segunda-feira, maio 14, 2018

A Marselhesa [partitura]



[ROUGET DE L’ISLE]

Lisboa, 1905
Lith. Matta & C.ª
1.ª edição
22,4 cm x 16,8 cm [23,3 cm x 17,5 cm (estojo)]
4 págs.
exemplar estimado, restauros na dobra; miolo limpo
folha volante acondicionada num elegante estojo de fabrico recente
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo Carrilho Videira (A Marselheza – Historia, Canto e Musica, Nova Livraria Internacional, Lisboa, 1881):
«A Marselheza é hoje o hymno da liberdade. Desde que este canto deixou de ser nacional para se tornar cosmopolita, desde que elle significa a emancipação do ser humano, em pleno goso de todos os direitos naturaes, cumpre a todos os que advogam a completa confraternidade dos povos, a paz e progresso da humanidade, indagar a sua origem, estudar as suas causas.
Conforme os documentos mais authenticos, tem 89 annos. Foi escripto em Strasbourg, na noite de 24 de abril de 1792, sob a preoccupação promovida pela noticia da guerra declarada á Austria, que representava a Europa colligada contra a França republicana. O maire da famosa cidade havia convidado para um banquete, em sua casa, todos os officiaes dos corpos militares que chegavam de marcha para a campanha. Ao jantar, Dictrich, profundamente.preoccupado com os resultados da guerra, e impressionado pela discussão, dirigiu-se a um dos seus jovens commensaes: Vamos, Rouget de L’Isle, vós que sois poeta e musico, escrevei-nos alguma cousa que mereça contar-se!
Rouget de L’Isle, official de engenheria, retirou-se ao seu quarto sobreexcitado pelos acontecimentos, tomou a sua viola em que ensaiou em notas de musica os versos do famoso hymno, que ia compondo a par. [...]»
A vertente edição, assinalando a visita do Presidente francês Émile Loubet a Portugal, apresenta o seu retrato e o do monarca português, o rei D. Carlos.

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