domingo, outubro 15, 2017

O Paço de Cintra



CONDE DE SABUGOSA
desenhos da rainha D. Amélia
colab. E. [Enrique] Casanova e R. [Raul] Lino

Lisboa, 1903
Imprensa Nacional
1.ª edição
32,7 cm x 24,2 cm
XIV págs. + 274 págs. + 14 folhas em extra-textos + 3 desdobráveis em extra-texto, sendo um deles grande formato (80 cm x 71 cm)
profusamente ilustrado no corpo do texto e em separado, a negro e a cor
exuberante encadernação recente inteira em pele gravada a ouro e relevo seco nas pasta anterior e lombada; ostenta no lombo fantasias entrançadas e fecha numa pestana rematada por laços de seda com as cores da bandeira monárquica
conserva as capas de brochura, aparado ligeiramente à cabeça e dourado
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
PEÇA DE COLECÇÃO
550,00 eur (IVA e portes incluídos)

Importante estudo histórico e arqueológico, ainda hoje único trabalho de referência acerca do Paço de Sintra.

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telemóvel: 919 746 089

Outra Rainha



CONDE DE SABUGOSA

Lisboa, 1922
Portvgalia Editora
1.ª edição
28,5 cm x 20,7 cm
24 págs. + 1 extra-texto com retrato de D. Amélia
subtítulo: Palestra Realisada na Liga da Acção Social Christã em 3 de Abril de 1922
papel da capa envelhecido e com pequenos restauros periféricos; miolo limpo, retrato tenuemente manchado
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

De seu nome civil António Maria José de Melo César de Meneses, fez parte do grupo literário da geração de 1870, e que ficou conhecido pelos «vencidos da vida». Íntimo da corte, tal e tanto que a queda da monarquia o levou ao exílio. É de sua autoria o conhecido livro O Paço de Cintra – Apontamentos Historicos e Archeologicos, cujos desenhos são, precisamente, de D. Amélia.

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Outra Rainha


CONDE DE SABUGOSA

Lisboa, 1922
Portvgalia Editora
1.ª edição
29,2 cm x 20,5 cm
24 págs. + 1 extra-texto com retrato de D. Amélia
subtítulo: Palestra realisada na Liga da Acção Social Christã em 3 de Abril de 1922
impresso sobre papel Whatman não aparado
exemplar estimado, restauros na capa; miolo limpo
VALORIZADO PELA ASSINATURA DO AUTOR
35,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Macbeth


WILLIAM SHAKESPEARE
trad. Manuel Bandeira
pref. Ruben A.

Lisboa, 1964
Editorial Presença
1.ª edição [em Portugal]
18,5 cm x 11,5 cm
200 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da introdução de Ruben A.:
«[...] O poeta Manuel Bandeira emprestou à tradução a realidade espantosa do decassílabo heróico, camoniano, métrica perfeita para o poema épico e que assenta como uma luva num tema também épico e cuja magnitude atinge em ambos o sublime. A diferença está na própria essência da tragédia shakespeareana. Em Macbeth não há qualquer transigência lírica, os momentos de amor são momentos de ódio, a inquietação é uma determinante de catástrofe, o amor apenas reside na vontade de sangue. Não há em Macbeth episódios líricos, intervalos de narrativa onde o amor pode surgir na sua tranquila inocência, rodeando a atmosfera de um mesmo encanto [...].
Macbeth é uma narrativa que não transige no seu caminhar cadenciado de maus agouros, de prenúncios dramáticos. Tudo caminha em ambiente de uma plenitude ensaguentada – é o drama da ambição, aliado às hesitações que se deparam no espírito de quem comete determinado crime. A mulher, no entanto, não hesita, a ela cabem as honras da tragédia. Lady Macbeth supera-se, atinge um auge da cadência patética, sobretudo ao afirmar
Sê a inocente
Flor na aparência, e no íntimo – serpente.
Onde há ambição de poder não há amor, isto prova-o a tragédia Macbeth, e aqui parece-me residir a mais espantosa mensagem deste poema dramático. [...]»

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Macbeth


WILLIAM SHAKESPEARE
trad., pref. e encenação de António Pedro
capa e grafismo de Amândio Silva

Porto, 1956
TEP [Teatro Experimental do Porto] – Edição do Círculo de Cultura Teatral
1.ª edição
19 cm x 13,7 cm
128 págs.
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Rei Lear


[WILLIAM] SHAKESPEARE
trad., notas e pref. Manuel Vieira
capa de José Contente

Coimbra, 1943
Editorial “Saber”
4.º milhar
19,4 cm x 14,7 cm
2 págs. + LXXXII págs. + 274 págs. + 1 folha em extra-texto
exemplar muito estimado; miolo limpo
ostenta colado no ante-rosto o ex-libris de José Coelho
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Hamlet


WILLIAM SHAKESPEARE
trad. Sophia de Mello Breyner Andresen
revista por Grahame Broome-Levett
capa de Francisco Couceiro

Porto, 1987
Lello & Irmão – Editores
[1.ª edição]
bilingue inglês / português
21 cm x 15,2 cm
VIII págs. + 264 págs.
exemplar estimado, verso da capa com manchas de antiga humidade; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem do prefácio da tradutora:
«[...] Sou partidária de traduções fidelíssimas, mas onde a fidelidade inclui a exigência do próprio poema. E, no caso de Hamlet, é preciso dizer o que lá está, mas dizê-lo em termos de teatro. O que obriga a uma estreita tensão entre o significado e o espaço, o peso e a voz de cada palavra. [...]
Tentei, quanto possível, traduzir rente ao texto, ser fiel à riqueza e à densidade de cada frase e encontrar uma linguagem que seja a do teatro.
Este último ponto parece-me fundamental, não só por se tratar de uma obra teatral e por Shakespeare ser um homem do teatro, mas também porque para ele o mundo era um palco onde ele sempre quis criar a “peça dentro da peça”.»

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O Mercador de Veneza


WILLIAM SHAKESPEARE
trad. e notas de Bulhão Pato

Lisboa, 1881
Typographia da Academia Real das Sciencias
1.ª edição
22,4 cm x 14,6 cm
8 págs. + 260 págs.
exemplar muito estimado, com pequenas falhas de papel nas capa e contracapa; miolo limpo, por abrir
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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50 Sonetos


WILLIAM SHAKESPEARE
trad., pref. e notas de Vasco Graça Moura
capa e grafismo de Armando Alves

Porto, 1978
Editorial Inova SARL
1.ª edição
20,4 cm x 14 cm
128 págs.
ilustrado
exemplar como novo, por abrir
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Importante prefácio e brilhante tradução; é, aliás, a segunda tentativa conseguida, tendo assinado a anterior, em 1962, Maria do Céu Saraiva Jorge.

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Deus Dorme em Masúria


HANS HELLMUT KIRST
trad. José Saramago
capa de Figueiredo Sobral

Lisboa, 1958
Publicações Europa-América, Lda.
1.ª edição
19,2 cm x 14,5 cm
376 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na badana:
«[...] A acção decorre em 1933 numa aldeia tranquila nos confins da Prússia oriental, onde era tal a paz que se podia dizer que Deus nela dormia.
Um dia, na doce e pacífica aldeia cometeu-se um crime. Quem era a vítima? Quem instigou o crime?
Hans Hellmut Kirst não escreveu um romance policial. Escreveu com o seu reconhecido humor um romance de costumes: a chegada do nacional-socialismo a uma aldeia perdida e tranquila.»

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O Apelo da Selva


JACK LONDON
trad. Rui Guedes da Silva
capa de Octávio Clérigo

Lisboa, s.d.
Portugália Editora
1.ª edição
19,3 cm x 12,4 cm
200 págs.
exemplar em bom estado de conservação, sem marcas de quebra na lombada; miolo limpo, parcialmente por abrir
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Jack London (1876-1916), jornalista e escritor, activista de esquerda, ateu, defensor dos direitos dos animais, tem neste The Call of the Wild (de 1903) o perfeito par para White Fang (de 1906), ambos notavelmente escritos do ponto de vista dos respectivos canídeos, um cão e um lobo. Após uma existência doméstica, adormecido à lareira, domesticado, aos pés do dono, o cão Buck, que conserva o orgulho da astúcia e da ferocidade primevas, ouvindo os lobos uivar, certa noite, sentou-se e uivou também, em resposta ao apelo da alcateia. (Por vezes, acontece o mesmo aos seres ditos humanos.)

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História de um Cão de Circo


JACK LONDON
trad. Cabral do Nascimento
capa de Edmundo Muge

Lisboa, 1962
Editorial Minerva
2.ª edição
18,4 cm x 13,3 cm
272 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Um Homem Invencivel


JACK LONDON
trad. G. de V.

Lisboa, 1944
Livraria Peninsular (depos.)
s.i. [1.ª edição]
19,3 cm x 12,9 cm
160 págs.
subtítulo: Novela de amor e desporto
exemplar estimado, discretos restauros na capa; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Jack London (1876-1916) foi «[...] corredor, vendedor de jornais, contrabandista, pesquisador de oiro, marinheiro e, por fim, escritor. [...]» (da nota introdutória). Mas também jornalista de causas, e há que sublinhar, activista cívico ao lado do movimento operário norte-americano.

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A Vida Aventurosa de Jack London


IRVING STONE
trad. Carlos Cunha e Alfredo Margarido
capa de Infante do Carmo

Lisboa, s.d.
Edição «Livros do Brasil»
[1.ª edição]
21,8 cm x 15 cm
304 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na badana:
«Ninguém melhor do que Irving Stone [1903-1989, também autor do romance biográfico A Vida Trágica de Van Gogh] soube reconstituir tão rigorosamente e com tão lúcida simpatia, a fisionomia do grande escritor que foi Jack London. Ninguém melhor do que Irving Stone soube apreender a projecção de uma vida aventurosa, vivida em tantos e tão variados planos com generosa intensidade, numa obra cujo interesse é, por isso mesmo, universal. [...]»

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sexta-feira, outubro 13, 2017

Curso Metodico de Arquitectura Naval aplicada á la Construccion de los Buques Mercantes



D. JUAN MONJO I PONS

Barcelona, 1856
Imprenta de José Tauló
1.ª edição
texto em castelhano
24,2 cm x 16,3 cm
[204* págs. + 14 folhas em extra-texto] + [236 págs. + 2 folhas em extra-texto + 1 desdobrável em extra-texto]
subtítulo: Obra compuesta en vista de las estrangeras mas modernas que tratan de la materia [...]
profusamente ilustrado no corpo do texto e em separado
encadernação antiga em meia-inglesa com gravação a ouro na lombada
pouco aparado, sem capas de brochura
exemplar de trabalho envelhecido mas aceitável; miolo limpo, com [*] falta das págs. 107 a 110
assinatura de posse no frontispício
150,00 eur (IVA e portes incluídos)

Juan Monjo i Pons (1818-1884) foi mestre de embarcação e engenheiro mecânico, director da Real Escola Náutica de Arenys de Mar, tendo fundado, mais tarde, também na costa da Catalunha, a sua própria escola.
A folha de rosto do vertente exemplar refere que a obra se completa num atlas, que julgamos só ter sido publicado em fac-símile em 1990.

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La Integridad de la Patria – Cataluña ante el espíritu de Castilla


I. [IGNASI] DE L. [LOYOLA] RIBERA Y ROVIRA
pref. Juan Maragall

Barcelona, s.d. [circa 1907]
Librería Científico-Literaria José Agustí
1.ª edição
texto em castelhano
17,3 cm x 10,8 cm
224 págs.
exemplar estimado, acidez na lombada; miolo limpo
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Lusitanista catalão, vindo para Portugal apenas com vinte anos, em 1900, trouxe-o seu pai para Tomar aquando nomeado para director da Real Fábrica de Fiação e Tecidos. Ignasi de Loyola Ribera y Rovira (1880-1942) inicia desde logo um trabalho como correspondente junto de vários jornais catalães, onde promove uma salutar campanha de aproximação cultural regionalista entre Portugal e a sua íntegra Catalunha. Será também ele que, em representação do município de Barcelona, convida a aí deslocarem-se vários artistas portugueses, a fim de tomarem parte na 5.ª Exposição Internacional de Arte. Acabou por ser mesmo ele o comissário-delegado para a representação portuguesa. No vertente livro, Ribera y Rovira aborda e analisa as relações políticas e culturais ibéricas através dos tempos, lamentando a relutância portuguesa em vista de um projecto federalista. (Fonte: Eduardo Mayone Dias, «Um Lusitanista Catalão: Ribera i Rovira», in Colóquio / Letras, n.º 27, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 1975)

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quarta-feira, outubro 11, 2017

Trocar de Rosa


EUGÉNIO DE ANDRADE, org.
capa e grafismo de Armando Alves
ilust. Ângelo de Sousa

Porto, 1995
Fundação Eugénio de Andrade
5.ª edição
20,3 cm x 12,6 cm
148 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível, por abrir
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Este livro, na sua forma inicial, mais breve, começou por ter sido editado numa casa de grande prestígio nos meios da resistência ao fascismo português: A Regra do Jogo. Sendo uma mera antologia de traduções de Eugénio de Andrade (1923-2005), não deixou de atingir aqui a sua quinta saída à rua, mas agora aumentada no conteúdo e paga por uma companhia de seguros... Cada qual saberá as linhas com que se cose, e Eugénio de Andrade até confessa no prefácio «[...] que nenhum dos poetas que se encontram aqui [...] foi para mim um desses encontros a que já chamei fatais noutra ocasião [...]. Para dizer tudo, acrescentarei que há até em Trocar de Rosa poetas que pouco me interessam hoje [...] e outros que mal chegaram a interessar-me [...].»
É de questionarmo-nos: será justo e honesto atamancar um livro de versos alheios, onde figuram escritores que assumiram publicamente um compromisso contra a ordem mundial vigente, como Neruda ou Guillevic, e, à quinta edição, já estar a vendê-los de parceria com uma entidade capitalista?...

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As Mãos e os Frutos


EUGÉNIO DE ANDRADE

Lisboa, 1960
Iniciativas Editoriais
2.ª edição
18,1 cm x 12,9 cm
36 págs.
acabamento com um ponto em arame
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
VALORIZADO PELA ASSINATURA DE POSSE DO ESCRITOR E. M. DE MELO E CASTRO
50,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Chuva Sobre o Rosto


EUGÉNIO DE ANDRADE
ilust. José Rodrigues
grafismo de Armando Alves

Porto, 1983
O Oiro do Dia
3.ª edição [«aumentada»]
22,6 cm x 15 cm
44 págs. + 1 folha em extra-texto
ilustrado
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível, por abrir
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Com o sol em cada sílaba


EUGÉNIO DE ANDRADE
fotografia por Dario Gonçalves

Lisboa, 1991
Publicações Dom Quixote
1.ª edição
23,1 cm x 15,5 cm
48 págs. + 1 folha em extra-texto
impresso sobre papel superior avergoado
conserva a cinta promocional
exemplar estimado, capa com sinais de exposição continuada à luz; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Húmus



RAUL BRANDÃO
edição crítica de Maria João Reynaud
grafismo de José Brandão / Paulo Falardo

Porto, 2000
Campo das Letras – Editores, S.A.
1.ª edição conjunta
3 volumes (completo)
23,9 cm x 15,5 cm
[8 págs. + 340 págs.] + [8 págs. + 240 págs.] + 268 págs.
exemplares em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
acondicionados no estojo editorial
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Como é sabido, existem diferenças radicais entre as três primeiras edições da vertente obra de Raul Brandão (1867-1930), nomeadamente na revisão da primeira para a segunda. Reynaud justifica o vertente aparato da edição:
«[...] O facto de o livro ter conhecido três versões em menos de dez anos é um dos seus aspectos mais fascinantes, na medida em que um tão extenso trabalho de refundição nos revela uma inquietação fundamental do escritor, relacionada com a experiência íntima da criação e com a problemática da escrita.
A presente edição crítica, que restitui a última edição revista por Raul Brandão (Livs. Aillaud & Bertrand, Paris-Lisboa, s/d), é acompanhada das reproduções fac-similadas da edição princeps (Renascença Portuguesa, Porto, 1917) e da segunda edição, amplamente refundida (Renascença Portuguesa – Porto; Annuario do Brasil – Rio de Janeiro, 1921).
O leitor pode agora dispor de todos os elementos que lhe permitem comparar as diferentes versões da obra e seguir esse work in progress: da escrita ao texto, do texto à obra – uma obra suspensa do gesto que eternamente a recomeça. [...]»

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Humus


RAUL BRANDÃO
capa de Julio Vaz

Rio de Janeiro / Porto, 1921
Annuario do Brasil / Renascença Portuguesa
2.ª edição
18,2 cm x 12,5 cm
240 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Acerca de autor e obra escreveu um dia o poeta Mário Cesariny:
«[...] Sem dúvida porque em primeiro e quase único lugar o [merece, precursor que é] do abater de fronteiras, formais e outras, com que passa hoje o que tenho por melhor na literatura contemporânea. E que mui significativamente liga ao que de melhor nos ficou da literatura “antiga”. E porque pelo menos uma vez – mas vez decisiva e plena de consequências, creio – o levaram a mutilar obra tão importante para ele e para nós como o Húmus. Como Gomes Leal, que após a primeira edição do Anti-Cristo lhe retira numerosas páginas de génio poético ímpar, Brandão corta da força primeira do Húmus os capítulos finais da obra, terríveis e também únicos como letra profética do que depois viria aos imperativos da revolução social: a clausura das massas, o poder militar, o terrorismo institucional nas suas duas formas de Europa, o massacre em nome da revolução e em vez dela.»
É esta segunda edição que aqui temos, “espurgada” de um raro fulgor literário, mas, mesmo assim, mantendo-se como mais importante obra de prosa da primeira metade do século XX. Neste sentido, vale o que vale a que lhe deu origem.

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Húmus


RAÚL BRANDÃO
capa de [Alfredo] Moraes

Paris – Lisboa, s.d.
Livrarias Aillaud & Bertrand
2.ª edição
18,8 cm x 12,2 cm
264 págs.
exemplar estimado, restauro na lombada; miolo limpo, ocasionais picos de acidez
47,00 eur (IVA e portes incluídos)

Esta 2.ª edição é aquela em que o escritor deu o texto como revisto e estável. Foi preciso esperar pela data de entrada da obra de Brandão no domínio público (5 de Dezembro de 2000, edição frenesi) para ter sido possível dar a conhecer, a um mais vasto público leitor, a excelência da rara edição original de 1917.

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O Cerco do Porto


HUGH OWEN
pref. e notas de Raul Brandão

Porto / Rio de Janeiro, 1920
Editores Renascença Portuguesa / Luso-Brasiliana
2.ª edição (3.º milhar)
19 cm x 12,5 cm
352 págs. + 1 folha em extra-texto
subtítulo: Contado por uma testemunha - o coronel Owen. Com documentos novos
ilustrado no corpo do texto e em separado
capa impressa a negro com cromo colado
exemplar estimado, capa envelhecida e com restauros; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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terça-feira, outubro 10, 2017

Confissões



JOÃO JAQUES ROUSSEAU
trad. Fernando Lopes Graça
introd. João Gaspar Simões

Lisboa, s.d. [circa 1944]
Portugália Editora
1.ª edição
2 volumes (completo)
22,5 cm x 15,4 cm
416 págs. + 384 págs.
compostos manualmente na Tipografia Ideal
encadernações homogéneas muito recentes inteiras em sintético, gravação a ouro nas lombadas
não aparados
conservam as capas de brochura
exemplares estimados, capas restauradas; miolo limpo, ligeiros picos de acidez nas primeiras e nas últimas páginas
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota introdutória de Gaspar Simões:
«[...] Inútil me parece chamar a atenção para o facto de esta tradução ter sido feita por um dos nossos primeiros compositores e musicólogos, que é ao mesmo tempo um dos nossos escritores mais vigorosos. Rousseau foi compositor, e o sentido musical era um dos dons que mais concorria para a boa orquestração da sua prosa, que, nem sempre sendo clara, nunca deixa de ser extraordinariamente harmoniosa. Fernando Lopes Graça, vencendo as dificuldades que uma tal prosa oferece a qualquer tradução, soube penetrar nas obscuridades do texto e manter as virtudes harmoniosas dele. [...]»

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Historia das Religiões


[SALOMÃO] REINACH
[HENRI] BEUCHAT
HOLLEBECQUE
BARÃO D’OLBACH
org. e trad. Ribeiro de Carvalho

Lisboa, 1932
Edições do Jornal “Republica”
1.ª edição
22,3 cm x 14,4 cm
180 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo, por abrir
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Lisboa Moderna



HORÁCIO NOVAIS
grafismo de José Espinho

Lisboa, 1959
Câmara Municipal de Lisboa
1.ª edição
trilingue português–francês–inglês
10,5 cm x 21,2 cm (oblongo)
8 postais + 8 págs.
ilustrado a cor
exemplar como novo
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Dava-se então a conhecer aos visitantes de Lisboa as primeiras zonas com um certo ar de modernidade, acabadas de construir. Um emblema da cidade-poucochinha, que passava por fazer alarde da Praça de Londres, do Areeiro, da Praceta João do Rio, ou da Avenida Sidónio Pais.

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77 Poems


ALBERTO DE LACERDA
pref. Arthur Waley
trad. Alberto de Lacerda e Arthur Waley

Londres, 1955
George Allen & Unwin Ltd
1.ª edição
bilingue português / inglês
20,1 cm x 13,7 cm
88 págs.
encadernação editorial com gravação a vermelho na lombada, sobrecapa impressa também a vermelho sobre papel amarelo
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Palácio


ALBERTO DE LACERDA

Lisboa, 1961
Delfos
1.ª edição
19,6 cm x 13,7 cm
152 págs.
impresso sobre papel superior
exemplar estimado; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Poeta moçambicano radicado em Londres, onde recebeu a influência directa da cultura anglo-saxónica.

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Espelho do Invisível


JOSÉ TERRA
capa e grafismo de José Escada

Lisboa, 1959
Livraria Morais Editora
1.ª edição
20,1 cm x 15,5 cm
48 págs.
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo
carimbo «homenagem do editor» no ante-rosto
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Para o Poema da Criação



JOSÉ TERRA
pref. António Ramos Rosa
desenhos de [Cipriano] Dourado

Lisboa, 1953
Edições Árvore
1.ª edição
19 cm x 13,6 cm
44 págs.
composto manualmente em Elzevir e impresso na Tipografia Ideal (Lisboa)
exemplar muito estimado; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Canto Submerso


JOSÉ TERRA
pseud. de José Fernandes da Silva

Lisboa, 1956
1.ª edição [única]
Portugália Editora
21 cm x 14,7 cm
68 págs.
capa do pintor Fernando Azevedo
realizado na mítica Tipografia Ideal, à Calçada de São Francisco, composto manualmente em Elzevir, muito provavelmente pelo artista tipógrafo José Apolinário Ramos
folha de rosto impressa a duas cores
exemplar como novo, por abrir
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

O poeta também foi co-director das revistas Árvore e Cassiopeia; devem-se-lhe igualmente algumas traduções de referência, para obras de Albert Camus (A Queda), T. S. Eliot (Quatro Quartetos), ou Elio Vittorini (Consideram-se Mortos e Morrem), isto só para dar três exemplos; a obra vertente foi prémio literário em 1955.

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domingo, outubro 08, 2017

India Portuguesa – Prostituição e Profilaxia Anti-venérea [aliás, A Prostituição na India]


ALBERTO C. GERMANO DA SILVA CORREIA

Bastorá, 1938
Tipografia Rangel
1.ª edição
25,4 cm x 18,1 cm
4 págs. + 404 págs.
subtítulo: História, Demografia, Etnografia, Higiene e Profilaxia
exemplar estimado, com discreto restauro na lombada; miolo limpo
peça de colecção
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

Rara peça com origem de prensa na Índia. Demais a mais, é um estudo cuidadoso e humano do flagelo social que leva à prostituição. Trata-se, porém, do trabalho científico de um coronel-médico com vastíssima obra escrita publicada, e de inegável seriedade.

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Les Bayadères et les autres Courtisanes de l’Inde Portugaise


ALBERTO C. GERMANO SILVA CORREIA

Bastorá, 1940
Tipografia Rangel
1.º edição
texto em francês
25,2 cm x 18,1 cm
4 págs. + 326 págs.
subtítulo: Étude anthropologique et physio-pathologique – Anthropométrie. Sexologie. Ethnographie. Tératologie. Sociologie. Vénéréologie
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo, por abrir
60,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Guide to India Museum


Londres, 1876
Department of the Reporter on the Products of India to the Secretary of State for India in Council
1.ª edição
texto em inglês
20,7 cm x 16,6 cm
8 págs.
ilustrado com as plantas das galerias
exemplar frágil, sem contracapa; miolo limpo
acondicionado numa despretensiosa pasta de fabrico recente em cartolina
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Muito breve catálogo dos primórdios do acervo que, mais tarde, veio a constituir o Victoria & Albert Museum, museu londrino, como se sabe, de recolha daquilo que os ingleses foram trazendo do seu império colonial ao longo dos anos.

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Da Bagagem Vagabunda


BASTOS MARTINS
capa de António Amorim

Viana do Castelo, 1968
Edição do Autor
1.ª edição
19,5 cm x 14,5 cm
212 págs.
exemplar estimado, contracapa suja; miolo limpo
carimbo da Livraria Progresso Editora na contracapa
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

De Arnaldo de Bastos Martins já se conhecia um importante e vivo depoimento – Tempo de Falar – acerca da fuga dos portugueses à invasão de Goa a 18 de Dezembro de 1961. É, aliás, na Índia o lugar onde mais largamente exerceu o ofício de jornalista. Alguém, em nota editorial na badana do vertente livro, diz com acerto:
«[...] A sua prosa tem muitas vezes um grande sabor poético, revelando uma alma invulgarmente sensível, sempre pronta a emocionar-se com as lágrimas dos que sofrem [...]»

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Tempo de Falar – Diário da Invasão de Goa


[ARNALDO] BASTOS MARTINS

Lisboa, s. d. [1962 ?]
Edição do Autor
1.ª edição [única]
21 cm x 14 cm
96 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no canto superior esquerdo do ante-rosto
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do depoimento de um retornado em fuga à invasão de Goa a 18 de Dezembro de 1961. Algumas passagens do texto:
«[...] Recordo os dias que acabo de viver.
Os goeses andavam perplexos por não terem uma directiva do Governador-Geral acerca do que deveriam fazer quando a invasão começasse. Directiva única: “Ficaremos aqui, mesmo debaixo da terra”.
É inútil comentar esta directiva balofa e inútil, que cheira a jantares de homenagem e a discursos de velhotes numa academia de história.
Que instruções receberam os goeses acerca do que deveriam fazer para defender as suas terras, os seus lares, os seus bens?
Nenhumas. Não vale a pena sofismar, a resposta é só uma: nenhumas.
Queriam instruções – deram-lhes discursos. Se os indianos invadissem, que fazer? Fugir? Atirar-lhes pedras? Fazer-lhes os discursos que já sabiam de cor? Cruzar os braços? [...]
A verdade é que Sua Excelência esqueceu o povo que tanto lhe serviu para comoventes discursos. Sua Excelência não mandou organizar a tempo a Defesa Civil do Território. Sua Excelência a ninguém deu instruções. Sua Excelência limitou-se a ser Sua Excelência. [...]»

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sábado, outubro 07, 2017

Mar da Vida...


J. DORES
capa de Vasco Silva

Lisboa, 1951
Portugália Editora, Lda.
1.ª edição
19 cm x 13 cm
264 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quinta-feira, outubro 05, 2017

As Horas de Maria


ANTÓNIO DE MACEDO
capa e grafismo de Carlos Alves

Lisboa, 1977
Cinequanon
1.ª edição
20,6 cm x 12,6 cm
116 págs. + 20 págs. em extra-texto
subtítulo: Guião do filme com o diálogo integral
exemplar estimado, sem qualquer quebra na lombada, capa com ligeira esfoladela; miolo irrepreensível
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

O filme estreou a 3 de Abril de 1979 no cinema Nimas, sob o ataque cerrado de protestos e rezas de manifestantes beatos a soldo da Igreja. A posição do cineasta António de Macedo (1931-2017) é inequívoca desde a primeira linha do livro:
«Na noite de 6 de Março de 1922 explodiram quatro bombas na capela das Aparições, em Fátima. Uma quinta bomba, colocada junto às raízes da azinheira onde uma “dama de grande beleza” aparecera a três crianças sub-alimentadas, não explodiu.
A notícia do “sacrilégio” correu o país, e imediatamente se organizaram peregrinações de desagravo. [...]
É por demais evidente que o atentado partiu dos que estavam ansiosos pelo desenvolvimento do “fenómeno Fátima”, e não daqueles que o pretendiam desmascarar. [...]»
Mais não foi preciso, e o filme a que se refere o vertente livro, para haver transformado António de Macedo num herege a abater pela hipócrita sociedade portuguesa pós-25 de Abril.

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quarta-feira, outubro 04, 2017

Jogos Tradicionais Portugueses


CRISTÓVÃO SILVA
MANUEL MENDES [aliás MENESES] DE MORAIS
capa de Nuno Sampaio
ilust. Vasco Sampaio

Lisboa, 1967
Ministério da Educação Nacional – Plano de Educação Popular
2.ª edição
16,2 cm x 11,3 cm
176 págs.
ilustrado
exemplar como novo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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terça-feira, outubro 03, 2017

Onze Poemas


JOSÉ MÁRIO SILVA
capa de Filipa Alves

s.l., 1995
[ed. Autor]
3.ª edição
21 cm x 14 cm
20 págs.
impresso sobre papel avergoado
acabamento com dois pontos em arame
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Considera-se José Mário Silva (n. 1972), na dedicatória, um «[...] aspirante a poeta e jornalista sofrível [...]». Não diríamos melhor.

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segunda-feira, outubro 02, 2017

Coisas


aa.vv.

Lisboa, Fevereiro-Março de 1974
& etc – Publicações Culturais Engrenagem, Lda.
1.ª edição [única]
17,5 cm x 15,3 cm
176 págs.
ilustrado
capa impressa a uma cor sobre o lado rude de cartolina duplex, sobrecapa a duas cores sobre o lado mate de papel kraft
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
PEÇA DE COLECÇÃO
95,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do primeiro livro editado pela casa & etc, até aí unicamente responsável por publicação periódica homónima. Dado o carácter globalmente agreste, linguagem a condizer, desenhos não menos acutilantes, e porque traz data de impressão anterior ao 25 de Abril que correu com a polícia política e a censura, foi obra que ainda se viu sujeita às técnicas de venda de mão em mão e por baixo dos balcões. Reúne intervenções escritas e ilustrações de Adelino Tavares da Silva / [Carlos] Ferreiro, António [Tavares] Manaças / Eurico [Gonçalves], Baptista-Bastos / Lud, Carlos Porto / Figueiredo Sobral, José Martins / João Rodrigues, Nelson de Matos / Ana Machado, Paulo da Costa Domingos / Gonçalo [Duarte], Pedro Oom / Lud, Virgílio Martinho / [Maria] Aurélia, Vitor Silva Tavares / Aldina [Costa].

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domingo, outubro 01, 2017

O Teatro e o Seu Duplo


ANTONIN ARTAUD
trad. Fiama Hasse Pais Brandão
pref. Urbano Tavares Rodrigues

Lisboa, s.d. [circa 1962]
Editorial Minotauro, Lda.
1.ª edição
19,1 cm x 12,6 cm
212 págs.
exemplar estimado, restauro na capa; miolo limpo
assinatura de posse do ex-ministro Carlos Mascarenhas de Macedo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Importante tradução deste livro de referência do poeta francês Antonin Artaud (1896-1948). Trata-se de um escritor – mas também encenador e actor de teatro e de cinema – que imaginou a arte dramática ocidental como um ritual de iniciação primitivo, algo que o prefaciador português Urbano Tavares Rodrigues nem percebeu.

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A Criança e o Teatro


M. [MANUEL] M. [MARIA] DE S. [SOUSA] CALVET DE MAGALHÃES
ALDÓNIO GOMES
capa e ilust. Magalhães Filho

Lisboa, 1964
Direcção-Geral do Ensino Primário – Plano de Educação Popular
1.ª edição
16,3 cm x 11,5 cm
306 págs. + 2 desdobráveis em extra-texto
profusamente ilustrado no corpo do texto
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
discreto rótulo de biblioteca colado na lombada
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Detalhado manual destinado à aprendizagem da arte dramática por parte das crianças e dos jovens. Capítulo particularmente interessante, é o dedicado ao teatro de fantoches, à sua construção e à construção do respectivo espaço cénico.

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