sábado, abril 10, 2021

Pateadas de Theatro Investigadas na Sua Origem, e Causas



JOSÉ AGOSTINHO DE MACEDO

Lisboa, 1825
Na Impres. de João Nunes Esteves
[2.ª edição] [a 1.ª edição é de 1812]
140 mm x 84 mm
144 págs.
mimosa encadernação coeva em meia-inglesa gravada a ouro com ferros da época
aparado
sem capas de brochura [?]
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo, papel sonante
assinatura de posse no topo do frontispício
67,00 eur (IVA e portes incluídos)

Primeiro ano pós-invasões francesas: 1812. O padre Agostinho de Macedo (1761-1831) – mais conhecido por padre-lagosta, dadas as suas quase constantes iras –, inimigo figadal da Maçonaria, representando esta à época o espírito expansionista e a espionagem da Revolução Francesa, exultava nos ataques a um invasor já derrotado. Como nos diz António Mega Ferreira (Macedo – Uma Biografia da Infâmia, Sextante Editora, Porto, 2011):
«[…] É claro que José Agostinho não foi em nada diferente da esmagadora maioria dos seus contemporâneos, pelo menos em Lisboa, onde, salvo algumas irrupções de contestação popular, tumultos, protestos diversos e escaramuças entre a “soldadesca” e a “populaça”, todos os estratos sociais se conformaram com o domínio de Junot. Mas o seu silêncio, sobretudo quando cotejado com a truculência verbal das manifestações posteriores […].»
No intervalo de fazer o que muitos portugueses sempre fizeram – intrigar e indignarem-se pela calada –, entre um legado de vastíssima obra, investigava o padre as origens do protesto contra dramaturgias falhadas, de que o vertente “estudo” é exemplo hilariante.

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