segunda-feira, julho 31, 2017

A Oeste Nada de Novo



ERICH MARIA REMARQUE
trad. de Mário C. Pires
capa de Figueiredo Sobral

Lisboa, 1964
Publicações Europa-América
[2.ª edição]
19,1 cm x 14,2 cm
300 págs.
encadernação em meia-francesa com cantos em pele, gravação a ouro na lombada e nos respectivos rótulos
aparado, conserva as capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

A acção incide sobre as trincheiras durante a guerra de 1914-1918. Obra literária que também ao cinema deu um dos seus pontos de referência.

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Nada de Novo na Frente Ocidental


ERICH MARIA REMARQUE
trad. Acurcio Pereira

Lisboa, s.d. [1940, seg. BNP]
Livrarias Aillaud e Bertrand
3.ª edição
18,9 cm x 12,2 cm
310 págs.
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
carimbo de posse na pág. 7
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Tempo para Amar e Tempo para Morrer

ERICH-MARIA REMARQUE
trad. de Isabel da Nóbrega
capa de Otelo Azinhais

Lisboa, 1962
Publicações Europa-América
[s.i.]
19,5 cm x 14,3 cm
456 págs.
exemplar bem conservado
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Palavras do editor na badana de suporte do volume:
«[...] Este livro não é um requisitório nem uma defesa, é um depoimento sincero e impressionante, uma pintura chocante e trágica da angústia de um soldado alemão a partir do dia em que ele compreende que a guerra está perdida. O homem que viveu na guerra nos campos de batalha quando, após dois anos de ausência, regressa de licença à sua terra natal, sente-se um estranho. Os bombardeamentos destruíram os velhos bairros. A sua casa é um montão de destroços. Os seus pais desapareceram. Reina o terror e a miséria naquele mundo sinistro e desumanizado como o campo de batalha. É a guerra. E é, também, a sensação de isolamento, a obsessão e a angústia da morte, que o lança nos braços da mulher que, na retaguarda, sofria as consequências do terror e da guerra. Romance da morte e do amor, este novo livro de Erich-Maria Remarque atinge um dos pontos mais altos da sua carreira de escritor. [...]»

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A Centelha da Vida


ERICH-MARIA REMARQUE
trad. de José Saramago
capa de Otelo Azinhais *

Lisboa, 1955
Publicações Europa-América
1.ª edição
19,5 cm x 14 cm
472 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
carimbo de posse no frontispício
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

O autor, que conheceu na pele a I e a II Guerras Mundiais, teve o “privilégio” de ver obras literárias suas queimadas em público pelos nazis; apropriadamente, a acção do presente romance desenrola-se dentro de um campo de concentração...
Palavras do editor na badana de suporte do volume:
«[...] O seu livro desenrola-se integralmente no plano dos factos mais concretos. Não obstante, o próprio título anuncia a grande lição que se desprende destas páginas. É a da precaridade do valor humano. O espírito, fá-lo Remarque dizer à sua personagem principal, não é uma luz intangível desprendida das necessidades materiais. Quem quer que seja pode liquidá-lo, se para tanto tiver tempo e ocasião. A humanidade está constantemente ameaçada, a possibilidade do seu desaparecimento está sempre presente. É preciso salvá-la e reconquistá-la em cada momento.
E é sem dúvida esse o tema mais trágico deste livro, essa centelha espiritual sempre prestes a apagar-se, morrendo e renascendo em cada instante, protegida medrosamente por homens encurralados, obrigados sem cessar a recorrerem à astúcia para permanecerem homens.»
* Capa referida em Ilustração & Literatura Neo-Realista (Museu do Neo-Realismo, Vila Franca de Xira, 2008).

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Ter e Não Ter


ERNEST HEMINGWAY
trad. Jorge de Sena
capa de António Pedro

Lisboa, s.d. [1974, seg. BNP]
Edição Livros do Brasil
2.ª edição [1.ª edição na Colecção Miniatura]
19 cm x 14,6 cm
272 págs.
encadernação editorial em tela encerada, gravação a negro e vermelho na pasta anterior e na lombada, sobrecapa em tricromia
exemplar como novo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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História dum Marinheiro


FREDERICK MARRYAT
trad. Jorge de Sena
capa e ilust. Figueiredo Sobral

Lisboa, s.d. [1945, seg. BNP]
Portugália Editora
2.ª edição
19,3 cm x 12,5 cm
320 págs.
ilustrado
exemplar muito estimado; miolo limpo, por abrir
carimbo do Grupo Desportivo A Académica da Ajuda no ante-rosto
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Frederick Marryat (1792-l848), escritor londrino, é considerado um dos mais notáveis autores de narrativas marítimas.

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Benito Cereno


HERMAN MELVILLE
trad. Maria Helena da Costa Dias
capa de Infante do Carmo

Lisboa, s.d. [1960, seg. BNP]
Portugália Editora
1.ª edição
19,2 cm x 12,3 cm
212 págs.
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível, por abrir
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Odisseia de um Jeep Através do Atlântico



BEN CARLIN
trad. Mário da Costa Pires
capa de Bernardo Marques

Lisboa, s.d. [1956, seg. BNP]
Edição «Livros do Brasil»
1.ª edição
21,8 cm x 15 cm
288 págs. + 16 págs. em extra-texto
ilustrado no corpo do texto e em separado
exemplar muito estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na badana:
«[...] Quanta decisão, quanto espírito de aventura, quanta loucura e até descaramento, foram necessários para levar a bom termo esta audaciosa viagem: a volta ao mundo em “jeep”, de que este livro conta a primeira parte, a travessia do Atlântico! As longas horas passadas no mar, dentro de um “jeep” anfíbio, os temporais desfeitos, as chegadas aos portos, constituem excelentes páginas de descritivo emocionantemente vivido. Do Canadá aos Açores, dos Açores à Madeira, às Canárias, a Marrocos, e depois Lisboa, Madrid, Paris, etc., etc., até à Inglaterra [...]»

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Aventuras de Artur Gordon Pym



EDGAR POË
trad. Alice Ogando

Porto, 1936
Livraria Civilização Editora
1.ª edição
14 cm x 9,8 cm
280 págs.
encadernação editorial em tela gravada a ouro e relevo seco na pasta anterior e na lombada
conserva a capa anterior da brochura
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra de Edgar Allan Poe (1809-1849) que veio a ser, mais tarde (1972), melhor traduzida pelo poeta e jornalista Eduardo Guerra Carneiro, para a colecção Livro B da Editorial Estampa. De qualquer modo, é sempre de interesse cultural verificar como intelectuais com responsabilidades perante um vasto público leitor, como era o caso da escritora Alice Ogando, tratavam de desenvencilhar-se das escritas dos “colegas”-autores que lhes surgiam pela frente.

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Emmanuel Mounier


JOÃO BÉNARD DA COSTA, org., trad., pref. e notas

Lisboa, 1960
Livraria Morais Editora
1.ª edição
20 cm x 15,6 cm
416 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota introdutória de Bénard da Costa:
«[...] não façamos de Mounier a voz da Igreja, mas não se tente recusá-lo como uma voz na Igreja. [...]
Desde o primeiro momento, ou seja desde o momento em que o seu caminho se definiu e Mounier decide fundar o Esprit, em 1932, que existe a consciência de que todo o homem parte de uma situação fáctica, de que a pessoa não é independente do tempo e do lugar em que se encontra, suas opções sendo pois resultantes dessa mesma situação, exigidas em e por ela própria. [...]»
Livro publicado num contexto de resistência dalguns intelectuais católicos ao regime salazarista, o dito grupo da Capela do Rato.

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domingo, julho 30, 2017

O Ângulo Raso


FERNANDA BOTELHO
[capa de Carlos Botelho ?*]

Venda Nova – Amadora, 1957
Livraria Bertrand
1.ª edição
18,9 cm x 12,3 cm
336 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Escreve Graça Abreu na Colóquio / Letras (n.º 161-162, Lisboa, Julho-Dezembro, 2002):
«[...] a arquitectura romanesca de Fernanda Botelho convoca técnicas, registos, géneros, artes e saberes diversificados, em virtuosidade de perfeito e geométrico equilíbrio que lhe permite integrar no romance diarística, lirismo, teatro, géneros romanescos ditos menores, em lúcida e determinada concatenação que lhes concede exactamente o espaço necessário e suficiente para que tenha lugar a problematização que constitui o romance como excesso em relação à narrativa. Romance que se apresenta, de resto, como o lugar onde a pluralidade de processos narrativos encontra a sua razão de ser. Desde o primeiro (O Ângulo Raso), Fernanda Botelho constrói a existência das suas personagens, no que de mais profundo as impulsiona, pela voz dada ao que nelas murmura e que as conduz de modo bem mais decisivo do que os acontecimentos em que participam. [...]»

* Muitas capas deste editor, à época, não indicam nome do artista gráfico ou autor de ilustração, o que dá bem a dimensão do seu desprezo por quem criava a imagem de marca dos livros do seu catálogo...

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Xerazade e os Outros


FERNANDA BOTELHO
capa de José Cândido

s.l., s.d. [Lisboa, 1964]
Livraria Bertrand, S.A.R.L.
1.ª edição
19,1 cm x 12,4 cm
276 págs.
subtítulo: Romance (Tragédia em forma de)
exemplar estimado; miolo limpo, por abrir
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Dicionário Cronológico de Autores Portugueses (Publicações Europa-América, vol. V, Mem Martins, 2000):
«[...] Sintetizando as perplexidades da geração de cinquenta-sessenta, os romances de Fernanda Botelho dão conta de um olhar-testemunho sobre o seu tempo, através de uma expressão distanciada a que não é estranha a ironia ou o sarcasmo e que, do ponto de vista formal, se inscreve nas técnicas e formas do Novo-Romance, seja pela via do registo seco, elíptico, descritivo, seja, com a mesma correcção da frase, por uma expansão mais fluente do discurso, a que também é presente a exploração de sonoridades rítmicas e do valor simbólico da palavra. E estes são procedimentos estilísticos que, a avaliar pela apreciação de Jorge de Sena, também parecem informar a sua poesia: “(...) árida, sarcástica, anti-lírica (...) vivendo a sua lucidez na desagregação e pela desagregação de uma desassombrada e cínica visão que usa insolitamente as palavras e os símbolos”.»

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Terra Sem Música


FERNANDA BOTELHO
capa de José Cândido

Lisboa, 1969
Livraria Bertrand, S.A.R.L.
1.ª edição
19,2 cm x 12,3 cm
312 págs.
subtítulo: O Livro de Pitch
exemplar estimado; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Calendário Privado


FERNANDA BOTELHO
capa de José Cândido

Amadora, 1973
Livraria Bertrand, S.A.R.L.
2.ª edição
19,1 cm x 12,3 cm
268 págs.
exemplar muito estimado, sem qualquer sinal de quebra na lombada; miolo irrepreensível
carimbo de «Oferta» no frontispício
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Ritmo no Verso Português


STYRBJÖRN LINDSTRAND

Lisboa, 1946
[ed. Autor] Parceria António Maria Pereira (distrib.)
[1.ª edição]
24,5 cm x 17,9 cm
16 págs.
subtítulo: Sobre três critérios não correctos dos tratados de metrificação
exemplar estimado, com pequena falha no canto superior esquerdo da capa; miolo limpo
rubricado pelo Autor
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Tratado de Metrificação Portugueza



A. [ANTÓNIO] F. [FELICIANO] DE CASTILHO

Lisboa, 1908
Empreza da História de Portugal
5.ª edição
2 volumes enc. em 1 (completo)
17,4 cm x 11 cm
[144 págs + 1 folha em extra-texto] + 132 págs.
subtítulos: Declamação e Poética
encadernação de amador em meia-inglesa com gravação a ouro na lombada
aparado, sem capas de brochura
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sexta-feira, julho 28, 2017

Noite Rebelde


JOSÉ FERREIRA MONTE
capa de Fernando Namora

Coimbra, 1940
s.i. [ed. Autor]
1.ª edição
19,4 cm x 13 cm
48 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA ENIGMÁTICA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR DATADA DE 1951: «APONHO AQUI A MINHA ASSINATURA SEM UM LEVE VISLUMBRE DE SAUDADE!»*
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do primeiro livro de José Ferreira Monte (1922-1985), que fez parte do primitivo grupo de Coimbra dos neo-realistas. Amigo próximo do compositor Fernando Lopes Graça, para quem escreveu versos destinados a serem musicados, foi na resvista Vértice que prestou relevantes serviços à cultura nacional de resistência.

* Exemplar que pertenceu a Laureano de Barros, tendo sido entregue ao mercado livreiro em Janeiro de 2010, no Porto, num leilão público a cargo da Livraria Manuel Ferreira (cat. ref. n.º 3.609).

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Escombros


JOSÉ FERREIRA MONTE
capa de Assunção Diniz

Coimbra, 1958 [aliás, 1957]
Coimbra Editora, Limitada
1.ª edição
19,5 cm x 14 cm
4 págs. + 204 págs.
subtítulo: Poemas e narrativas
exemplar muito estimado; miolo limpo, parcialmente por abrir, restauro na folhas das págs. 91-92
AUTENTICADO COM O CARIMBO DO AUTOR
35,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Largo de D. Tristão


RACHEL BASTOS
capa de Manuel Ribeiro de Pavia

Lisboa, 1956
Sociedade de Expansão Cultural / Edição da Autora
1.ª edição
19,3 cm x 12,5 cm
164 págs.
exemplar estimado, discretos restauros nos topos da lombada; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Raquel Bastos (1903-1984), esposa do escritor José Osório de Oliveira, destacou-se primeiramente como soprano lírico e, só mais tarde, como escritora de algum modo preocupada com aspectos da realidade social – o que a tornou amigável nos meios neo-realistas.

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O Vento


CLAUDE SIMON
trad. Mário Cesariny de Vasconcelos
capa de António Charrua

Lisboa, s.d. [1962]
Portugália Editora
1.ª edição
19,1 cm x 13,3 cm
276 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
dedicatória de posse no ante-rosto
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na badana:
«[...] como a crítica tem observado, Simon assimilou o desenvolveu grande número dos processos romanescos de Faulkner: a deslocação da cronologia, longas frases carregadas de incidentes e de parênteses, multiplicação dos adjectivos – agrupados, em geral, em blocos de três –, que dão a impressão de um martelamento, o uso repetido do “porque”, do “como se”, do “talvez”, que anula as explicações, as comparações e as hipóteses, acumulando-as. [...]»

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A Náusea


JEAN PAUL SARTRE
trad. António Coimbra Martins
capa de Sebastião Rodrigues

Lisboa, 1968
Publicações Europa-América
1.ª edição
19,5 cm x 14,5 cm
304 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
carimbo de posse de António Vaz da Silva no ante-rosto
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na badana:
«[...] O tema de A Náusea radica-se na linha essencial do pensamento de Sartre: é o tema da salvação pela obra de arte. Roquentin, o personagem de A Náusea justifica a sua existência pelo romance que se propõe escrever. Roquentin afirma numa página de A Náusea que o seu livro, uma vez escrito, lançará sobre o seu próprio passado uma reconfortante e valorizadora claridade.
A Náusea é, para Sartre, o sentimento de existir, é a existência reduzida a cada qual sentir-se existir, e é correlativamente o sentimento de que tudo existe. [...]»

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L’Existentialisme Est un Humanisme


JEAN-PAUL SARTRE

Paris, Fevereiro de 1946
Les Éditions Nagel
1.ª edição
18,8 cm x 12 cm
144 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo, parcialmente por abrir
PEÇA DE COLECÇÃO
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Texto fundador da corrente filosófica que teve como expoentes vivenciais Sartre e Simone de Beauvoir.

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O Existencialismo É um Humanismo




JEAN-PAUL SARTRE
trad., pref. e notas de Vergílio Ferreira

Lisboa, 1962
Editorial Presença Lda.
1.ª edição
19,8 cm x 13,4 cm
278 págs.
elegante encadernação em meia-francesa com cantos em pele, gravação a ouro na lombada
pouco aparado
sem capas de brochura
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
ostenta na folha que antecede o ante-rosto assinatura de posse de António João Graça Gomes da Costa
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DE VERGÍLIO FERREIRA
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

A incursão de Vergílio Ferreira na essência filosófica do existencialismo, para além da perfeita tradução do texto de Sartre, constitui muito mais que uma lição de inteligência e de raciocínio.

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O Terror do Mar Amarelo


CHARLES HAMOND
«versão livre de José Rosado»
capa de Amorim

Lisboa, s.d.
Edição Romano Tôrres – João Romano Torres & C.ª
1.ª edição
19,5 cm x 12,5 cm
100 págs.
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Charles Hamond é (seg. BNP) pseudónimo do próprio tradutor Rosado. José Rosado – tal como Mário Domingues, Roussado Pinto, Dinis Machado e dezenas de outros prosadores que se notabilizaram durante a primeira metade do século XX –, para além de assumir em nome próprio quer o género policial, quer o género humorístico, ter-se-á desdobrado em sugestivos pseudónimos espalhados por catálogos editoriais de grande consumo popular, com certeza não por descrer no estilo ligeiro dessa escrita a metro, herdeira directa de literatura de cordel, mas porque, nisto de ficção literária, quanto maior for o ludíbrio melhor o público adere.

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A Morte Espreita pela Janela


JAMES STRONG [GENTIL MARQUES]
«versão livre de Rui Santos»

Lisboa, s.d. [circa 1943]
Edição Romano Torres – João Romano Torres & C.ª
2.ª edição
19,5 cm x 12,6 cm
192 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível, por abrir
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz-nos Daniel Melo (pág. elect. «Romano Torres», 21 de Janeiro, 2014):
«[...] não eram só as capas que não eram assinadas, também os nomes que aí surgem [na colecção policial] eram em grande medida pseudónimos de autores portugueses disfarçados por nomes anglo-saxónicos... E isto tudo porque oficialmente não havia criminalidade em Portugal... E a censura funcionava. Como bem refere [José] Feitor (2010), esta colecção começou nos anos de 1940, “numa altura em que, oficialmente, não existia criminalidade em Portugal. Por isso todos os volumes eram assinados por nomes estrangeiros (embora na realidade a maioria fosse escrita por um casal português, Gentil Marques e Maria Amália Marques) e os enredos tinham lugar em locais distantes. As capas, impressas em offset em tons de azul, são de uma enorme pujança gráfica. Infelizmente, nenhuma está assinada”. [...]»

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O Relogio Parou á Meia Noite


JEFFREY LANG
trad. José Rosado

Lisboa, s.d. [1949, seg. BNP]
Edição Romano Torres – João Romano Torres & C.ª
1.ª edição
19,4 cm x 12,6 cm
176 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
17,00 eur (IVA e portes já incluídos)


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O Veneno da «Morte Branca»


EDGAR HALE
trad. Alberto Aprá

Lisboa, 1951
Edição Romano Torres – João Romano Torres & C.ª
1.ª edição
19,4 cm x 12,7 cm
208 págs.
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
17,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Com o título original Coffee for One, originalmente publicado em Londres em 1949, é um dos muitos romances policiais deixados por Hale. O tradutor, o almirante Alberto Carlos Aprá, para além de livros de memórias acerca da II Guerra Mundial, destacou-se como maçon e primeiro presidente da Câmara Municipal do Lobito (1914), por indicação do governador Norton de Matos.

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O Crime de Outro


GÉO DUVIC
trad. Manuel Calado

Lisboa, 1949
Edição Romano Torres – João Romano Torres & C.ª
1.ª edição
19,4 cm x 12,5 cm
192 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quinta-feira, julho 27, 2017

Vidas que Foram Versos


THEREZA LEITÃO DE BARROS

Lisboa, 1930
Oficinas Gráficas de Bertrand (Irmãos), Lda. [ed. da Autora ?]
[1.ª edição]
26,5 cm x 20 cm
32 págs.
subtítulo: Inspiradoras de Poetas Portugueses – Conferência
capa e vinheta-cabeçalho de T [Cottinelli Telmo]
exemplar como novo e por abrir
de grande interesse para a história do feminismo
peça de colecção

35,00 eur

Depois de referir extensamente a presença da mulher no rol da poesia portuguesa desde as suas origens, a Autora profere uma notável declaração de encerramento da sessão realizada «durante o certame “Mulheres Portuguesas”»:
«[...] Antes de terminar, eu saùdo, de preferência, as mulheres que não são, que jámais virão a ser musas de poetas célebres. [...]
Não, a nossa hora já não permite a existência de vidas que sejam apenas versos, que sejam integralmente sugestivas de arte. Hoje, a mulher que sabe honrar êste nome, quererá antes deixar, pelo seu trabalho, pela sua combatividade em favor duma nobre causa, dum ideal qualquer, um rasto de prosa... Ela própria quererá ser antes um trecho de prosa dura, talvez amassada com esfôrço, talvez desgrenhada e dolorosa, do que ser a inspiradora, socialmente inútil, magnífica e distante, dum poeta apaixonado. [...]»

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terça-feira, julho 25, 2017

Guia do Marinheiro Amador


DOMINGOS HEITOR GOMES
pref. Pedro Teotónio Pereira

Lisboa, 1936
Livraria Clássica Editora – A. M. Teixeira & C.ª (Filhos)
1.ª edição
18,7 cm x 11,9 cm
136 págs. + 6 desdobráveis em extra-texto + 3 folhas em extra-texto
profusamente ilustrado no corpo do texto e em separado
encadernação editorial autenticada com gravação a seco por Paulino Enc. na pasta posterior, gravação a azul na pasta anterior
exemplar estimado; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Prefácio:
«[...] Sinceramente afirmo que não sei de desporto que represente escola mais elevada para as faculdades do espírito e do corpo que aquele que se pratica sôbre as ondas, embalado pela canção do vento nas enxárcias e sentindo no leme a vibração nervosa do navio que a fôrça das velas impele e arrebata como cavalo de raça em carreira maravilhosa!
Não me tenham por exagerado se disser que o Yachting é o mais belo, o mais nobre, o mais forte – para a saúde do corpo e para a saúde da alma – de todos os desportos. [...]»

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domingo, julho 23, 2017

Vagô




HENRIQUE GALVÃO
capa [e contracapa] de José de Moura
ilustrado por Manuela Adeodato Pinto

Lisboa, 1952
Livraria Popular de Francisco Franco
1.ª edição
18,3 cm x 13,3 cm
268 págs.
ilustrado no corpo do texto
encadernação modesta com o selo de Jaime M. Alves - Encadernador, gravação a ouro na lombada
aparado
conserva as capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
sublinhados e anotações marginais a tinta nas págs. 2, 148-149, 155, 213, 222, 232-253 e 261 identificando as passagens no texto que terão dado origem a que o livro fosse apreendido pela polícia política
é um dos únicos 24 exemplares existentes
PEÇA DE COLECÇÃO
450,00 eur (IVA e portes incluídos)

Último volume da trilogia Romance dos Bichos do Mato – sendo os anteriores Kurika e Impala –, nunca antes do 25 de Abril de 1974 chegou ao conhecimento dos leitores, a não ser em dactilocópias clandestinas, dada a sua imediata apreensão policial. Conta-se na badana da edição livre (do mesmo editor, Junho de 1974):
«[escrito na prisão do Aljube entre Fevereiro e Maio de 1952], não chegou a ser posto à venda.
À excepção de 24 exemplares que o autor conseguiu oferecer a pessoas amigas, a edição, pronta a circular, foi totalmente destruída nas instalações da própria casa impressora.
O leitor compreenderá o motivo que levou à dita destruição ao aperceber-se da intenção de Henrique Galvão traduzida no ataque – disfarçado mas intenso – ao regime político então vigente [...].»
Ficou a tal ponto emblemático este episódio de censura, que Galvão, Palma Inácio e Camilo Mortágua, mais tarde, em Novembro de 1961, baptizaram como «Operação Vagô» uma sua acção revolucionária contra o dito regime.

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O Assalto ao “Santa Maria” [junto com] 6 postais alusivos à derrota do assalto

 
 

HENRIQUE GALVÃO
trad. Manuel Pires de F. Matos

Lisboa, 4 de Julho de 1973 (livro)
Lisboa, 1961 (postais)
Edições Delfos (livro)
1.ª edição [em português (livro); trilingue português-francês-inglês (postais)]
[20,6 cm x 15 cm (livro)] + 6 x [15,5 cm x 10,6 cm (postais)]
312 págs. (livro)
exemplares muito estimados, apenas um dos postais apresenta vincos; miolo irrepreensível, postais limpos
juntou-se ao lote 6 postais ilustrados não circulados alusivos à derrota da Operação Dulcineia mandados imprimir pelo governo, onde se vêem a entrada do navio na doca de Lisboa e a recepção dos passageiros e tripulantes salvos do atentado, assim como os banhos de multidão em torno de Salazar, tido por seu salvador
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

No vertente livro se relatam as condições históricas da época, Janeiro de 1961, os preparativos e o desenrolar da Operação Dulcineia nos seus aspectos práticos, logísticos e, finalmente, as consequências políticas daí advindas. Texto traduzido da edição original inglesa, documenta o ponto de partida na guerra contra o regime salazarista, levada a cabo também nos territórios ultramarinos.

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Kurika


HENRIQUE GALVÃO
capa de [José de] Moura

Lisboa, s.d. [1944]
Livraria Popular de Francisco Franco
1.ª edição
18,2 cm x 13,3 cm
232 págs.
subtítulo: Romance dos bichos do mato
exemplar estimado; miolo limpo
ano escrito a tinta no rodapé do frontispício, carimbo de posse no ante-rosto
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na badana:
«“Kurika” – é o romance estranho de um leão criado entre os homens, e que se evade, já adulto, para os matos de onde fôra desviado.
É o contrário de Tarzan – o homem criado entre os bichos.
Simplesmente, nem Kurika é um leão imaginário, nem o seu drama no sertão é pura fantasia de romancista. [...]
A história, realista como é, não pertence às épocas nebulosas “em que os animais falavam”. É desta época, de hoje, em que os animais ainda falam – e, por vezes, com mais acêrto do que os homens.»

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O Desenho e as Mulheres no Labor Artístico de Rafael Bordalo


J. SAAVEDRA MACHADO
pref. Arlindo Camilo Monteiro
ilust. Rafael Bordalo Pinheiro

Coimbra, 1934
Imprensa da Universidade
1.ª edição
22,6 cm x 16,6 cm
LX págs. + 146 págs. + 20 folhas em extra-texto
ilustrado no corpo do texto e em separado
capa impressa retro e verso
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do primeiro estudo maior acerca da obra pictórica do grande mestre, que foi, Rafael Bordalo Pinheiro, desenhador satírico e panfletário.

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Groucho y Yo


GROUCHO MARX
trad. Xavier Ortega
capa de Clotet-Tusquets

Barcelona, 1977
Tusquets Editor
4.ª edição
texto em castelhano
[18 cm x 10,4 cm (livro)] + [14,8 cm x 10,5 cm (postal)]
[1 folha em extra-texto + 352 págs.] + 1 postal
capa impressa a prata e negro com duas perfurações de modo a permitir visualizar o extra-texto
exemplar estimado; miolo limpo
junto com o postal The Groucho Disguise Outfit editado em França pelas Editions F. Nugeron
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na contracapa:
«[...] el lector deberá gastar su dinerito para saber a ciencia cierta quiénes y cómo son Groucho y el yo de Groucho. Comprobará que hay la persona y el actor y que, aunque no opuestos, son muy distintos. En tanto el actor dinamita la sociedad y siembra el absurdo, la persona no desea más que prosperar y hacerse rico dentro de esa sociedad.»

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The Groucho Letters


GROUCHO MARX

Londres, 1974
Sphere Books Limited
3.ª edição [na Sphere Books]
texto em inglês
17,8 cm x 10,9 cm
256 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma destas cartas, julgada representativa de um género sarcástico ímpar, numa estreia em português, foi traduzida e publicada no fanzine frenesi 3, em 1981. Outros a seguir vieram por cá publicar-lhe livros inteiros... Mais conhecido pelas suas actuações hilariantes e caóticas de par com os outros “irmãos” Marx, o legado literário de Julius Henry Marx (1890-1977) coloca-o também nas poltronas da cultura escrita norte-americana.

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¡Harpo Habla!


HARPO MARX
c/ Rowland Barber
trad. Paloma Villegas [castelhano]
ilustrações de Susan Marx


Barcelona, 1988
Montesinos
1.ª edição
22 cm x 15 cm
384 págs.
encadernação editorial em tela com sobrecapa
exemplar como novo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se das memórias do mais calado dos irmãos Marx. Harpista exímio, mas também actor hilariante, este seu livro mostra o que é uma Vida séria levada a brincar.

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The Parting Years – Diaries 1963-74


CECIL BEATON
capa sobre ilust. David Hockney

Londres, 1978
Weidenfeld and Nicolson
s.i. [2.ª edição ?]
texto em inglês
22,2 cm x 14,5 cm
8 págs. + 164 págs. + 8 págs. em extra-texto
ilustrado
encadernação editorial em tela gravada a ouro na lombada, sobrecapa polícroma
exemplar muito estimado, pequenos restauros no bordo superior da sobrecapa; miolo limpo
assinaturas de posse no ante-rosto e no frontispício
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na badana:
«Cecil Beaton was born in 1904 [m. 1980] and educated at Harrow and Cambridge. Although he originally made his name as a photographer he is today equally well known as a writer and as a designer of ballets, operas, plays and other theatrical productions, among them the legendary My Fair Lady. […]»

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sábado, julho 22, 2017

Moravagine


BLAISE CENDRARS
trad. e prefácio do poeta Ruy Belo
capa do pintor Espiga Pinto

Lisboa, s.d.
Editora Ulisseia Limitada
1.ª edição
19,1 cm x 12,3 cm
376 págs.
exemplar bem conservado; miolo irrepreensível
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Capa absolutamente notável para um romance assombroso numa tradução apaixonada.
Do Prefácio do Tradutor:
«[...] Moravagine, ainda que possa ser mais alguma coisa, é fundamentalmente a personagem com esse nome. [...] “Não há ciência do homem, o homem é essencialmente portador de um ritmo”. Ora a chave do ser de Moravagine é precisamente um ritmo original; tudo, para ele, era ritmo, era voz; possuía uma sensibilidade extraordinária. Não importa que seja “parto de um ser humano”. Afinal de contas, é um “soberbo indivíduo”, constitui um “espectáculo admirável”. É uma grande fera humana, um extraviado, um desequilibrado, um amoral, um fora-de-lei, um doente dos nervos. Entusiasma-se com o aspecto da Alemanha industrial, sente uma violenta paixão pelos objectos, simpatiza com o barulho das máquinas. Viaja pelo mundo fora, ensaia utensílios que, como o avião, transformam a visão do homem, assiste e participa da desagregação do mundo velho e colabora no desencadeamento das novas forças, sente a curiosidade do homem moderno pela origem da vida, pelas civilizações desaparecidas e até tem doenças novas, tratadas nos estabelecimentos hospitalares da moda pelos médicos célebres. [...]
E se Moravagine, na sua qualidade de original, de excêntrico, de pessoa que não é como toda a gente, é um ser particular e único e portanto insusceptível de conhecimento científico, o autor alarga-se neste livro pelos domínios da psiquiatria, da economia, da sociologia, da paleontologia e desenvolve até bastante a “lei da utilidade” por que passaram as sociedades primitivas e por que passa o homem moderno, esse novo primitivo. E o nosso autor, além de nos apresentar outros seres curiosos como Lathuille, Mascha ou o macaco Olympo, não deixa de formular princípios gerais, tais como: “tudo é actividade, actividade concentrada, forma”; “são desordem os vegetais... é desordem a vida dos homens”; “o que é vergonhoso é matar em grupo, a tal hora, em tal dia, em homenagem a certos princípios, à sombra de uma bandeira”. [...]»

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