quarta-feira, março 21, 2018

Nome de Guerra


JOSÉ DE ALMADA NEGREIROS
pref. J. G. S. [João Gaspar Simões]

Lisboa, s.d. [1938]
Edições Europa
1.ª edição
19,2 cm x 12,8 cm
256 págs.
é o n.º 1 da Colecção de Autores Modernos Portugueses dirigida por João Gaspar Simões
capa impressa a preto sobre cartolina vermelha com uma cinta em papel branco impresso a preto e vermelho
exemplar com a capa envelhecida mas aceitável; miolo limpo
ostenta na pág. 4 o carimbo com a assinatura do Autor
190,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz-nos Maria Teresa Arsénio Nunes (ver Almada: o Escritor – o Ilustrador, Instituto da Biblioteca Nacional e do Livro, Lisboa, 1993):
«[...] “Rigor, sinceridade, pureza – mas sinceridade fiscalizada, pureza culta, rigor enfim” – é como Vitorino Nemésio resume, com, aliás, uma admirável, amorosa capacidade estilística de se deixar contaminar pelo texto que analisa, a lúcida sensibilidade com que Nome de Guerra se escreve. (Vitorino Nemésio, in Revista de Portugal, Coimbra, Abril 1938). De notar, entretanto, as considerações que aí faz sobre a geometria do desenho e a mesma “linearidade prodigiosa” da prosa de Almada Negreiros. Com o que se relacionaria a naturalidade coloquial e o tom às vezes mesmo infantil da narrativa.
Curioso que deste modo lucidez, geometria, linearidade se associem para designar o que em Almada é sobretudo ritmo, vigor e sensualidade da expressão. Mas a suprema arte da escrita de Nome de Guerra está provavelmente no difícil equilíbrio que resulta dessa simbiose. [...]»
E pode dizer-se, complementando, que se trata do mais alto prodígio do romance nacional do início do século XX; trata-se da viragem radical de uma cultura mergulhada em preocupações rurais mas que, finalmente, sacode a lama das botas e entra na cidade para acompanhar o passo já marcado pela poética de Cesário Verde.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089