domingo, maio 14, 2017

Cintra Pinturesca, ou Memoria Descriptiva da Villa de Cintra, Collares, e seus arredores



[VISCONDE DE JUROMENHA]

Lisboa, 1838
Typographia da Sociedade Propagadora dos Conhecimentos Uteis
1.ª edição
22,3 cm x 14,6 cm
2 págs. + 232 págs.
muito elegante encadernação da época em pele e papel de fantasia, com invulgar gravação a ouro na lombada
pouco aparado, sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo 
175,00 eur (IVA e portes incluídos)

O autor, João Antonio de Lemos Pereira de Lacerda, visconde de Juromenha, segundo Inocêncio Francisco da Silva, «Nasceu a 25 de maio de 1807, n’uma casa da rua de S. Domingos, á Lapa em Lisboa, sendo filho primogenito do 1.º visconde de Juromenha, Antonio de Lemos Pereira de Lacerda, tenente general, e de sua mulher D. Maria da Luz Willougby da Silveira. Depois dos primeiros estudos no collegio de S. Pedro e S. Paulo, vulgo Inglezinhos, passou para o collegio dos nobres, então dirigido pelo professor Ricardo Raymundo Nogueira, um dos governadores do reino na ausencia de el‑rei D. João VI, emquanto a côrte portugueza se conservou no Brazil; e d’ahi foi para Coimbra, onde fez o exame de preparatorios, em que incluiu os dos idiomas francez, inglez, latinidade e grego, matriculando‑se em seguida nos cursos de mathematica e philosophia, que teve que interromper por causa da guerra civil. Seguindo a causa do sr. D. Miguel, devidamente auctorisado por seu pae para deliberar e votar, assistiu á reunião dos tres estados do reino, em julho de 1828 [...].
Não tem, por sem duvida, devido á excessiva modestia do seu viver, e ao limitado de suas relações litterarias e scientificas, muitos titulos de academias ou corporações litterarias. Pertenceu ao antigo conservatorio dramatico, e ultimamente lhe conferiram, sem o solicitar e sob proposta do academico sr. Silva Tullio, o diploma de socio correspondente da academia real das sciencias de Lisboa.
A sua estreia, na carreira das boas letras, foi a publicação da obra [...] Cintra pinturesca, 1838‑1839, trabalho revisto por Alexandre Herculano, com quem estabelecêra relações por intermedio do seu antigo condiscipulo e brilhante escriptor, Ignacio Pizarro de Moraes Sarmento, conservando sem interrupção e sem azedume essas relações com o distincto historiador, apesar da profunda divergencia de opiniões politicas. [...]» (Diccionario Bibliographico Portuguez, tomo X [Brito Aranha], Imprensa Nacional, Lisboa, 1883)


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