quinta-feira, julho 20, 2017

Fundaçaõ, | Antiguidades, e Grandezas | da mui Insigne Cidade | de Lisboa, | e seus Varoens Illustres | em Santidade, Armas, e Letras



LUIZ MARINHO DE AZEVEDO

Lisboa, 1753 (ambas as partes)
Na Officina de Manoel Soares (I. parte) / Na Officina de Domingos Rodrigues (II. parte)
[2.ª edição]
21 cm x 15,7 cm
2 partes [livros I e II + III e IV] enc. em 1 volume (completo)
I parte: para além da folha de ante-rosto, encasada mas não pertencente aos cadernos do miolo, tem 30 págs. (não numeradas: rosto, dedicatória, prólogo, catálogo dos autores e licenças) + 170 págs. (livro primeiro) + 118 págs. (livro II) + 2 págs. (advertência); II parte: 2 págs. (rosto) + 266 págs. (livros III e IV)
subtítulo: Catalogo | de feus Prelados, e mais coufas Ecclefiafticas, e Politicas até | o anno de 1147, em que foi ganhada aos Mouros por El-Rey | D. Affonfo Henriques. [...] Offerecida | á Fedelissima, e Augustissima | Magestade Del-Rey | D. Joseph I. | Nosso Senhor | por feu minimo vaffallo | Manoel Antonio | Monteiro de Campos [...]
encadernação antiga inteira em pele mosqueada com gravação a ouro na lombada, vinhetas de florália acentuando as nervuras
pouco aparado
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo, leve acidez do papel
ostenta na folha de ante-rosto uma assinatura de posse coeva, «He de Jeronymo Bernd.º Osorio de Castro   custou 500 reis em 24 de Junho de 1754»
carimbos da Quinta das Lágrimas de M. Osório no frontispício da I. parte e à margem da pág. 17 da mesma
RARA PEÇA DE COLECÇÃO
750,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Diccionario Bibliographico Portuguez (tomo XVI [Brito Aranha], Imprensa Nacional, Lisboa, 1893):
«Parece que [Luiz] Marinho [de Azevedo] foi um dos redactores das primeiras gazetas publicadas em 1640, segundo uma nota manuscripta que se lia em um numero da Gazeta de 1641 existente na bibliotheca municipal do Porto. [...]
Acerca da obra [...] Primeira parte da fundação, antiguidades e grandezas da mui insigne cidade de Lisboa, etc., é necessario advertir o seguinte:
Ha d’esta obra duas edições totalmente diversas, ambas com a indicação de impressas em 1753, em 4.º.
Uma d’ellas não tem nome do impressor, e indica simplesmente no rosto: “A custa de Luiz de Moraes, mercador de livros á praça da Palha. Lisboa, 1753”. Com dedicatoria assignada por Luiz de Moraes a el-rei D. José I.
A outra tem no frontispicio: “Offerecida á fidelissima e augusta magestade de el-rei D. José I por Manuel Antonio Monteiro de Campos, e á sua custa impresso”. A primeira parte, ou tomo, é impressa em Lisboa na officina de Manuel Soares, 1753; e a segunda parte impressa tambem em Lisboa por Domingos Rodrigues, 1753.
Note-se que a dedicatoria a el-rei, assignada por Manuel Antonio Monteiro de Campos é sem a menor alteração a mesma que na outra edição se lê com a assignatura de Luiz de Moraes.
Note-se igualmente que as licenças para a impressão da publicada por Monteiro de Campos tem as datas de maio e junho de 1753; e as da que publicou Moraes são datadas de setembro do mesmo anno. E todavia é esta ultima que se declara [erradamente] no frontispicio: “Segunda edição correcta e emendada. A outra não tem declaração alguma, parecendo aliás que saíu primeiro. [...]
Innocencio possuia um exemplar da edição de Monteiro de Campos.
O conselheiro Figanière e Teixeira de Vasconcellos possuiam exemplares da de Moraes.
Foi este ultimo escriptor e illustre jornalista, um dos primeiros bibliophilos em notar as differenças das duas edições. [...]»
No plano cultural e científico, trata-se de uma rara descrição da história de Lisboa, com especial relevo para os estudos epigráficos, por ser testemunho de factos e fontes que o terramoto de 1755 veio destruir ou soterrar.

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