segunda-feira, setembro 18, 2017

Sonetos Mínero-Metállicos


ANTÓNIO AMARGO
ANTÓNIO DOCE

Coimbra, 1917
Typographia França Amado
1.ª edição [única]
19,1 cm x 12,4 cm
48 págs.
subtítulo: Preciosismo Metállico
exemplar muito estimado, discreto restauro na lombada; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA ASSINADA PELOS DOIS AUTORES
150,00 eur (IVA e portes incluídos)

Tratam-se dos pseudónimos, respectivamente, dos figueirenses António Correia Pinto de Almeida (1886-1933) e António Mariano da Cunha Goulart (1899-1926), então estudantes em Coimbra. Diz-nos Rita Marnoto no seu artigo «Futuristas na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Décadas de 1910 e de 1920» (in Foro das Letras, n.º 19-20, Coimbra, Dezembro de 2010):
«[...] significativo número de estudantes de Direito que, nas décadas de 1910 e de 1920, aderiram e propolsionaram o Futurismo. Na verdade, respiravam-se, na Faculdade de Direito, as grandes tendências intelectuais que alastravam pela Europa.
O primeiro desses estudantes foi Francisco Lopes de Azevedo Coelho de Matos Castelo Branco Levita [...].
Francisco Levita e Almada Negreiros têm um património de vivências comuns. [...] ambos estiveram ligados, durante um certo período, que para Almada foi breve, ao ambiente estudantil de Coimbra. [...]
Ligados a esse grupo, vamos encontrar dois contemporâneos de Levita na Faculdade de Direito, embora mais novos, António Mariano da Cunha Goulart, que nela entrou em 1915-1916, e Luís Joaquim Pinto, que se inscreveu no ano seguinte. [...]
Por sua vez, António Goulart, juntamente com um outro figueirense, António Correia Pinto de Almeida, editaram um livro de Sonetos mínero-metálicos, em 1917, assinado por Amargo Doce {chaveta} ãa Antonio (sic), que, logo na sua dedicatória, adopta a mesma linha de provocação a Júlio Dantas: “Ao Sr. Júlio Dantas, médico em literatura e literato em medicina, ourives mimoso da forma e supremo joalheiro do ritmo.” [...].»

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