FRANCISCO C. P. [PINTO] BALSEMÃO
capa de César Granadeiro
Lisboa, 1971
Edições Ática, S.A.R.L.
1.ª edição
22,5 cm x 14,7 cm
332 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinatura de posse na última página
assinatura de posse na última página
30,00 eur (IVA e
portes incluídos)
Da nota editorial na contracapa:
«[...] co-autor, com Francisco Sá Carneiro, de um projecto
de lei de Imprensa que a Assembleia Nacional em breve discutirá – aborda neste
livro as grandezas e as servidões da Informação.
Poderão os jornais, a rádio, a TV cumprir a sua missão numa sociedade
onde imperam a tecnologia e a força dos grandes grupos de pressão? Conseguirão
os “mass media” ser independentes do poder político e do poder económico? Que
papel desempenhará, nesta matéria, uma lei de Imprensa em Portugal? [...]»
A resposta honesta a estas perguntas foi perdendo qualquer sentido,
nos últimos quarenta anos, em que o próprio conceito de missão informativa, mesmo e sobretudo sob os fastos da democracia, veio
a acentuar tratar-se de imprensa ao serviço de uma classe social, ávida de
lucros, que escolhe aquilo que ela própria necessita de que a populaça em geral
seja notificada. No fundo, a comunicação de massas funciona apenas como cão e
pastor de um rebanho tresmalhado. Desde que a humanidade tomou consciência da
força dos instrumentos por si criados, a tecnologia nunca foi mais do que uma
extensão do poder vigente. Aquilo de que este livro trata, é da necessidade de
regulação da avidez interpares: na política como na economia, na cultura como
na ciência, no lazer como na propaganda. Por exemplo, as altamente rentáveis revistas ditas cor-de-rosa acumulam a um só tempo a alienação do que
verdadeiramente deveria preocupar os súbditos de uma classe que se faz
fotografar e promove mexericos, alienação essa de humilhante cariz pacóvio e basbaque
dos pobres ante os luxos espaventosos e as festarolas dos ricos. Até o lixo moral rende dinheiro aos balsemões deste mundo!
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