quinta-feira, fevereiro 22, 2018

Memoria Sobre Lourenço Marques (Delagoa Bay)





LEVY MARIA JORDÃO, visconde de Paiva Manso

Lisboa, 1870
Imprensa Nacional
1.ª edição
22 cm x 14,5 cm
XC págs. + 150 págs. + 2 desdobráveis (mapas)
subtítulo: Africa Oriental Portugueza
encadernação modesta de época meia-inglesa com ferros a ouro na lombada
sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
180,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de um detalhadíssimo relatório elaborado a pedido do governo ao Ministério da Marinha e Ultramar, em que todos os aspectos – geográfico, populacional, económico-financeiro, administrativo, climatérico, etc. – são descritos, sendo assim um complemento pioneiro aos relatos de viagem deixados por Serpa Pinto, Hermenegildo Capelo e Roberto Ivens. E porque Portugal iria, pelas potências europeias cobiçosas de um lugar na África, ser acusado de não ocupar os territórios que tradicionalmente reclamava, já aqui podemos ler acutilantes considerações de ordem crítica à governação local, como por exemplo logo na Introdução:
«[...] O governo imposto pelas metropoles ás suas colonias, geralmente designado por systema colonial, reduzia-se a um tecido de monopolios e de prohibições em proveito da mãe patria, qualificando-se, por uma prodigiosa illusão, de protecção concedida ás possessões a unica liberdade de venderem os productos no mercado da metropole em condições menos duras do que os concorrentes estrangeiros. [...]
Uma das principaes causa da decadencia das colonias proveiu sempre da ignorancia ou desconhecimento dos verdadeiros principios da sciencia da colonisação e da economia e administração colonial.
[...] póde dizer-se afoutamente que não se tem attendido a que a colonisação, sendo na sua essencia a fundação de novas sociedades, não póde ser encerrada no quadro tão estreito da rotina. Se é uma arte pelos processos praticos que emprega, é uma sciencia pelas leis que formula. [...]»

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