GILBERTO FREYRE
pref. António Sérgio
capa de Cândido Costa Pinto
Lisboa, s.d.
Livros do Brasil, Limitada
2.ª edição portuguesa
21,8 cm x 15,3 cm
224 págs.
subtítulo: Aspectos
das Relações Sociais e de Cultura do Brasil com Portugal e as Colónias
Portuguesas
exemplar estimado; miolo limpo
restauro na folha de rosto
restauro na folha de rosto
20,00 eur (IVA e
portes incluídos)
Admirável e arguto ensaio, em que Gilberto Freyre bem
caracteriza a índole dos portugueses e a sua capacidade como povo colonizador,
devido «[...] à sua própria formação psicológica e social, bastante distanciada
dos traços comuns às outras sociedades da Europa, bem anti-europeia nas suas raízes mais espontâneas e mais profundas
[...]. Creio mesmo que até hoje não se definiu com suficiente clareza esse
desajustamento profundo do carácter português em relação ao ambiente europeu
que o envolve. [...] Na verdade, não há nada mais anti-europeu do que a psicologia do Português e do que a sua
própria vida social, em tudo o que ainda não sofreu a influência definitiva das
outras culturas europeias... Os seus méritos de colonizador consistiram
precisamente nos seus defeitos como nação europeia, considerada do ponto de
vista europeu. [...]» E segue referindo a «falta de rigidez» e a doçura trágica
de um povo virado para o Atlântico, para o ignoto, por força da existência de
um tampão, que a Espanha para nós sempre foi. Gilberto Freyre, se fosse vivo
ainda hoje, concluiria que apenas o desenvolvimento selvagem dos meios de
comunicação para as massas – a rádio, a televisão e os jornais – veio modificar,
sobretudo nos últimos quarenta anos, essas louváveis características da
povoação portuguesa, não no sentido de a tornar mais europeia, mas no sentido de a amolecer e tornar indiferente ao seu próprio destino como nação.
pedidos para:
telemóvel: 919 746 089
