quarta-feira, maio 06, 2020

O Tempo das Catedrais



GEORGES DUBY
trad. José Saramago
capa de Soares Rocha

Lisboa, 1979
Editorial Estampa
1.ª edição
21 cm x 14,5 cm
320 págs. + 32 págs. em extra-texto
subtítulo: A Arte e a Sociedade 980-1420
ilustrado em separado
exemplar estimado, capa manchada; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Passagens do texto:
«[…] Carlos Magno, aproveita os seus tesouros para construir uma capela. Antes dele, os seus antepassados, generosos para com os bispos, haviam sido nas terras de França os verdadeiros construtores das catedrais novas.
Edificada pelas esmolas dos reis que recuperavam o seu poder, a arte de França é, assim, por essência, como a arte de Cluny, arte litúrgica. […]
Nessa época [entre 1130 e 1280] em que se constroem os reinos, a interrogação torna-se mais ansiosa: quem, entre o espiritual e o temporal? – quem, entre o papa ou o imperador? – quem, entre a Igreja ou o rei, deve ter o poder soberano e tomar a direcção do mundo? E todas estas oposições tendem a fundir-se no seio dum último defrontamento, este fundamental, no conflito entre a crença ortodoxa e os desvios da heresia. […] Nos séculos XII e XIII, a presença herética, a ameaça herética, comandam todos os desenvolvimentos duma arte [o gótico] que se afirma em primeiro lugar como uma predicação de verdade. […]»

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