sábado, julho 22, 2017

Moravagine


BLAISE CENDRARS
trad. e prefácio do poeta Ruy Belo
capa do pintor Espiga Pinto

Lisboa, s.d.
Editora Ulisseia Limitada
1.ª edição
19,1 cm x 12,3 cm
376 págs.
exemplar bem conservado; miolo irrepreensível
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Capa absolutamente notável para um romance assombroso numa tradução apaixonada.
Do Prefácio do Tradutor:
«[...] Moravagine, ainda que possa ser mais alguma coisa, é fundamentalmente a personagem com esse nome. [...] “Não há ciência do homem, o homem é essencialmente portador de um ritmo”. Ora a chave do ser de Moravagine é precisamente um ritmo original; tudo, para ele, era ritmo, era voz; possuía uma sensibilidade extraordinária. Não importa que seja “parto de um ser humano”. Afinal de contas, é um “soberbo indivíduo”, constitui um “espectáculo admirável”. É uma grande fera humana, um extraviado, um desequilibrado, um amoral, um fora-de-lei, um doente dos nervos. Entusiasma-se com o aspecto da Alemanha industrial, sente uma violenta paixão pelos objectos, simpatiza com o barulho das máquinas. Viaja pelo mundo fora, ensaia utensílios que, como o avião, transformam a visão do homem, assiste e participa da desagregação do mundo velho e colabora no desencadeamento das novas forças, sente a curiosidade do homem moderno pela origem da vida, pelas civilizações desaparecidas e até tem doenças novas, tratadas nos estabelecimentos hospitalares da moda pelos médicos célebres. [...]
E se Moravagine, na sua qualidade de original, de excêntrico, de pessoa que não é como toda a gente, é um ser particular e único e portanto insusceptível de conhecimento científico, o autor alarga-se neste livro pelos domínios da psiquiatria, da economia, da sociologia, da paleontologia e desenvolve até bastante a “lei da utilidade” por que passaram as sociedades primitivas e por que passa o homem moderno, esse novo primitivo. E o nosso autor, além de nos apresentar outros seres curiosos como Lathuille, Mascha ou o macaco Olympo, não deixa de formular princípios gerais, tais como: “tudo é actividade, actividade concentrada, forma”; “são desordem os vegetais... é desordem a vida dos homens”; “o que é vergonhoso é matar em grupo, a tal hora, em tal dia, em homenagem a certos princípios, à sombra de uma bandeira”. [...]»

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