terça-feira, junho 27, 2017

Há 83 Anos em Veneza


AUGUSTO DE CASTRO

Lisboa, s.d. [1966, seg. BNP]
Livraria Bertrand
1.ª edição
19 cm x 12,3 cm
280 págs.
exemplar estimado, capa com ligeiros vincos; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Augusto de Castro Sampaio Corte-Real (1883-1971), que foi jornalista e diplomata, tendo assim tido a oportunidade de relatar acontecimentos e entrevistar os principais actores políticos, tanto da I como da II Guerras Mundiais, junta no vertente livro um núcleo de crónicas e de reflexões em torno das artes do século XX. A morte do genial Wagner em 1883 dá início a uma fiada de lembranças de toda uma época, segundo Castro, «sem estilo». Ou, mais concisamente, também segundo ele: «O século XX herdou a dispersão doutrinária, a desordem de consciência, o tumulto social, a inquietação moral, o individualismo político e estético do século XIX. O nosso século herdou o pior do romantismo. A democratização da influência, o desnivelamento do poder, o materialismo, a ascensão das massas, o desequilíbrio produzido pelo tremor de terra de duas guerras destruíram todas as formas de solidariedade espiritual. O estilo é uma dessas formas. Uma época que não criou um estilo estético não criou uma idealização da vida. [...] O que se chama estilo moderno é, na arquitectura como na arte em geral, a anarquia ou a sobreposição de linguagens, em que a procura do “diverso”, muito mais do que da originalidade, domina a inspiração. [...]»
Veio a chamar-se a isto pós-modernismo, mas, em 1966, era ainda demasiado cedo para um nome de escola.

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