quinta-feira, maio 17, 2018

Jocasta


PAULO DA COSTA DOMINGOS
capa sobre fotografia de Rui Baião

Lisboa, 2018
ed. viúva frenesi
1.ª edição
19 cm x 13 cm
16 págs.
impressão digital
acabamento com dois pontos em arame
exemplar novo
tiragem de apenas 150 exemplares
9,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do mais recente livro de versos do autor, que lhes acrescentou uma Nota Marginal:
«Alguns viram em Antígona a rebelde exemplar, que, ao opor-se à lei do tio, o expõe e à tirania do seu poder. É mentira. Trata-se de uma daquelas avaliações precipitadas, parcas de informação e discernimento, não raro germinadas nas mentes marxistas pós-leninismo. André Bonnard, o principal causador disso, foi ele mesmo um obediente propagandista de Estaline, admirando-lhe a sociedade ferreamente hierarquizada, totalitária, edificada em cima do cadáver dos sovietes.
Jocasta – mãe de uma Antígona filha do incesto – foi a autêntica figura subversora de uma ordem, não meramente no que é político, mas invertida, rasgada pelo ataque radical à estrutura da família enquanto átomo do corpo social. Jocasta, a inconveniente segundo os padrões morais vigentes nas sociedades ditas civilizadas, acabará morrendo, também, de certo modo emparedada, como a filha, sem fuga possível, enforcando-se. Dizem uns que sob o peso da culpa, dizem outros que por morte inglória de seus dois filhos.
Semelhantemente à Jocasta grega, até na desordem disseminada por amor a um jovem poeta, a Jocasta portuguesa morre solitária, num campo onde grassa o suicídio barbitúrico, o cancro, a corrupção e o alcoolismo da sua prole. Solitária e destroçada pelo veneno continuamente inalado das drogas que toda a vida facultou aos doentes e aos doridos.»

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