CARLOS DE OLIVEIRA
capa de Fernando Felgueiras
Lisboa, 1968
Publicações Dom Quixote
1.ª edição
180 mm x 109 mm
96 págs.
é o n.º 1 da prestigiada colecção Cadernos de Poesia
exemplar estimado, sem sinais de quebra na lombada; miolo limpo, papel esfolado no canto inferior esquerdo da primeira folha
40,00 eur (IVA e portes incluídos)
Neste preciso livro, Carlos de Oliveira – autor ligado ao
melhor do neo-realismo – elevava a sua poesia “de combate” («Não há machado que
corte a raiz ao pensamento», etc.) a um nível tão duramente objectivo que não pactuava
com a literatura salvífica para o povo. A via literária foi a da aproximação
microscópica ao motivo, experiência que, após a poesia, com sucesso irá levar a
cabo no seu último livro de prosa, Finisterra.
Aliás, toda a sua obra, revista até à exaustão em sucessivas edições
melhoradas, vinha caminhando para esta depuração. O neo-realismo, esse, teve
que ir alhures à procura de novos “amanhãs cantantes”.
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