segunda-feira, setembro 18, 2017

O Marquez de Pombal á Luz da Philosophia


ANGELINA VIDAL

Lisboa, 1882
Imprensa da Viuva Sousa Neves
1.ª edição
20,5 cm x 14,3 cm
32 págs.
exemplar estimado, restauros na capa; miolo limpo, parcialmente por abrir
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Poema dedicado a Camilo Castelo Branco, perante quem Angelina Vidal (1853-1917) se justifica assim nas páginas de abertura:
«[...] No meio d’este anemico paiz vibra ainda uma corda vocal, a ultima – é a maledicencia. [...]
Insultar é uma necessidade tão inherente ao organismo patrio, que se o indigena não houvera a quem fazel-o, insultar-se-hia a si mesmo.
[...] Democrata convicta, e evangelisadora do livre exame – em ethica, sciencia, e politica, manifesto amplamente as opiniões do meu espirito, com a altiva independencia de quem se habituou a superar os diques verminosos da sórdida mesquinhez.
Por isso estendo fraternamente a mão ao glorioso mestre da patria lingua, e saúdando o fecundo engenho do athleta da litteratura portugueza, offereço-lhe despretenciosamente estes humildes versos.»
E seguem versos notáveis, de louvor ao marquês – a cumprir-se então o centenário da sua morte –, entre os quais avultam estes:
«[...] Cantae, Democracia, o espirito do bravo,
Que o nivel fez rolar por sobre a Sociedade,
Prostrando o jesuitismo, ou libertando o escravo,
Quebrando á inquisição as garras da maldade. [...]»

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