sexta-feira, junho 30, 2017

Corpos Estranhos


ALBERTO PIMENTA
capa e grafismo de Augusto Mota
ilust. Nelson Dias

s.l. [Coimbra], 1973
[ed. Autor]
1.ª edição
21 cm x 16,4 cm
116 págs.
ilustrado
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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telemóvel: 919 746 089


Bestiário Lusitano



ALBERTO PIMENTA

Lisboa, 1980
Edição do Autor
1.ª edição
20,9 cm x 16,4 cm
88 págs.
exemplar estimado; miolo limpo, com algumas páginas manchadas por contacto com papéis acidulados
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz o autor de si próprio que «nasceu em 1937, é licenciado em letras, soldado sem instrução incorporado na reserva territorial, foi durante 16 anos professor de português na universidade de Heidelberg, actualmente [nos anos 80] não é nada disso [...].» Há que acrescentar a estas singulares palavras: que o género e o estilo daquilo que escreve são cáusticos, mordazes, senão mesmo viperinos.

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A Visita do Papa


ALBERTO PIMENTA

Lisboa, Maio de 1982
& etc
1.ª edição
20,3 cm x 16,1 cm
20 págs.
acabamento com dois pontos em arame
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

Um pormenor, que alguns ignorarão hoje por falta de memória ou de referências, é o lettering na capa, em que, para a palavra Papa, se fez um tratamento gráfico das letras a partir de uma então popular marca de papel higiénico. Também o texto, que alinha pela bitola do repúdio da vinda do sumo-pontífice a Portugal, desenvolve trocadilhos e alusões em torno dessa dita marca.

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Aforismos Mágicos | D. Quixote e os Touros


ANTÓNIO OSÓRIO
JÚLIO POMAR

Mafra, 1998
Edições ELO
2.ª edição [1.ª edição conjunta ilustrada]
24 cm x 17 cm
152 págs.
ilustrado
exemplar como novo
VALORIZADO PELAS ASSINATURAS DOS DOIS AUTORES
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da reedição conjunta dos livros Aforismos Mágicos, originalmente publicado no Porto pela Gota de Água, em 1985, e Ofício dos Touros, antes publicado em Lisboa pela Imprensa Nacional – Casa da Moeda, em 1991.

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Aforismos Mágicos | D. Quixote e os Touros


ANTÓNIO OSÓRIO
JÚLIO POMAR

Mafra, 1998
Edições ELO
2.ª edição [1.ª edição conjunta ilustrada]
24 cm x 17 cm
152 págs.
ilustrado
exemplar como novo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Anteu – Cadernos de Cultura


Lisboa, Fevereiro e Maio de 1954
dir. António Osório, Fausto Denis, José Leitão da Graça, Pedro Tamen e Rogério Fernandes
colecção completa (2 números)
24,5 cm x 19,6 cm
16 págs. + 24 págs.
composto manualmente em Elzevir
exemplares em bom estado de conservação, o segundo fascículo por abrir
150,00 eur (IVA e portes incluídos)

Colaboração, entre outros, e para além dos próprios orientadores da publicação, de Cristovam Pavia, João Palma-Ferreira, Tomaz Kim e Maria Valupi. Rogério Fernandes assina, no segundo fascículo, uma luminosa crítica ao livro do surrealista Manuel de Lima, Malaquias ou a História de um Homem Bàrbaramente Agredido, que Luiz Pacheco acabara de publicar na sua editora Contraponto.

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Antologia Poética


ANTÓNIO OSÓRIO
capa de Rogério Petinga

Lisboa,1994
Quetzal Editores
1.ª edição
21 cm x 13 cm
XXIV págs. + 328 págs.
exemplar estimado; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Raiz Afectuosa


ANTÓNIO OSÓRIO
posfácio de Maria da Glória Padrão
capa de Mário Botas

Porto, 1984
Gota de Água
2.ª edição (revista)
20,6 cm x 14,9 cm
100 págs.
subtítulo: 1965-1971
exemplar em bom estado de conservação
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor à fotógrafa Ana Esquivel
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reedição do primeiro livro de versos do Autor, datada essa de 1972, uma época que contou com as suas ligações à oposição ao regime fascista...

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A Ignorância da Morte

ANTÓNIO OSÓRIO
prefácio de Eugénio Lisboa
capa e sobrecapa de F. C.

Lisboa, 1982
Editorial Presença, Lda.
2.ª edição (revista)
18,3 cm x 11,6 cm
204 págs.
exemplar como novo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Poeta tardio, no sentido em que só pelos 40 e tal anos de idade dá a conhecer a sua poesia (A Raiz Afectuosa, ed. Autor, Lisboa, 1972). Este foi, em 1978, o seu segundo, e colheu do poeta e exegeta Joaquim Manuel Magalhães aplauso e mesmo direitos de exemplo para as gerações coevas e as futuras. Senão, leiamo-lo:
«[...] Ainda não sei bem como falar de bom-gosto, depois de esse conceito ter sido a base de todo o discurso reaccionário tentando opor-se aos impulsos da arte ligada às efectivas vanguardas de entre as duas guerras. Há, por um lado, todo o peso dessa tradição do desmando, da escrita em abismo, cuja fulguração atravessa o nosso século literário. Ela tornou a palavra bom-gosto uma espécie de visco na boca dos académicos e das delicodoces almas dadas aos encontros devaneantes. Mas também ela, por outro lado, mesmo nas suas propostas de mais catastrófica vocação, vive de uma tensão, de uma escolha de um tecido de relações, de uma busca do menos gasto pelo tempo que são algo a que a expressão bom-gosto, num desígnio renovado, se poderia aplicar. O bom-gosto não como um padrão, mas como uma chegada. Não como um código, mas como uma disponibilidade. Não um enregelamento, mas o modo mais fulgurante por onde a superação se efectiva e sobrepõe ao dessoramento dos estilos, assumindo esta palavra em vez daquela, esta construção em vez da outra: enfim, uma obstinação em não chafurdar no lugar-comum dos outros. Mesmo que defendendo a ironia de expressar o lugar-comum do tempo, que pelo menos essa ironia o torne um lugar-comum apenas seu. É isto que subentendo ao tentar usar “bom-gosto” para definir a contenção da escrita de António Osório. [...]
Bom-gosto que é, neste caso, rasura verbal, rejeição, visível trabalho da escolha, acertamento dos ritmos, ausência de monotonia vocabular. Esta ausência de repetições excessivas de palavras, que não deixam de se tornar obsessivamente inúteis em muitos dos nossos mais aceites poetas contemporâneos, revela uma imaginação verbal notável, sobretudo se tivermos em conta a extensão do volume que estamos a referir. [...]» (In Os Dois Crepúsculos – Sobre poesia portuguesa actual e outras crónicas, A Regra do Jogo, Porto / Lisboa, 1981)


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O Lugar do Amor


ANTÓNIO OSÓRIO
capa de José Alberto Fontes
plano gráfico do poeta Luís Amaro

Porto, 1981
Gota de Água – Iniciativas Culturais, S.C.R.L.
1.ª edição
19,9 cm x 14,6 cm
154 págs.
subtítulos: [inclui:] A Teia Dupla [e] Felicidade da Pintura
exemplar estimado; miolo limpo
é o n.º 1.208 de uma tiragem declarada de 1.300 exemplares
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor ao compositor e encenador Luís Sande Freire (Casa da Comédia) e à actriz Hermínia Tojal (Companhia Nacional de Teatro)
45,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Lugar do Amor


ANTÓNIO OSÓRIO
capa de José Alberto Fontes
plano gráfico do poeta Luís Amaro

Porto, 1981
Gota de Água – Iniciativas Culturais, S.C.R.L.
1.ª edição
19,9 cm x 14,4 cm
154 págs.
subtítulos: [inclui:] A Teia Dupla [e] Felicidade da Pintura
exemplar estimado; miolo limpo
é o n.º 136 de uma tiragem declarada de 1.300 exemplares
35,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quinta-feira, junho 29, 2017

Rumo às Estrelas do Cruzeiro do Sul


MARQUES GASTÃO
capa de Carlos Carmo

Lisboa, 1954
[ed. Autor ?]
1.ª edição
18,9 cm x 12,2 cm
256 págs. + 15 folhas em extra-texto
ilustrado em separado
exemplar muito estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do prefácio do autor:
«Foi a profissão de jornalista, que tanto quero e apaixonadamente sirvo, que me levou ao Brasil, onde fui reencontrar velhos amigos. [...] Daí a série exaustiva de entrevistas que realizei e nas quais me dei, em profundidade, na profissão de ouvir, compreender e de me fazer ouvir e compreender também. E não me arrependi. Considero até, na minha carreira de jornalista, a minha viagem ao Brasil, como um dos trabalhos espirituais que maiores compensações me deram, como jornalista e como escritor. [...]»
Entre as personalidades entrevistadas, contam-se os nomes de Jorge de Lima, Cecília Meireles, José Lins do Rego e Gilberto Freire.

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Porta Maior


MARQUES GASTÃO
capa de Edmundo Muge

Lisboa, s.d. [circa 1955]
Editorial Minerva
1.ª edição
18,8 cm x 13 cm
2 págs. + 216 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR AO JORNAL REPÚBLICA
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Motim Literário


DAVID MOURÃO-FERREIRA

Lisboa, 1962
Editorial Verbo, Lda.
1.ª edição
19,6 cm x 13,2 cm
208 págs.
subtítulo: Ensaio. Crítica. Polémica
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR A URBANO [TAVARES RODRIGUES]
conserva a cinta promocional
37,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Tópicos de Crítica e de História Literária



DAVID MOURÃO-FERREIRA
capa de Manuel Vieira

Lisboa, 1969
União Gráfica
1.ª edição
18,5 cm x 13 cm
292 págs.
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Para além de um conjunto de breves ensaios, diversificados nos seus temas de teoria literária, Mourão-Ferreira estende o seu olhar, necessariamente poético, pela obra dos seus pares de geração, entre os quais avultam Natália Correia, Francisco Bugalho, Afonso Duarte e António Patrício.

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Gaivotas em Terra



DAVID MOURÃO-FERREIRA
capa do pintor Marcelino Vespeira


Lisboa, s.d. [1959]
Editora Ulisseia, Limitada
1.ª edição
20,2 cm x 13,8 cm
248 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
45,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Reúne quatro novelas, mais apropriadamente sátiras de costumes, entre as quais se pode ler «E aos Costumes Disse Nada», que está na origem do guião para o filme, de 1983, Sem Sombra de Pecado de José Fonseca e Costa. No geral, trata-se do mais importante conjunto de ficções criadas por Mourão-Ferreira (também poeta, dramaturgo, ensaísta), um pintor dos tiques urbanos da Lisboa no início da segunda metade do século XX.

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Discurso Directo


DAVID MOURÃO-FERREIRA

Lisboa, 1969
Guimarães Editores
1.ª edição
20,3 cm x 14,2 cm
208 págs.
subtítulo: Crónicas
exemplar em bom estado de conservação
assinatura de posse na folha de ante-rosto
45,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Arnaldo Saraiva, no seu Elogio de David Mourão-Ferreira (in Colóquio / Letras, n.º 145-146, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, Julho-Dezembro 1997), aponta, entre outras constantes temáticas que percorrem a vastíssima obra do escritor:
«[...] a visão cosmopolita mas fundamentalmente trabalhada pelas matrizes culturais europeias: não deixa de ser expressivo o facto de já em 1963 se ter dado conta de problemas a que só muito recentemente chegaram alguns políticos, que por isso não souberam prever situações tão dramáticas como as que viveram a Bósnia e algumas das antigas repúblicas soviéticas. Com efeito, há em Discurso Directo uma passagem que diz o seguinte:
“Tortuosos são os caminhos que levam da barbárie à civilização, da fúria fratricida ao ideal de fraternidade – e bem longe estamos ainda de o ter atingido. Todavia, no que respeita a esta parcela da ‘terra dos homens’, a esta convulsionada zona do continente europeu, já vêm de longa data o apelo e o sonho da unidade. Mas o problema concreto continua a ser este, que logo se esboçara depois da morte de Carlos Magno: saber se é possível a conservação de um regnum Europae ou se, pelo contrário, teremos de eternamente nos resignar à existência de múltiplos regna Europae; saber, em suma, se a unidade será possível a despeito da natural diversidade (melhor: com o respeito pela natural diversidade) ou se não pode extirpar-se, do inconsciente europeu, um pertinaz fermento de desagregação. Têm falhado, com efeito, os mais ambiciosos planos de unidade europeia, mas justamente porque se baseavam na violência e através dela se puseram em prática: é caso, portanto, para repudiar o meio, não o fim.” [...]»

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Sonetos do Cativo



DAVID MOURÃO-FERREIRA
ilustrações do pintor Noronha da Costa
capa e grafismo de Manuel Dias

Lisboa, Janeiro de 1974
Editora Arcádia, S.A.R.L.
1.ª edição
25,6 cm x 17,6 cm
72 págs. + 5 cromos em extra-texto (colados à cabeça)
impresso sobre papel superior amarelo
encadernação editorial em sintético com impressão a vermelho e dourado
exemplar como novo, parcialmente por abrir
é o n.º 326 de uma pequena tiragem de 500 exemplares numerados e assinados pelo Autor
valorizado pela afectuosíssima dedicatória manuscrita do Autor a destinatários que nem chegaram a abrir o livro para lê-lo
260,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Trata-se de um dos mais expressivos conjuntos de versos de Mourão-Ferreira, que, já não sendo na altura inéditos, assumiam uma invulgar coesão simultaneamente linguística e de sentimento. A título demonstrativo, o pungente soneto «Entretanto»:

«Entre missas e mísseis teus irmãos
Entre medos e mitos teus amigos
Entretanto entre portas tu contigo
entretido a sonhar como eles vão

Entre que muros moram suas mãos
Entre que murtas montam seus abrigos
Entre quem possa ver deste postigo
entre que morros morrem de aflição

Entre murros enfrentam-se os mais tristes
Entre jogos ou danças proibidas
entre Deus e a droga os menos fortes

Entre todos e tu vê o que existe
Entreacto em comum somente a vida
Entre tímidas aspas já a morte.»

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Tempestade de Verão


DAVID MOURÃO-FERREIRA
desenho de António Vaz Pereira


Lisboa, 1960
Guimarães Editores
2.ª edição (corrigida e aumentada ne varietur)
21,5 cm x 15,7 cm
92 págs.
exemplar como novo, apresentando apenas sinais da acção da luz na lombada
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

É o segundo livro de versos do Autor. Embora não seja a edição princeps, é esta a de maior interesse para o estudo dos seus processos de revisão poética.

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Os Quatro Cantos do Tempo


DAVID MOURÃO-FERREIRA

Lisboa, 1963
Guimarães Editores
2.ª edição (1.ª edição em Portugal)
21,6 cm x 15,7 cm
144 págs.
subtítulo: Poema
exemplar muito estimado, apresentando apenas sinais da acção da luz, nomeadamente na lombada
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Terceiro livro de versos do Autor, cuja edição princeps fôra impressa no Brasil. Um novo género aflora aqui: a canção popular fatalista, ou fado. É por esta altura – de notar, os poemas deste livro situam-se nos finais dos anos 50 – que a proximidade de Amália Rodrigues vai começar a pôr à prova essa técnica de escrita e o ideário correspondente.

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quarta-feira, junho 28, 2017

Ao Fim da Memória


FERNANDA DE CASTRO
capas de Sebastião Rodrigues sobre óleos de Sarah Afonso e Tarsila do Amaral

Lisboa, 1986 e 1987
Editorial Verbo
1.ª edição (ambos)
2 volumes (completo)
21,6 cm x 15,6 cm
2 x 328 págs.
subtítulos: Memórias, 1906-1939 e Memórias II, 1939-1987
exemplares muitos estimados; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício do II vol.
LOTE VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DA AUTORA NO I VOL.
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Maria Fernanda Teles de Castro e Quadros – casada com António Ferro, mãe do escritor António Quadros – foi poeta, romancista, tradutora, etc., tendo-se evidenciado preponderantemente na área de literatura infantil. As suas memórias oferecem um bom panorama da vida intelectual no século XX português...

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Urgente


FERNANDA DE CASTRO

Lisboa, 1989
Guimarães Editores
1.ª edição
21,7 cm x 15,6 cm
80 págs.
impresso sobre papel superior
exemplar muito estimado, sujidade superficial na capa; miolo irrepreensível, por abrir
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota de leitura, assinada pela romancista Fernanda Botelho, para os serviços de aquisição de obras para as Bibliotecas Itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian:
«Não temos aqui nenhuma escrita automática, nada dessa poesia a que eu darei a designação de poesia de “facilidade catártica”. [...] Mas esta presença no presente e no futuro não se efectua em termos de hermetismo. São, porém, de grande actualidade os tópicos focalizados: o stress, a tecnologia, a terceira idade, o tempo (a falta de), as horas de ponta, a poluição, um materialismo absorvente, a permissividade, a massificação turística, etc., etc. Fernanda de Castro estava bem informada sobre o tempo em que vive os seus últimos anos da sua vida e achou urgente testemunhar. [...] Poesia cinética, dada a imediatez da imagem realçada pela limpidez do verbo, poesia descritiva e narrativa de grande densidade e intenso fulgor. Poesia, ainda, voltada para um sentido social de justiça e de humanismo, legando-nos quadros de rua e retratos de gente maltratada pela vida no tempo e no espaço [...].»

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Jardim


FERNANDA DE CASTRO
capa de Bernardo Marques

Lisboa, 1928
s.i. [ed. Autora]
1.ª edição
20,1 cm x 13,5 cm
96 págs.
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar estimado, com pequenos golpes no bordo superior da capa; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da História da Literatura Portuguesa (António José Saraiva / Óscar Lopes, 15.ª ed., Porto Editora, Porto, 1989):
«[...] Pode dizer-se que a nova consciência literária surgida de vivências femininas principiou pela afirmação, com Florbela Espanca, da livre intimidade de mulher, e que atingiu com Irene Lisboa a sua primeira notável realização em prosa. Mas não podem deixar de assinalar-se precursoras como [entre outras] Fernanda de Castro [...].»
Uma mera curiosidade: o vertente livro leva impresso na portada dedicatória à escritora madeirense Luísa Grande (Luzia).

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Danças de Roda


FERNANDA DE CASTRO

Lisboa, 1921
Tip. Lusitania
1.ª edição
17 cm x 13,1 cm
64 págs.
impresso sobre papel avergoado
exemplar estimado, com pequenos restauros na capa; miolo limpo, com falhas marginais do papel nas folhas das págs. 12-13 e 15-16 sem afectar o texto
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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África Raiz


FERNANDA DE CASTRO
capa de Inês Guerreiro
ilust. Eleutério Sanches

Lisboa, 1966
s.i. [ed. Autora]
1.ª edição
19,9 cm x 14,6 cm
62 págs.
ilustrado
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível, por abrir
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DA AUTORA
35,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Cartas da África



MANUEL KOPKE
capa e ilust. MK [Manuel Kopke]

s.l. [Porto], 1928
s.i. [ed. Autor]
1.ª edição
19,2 cm x 12,7 cm
384 págs. + 5 folhas em extra-texto
subtítulo: 1895-1915 – Trechos de cartas e de cadernos de apontamentos de um Sertanejo, respigados ao acaso
ilustrado em separado
exemplar envelhecido mas aceitável; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Monotonia


THOMAZ RIBAS
capa de Maria Emília Ribas

[Coimbra], 1943
Portugália
1.ª edição
22 cm x 14,4 cm
32 págs.
exemplar estimado; miolo limpo, por abrir
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

De seu nome inteiro Tomaz Emídio Leopoldo de Carvalho Cavalcanti de Albuquerque Schiappa Pectra Sousa Ribas, este livro de versos é o seu primeiro livro, escritor que veio a evidenciar-se como não despiciendo prosador neo-realista. O bailado será ainda outra das suas paixões de conhecedor, e à volta do qual girou toda a sua vida profissional.

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Montanha Russa


TOMAZ RIBAS
capa de Victor Palla

Coimbra, 1946
Coimbra Editora, Limitada
1.ª edição
20,2 cm x 14,7 cm
8 págs. + 436 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Na colecção de referência Novos Prosadores, com belíssima capa de Victor Palla, eis o primeiro romance de Ribas, que «[...] foi considerado uma notável esperança, “uma realidade”, no dizer de Pierre Hourcade que, tal como a Révue International, o considera um dos mais dotados ficcionistas neo-realistas portugueses; o estudo da classe burguesa desenvolvido num romance é considerado a mais autêntica e profunda contribuição sociológica da moderna ficção portuguesa. [...]» (da nota introdutória a O Primeiro Negócio, col. Novela, Lisboa, 1956).

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terça-feira, junho 27, 2017

As Mulheres e as Cidades


AUGUSTO DE CASTRO
capa de F. Beltran Masses

Lisboa, s.d. [1928, seg. BNP]
Emprêsa Literária Fluminense, L.da
1.ª edição
18,6 cm x 12 cm
200 págs.
capa impressa a negro com cromo polícromo colado
exemplar estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
50,00 eur (IVA e portes incluídos)


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As Mulheres e as Cidades


AUGUSTO DE CASTRO
ilustrações de Júlio Gil

Lisboa, 1958
Empresa Nacional de Publicidade
2.ª edição
25,5 cm x 17,6 cm
152 págs. + 10 folhas em extra-texto
profusamente ilustrado no corpo do texto e em separado
linotipado num correctíssimo Garamond e impresso sobre papel superior
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
é o n.º 211 de uma tiragem assinada pelo Autor
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota de abertura que o próprio Autor assina:
«[...] Há certamente quem viaje pelo simples prazer de catalogar estações de caminho de ferro, catedrais, praças, álbuns, paisagens e quartos de hotel. Como há pessoas que supõem ter amado – só porque, na vida, murmuraram ao ouvido de cem mulheres a mesma fria e estúpida palavra. Há certamente cada vez mais gente que, com frenesi e prodigalidade, se desloca; há cada vez menos sente que viaja. E paralelamente, se, no jaz-band da vida de hoje, o prazer banal e fácil da aventura faz de cada homem um enfastiado coleccionador de fraquezas femininas – mais rara, cada dia, se torna na alma humana, a flor doce e dolorosa do amor. O Baedeker, a caravana, o turismo transformaram a civilização em todo o Mundo na mesma pardacenta e fonográfica monotonia. O tango, a garçonnière, o impudor e a facilidade do flirt tiraram à paixão humana toda a aventura, toda a fantasia, toda a sublime ilusão da impaciência, do perigo e da conquista. [...]
Há cidades, como certas mulheres, que respiram um misterioso fluido de encanto e sedução. [...]
Sempre que chego a uma cidade que não conheço, procuro surpreender o seu sono, errando de noite pelas ruas ermas, sentindo-a respirar e palpitar. A noite é a hora furtiva do abandono e da posse. Há cidades que têm o sono ligeiro e sensual, como Paris; cidades que ressonam, como Londres; cidades que têm insónias, como Madrid. Mas nunca vi dormir uma cidade como Córdova – nua e branca, ao luar. [...]
São os homens que fazem a cultura duma raça – mas são as mulheres que fazem a civilização dum povo. A alma das cidades é sempre uma alma feminina. [...]»

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Cinco Figuras


AUGUSTO DE CASTRO
desenhos de Abel Manta e Benito Prieto

Lisboa, s.d. [circa 1962]
Empresa Nacional de Publicidade
1.ª edição
25,3 cm x 17,5 cm
124 págs. + 5 folhas em extra-texto
ilustrado
impresso em papel marfim de gramagem superior
com sobrecapa
exemplar estimado, pequenos defeitos na sobrecapa; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunião de uma conferência e quatro discursos proferidos pelo Autor entre 1950 e 1962, que, como jornalista, foi director do Diário de Notícias. Textos límpidos acerca de Garrett, José Estêvão, Camilo, Junqueiro e Gregório Marañon. Refere-lhe o Dicionário Cronológico de Autores Portugueses (vol. III, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1994) o «[...] seu estilo ágil, flexuoso e ritmicamente sensual [...]». E que dele «[...] se pode dizer, de certo modo, que queimou um enorme talento nessa pira implacável e devoradora que são os jornais. [...]»

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Homens e Païsagens Que Eu Conheci


AUGUSTO DE CASTRO

Lisboa, 1941
Livraria Clássica Editora de A. M. Teixeira & C.ª (Filhos)
2.ª edição (ampliada)
19 cm x 12,3 cm
340 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Fumo do Meu Cigarro


AUGUSTO DE CASTRO

Lisboa, 1964
Sociedade de Expansão Cultural
6.ª edição
19,1 cm x 12 cm
252 págs.
exemplar como novo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Inicialmente publicado em 1916, reúne crónicas jornalísticas acerca dos mais diversos assuntos, sendo de sublinhar aquelas em que Augusto de Castro tece breves retratos de escritores, como seja Augusto Gil, Teixeira de Queirós, Ramalho Ortigão, Sampaio Bruno, Ricardo Jorge, ou o desenhador Manuel de Macedo.

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Há 83 Anos em Veneza


AUGUSTO DE CASTRO

Lisboa, s.d. [1966, seg. BNP]
Livraria Bertrand
1.ª edição
19 cm x 12,3 cm
280 págs.
exemplar estimado, capa com ligeiros vincos; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Augusto de Castro Sampaio Corte-Real (1883-1971), que foi jornalista e diplomata, tendo assim tido a oportunidade de relatar acontecimentos e entrevistar os principais actores políticos, tanto da I como da II Guerras Mundiais, junta no vertente livro um núcleo de crónicas e de reflexões em torno das artes do século XX. A morte do genial Wagner em 1883 dá início a uma fiada de lembranças de toda uma época, segundo Castro, «sem estilo». Ou, mais concisamente, também segundo ele: «O século XX herdou a dispersão doutrinária, a desordem de consciência, o tumulto social, a inquietação moral, o individualismo político e estético do século XIX. O nosso século herdou o pior do romantismo. A democratização da influência, o desnivelamento do poder, o materialismo, a ascensão das massas, o desequilíbrio produzido pelo tremor de terra de duas guerras destruíram todas as formas de solidariedade espiritual. O estilo é uma dessas formas. Uma época que não criou um estilo estético não criou uma idealização da vida. [...] O que se chama estilo moderno é, na arquitectura como na arte em geral, a anarquia ou a sobreposição de linguagens, em que a procura do “diverso”, muito mais do que da originalidade, domina a inspiração. [...]»
Veio a chamar-se a isto pós-modernismo, mas, em 1966, era ainda demasiado cedo para um nome de escola.

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Origem de Varias Locuções, Adagios, Anexins, etc.


ANTONIO THOMAZ PIRES

Elvas, 1928
Tipografia Progresso de Ernesto Augusto Alves e Almeida
1.ª edição (em livro)
19,1 cm x 14 cm
136 págs. + XVI págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
dedicatória de posse e carimbo de Tude Martins de Sousa
70,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trabalho publicado inicialmente no jornal O Elvense, entre 11 de Abril de 1886 e 25 de Setembro de 1887, é constituído por pouco mais de três centenas de verbetes, cada qual referindo uma expressão idiomática que o autor contextualiza e explica em detalhe.

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Grades


SOPHIA DE MELLO BREYNER
capa de Fernando Felgueiras

Lisboa, 1970
Publicações Dom Quixote
1.ª edição
18,1 cm x 10,9 cm
80 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial:
«[...] Fez parte dos últimos corpos gerentes da extinta [pela PIDE] Sociedade Portuguesa de Escritores e depois da extinção desta foi presidente do Centro Nacional de Cultura. Foi candidata a deputada pela lista da Oposição do círculo do Porto em 1969. Faz parte da Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos. [...]»
Um poema... aliás, o poema que encerra o livro:

«CATARINA EUFÉMIA

O primeiro tema da reflexão é a justiça
E eu penso nesse instante em que ficaste exposta
Estavas grávida porém não recuaste
Porque a tua lição é esta: fazer frente

Pois não deste homem por ti
E não ficaste em casa a cozinhar intrigas
Segundo o antiquíssimo método oblíquo das mulheres
Nem usaste de manobra ou de calúnia
E não serviste apenas para chorar os mortos

Tinha chegado o tempo
Em que era preciso que alguém não recuasse
E a terra bebeu um sangue duas vezes puro

Porque eras a mulher e não sòmente a fêmea
Eras a inocência frontal que não recua
Antígona poisou a sua mão sobre o teu ombro no instante em que morreste

E a busca da justiça continua»

Da contracapa, nota de Jacinto do Prado Coelho:
«[...] a consciência exige a denúncia – e Sophia tem de usar a ironia terrìvelmente lúcida, acutilante, que desmascara os fariseus, as pessoas oficialmente virtuosas [...].»

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Antologia, 1944-1967


SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN
capa de João da Câmara Leme

Lisboa, 1968
Portugália Editora
1.ª edição (poesia reunida)
20,2 cm x 14,1 cm
236 págs.
impresso sobre papel marfim avergoado
exemplar muito estimado, capa manchada; miolo irrepreensível, por abrir
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Livro Sexto


SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN
[capa de Escada]
ilust. Arpad Szenes

Lisboa, 1962
Livraria Morais Editora
1.ª edição
19,7 cm x 15,4 cm
80 págs.
impresso sobre papel avergoado
capa em cartolina tipo kraft, com cromo colado
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

É um dos mais interessantes livros de versos de Sophia, sem tempos mortos, nem evasivas líricas: «[...] Eis-me / Tendo-me despido de todos os meus mantos / Tendo-me separado de adivinhos mágicos e deuses / Para ficar sòzinha ante o silêncio [...]» E assim se prepara a escritora para o «Pranto Pelo Dia de Hoje»:

«Nunca choraremos bastante quando vemos
O gesto criador ser impedido
Nunca choraremos bastante quando vemos
Que quem ousa lutar é destruído
Por troças por insídias por venenos
E por outras maneiras que sabemos
Tão sábias tão subtis e tão peritas
Que nem podem sequer ser bem descritas»

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Livro Sexto


SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN
[capa de Escada]

Lisboa, 1966
Livraria Morais Editora
3.ª edição
19,9 cm x 15,4 cm
80 págs.
capa em cartolina tipo kraft, com cromo colado
exemplar estimado; miolo limpo
discreto ex-libris em relevo seco na contracapa
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Geografia


SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN
capa de Almada Negreiros

Lisboa, 1972
Edições Ática
2.ª edição (aumentada)
19,5 cm x 13,9 cm
112 págs.
capa impressa a duas cores e relevo seco
exemplar estimado, capa suja; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Versos exemplares:

«Eu me perdi na sordidez dum mundo
Onde era preciso ser
Polícia agiota fariseu
Ou cocote

Eu me perdi na sordidez do mundo
Eu me salvei na limpidez da terra

Eu me busquei no vento e me encontrei no mar
E nunca
Um navio da costa se afastou
Sem me levar»

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Dual



SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN
fixação do texto por Luis Miguel Gaspar
capa de Henrique Cayatte
na badana desenho de Arpad Szenes

Lisboa, 2004
Editorial Caminho
5.ª edição (edição definitiva)
21 cm x 14,4 cm
92 págs.
capa impressa a duas cores e relevo seco
exemplar como novo
37,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Notável conjunto de versos de Sophia, aqui repostos na sua plena extensão tipográfica e ortograficamente correctos consoante a vontade expressa pela poetisa ao poeta e pintor Luis Manuel Gaspar, que lhe fixou o texto. Posteriormente, após a morte da escritora, nova edição veio à tona cheia de antigas asneiras e com um mostruário de novas propostas no dislate. Claro que esta última versão não é da responsabilidade de LMG; fica-se até com a ideia de que a Editorial Caminho não assume qualquer responsabilidade cultural perante aquilo que publica: um dia põe no mercado o texto de um autor, amanhã o dito desaparece do mundo dos vivos e vêm os herdeiros dizer que está mal escrito, e vai de permitir-se o pôr à maneira...
Em suma: é a vertente edição a única a dever ser considerada a última do punho da autora, e, portanto, a única válida para a posteridade.

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Dual


SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN
[capa de Escada]

Lisboa, 1977
Moraes Editores
2.ª edição
19,9 cm x 15,4 cm
84 págs.
capa em cartolina tipo kraft, com cromo colado
exemplar estimado, sinais de lepisma no bordo superior do cromo; miolo limpo
datação de posse no ante-rosto
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Cristo Cigano


SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN
[capa e] ilustração de José Escada

Lisboa, 1978
Moraes Editores
2.ª edição
19,9 cm x 15,6 cm
32 págs. + 1 folha em extra-texto
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

José Palla e Carmo elogia, no ficheiro de leitura do departamento de aquisições para as Bibliotecas Itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian, assim:
«[...] um escultor, um cigano, um homem (parábola do tipo das que viria Sophia de Mello Breyner a retomar, mais tarde, sobretudo em Contos Exemplares) caminha, procura, renega a morte, acaba por morrer, passando pelo encontro, pelo amor, pela solidão, pelas trevas. Pela magnífica concisão, pela densíssima estrutura, pelo alto valor parabólico, este volume figura entre as mais singulares obras desta notabilíssima escritora, e é altamente recomendável e recomendado.»

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Contos Exemplares


SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN
pref. António Ferreira Gomes
capa de João da Câmara Leme

Lisboa, 1970
Portugália Editora
3.ª edição
18,4 cm x 13 cm
LIV págs. + 206 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
inclui a cinta promocional
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Embora seja a terceira edição, trata-se da primeira a incluir o longo Pórtico do então bispo do Porto, D. António Ferreira Gomes.

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Contos Exemplares


SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN
capa de João Câmara Leme

Lisboa, 1966
Portugália Editora
2.ª edição
19,3 cm x 13,2 cm
176 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
assinatura de posse sobre o frontispício
25,00 eur (IVA e portes já incluídos)

O ensaísta António Quadros, no ficheiro de leitura do departamento de aquisições para as Bibliotecas Itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian, classificando o livro como «recreativo», de «acessibilidade fácil» para leitores com «mais de 17 anos» de idade, julga-o assim:
«A poetiza Sophia de Mello Breyner Andresen não resolveu satisfatòriamente as dificuldades da arte de contar. Embora num ou noutro conto afirme ainda o seu valor lírico, na maioria dos contos, todavia, cai em alegorias demasiado fáceis, e, mostrando-se incapaz de criar personagens, produz histórias esquemáticas e simplistas, onde as figuras são meras abstracções. [...] A 4ª edição traz um prefácio de D. António Ferreira Gomes, Bispo do Porto. Muito erudito, de orientação cristã-progressista discorre longamente, a propósito dos contos, acerca de Cervantes, Rilke, Nietzsche, Heidegger, etc..., fazendo depois uma apologia, quanto a mim exagerada, do livro. [...]»

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