sexta-feira, abril 28, 2017

Fanga



ALVES REDOL
capa e ilust. Manuel Ribeiro de Pavia

Lisboa, 1948
s.i.
9.º milhar [3.ª edição]
19,4 cm x 13,4 cm
376 págs. + 6 folhas em extra-texto (desenhos)
ilustrado em separado
exemplar estimado; miolo limpo, por abrir
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

[Francisco] Monteiro Grilo (nas fichas de leitura para o departamento de aquisições da Fundação Calouste Gulbenkian), ao deparar-se, já por alturas da sexta edição, com o serviço de leitura da vertente obra de Redol, dá-a como «não aceitável» e sugere nova «leitura por um colega». Cabe, então, a António Quadros avaliar a dita: «Trata-se [...] de um dos livros culminantes da carreira de Alves Redol. Exemplo típico do neo-realismo português, apresenta a concepção materialista económica da vida e da sociedade, no exemplo de um camponês ribatejano que aprende a ler e tem consciência do seu papel de proletário. O livro tem méritos, até porque o autor foi um pioneiro do género, mas o extremismo do seu ponto de vista quase exclusivamente social torna-o pouco aconselhável. [...] existem afirmações que não podemos dar à leitura nas nossas bibliotecas.»
«Fanga foi queimado na praça pública, na Golegã, pelos grandes lavradores.» (aa.vv., Alves Redol: Horizonte Revelado, Assírio & Alvim | Museu do Neo-Realismo, Lisboa | Vila Franca de Xira, 2011)

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