domingo, abril 22, 2018

Auto do Grau


ANTONIO GOMES DA SILVA
capa de João Amaral

Coimbra, 1905
Edição da Comissão Executiva das “Festas do Enterro do Grau” (Lvmen – Typ. França Amado)
1.ª edição [única]
19,7 cm x 13 cm
6 págs. + 42 págs.
subtítulo: Farça em Verso
exemplar muito estimado; miolo limpo, parcialmente por abrir
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

«[...] as insígnias doutorais motivaram incursões artísticas em campos como o fresco, o cartaz publicitário, programas festivos e capas de livros. A par das pinturas existentes nos tectos da Sala do Exame Privado e Capela de São Miguel [Coimbra] [...], no edifício da Faculdade de Medicina, inaugurado em 26 de Maio de 1956, existe num dos átrios um grande fresco de Severo Portela Júnior onde figura um lente com borla e capelo.
A comissão escolar dos festejos do Enterro do Grau de Bacharel (1905) fez imprimir um avantajado cartaz onde está representada a contorno vermelho uma borla sob cuja sombra tutelar ajoelham os quintanistas de Direito. O programa dos festejos do Enterro do Grau de Bacharel, com capas a azul claro, reproduzia o barrete doutoral de um dos postais concebidos por João Amaral. Do mesmo artista era o rosto da brochura Auto do Grau, da autoria do estudante António Gomes da Silva, com velho “grau” coberto por borla. As festas académicas de 1905, na sua riqueza e prolixidade iconográficas, originaram pratos decorativos e publicidade a bolachas, onde a borla doutoral ocorre. [...].
Os caricaturistas activos nos séculos XIX e XX não foram propriamente amistosos com as insígnias doutorais conimbricenses, recorrentemente afloradas como símbolos de obscurantismo ou pedantismo cultural, imagem distorcida e paupera que tem persistido no tempo como cliché. [...]» (Fonte: página electrónica Virtual Memories, «Património vestimentário e insigniário conimbricense. O hábito talar e as insígnias doutorais de Bernardino Machado – Juntar os fios à meada», 22 de Agosto, 2009)

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