domingo, março 25, 2018

Curso Primário de Esperanto


ADOLFO TRÉMOUILLE

Lisboa, 1951
Empresa Editorial Natura, Lda.
2.ª edição
16,8 cm x 12 cm
106 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

«[...] Organizados inicialmente nos centros urbanos de Lisboa e Porto, os primeiros cultores do Esperanto tinham origem numa pequena burguesia progressista, orientados por interesses comerciais, cosmopolitas e pacifistas. A partir do período da 1.ª Guerra Mundial o esperantismo estende-se ao operariado, que em grande medida o cultiva de forma politizada, o que trará a partir da década de 1930 uma resposta repressiva por parte da ditadura. Desta data até 1972 o esperantismo viverá décadas de ambígua e intermitente implantação, ora com liberdade e autonomia, ora com proibições e perseguições. [...]
A ideia de uma língua universal, na forma como surge nos século XIX, é um fenómeno enquadrado no contexto político, científico, económico e ideológico, razão pela qual nas últimas décadas do século XIX e primeiras do século que se seguiu foi uma questão largamente discutida, e pelo que tantos projectos de línguas foram desenhados: Universal Sprache (1868), Universalglot (1868), Volapük (1878) mais tarde, em 1902, designado Idiom Neutral, Pasiligua (1885), Língua (1888), Mondolingue (1888), Spelin (1888), Anglo-Franca (1889), Nov Latin (1890), Latino sine Flexione (1903), mais tarde designado Interlingua, Ido (1907), que é uma versão simplificada do Esperanto. O Esperanto é criado em 1887. [...] O Esperanto é o único projecto que de facto sobreviveu, e tornou-se uma língua viva, falada e escrita por uma comunidade internacional. Diferentemente, o Volapük, sistema misto criado em 1878 pelo padre católico alemão Johann Martin Schleyer, com preocupações filantrópicas, não passou de uma fase experimental: ainda que com publicações e “falantes” sobretudo de origem alemã, associações, e alguns congressos, não logrou vencer a competição com o Esperanto. [...] O autor do Esperanto é o médico judeu e polaco Ludwig Lazar Zamenhof. [...]
O movimento esperantista nos meados da década de 1930 encontrava-se muito expandido e activo em Portugal, especialmente na grande Lisboa. Nesta cidade, as três principais sociedades esperantistas são operárias: a L.E.S. “Nova Vojo”, a L.E.S. “Antaûen” e a Liga dos Esperanistas Ocidentais. A primeira, com sede na rua Jardim do Regedor, tem como secretário-geral Adolfo Trémouille, e ministrou em 1935 e em 1936 cursos para instrutores de Esperanto. Na mesma sede se encontram o Portugala Instituto de Esperanto e a redacção e administração do Portugala Esperantisto [...].»
(Fonte: Sónia Piedade Apolinário Ribeiro Gomes, O Esperantismo em Portugal (1892 a 1972): origens, afirmação e repressão, dissertação de mestrado, ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, 2012)

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