domingo, abril 30, 2017

Cartas do Japão


WENCESLAU DE MORAES

Lisboa, s.d. [1927]
Portugal-Brasil Sociedade Editora de Arthur Brandão & C.ª
1.ª edição
3 tomos (completo) enc. em 1 vol.
19,3 cm x 13,4 cm
[316 págs. + 1 folha em extra-texto] + [212 págs. + 1 folha em extra-texto] + [164 págs. + 1 folha em extra-texto]
subtítulos: I – 2.ª serie – 1907-1908; II – 2.ª serie – 1909-1910; III – 2.ª serie – 1911-1913 *
luxuosa encadernação artística com lombada em pele gravada a ouro e pastas em pano de fantasia
aparados e carminados somente à cabeça
conservam todas as capas de brochura
exemplares em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
PEÇA DE COLECÇÃO
240,00 eur (IVA e portes incluídos)

Venceslau de Morais (1854-1929) dá-nos aqui um notável testemunho da sua presença e observação de uma época e de um lugar, na sua história e nas suas gentes. Resta sublinhar que substancial parte da obra do escritor é constituída precisamente por vastos grupos epistolográficos, em que a vida do Oriente, com especial destaque para o Japão, nos é transmitida pela sua pena nostálgica.

* A distribuição das três séries de Cartas do Japão, num total de 6 volumes, encontra-se erradamente indicada na Fotobiografia de Wenceslau de Moraes organizada e anotada por Daniel Pires (Fundação Oriente, Lisboa, 1993), lapso que veio desde então a propagar-se por todo o género de folhetos, programas e vária, sendo assim a correcta forma: [1.ª série (2 volumes):] Cartas do Japão – Antes da Guerra (1902-1904) e Cartas do Japão – Um Anno da Guerra (1904-1905); [2.ª série (3 volumes):] Cartas do Japão I – 2.ª serie (1907-1908), Cartas do Japão II – 2.ª serie (1909-1910) e Cartas do Japão III – 2.ª serie (1911-1913); [3.ª série (1 volume):] A Vida Japoneza – Terceira serie de Cartas do Japão (1905-1906).

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telemóvel: 919 746 089


Dai-Nippon



WENCESLAU DE MORAES

Lisboa, 1923
Seara Nova
2.ª edição
23,8 cm x 15,2 cm
XXIV págs. + 304 págs.
subtítulo: O Grande Japão
bonita encadernação de amador com lombada em sintético gravado a ouro e pastas em tela com motivos de florália oriental
não aparado
conservas as capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse na pág. V
50,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Fernão Mendes Pinto no Japão [fac-símile do manuscrito]



WENCESLAU DE MORAIS
pref. Ângelo Pereira

Lisboa, 1942
s.i. [ed. Ângelo Pereira]
1.ª edição
35 cm x 25,1 cm
44 págs + 1 folha (tarjeta) em extra-texto
encadernação recente inteira em pele com gravação a ouro e rótulo decoratico de seda adamascada na pasta anterior
por aparar, conserva as capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo, in-4.º por abrir, muito ocasionais pintas de acidez
é o n.º 49 de uma edição de apenas 50 exemplares em papel pluma, numerados e autenticados por Ângelo Pereira, de que o vertente se destinou a Pedro de Andrade
PEÇA DE COLECÇÃO
425,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial:
«Quando em 1916 a Europa e quási todo o mundo se exauriam numa luta sangrenta, Wenceslau de Morais na sua remansosa tebaida de Tokushima saboreava com prazer, mesmo com volúpia, a leitura duma velha edição da famosa obra de Fernão Mendes Pinto “Peregrinação”.
Wenceslau de Morais, segundo êle próprio confessava, preferia ler as primeiras edições dos nossos clássicos.
Sob a exuberante verdura que engrinaldava o alpendre da sua modestíssima mansão, o monge de Tokushima evocava, através da emocionante narrativa do caminheiro português, a vida aventurosa que êle tinha levado em terras longínquas e misteriosas do Dai-Nippon. Desde logo, germinou no espírito fascinante de Wenceslau de Morais a ideia de escrever “um trabalhinho a propósito de Mendes Pinto” que o “Comércio do Pôrto” publicou por alturas de 1920, fazendo, a seguir, sem prévia aquiescência do autor, uma “separata” de reduzidíssima tiragem. Esta deliberação do Director daquêle jornal portuense não foi vista com bons olhos por Wenceslau de Morais que desejava, antes de aparecer em volume o que tinha escrito sôbre Mendes Pinto, fazer uma revisão cuidada e ampliar a despretensiosa narrativa, expurgando-a de incorrecções, sobretudo ortográficas, pois que Morais detestava a ortografia moderna.
[...] Daí o azedume com que acolheu o opúsculo “Fernão Mendes Pinto no Japão”, semeado de gralhas e mal impresso, que o “Comércio do Pôrto” se apressou a fazer-lhe chegar às mãos. [...]»
A vertente edição fac-similada de um manuscrito encontrado no espólio de Wenceslau de Morais, após a sua morte, testemunha a revisão final que o escritor teve em mente, destinada a uma hipotética nova impressão, que nunca chegou a conhecer os prelos.

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La Vuelta al Día en Ochenta Mundos


JULIO CORTÁZAR
grafismo de Julio Silva

Buenos Aires | Madrid, 1973
Siglo XXI Editores, S. A.
7.ª edição (3.ª edição em livro de bolso)
2 tomos (completo)
texto em castelhano
profusamente ilustrados
exemplares em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Julio Cortázar (1914-1984), escritor argentino, é um dos mais representativos prosadores latino-americanos contemporâneos. A vertente obra exemplifica um género (o livro-almanaque) que teve em Manuel João Gomes o único cultor em Portugal, género que balança entre a short story e a não-ficção. Será também determinante a sua influência nas obras cinematográficas de dois distintos realizadores do século XX: Antonioni (Blow Up) e Godard (Week End).

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A Volta ao Mundo em Oitenta Dias


JULIO VERNE
trad. A. M. da Cunha e Sá

Lisboa, 1886
David Corazzi, Editor – Empreza Horas Romanticas
3.ª edição
18,8 cm x 12,7 cm
2 págs. + 232 págs.
ilustrado
encadernação editorial em tela encerada com gravação a negro nas pastas e na lombada
corte carminado
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de um exemplar da “versão popular” de edições que o magno editor português David Corazzi fez das obras de Jules Verne (1828-1905). No vertente caso, está-se perante um dos mais conhecidos e apreciados romances do escritor oitocentista, motivo cinematográfico pela mão de pelo menos dois realizadores, um no século XX e outro já no século XXI.

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A Casa a Vapor


JULIO VERNE
trad. A. M. da Cunha e Sá

Lisboa, 1880 e 1881
David Corazzi, Editor – Empreza Horas Romanticas
1.ª edição
2 volumes (completo)
21,7 cm x 15 cm
264 págs. + 280 págs.
subtítulos: Viagem atravez da India Septentrional – vol. 1: A Chamma Errante; vol. 2: A Resuscitada
profusamente ilustrados
encadernações editoriais em tela gofrada com gravação a ouro nas pastas e na lombada e relevo seco somente nas pastas
corte dourado
exemplares em bom estado de conservação; miolo limpo
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Exemplares da edição de luxo das traduções de Jules Verne (1828-1905), levadas a cabo pelo editor David Corazzi, seu primeiro promotor em Portugal.

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Atribulações de um Chinez na China


JULIO VERNE
trad. Manuel Maria de Mendonça Balsemão

Lisboa, 1888
David Corazzi, Editor – Imprensa das Horas Romanticas
2.ª edição
18,7 cm x 13,3 cm
216 págs. + 1 folha em extra-texto
encadernação editorial em tela gravada a negro nas pastas e na lombada
corte das folhas carminado
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sexta-feira, abril 28, 2017

Catalabanza, Quilolo e Volta


FERNANDO ASSIS PACHECO
capa de Júlio

Coimbra, 1976
Centelha
[1.ª edição]
18 cm x 11,7 cm
78 págs.
exemplar estimado; miolo muito limpo
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se, de facto, da actualização aumentada do livro Câu Kiên: um Resumo, que havia saído em edição do Autor durante a vigência da ditadura (1972), o que o fez optar então por topónimos que remetiam a acção algures para a Indochina, onde uma outra guerra colonial igualmente bárbara e sem escrúpulos se desenrolava. A linguagem, essa, qualquer seja a versão que leiamos, é acusatória e desesperada. Um exemplo, o poema «O Garrote»:
«Ribeiras limpas acudi-me.
Vou ficar vivo encostado
a esta memória de trampa.
Os meus olhos já foram brilhantes.
Sei fazer alguns versos mas nem sempre.
Eu narrador me confesso.
A guerra lixou tudo.

É curioso como se bebia
água podre.
Não falando no vinho, muito.
Durante os ataques doía-me um joelho.
Estou pronto, pensei.
Ninguém me conhece.
Os ratos são felizes.

Vocês não sabem como se perde a tusa.
De resto não serve para nada.
A melhor noite que eu tive
em Nambuangongo foi com uma garrafa de whisky.
Sei fazer versos mas doem.
Ninguém me conhecia dentro do arame.
[...]
Suponho que a violência tem os dias contados.
Se não é assim é parecido.
Eu vi-os sair do quartel
com as alpergatas nas últimas.
Vai ali o Ocidente, escrevi.
Vai beber água podre.

E depois há um que pisa uma armadilha.
Houve um que pisou uma armadilha!
Sei fazer versos. Ou seja: nada.
O coto em sangue.
Neste ponto o narrador sofreia a imaginação.
Ninguém disse que me conhecia.
Conheço um rato, está em cima duma viga.
Serve para a gente olhar.»

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Variações em Sousa


FERNANDO ASSIS PACHECO
capa de Augusto T. Dias


Lisboa, 1987
Hiena Editora
2.ª edição
20,5 cm x 14,5 cm
48 págs.
exemplar novo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reúne aqui o Autor duas plaquettes impressas a expensas do mesmo, em stencyl electrónico, que inicialmente circularam, uma em 1984 e a outra em 1986, sob os títulos Variações em Sousa e A Bela do Bairro e Outros Poemas. E é, de facto, o poema que dá título a esta segunda aquele por nós escolhido como ilustração da verve de Assis Pacheco:
«Ela era muito bonita e benza-a Deus
muito puta que era sempre à espera
dos pagantes à janela do rés-do-chão
mas eu teso e pior que isso néscio desses amores
tenho o quê? quinze anos
tenho o quê uns olhos com que a vejo
que se debruçava mostrando os peitos
que a amei como se ama unicamente
uma vez um colo branco e até as jóias
que ela punha eram luzentes semelhando estrelas
eu bato o passeio à hora certa e amo-a
de cabelo solto e tudo não parece
senão o céu afinal um pechisbeque

ainda agora as minhas narinas fremem
turva-se o coração desmantelado
amando-a amei-a tanto e sem vergonha
oh pecar assim de jaquetão sport e um cigarro
nos queixos a admiração que eu fazia
entre a malta não é para esquecer nem lá ao fundo
como então puxo as abas da farpela
lentamente caminho para ela
a chuva cai miúda
e benza-a Deus que bonita e que puta
e que desvelos a gente
gastava em frente do amor»

Há ainda uma questão que deve ser aqui lembrada: Em finais dos anos 70 e início de 80 do século passado, o falecido Assis Pacheco, ao serviço de O Jornal, alimentava uma coluna jornalística que ainda hoje poderia servir de modelo a muito noticiário de publicação de livros. Chamava-se «Bookcionário», e perdeu-se-lhe o rasto como se perde tudo neste mundo quando os interessados se desinteressam, ou morrem, ou mudam de ramo. Nós, não esquecemos. Nem essa simpática coluna, nem o seu intuito, nem o estilo. – Os presentes verbetes de leitura, na nossa loja, em apoio das respectivas fichas técnicas, tomaram daí a antiga inspiração.

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Fanga



ALVES REDOL
capa e ilust. Manuel Ribeiro de Pavia

Lisboa, 1948
s.i.
9.º milhar [3.ª edição]
19,4 cm x 13,4 cm
376 págs. + 6 folhas em extra-texto (desenhos)
ilustrado em separado
exemplar estimado; miolo limpo, por abrir
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

[Francisco] Monteiro Grilo (nas fichas de leitura para o departamento de aquisições da Fundação Calouste Gulbenkian), ao deparar-se, já por alturas da sexta edição, com o serviço de leitura da vertente obra de Redol, dá-a como «não aceitável» e sugere nova «leitura por um colega». Cabe, então, a António Quadros avaliar a dita: «Trata-se [...] de um dos livros culminantes da carreira de Alves Redol. Exemplo típico do neo-realismo português, apresenta a concepção materialista económica da vida e da sociedade, no exemplo de um camponês ribatejano que aprende a ler e tem consciência do seu papel de proletário. O livro tem méritos, até porque o autor foi um pioneiro do género, mas o extremismo do seu ponto de vista quase exclusivamente social torna-o pouco aconselhável. [...] existem afirmações que não podemos dar à leitura nas nossas bibliotecas.»
«Fanga foi queimado na praça pública, na Golegã, pelos grandes lavradores.» (aa.vv., Alves Redol: Horizonte Revelado, Assírio & Alvim | Museu do Neo-Realismo, Lisboa | Vila Franca de Xira, 2011)

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ALVES REDOL
capa de M [Manuel Ribeiro Pavia]

Lisboa, 1945
Editorial «Inquérito», Ld.ª
1.ª edição
19,2 cm x 12,6 cm
304 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo um tal [Francisco] Monteiro Grilo (fichas de leitura para o departamento de aquisições da Fundação Calouste Gulbenkian), tardio na leitura, em 1966, o livro de Redol não passaria de: «Miséria, degradação, da baixa classe média: egoísmo dos que detêm a chefia nas profissões – eis o que reune esta colectânea, que se redimiria caso as histórias narradas se impusessem por mérito estético.»

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O Muro Branco


ALVES REDOL

Mem Martins, 1966
Publicações Europa-América
1.ª edição
20,9 cm x 14,2 cm
336 págs.
exemplar estimado, sem qualquer sinal de quebra na lombada, capa manchada; miolo limpo
ostenta colado no ante-rosto o ex-libris de Augusto Guimarães Amora
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial da badana:
«O Muro Branco é um romance empolgante.
A história acidentada e plena dessa Zé Miguel – descarregador, eguariço, contrabandista e proprietário – que, partindo do nada, atingiu a fortuna a golpes de audácia e de sorte, é trazida retrospectivamente a nossos olhos, em avanços e recuos, desfibrando torpezas ou aflorando intimidades, numa sucessão trepidante de episódios que o leitor é obrigado a recriar visualmente. [...]
Toda a sua escalada obedeceu a uma determinação de conquista, que lhe ficou de uma infância infeliz da qual conseguiu escapar. Ele caminha conscientemente para a sua autodestruição, procurando no muro branco a solução que se lhe nega, vítima agora e sempre dos mitos em que construiu e assentou a sua pretendida grandeza.
Zé Miguel – o Miguel Rico como lhe chamavam – será o símbolo de uma época? [...]»

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Porto Manso


ALVES REDOL
capa de M [Manuel Ribeiro Pavia]

Lisboa, 1946
Editorial Inquérito Limitada
1.ª edição
19,3 cm x 12,7 cm
416 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
37,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo Adolfo Simões Müller (fichas de leitura para o departamento de aquisições da Fundação Calouste Gulbenkian), o vertente livro «[...] dá-nos, de facto, o drama do homem do Douro, vivendo pràticamente a bordo do rabelo e assistindo, revoltado, à chegada do comboio, o cavalo de ferro. Cada capítulo deste romance, à excepção do primeiro, é antecedido de uma página sobre um aspecto da paisagem envolvente. É como que a descrição do cenário, antes da acção do drama, uma espécie de contraponto para o choque das almas e dos corpos. Algumas dessas páginas de introdução – processo, aliás, não inédito [...] – têm um belo recorte literário, do melhor que conheço do autor. Quanto ao romance pròpriamente dito, revela por vezes certa ingenuidade na edificação social que vai esboçando. A verdadeira força do livro está no drama rural que se desenvolve ao longo dos seus capítulos. [...]»

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Histórias Afluentes


ALVES REDOL
capa de João da Câmara Leme

Lisboa, 1963
Portugália Editora
1.ª edição
19,3 cm x 13,3 cm
332 págs.
exemplar estimado; miolo limpo, por abrir
ostenta colado no verso da capa o ex-libris de Augusto Guimarães Amora
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

É a continuação natural da “história”, publicada em separado, no ano anterior, sob o título Constantino Guardador de Vacas e de Sonhos. Aliás, o primeiro núcleo aqui coligido parte, significativamente, do número «2 – Histórias Com Rapazes». A experiência africana surge aqui, pela primeira vez, na escrita de Redol, facto sublinhado na badana do livro, onde se relembra uma passagem de uma entrevista anteriormente dada pelo autor:
«[...] Eu tinha dezasseis anos. E foi então que parti para Angola, num barco onde ia uma leva de degredados. Desembarquei com cinquenta escudos e uma garrafa de vinho do Porto. Fiz curso de desempregado durante seis meses, fui assalariado da Fazenda, vendi pneus, ocupei-me de publicidade, leccionei estenografia numa escola nocturna e acabei com a malária. Regressei, aos dezanove anos, na mesma terceira classe onde partira à ida. Já não era, porém, o mesmo: fui com esperança, voltei com uma anemia. [...]»

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Os Reinegros


ALVES REDOL

s.l. [Mem Martins], 1972
Publicações Europa-América, Lda.
1.ª edição
21 cm x 15 cm
376 págs.
cartonagem editorial
exemplar como novo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra póstuma do escritor, talvez inacabada, mas que insiste no retrato do trabalhador explorado e inculto.

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Barranco dos Cegos


ALVES REDOL
capa de João da Câmara Leme

Lisboa, 1961
Portugália Editora
1.ª edição
19,2 cm x 13 cm
408 págs.
exemplar em bom estado de conservação, sem qualquer sinal de quebra na lombada; miolo limpo, parcialmente por abrir
ostenta colado no verso da capa o ex-libris de Augusto Guimarães Amora
55,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Ciclo Port-Wine






ALVES REDOL
1. Horizonte Cerrado
2. Os Homens e as Sombras
3. Vindima de Sangue

capa de Júlio Pomar (vol. 1)

Lisboa, 1949 / 1951 / s.d. [1953]
Publicações Europa-América, Ld.ª
1.ª edição (todos)
3 volumes (completo)
19,2 cm x 12,9 cm
416 págs. + 360 págs. + 388 págs.
um volume em brochura, os outros dois com encadernações dissemelhantes modestas de amador gravados a ouro nas lombadas
aparados, sem capas de brochura
exemplares estimados; miolo limpo
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

O Autor chegou a ser aprisionado e torturado pelas polícias da ditadura do Estado Novo, dada a sua filiação no Partido Comunista Português. No plano estético, deve-se-lhe a vinda do neo-realismo, supostamente para o “povo”, numa época em que o “povo” não tinha ainda telenovelas com que se entreter. À data da sua morte, o regime continuava a odiá-lo, como pode ler-se num telegrama da Comissão de Exame Prévio do Porto datado de 29 de Novembro de 1969:
«Morte de Alves Redol. Não aludir ao facto de o escritor ter representado os intelectuais portugueses no Congresso Mundial da Paz de 1948, em Paris. No apelo de escritores ao povo de Lisboa para se incorporar no funeral – CORTAR a frase “dado o significado especial da sua obra”. Coronel Saraiva» (vd. Livros Proibidos no Estado Novo, Lisboa, Assembleia da República, 2005).

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quinta-feira, abril 27, 2017

Dicionário Zoológico


JOÃO CAYOLLA TIERNO

Lisboa, 1954
Edição da Tertúlia Edípica
1.ª edição
20,8 cm x 15,4 cm
776 págs.
subtítulo: Contendo, por ordem directa e inversa, todos os termos registados nos dicionários mais correntes da língua portuguesa
exemplar muito estimado; miolo limpo
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

Importante instrumento de trabalho.

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Pedras à Beira da Estrada


JOAQUIM PAÇO D’ARCOS

Lisboa, 1962 e 1971
Guimarães Editores
1.ª edição
2 volumes (completo)
20,4 cm x 16 cm
324 págs. + 416 págs.
subtítulo do II volume: Notas e Perfis, 1929-1971
exemplares estimados; miolo limpo, parcialmente por abrir o II volume
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo a ficha de leitura assinada por António Quadros para os serviços de aquisição de livros da Fundação Calouste Gulbenkian:
«Colectânea muito irregular de textos sobre figuras da vida portuguesa ou de projecção mundial, alguns dos quais de circunstância. Têm interesse alguns, como os dedicados a Wenceslau de Morais, Columbano, Carlos Malheiro Dias, “Valèry Larbaud e Portugal”, Guilherme de Faria... Outros são meras impressões sem profundidade, escritas em datas de efeméride, que pouco ou nada acrescentam ao conhecimento dos autores tratados. Recomenda-se [...], atendendo-se aos melhores estudos que contem, bem como à personalidade do autor.»
Era assim que os escritores do regime fascista entre si se tratavam.

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As Três Pessoas



POLÍBIO GOMES DOS SANTOS

Coimbra, 1938
Portugália
1.ª edição
23,5 cm x 16,7 cm
60 págs.
impresso sobre papel avergoado
composto manualmente
COM DEDICATÓRIA DO AUTOR
exemplar muito estimado, apresenta na pág. 55 pequena correcção manuscrita de uma gralha tipográfica
peça de colecção
170,00 eur (IVA e portes incluídos)

É o «quarto volume das edições da “Portugália”», fundada pelo escritor Augusto dos Santos Abranches (ajudado por José Marmelo e Silva), e é também o único livro publicado em vida pelo Autor.

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Voz Que Escuta


POLÍBIO GOMES DOS SANTOS
apresentações de Paulo Quintela e Joaquim Namorado
capa de [Victor] Palla

Coimbra, 1944
Novo Cancioneiro
1.ª edição
23,6 cm x 17,7 cm
38 págs. + 1 folha em extra-texto
exemplar muito manuseado mas aceitável; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro inédito póstumo, a cujo conjunto de poemas fora atribuído, em 1939, um prémio literário nos jogos florais da Universidade.

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Poemas


POLÍBIO GOMES DOS SANTOS
nota de abertura de Carlos de Oliveira
prefácio de José Marmelo e Silva
poema homenagem de Vitorino Nemésio
nota de badana de Fernando Namora


Porto, 1981
Limiar
1.ª edição [da obra reunida]
20,5 cm x 12,4 cm
96 págs.
direcção literária do poeta Egito Gonçalves
direcção gráfica de Armando Alves
exemplar como novo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

A par do poeta Carlos de Oliveira, foi um dos expoentes da geração contemporânea da II Guerra Mundial, e da resistência a uma sociedade pantanosa. Esta edição, para além do extenso estudo que é o prefácio de Marmelo e Silva, junta os seus dois únicos livros publicados: As Três Pessoas e Voz Que Escuta.

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terça-feira, abril 11, 2017

Edificações


JOÃO EMILIO DOS SANTOS SEGURADO, eng.

Paris – Lisboa / Rio de Janeiro – S. Paulo – Belo Horizonte, s.d.
Livrarias Aillaud e Bertrand / Livraria Francisco Alves
4.ª edição
18,3 cm x 12 cm
VIII págs. + 256 págs. + 2 desdobráveis (grande formato) em extra-texto
profusamente ilustrado no corpo do texto e em separado
encadernação editorial em tela gravada a negro em ambas as pastas e na lombada
exemplar estimado, contracapa um pouco manchada; miolo limpo
discreta assinatura de posse na margem superior do frontispício
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Assim abre o respectivo Prefácio:
«O presente volume constitui, por assim dizer, a introdução geral ao estudo das Construções Civis, tratando por uma forma que nos esforçámos por ser clara, dos principios de arquitectura indispensáveis a todos os construtores civis, bem como as regras a seguir para a confecção de um projecto de edifício. [...]»

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Acabamentos das Construções


JOÃO EMILIO DOS SANTOS SEGURADO, eng.

Paris – Lisboa | Rio de Janeiro – São Paulo – Belo Horizonte
Livrarias Aillaud e Bertrand | Livraria Francisco Alves
2.ª edição
18,2 cm x 12 cm
VIII págs. + 340 págs.
subtítulo: Estuques, Pinturas, etc.
ilustrado no corpo do texto
encadernação editorial em tela com gravação a negro nas pastas e na lombada
exemplar estimado, capa um pouco gasta; miolo limpo
ostenta colados nas folhas-de-guarda ex-libris de José Coelho
45,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Cimento Armado


JOÃO EMILIO DOS SANTOS SEGURADO, eng. industrial

Paris – Lisboa / Rio de Janeiro – S. Paulo – Belo Horizonte, s.d.
Livrarias Aillaud e Bertrand / Livraria Francisco Alves
1.ª edição
18,4 cm x 12,2 cm
VIII págs. + 596 págs.
profusamente ilustrado no corpo do texto
encadernação editorial em tela gravada a negro em ambas as pastas e na lombada
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse na margem superior do ante-rosto
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Encanamentos e Salubridade das Habitações


JOÃO EMÍLIO DOS SANTOS SEGURADO, eng.

Paris – Lisboa | Rio de Janeiro – S. Paulo – Belo Horizonte
Livrarias Aillaud e Bertrand – Aillaud, Alves & C.ª | Livraria Francisco Alves
2.ª edição
18,2 cm x 11,9 cm
2 págs. + VI págs. + 294 págs.
encadernação editorial em tela encerada com gravação a negro nas pastas e na lombada
exemplar estimado; miolo limpo
50,00 eur (IVA e portes incluídos)


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telemóvel: 919 746 089


domingo, abril 02, 2017

Antologia da Novíssima Poesia Portuguesa




MARIA ALBERTA MENÉRES
E. M. DE MELO E CASTRO

[capa de Escada]


Lisboa, 1971
Livraria Moraes Editora
3.ª edição (revista, actualizada e com uma nova Introdução)
20 cm x 15,5 cm
LXXX págs. + 820 págs. + 44 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
120,00 eur (IVA e portes incluídos)

É ainda hoje a única antologia poética panorâmica de referência para o que em língua portuguesa se escreveu após a Segunda Guerra Mundial. Dizem-nos os compiladores: «[...] 1945 não marca em Portugal nenhuma revolução ou movimento estético especial. Marca antes, o começo de uma nova tomada de consciência do modo de estar no mundo, que a pouco e pouco foi chegando até nós, alterando decisivamente o mundo em que desde então se vive. [...]»
As suas «três edições [aliás, quatro] podem ser até consideradas como três fases de uma só Antologia, revelando no seu conjunto um trabalho em processo, de um constante empenhamento e risco vivenciais» (palavras das Notas Iniciais).
Para além da rectidão na escolha de autores representados e de poemas, e da importância dos verbetes biobibliográficos individuais, há a sublinhar o precioso trabalho dos índices cronológico-descritivos com a proveniência dessas escolhas. Ainda hoje, exceptuando duas antologias dos anos 80 do século XX (uma pessoal, outra uma antologia-manifesto), nada de melhor ou sequer semelhante se fez pela Poesia portuguesa.

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Antologia da Novíssima Poesia Portuguesa




MARIA ALBERTA MENÉRES
E. M. DE MELO E CASTRO
[capa de Escada]

Lisboa, 1959
Livraria Morais Editora
1.ª edição
20,1 cm x 16 cm
XXVIII págs. + 378 págs. + 1 folha em extra-texto + 6 desdobráveis em extra-texto
encadernação meia-francesa em pele com cantos também em pele, gravada a ouro na lombada
pouco aparado e carminado à cabeça
conserva as capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
90,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Pegada do Yeti


MARIA ALBERTA MENÉRES
[capa de Escada]

Lisboa, 1962
Livraria Morais Editora
1.ª edição
19,9 cm x 15,5 cm
48 págs.
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do livro de poemas mais importante da autora, de seu nome completo Maria Alberta Rovisco Garcia Menéres de Melo e Castro, que foi co-autora (com E.M. de Melo e Castro) das quatro sucessivas edições da antologia Antologia da Novíssima Poesia Portuguesa.

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sábado, abril 01, 2017

Técnologia do Linho


MANUEL D’OLIVEIRA MATOS SEQUEIRA

Lisboa, 1945
Universidade Técnica de Lisboa – Instituto Superior de Agronomia
1.ª edição
27 cm x 21,5 cm
6 folhas + 99 folhas
subtítulo: Considerações sôbre a maceração – Relatório final do Curso de Engenheiro Agrónomo
impressão a mimeógrafo apenas numa face
exemplar estimado; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trabalho académico realizado num contexto em que o Ministério da Economia procurava reactivar a cultura e tratamento da fibra do linho, impedindo o seu declínio acentuado, devido aos deficientes métodos até então empregados na respectiva maceração.

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Contos Sem Cotação


AUGUSTO CUNHA
capa de Stuart Carvalhais
ilust. Abel Manta, Bernardo Marques, Botelho, Eduardo Malta, Francisco Valença, Jorge Barradas, Lino António, Martins Barata, Sara Afonso, et alli

Lisboa, 1939
«Livraria Popular» Francisco Franco (deposit.)
1.ª edição
19,6 cm x 13 cm
188 págs. + 16 folhas em extra-texto
ilustrado no corpo do texto e em separado
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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No Leilão Ameal



[GUSTAVO] MATOS SEQUEIRA
nota de abertura de Luís Derouet

desenhos de Alberto Sousa

Lisboa, 1924
Emprêsa Editora e de Publicidade A Peninsular Ld.ª
1.ª edição
20,7 cm x 15,2 cm
66 págs.
subtítulo: Crónica Amena de uma Livraria a Menos – 31 de Março a 16 de Abril de 1924
todas as páginas apresentam cercaduras decorativas, vinhetas ou caricaturas
exemplar estimado; miolo limpo
discreta assinatura de posse no rodapé do frontispício
tiragem declarada de 500 exemplares «destinados aos bibliófilos»
PEÇA DE COLECÇÃO

65,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de uma das mais gostosas e cómicas descrições do que é um leilão, a sua assistência de ávidos licitantes, o esgrimir de ofertas, etc. Inicialmente publicado nas colunas do jornal O Mundo, esta sua forma em livro constitui peça para guardar e levar até ao futuro... que é aquilo que os coleccionadores mais conscientes afinal fazem ao pagar fortunas por raridades que, de outro modo, esfumar-se-iam na devoradora espiral do tempo. Para aqueles desconhecedores do meio e das manhas de uma sessão leiloeira, Matos Sequeira intercala nas suas crónicas jornalísticas versos que dão o tom e a nota:
«Com o “Esteves” prègando à mão direita,
e à mão esquerda o Pinheiro,
(apregoando os lotes o primeiro
e o segundo lançando-os em Receita),
muito bem pendurado num charuto,
nesta praça é quem faz de Inteligente,
e mete medo à gente
arregalando o seu olhinho arguto.
Êle e os livros tratam-se por tu
e, basta haver quem pague,
é capaz de vender, como um Barbou,
um livro de mortalhas Zig-Zag. [...]»

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Mediterrâneo


GUSTAVO DE MATOS SEQUEIRA
ilustrações de Estrela Faria

Lisboa, 1934
Sociedade Nacional de Tipografia
1.ª edição
18,8 cm x 12,4 cm
2 págs. + 180 págs.
subtítulo: Crónicas de Viajem
composto manualmente
ilustrado no corpo do texto
encadernação modesta de amador em tela e papel de fantasia
por aparar, sem capas de brochura
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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1147 – 8.º Centenário da Tomada de Lisboa aos Mouros – 1947


GUSTAVO DE MATOS SEQUEIRA
URBANO RODRIGUES
CARLOS PEREIRA DA ROSA
ACÚRCIO PEREIRA
MARQUES DA COSTA
capa e ilust. Manuel Lapa
planta de Lisboa por José Espinho
desenhos do “Cortejo Histórico” por Eduardo Coelho [ETC]
fotografias por Horácio Novais
pref. Alvaro Salvação Barreto

Lisboa, 1947
[Câmara Municipal de Lisboa]
1.ª edição
24,1 cm x 17,4 cm
124 págs. (texto) + 6 folhas em extra-texto (reproduções fotográficas) + 1 desdobrável em extra-texto (mapa) + 194 págs. (anunciantes)
subtítulo: Programa oficial das comemorações do VIII Centenário da Tomada de Lisboa
profusamente ilustrado
impresso sobre papéis superiores
exemplar muito estimado; miolo limpo
70,00 eur (IVA e portes incluídos)

Para além da literatura relativa ao facto histórico comemorado, há que sublinhar o incontornável e vastíssimo registo de firmas de comércio e indústria da época, patente nas páginas dedicadas aos anunciantes e patrocinadores. E também, documentam estas últimas, deve ter-se em atenção a sua importância para a história das artes gráficas nacionais.

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1147 – Reportagem Retrospectiva da Conquista de Lisboa


GUSTAVO DE MATOS SEQUEIRA
capa de Stuart [de Carvalhais]

Lisboa, 1947
Livraria Sá da Costa – Editora
1.ª edição (em livro)
19,1 cm x 12,5 cm
152 págs.
exemplar manuseado, mas aceitável; miolo limpo
autenticado com o carimbo do Autor
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Aqui o desempenho honesto do historiador sobrepõe-se à estilística necessariamente ficcional para tratar de um tema fundador da nacionalidade, e por isso longínquo no tempo, tendo por alvo os leitores ligeiros de um periódico, o Diário Popular, que acolheu em primeira mão o texto de Matos Sequeira.

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