terça-feira, abril 20, 2021

Who Is Me – Poeta das Cinzas

 

PIER PAOLO PASOLINI
trad. Ana Isabel Soares
posf. Rosa Maria Martelo
capa e desenhos do pintor João Jacinto
grafismo de Paulo da Costa Domingos

Lisboa, 2021
Barco Bêbado
1.ª edição
218 mm x 135 mm
56 págs.
ilustrado
cartonagem editorial
exemplar novo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do posfácio de Rosa Maria Martelo:
«Entre as mais impressionantes imagens das exéquias de Pier Paolo Pasolini, barbaramente assassinado a 2 de Novembro de 1975 em condições nunca inteiramente esclarecidas, estão por certo as que nos mostram o rosto emocionado de Alberto Moravia, ao fazer o elogio do amigo morto. Moravia recorda o homem bom, o homem civil, o romancista, o cineasta, o poeta. A dado momento levanta um pouco mais a voz para exclamar: “perdemos acima de tudo um poeta, e poetas não há muitos no mundo. Nascem três ou quatro em cada século”. E recordará ainda que Pasolini fundara algo de absolutamente novo: uma “poesia civil de esquerda”, num país em que a poesia civil fora sempre de direita.
O destaque dado por Moravia à condição de poeta, quando enumera as várias faces de Pasolini como escritor, cineasta e intelectual, sugere que esta palavra – poeta – é usada em sentido amplo e não se limita a designar o autor de livros de poemas.  Trata-se, em vez disso, de usá-la para descrever a acção de um criador transmedial e intensamente comprometido com a vida em todas as formas de expressão artística que escolheu. Enquanto cineasta, contador de histórias, poeta, argumentista, ensaísta, cronista, polemista, Pasolini fora sempre guiado pelo mesmo encantamento com o mundo físico, com a vida, com o que designou por “realidade”, essa realidade que a seu ver era muito simplesmente “o cinema em estado de natureza”. […]»


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