quinta-feira, julho 05, 2018

Dissecção | Dissection [catálogo]



ALEXANDRE FARTO aka VHILS
pref. José Manuel dos Santos, João Pinharanda, et alli

Lisboa, 2014
Fundação EDP / Museu da Eletricidade
1.ª edição
32 cm x 24 cm
176 págs.
profusamente ilustrado a cor
exemplar como novo
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

“Artista de rua”, assim designam os indivíduos referenciados pelo Município, a quem foi dada autorização para intervir esteticamente nos espaços urbanos votados ao abandono... por esse mesmo Município! Existem muitos outros, que também deixam o seu rasto nas paredes da cidade, muitas vezes no seu centro nevrálgico, de forma não autorizada, sem mostrarem previamente, num departamento camarário qualquer, os esboços (o “projecto”) daquilo que pretendem. Não se pode dizer, destes, que não estejam a “intervir”: com as suas reclamações contra o mundo em que lhes foi facultado viver, com a explicitação por vezes de ódios mal contidos, com ameaças de uma desordem imprevista... e não autorizada! Mas estes últimos costumam ser perseguidos à bastonada até para bem longe das portas dos museus. Vhils (nome “artístico”) figura entre os legalizados.
É preciso sublinhar que a tradição urbana de escritos nas paredes da cidade remete para a esfera da luta contra os poderes instituídos, para a concitação subversiva, e nunca para um qualquer movimento “artístico” que, farto do champanhe e dos croquetes das vernissages nas galerias “de arte”, se tenha agora entregue à piolheira e à sujidade residual dos habitantes periféricos das democracias.
Vhils tem honras de instalação dentro de um museu e catálogo com ensaios puxavantes, da pena dos melhores crânios teóricos. Eis aí, pois, o documento.

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