde então se vive. [...]»
As suas «três edições [aliás, quatro] podem ser até consideradas como três fases de uma só Antologia, revelando no seu conjunto um trabalho em processo, de um constante empenhamento e risco vivenciais» (palavras das Notas Iniciais).
Para além da rectidão na escolha de autores representados e de poemas, e da importância dos verbetes biobibliográficos individuais, há a sublinhar o precioso trabalho dos índices cronológico-descritivos com a proveniência dessas escolhas. Ainda hoje, exceptuando duas antologias dos anos 80 do século XX (uma pessoal, outra uma antologia-manifesto), nada de melhor ou sequer semelhante se fez pela Poesia portuguesa.

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Antologia da Novíssima Poesia Portuguesa




MARIA ALBERTA MENÉRES
E. M. DE MELO E CASTRO
[capa de Escada]

Lisboa, 1959
Livraria Morais Editora
1.ª edição
20,1 cm x 16 cm
XXVIII págs. + 378 págs. + 1 folha em extra-texto + 6 desdobráveis em extra-texto
encadernação meia-francesa em pele com cantos também em pele, gravada a ouro na lombada
pouco aparado e carminado à cabeça
conserva as capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
90,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Edoi Lelia Doura – antologia das vozes comunicantes da poesia moderna portuguesa



HERBERTO HELDER, org.
capa de Manuel Rosa

Lisboa, 1985
Assírio e Alvim – Cooperativa Editora e Livreira, CRL (dir. Hermínio Monteiro)
1.ª edição [única]
26,9 cm x 17,1 cm
316 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
175,00 eur (IVA e portes incluídos)

Ajustando um modelo antológico, ou organizativo, que no magazine Nova havia ficado em esboço – até pela contingência de tratar-se de uma publicação periódica datada, e não uma antologia pessoal –, o poeta Herberto Helder dá a conhecer, finalmente, aquilo que na cultura portuguesa do século XX constitui o filão do verdadeiro ouro poético. E justifica: «[...] Todo o livro vai sendo o seu prefácio, e o posfácio, a inacessível e prontamente acessível evidência. E assim quero eu pôr em escrito rápido que ele, livro, com as suas vozes comunicantes, incita quem puder a poder encontrar a razão das razões, pessoal, pessoais, e o fundamento agora inabalável de uma figura da realidade que, apenas manifesta, se torna encontrada como única. O que se faz segundo as posses dos encontros. Neste sistema de vozes não deixa a natureza que entrem outros veios: é uma clepsidra para ajuste de certas horas, porventura nocturnas, marcando a dominação e os passos de um sol negro magnificante. Fique indiscutível que é uma antologia de teor e amor, unívoca na multiplicidade vocal, e ferozmente parcialíssima. Quando os lemos lado a lado, a todos estes poetas e poemas, sabemos estarem eles entregues ao serviço de uma inspiração comum, a uma comum arte do fogo e da noite, ao mesmo patrocínio constelar. [...]»
Daqui não podemos deixar de inferir que, por exemplo, ao acaso, é inviável juntar uma Chiote, um Pires Aurélio ou um Miranda Rocha a par com contemporâneos, deles, como António José Forte, Manuel de Castro, Ernesto Sampaio, Luiza Neto Jorge ou António Gancho. E se fizermos, no vertente florilégio, o caminho ao contrário na cronologia, ainda encontraremos valores poéticos de maior peso: António Maria Lisboa, Mário Cesariny, Natália Correia, Carlos de Oliveira, Vitorino Nemésio, Edmundo de Bettencourt, Almada Negreiros, Mário de Sá-Carneiro, Fernando Pessoa, Teixeira de Pascoaes, Ângelo de Lima, Camilo Pessanha e Gomes Leal. Será justo e correcto acrescentar a este «veio» intemporal o nome do próprio Herberto Helder.

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A Pegada do Yeti


MARIA ALBERTA MENÉRES
[capa de Escada]

Lisboa, 1962
Livraria Morais Editora
1.ª edição
19,9 cm x 15,5 cm
48 págs.
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do livro de poemas mais importante da autora, de seu nome completo Maria Alberta Rovisco Garcia Menéres de Melo e Castro, que foi co-autora (com E.M. de Melo e Castro) das quatro sucessivas edições da antologia Antologia da Novíssima Poesia Portuguesa.

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