sexta-feira, julho 28, 2017

O Spleen de Paris


CHARLES BAUDELAIRE
trad. António Pinheiro Guimarães

Porto, 1963
Divulgação
1.ª edição
21,9 cm x 16,8 cm
112 págs.
subtítulo: Pequenos Poemas em Prosa
impressão a cinza
exemplar com a capa envelhecida; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes já incluídos)

A fechar o livro, em «Epílogo». Baudelaire dá-nos aquilo que melhor sabia fazer – versos:

«De coração contente, ascendi às alturas
donde pode abranger-se a amplidão da cidade:
hospitais e bordéis, prisões, mil amarguras,

todo o inferno, a florir de toda a enormidade...
– E que eu não fora ali derramar choro vão,
bem-no sabes, Satã, patrono da ansiedade:

Pois que de velha amante o velho folião,
eu ia embebedar-me ao peito da rameira
cujo filho infernal renova o coração!

– Quer dormites, sombria, a manhãzinha inteira,
molenga, endefluxada, ou te exibas, vaidosa,
por entre os áureos véus da tarde soalheira,

Amo-te ó capital infame – e deleitosa!
lembrando cortezãs, ou malandrins, que ofertam
volúpias que o vulgar não entende nem goza.»

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