quarta-feira, fevereiro 28, 2018

Pouco a Pouco


JOAQUIM TOMAZ
CHAGAS FRANCO
RICARDO ROSA Y ALBERTY
capa e ilust. Alfredo Morais*

Lisboa, s.d. [circa 1932, seg. BNP*]
Livraria Popular de Francisco Franco
2.ª edição
20 cm x 15,2 cm
136 págs.
subtítulos: Páginas da infânciaLeituras para a segunda classe
profusamente ilustrado
cartonagem editorial
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
autenticado com os carimbos dos três autores
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

* A informação provém da página electrónica Almanaque Silva (26 de Janeiro, 2018), do designer Jorge Silva:
«[...] manuais [este, e os respectivos destinados às primeira, terceira e quarta classes] publicado[s] pela Livraria Popular de Francisco Franco já em tempos da Ditadura de Maio mas lustrando os valores da Primeira República. À sequência feliz de títulos, que são também programa pedagógico: Primeiros Passos, Pouco a Pouco, Mais Adiante e Finalmente..., junta-se a inteligente narrativa sequencial das quatro capas, que nos levam a um happy end civilizacional, não faltando numa delas o dedo luso nas indispensáveis caravelas que “deram novos mundos ao mundo”. Sem data expressa mas referenciados na Biblioteca Nacional pelo ano de 1932, o conjunto é uma formidável encomenda ilustrada por Alfredo Morais (1872-1971), um verdadeiro faz-tudo da época que só terá sido ultrapassado em quantidade pelo gigantesco Stuart de Carvalhais. Nas 260 ilustrações espalhadas pelos quatro livros, nascidos nas vésperas do Estado Novo [...], Morais aplica o seu exímio talento de naturalista, caprichando nas antiquadas convenções do início do século, desde as cadres incompletas ao sombreado a traço, tributário da gravura em madeira ou talhe doce. [...] Sem as meias tintas e os dramalhões passionais ou bélicos que outras literaturas, também populares, exigiram a Morais, estes manuais escolares revelam um must do seu ágil traço a negro, aqui e ali avivado em combinações de duas ou três cores. A mão certeira de Morais e a indisfarçável doçura das suas crianças colavam bem ao arrebatado amor ao próximo e à exaltação pagã da matéria de que eram feitas a terra e as gentes do Portugal da Primeira República.»

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