domingo, julho 16, 2017

Memoria Historica da Antiguidade do Mosteiro de Leça, Chamada do Balio



ANTONIO DO CARMO VELHO DE BARBOZA

Porto, 1852
Em Casa de Ignacio Corrêa, Editor e Livreiro
1.ª edição
25,6 cm x 18,3 cm
8 págs. + 94 págs. + 5 folhas em extra-texto (gravuras)
subtítulo: Da Ordem a que pertenceu, das diferentes alterações, que teve, e dos primitivos povos, que por estes sitios habitaram
ilustrado
encadernação coeva em meia-inglesa com sóbria gravação a ouro na lombada
ligeiramente aparado
sem capas de brochura [?]
exemplar estimado, falhas de papel e restauro antigo nos cantos superiores direitos das primeiras 13 folhas; miolo limpo
ostenta colado no verso da capa anterior o ex-libris do editor Henrique Marques
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz-nos Inocêncio Francisco da Silva no seu Diccionario Bibliographico Portuguez (tomo VIII, Imprensa Nacional, Lisboa, 1867):
«Foi Antonio do Carmo natural da villa de Barcellos, e ahi nasceu a 13 de Agosto de 1789. Destinando‑se á vida claustral, recebeu o habito de S. Bento no mosteiro de Tibães em 6 de Junho de 1805, e concluido o seu noviciado professou no anno seguinte. Em 1809, sendo collegial no mosteiro de Renduffe, tomou armas com todos os seus companheiros para juntamente com o povo e tropa se opporem á invasão do exercito francez do commando do general Soult. Depois da retirada do dito exercito, recolheu‑se com os seus collegas ao mesmo mosteiro de Renduffe, para ahi continuarem o curso de philosophia, que apenas haviam começado antes do alistamento patriotico. Costumados porém á vida soldadesca, para logo principiaram a desgostar‑se dos exercicios religiosos, preferindo ao som do orgão o das cornetas, e trocando de má vontade o cheiro da polvora pelos aromas do incenso. [...]
Como em Junho de 1833 fosse o mosteiro de Paço de Sousa destinado para hospital militar das tropas que cercavam o Porto, sahiram delle os monges, e Fr. Antonio foi mudado para o mosteiro de S. João d’Arnoia em Basto, onde se conservou até ser ahi proclamado o governo da rainha. Vindo depois para o Porto, foi em 18 de Julho de 1834 eleito parocho encommendado da egreja de Valbom, nos suburbios da mesma cidade. D’ahi começou pouco depois a escrever para o periodico A Vedeta, que defendia doutrinas anti‑ministeriaes, e nelle publicou varios artigos, que começaram a grangear‑lhe alguma nomeada, e a denominação ou alcunha de Padre Vedeta, pela qual se tornou mais geralmente conhecido.
[...] foi [...] Abbade da egreja matriz de Leça do Balio, na qual foi collado em 26 de Março de 1850. Pouco tempo pôde fruir este beneficio. Accommettido ao cabo de um anno de uma violenta sciatica, que muito o fazia soffrer, veiu accumular‑se a este padecimento uma febre cerebral, a que succumbiu emfim, expirando em 4 de Fevereiro de 1854. [...]»

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