terça-feira, junho 27, 2017

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SOPHIA DE MELLO BREYNER
capa de Fernando Felgueiras

Lisboa, 1970
Publicações Dom Quixote
1.ª edição
18,1 cm x 10,9 cm
80 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial:
«[...] Fez parte dos últimos corpos gerentes da extinta [pela PIDE] Sociedade Portuguesa de Escritores e depois da extinção desta foi presidente do Centro Nacional de Cultura. Foi candidata a deputada pela lista da Oposição do círculo do Porto em 1969. Faz parte da Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos. [...]»
Um poema... aliás, o poema que encerra o livro:

«CATARINA EUFÉMIA

O primeiro tema da reflexão é a justiça
E eu penso nesse instante em que ficaste exposta
Estavas grávida porém não recuaste
Porque a tua lição é esta: fazer frente

Pois não deste homem por ti
E não ficaste em casa a cozinhar intrigas
Segundo o antiquíssimo método oblíquo das mulheres
Nem usaste de manobra ou de calúnia
E não serviste apenas para chorar os mortos

Tinha chegado o tempo
Em que era preciso que alguém não recuasse
E a terra bebeu um sangue duas vezes puro

Porque eras a mulher e não sòmente a fêmea
Eras a inocência frontal que não recua
Antígona poisou a sua mão sobre o teu ombro no instante em que morreste

E a busca da justiça continua»

Da contracapa, nota de Jacinto do Prado Coelho:
«[...] a consciência exige a denúncia – e Sophia tem de usar a ironia terrìvelmente lúcida, acutilante, que desmascara os fariseus, as pessoas oficialmente virtuosas [...].»

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