terça-feira, julho 24, 2018

Portugal na Guerra


HOMEM CHRISTO

Aveiro, 1917
Edição da Typographia Nacional (officina a vapor)
1.ª edição
25,6 cm x 18,7 cm
96 págs.
texto impresso a duas colunas
exemplar estimado, restauro na lombada; miolo limpo
carimbo de posse da biblioteca da Universidade Católica Portuguesa – Lisboa
80,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem significativa do texto do polemista:
«[...] A Inglaterra não tinha soldados e procurava-os em toda a parte. Era esse o seu lado vulneravel. Ia-os buscar á Africa e á India. Como punha de parte a sua velha alliada, cujo nome guerreiro havia enchido todo o mundo?
Repetimos: não era caso para exultar. Era caso para que todos os patriotas chorassem e lagrimas ardentes.
Vejam a outra hypothese. Pedia a Inglaterra o nosso auxilio? Era forçoso dar-lh’o, sem a menor hesitação, sem reluctancia, immediatamente. E para isso convinha que estivessemos preparados ou que nos preparassemos sem demora, moral ou materialmente, isto é, d’alma e de corpo.
Eu não sei se a Inglaterra pediu ou não pediu o auxilio português. Se o não pediu, é um caso grave, é um caso triste, tristemente significativo, mas entendo que não o deviamos offerecer. Ha uma enorme differença entre marchar por convite, quando o convite se impõe, e marchar espontaneamente. Nem a casamento e baptizado se deve ir sem ser convidado, quanto mais á guerra. E a uma guerra d’aquellas! E dada a nossa falta de preparação militar e a nossa penuria! [...]»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089