sexta-feira, agosto 10, 2018

Ropica Pnefma


JOÃO DE BARROS
pref. Mattos Romão
transcrição, estudo e notas de I. S. Révah

Lisboa, 1952 e 1955
Instituto de Alta Cultura
3.ª edição
2 volumes (completo*)
24,4 cm x 17 cm
[12 págs. + 196 págs.] + [XLVI págs. + 156 págs.]
exemplares em bom estado de conservação; miolo limpo
ocasionais carimbos e ex-libris da Biblioteca do Conservatório Nacional
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

«A Ropica Pnefma ou Mercadoria Espiritual inscreve-se no plano ideológico aberto pelo Elogio da Loucura (1508) e pela Utopia (1516) de Tomás Morus. Daí o epíteto de erasmiana com que a coleccionam inerte, só reservada aos eleitos, numa prateleira esconsa da nossa cultura. [...] O provincianismo cultural que nos anima manifesta-se claramente quando a Utopia e o Elogio da Loucura se tornam textos recomenndados do ensino oficial enquanto a Ropica continua sepultada no silêncio.
Vazada numa prosa enxuta, dúctil, por vezes surpreendentemente luminosa, a Mercadoria Espiritual não desmerece das suas pares europeias na acutilância crítica com que zurze a corrupção na Igreja e os “especiais” da Corte, mas distancia-se delas quando afronta o problema ibérico de qual a Lei mais justa, se a dos Gentios, se a dos Muçulmanos, se a dos Judeus, se a dos Cristãos. E é mais temerária não só a destapar os fundamentos em que assenta o Poder como na ousadia de trazer à luz as teses dos Sem Lei daqueles que entendem que “não há mais que nascer e morrer”. [...]» (Fonte: António Borges Coelho, Tudo É Mercadoria, Caminho, Lisboa, 1992)

* Embora Révah, em Nota Prévia ao volume II, faça referência a um prometido terceiro volume, de facto só saíram estes dois.

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