domingo, maio 14, 2017

Alemanha Ensangüentada



AQUILINO RIBEIRO

Lisboa, s.d. [1935]
Livraria Bertrand
1.º milhar
18,8 cm x 12,2 cm
312 págs.
encadernação modesta em meia-inglesa com tela e papel de fantasia, gravação a ouro na lombada
aparado, sems capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
carimbo e assinatura de posse no ante-rosto e no frontispício
sinete do autor na pág. 6
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da carta de abertura que o Autor, em Maio de 1935, dirige a Francisco Pulido Valente:
«[...] A Alemanha que perpassa nestas páginas» [em 1920] «fui surpreendê-la no momento mais trágico e porventura singular da sua história: ao saír da guerra, rôta, faminta, ulcerada, desiludida de Deus e de César, heróica sempre. Começara a operar o Diktat de Versalhes ou a cilindração dum povo, à valentona e com meticulosidade chinesa, como se faz à brita das estradas.
Exangue, sem fôlego, governada por fantasmas, só um cego a não veria a tomar-se daquela febre que devia conduzir a Hitler e ao estado de exaltação patriótica que apavora o mundo. Dessa mesma, enfêrma e revolcando-se no desespêro, sem a menor dúvida descende em linha recta a Alemanha que acaba de erguer a espada com o trémulo e sensual regozijo duma tríbu de hunos chamada às armas. Em linha recta, sim, por contra-pancada, como à violência erigida em sistema responde sempre a incompreensível reacção. [...]
O mais lamentável de tudo é que se perdesse a lição do cataclismo e rios de sangue e de lágrimas debalde regassem o mundo. Estão outra vez de pé em suas aras as divindades carniceiras. [...]»

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