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sexta-feira, dezembro 06, 2019

O Desespero Humanista de Miguel Torga e o das Novas Gerações


EDUARDO LOURENÇO

Coimbra, 1955
Coimbra Editora, Lda.
1.ª edição
19,4 cm x 14 cm
50 págs.
exemplar estimado, capa com vincos; miolo limpo
37,00 eur (IVA e portes incluídos)

Caracteriza aqui Lourenço os lugares comuns metafísicos da geração ligada à revista presença, com especial incidência no «desalento e [na] impotência literária» assumidamente sentidos por Torga. A par e passo Lourenço delimita, ou por aproximação ou por afastamento, as margens do rio que separa Torga de José Régio.

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telemóvel: 919 746 089


quinta-feira, novembro 14, 2019

Critério – Revista Mensal de Cultura



Lisboa, Novembro de 1975 a Novembro de 1976
dir. João Palma-Ferreira e Alexandre O’Neill (até ao n.º 6)
dir. Cardoso Ferreira (n.º 7 e n.º 8)
8 números (colecção completa)
29,3 cm x 22 cm (estojo)
8 x 64 págs.
exemplares em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
acondicionados em elegante estojo próprio de fabrico recente
160,00 eur (IVA e portes incluídos)

Colaboração, entre outros, de Vitorino Magalhães Godinho, Miguel Torga, António José Saraiva, Vergílio Ferreira, José Martins Garcia, Antonio Tabucchi, Jorge de Sena, Eduardo Lourenço, José-Augusto França, Vaclav Havel, Ruy Cinatti, Fraústo da Silva, David Mourão-Ferreira, Álvaro Guerra, Mário Cesariny, Orlando Ribeiro, João Gaspar Simões, Iva Delgado, Sophia de Mello Breyner Andresen, J. S. da Silva Dias, Helder Godinho, Carlo Vittorino Cattaneo, Nora Mitrani, etc.

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sábado, fevereiro 09, 2019

Sentido e Forma da Poesia Neo-realista


EDUARDO LOURENÇO
grafismo do pintor Espiga Pinto

Lisboa, 1968
Editora Ulisseia
1.ª edição
18,2 cm x 10,2 cm
272 págs.
com sobrecapa em papel de alcatrão
é o n.º 20 da prestigiada Colecção Poesia e Ensaio
exemplar como novo
47,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Prólogo, para bom entendedor...:
«[...] Esta precedência histórica e ideal da teoria sobre a visão literária que ela determinou ou pareceu determinar num certo período do neo-realismo, teve as mais fundas consequências. Ela converteu a priori os seus servidores em guardiães ou apóstolos de uma ortodoxia literária, de um “dever-ser” cultural, sombra ou sósia do “dever-ser” ideológico. [...]»

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Tempo e Poesia



EDUARDO LOURENÇO

Porto, Dezembro de 1974
Editorial Inova
1.ª edição (em livro)
19,5 cm x 14 cm
312 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunião de importantes reflexões, que andavam dispersas por jornais e revistas, algumas estas de absoluta raridade como a Árvore ou a Tetracórnio, ou mesmo o jornal Europa, e cuja importância não deixa de ser admirável num filósofo não alinhado pelos cânones da época da sua formação intelectual, quando o ditado oficial português mais não produzia que superstições messiânicas e marianistas.

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Fernando Pessoa, Roi de Notre Bavière


EDUARDO LOURENÇO
trad. Annie de Faria

Paris, 1997
Editions Chandeigne – Librairie Portugaise
1.ª edição
texto em francês
20,4 cm x 13,8 cm
208 págs.
exemplar como novo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Fernando Re della Nostra Baviera


EDUARDO LOURENÇO
trad. e pref. Daniela Stegagno
grafismo de Bruno Conte

Roma, 1997
Edizioni Empirìa
1.ª edição
texto em italiano
20,8 cm x 14,2 cm
184 págs.
subtítulo: Dieci Saggi su Fernando Pessoa
exemplar muito estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Fernando, Rei da Nossa Baviera, dá seguimento à renovada observação crítica do estudioso e pensador da cultura portuguesa, Eduardo Lourenço, que nunca deixou de regressar aos enigmas da vida e obra de Fernando Pessoa.

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O Complexo de Marx



EDUARDO LOURENÇO
capa e grafismo de Fernando Felgueiras

Lisboa, 1979
Publicações Dom Quixote
1.ª edição
21 cm x 13,5 cm
268 págs.
subtítulo: Ou o Fim do Desafio Português
exemplar em bom estado de conservação, sem qualquer quebra na lombada; miolo limpo
carimbo «Para recensão crítica» no ante-rosto
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem de Lourenço no seu texto introdutório:
«[…] Pela sua simples existência, as crónicas ou artigos recolhidos neste novo livro de reflexão ideológica sobre o imediato da nossa vida cívica nos últimos três anos colocam o seu autor em oposição total a essa exigência de preservação asséptica do pântano político. […]»

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terça-feira, setembro 04, 2018

Peregrinação




FERNÃO MENDES PINTO
versão e pref. Maria Alberta Menéres
posf. Almeida Faria, Armando Castro, Armando Martins Janeira, Eduardo Lourenço, Eduardo Prado Coelho e Vitor Silva Tavares
ilust. António Areal, Eurico [Gonçalves] e Carlos Ferreiro
grafismo de Paulo-Guilherme e José Marques de Abreu

Lisboa, 1971
Edições Afrodite / Fernando Ribeiro de Mello
1.ª edição (ambos)
2 volumes (completo)
18,5 cm x 13,4 cm
[XVI págs. + 464 págs. + XXX págs. + 1 desdobrável] + [16 págs. + 492 págs. + LXXII págs.]
exemplares estimados; miolo limpo
65,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quarta-feira, setembro 20, 2017

O Eterno Contorno



FERNANDO GANDRA
pref. Eduardo Lourenço
capa de Vera Pinto

Lisboa, 1997
frenesi
1.ª edição [única]
19 cm x 13 cm
152 págs.
subtítulo: Do Outro e do Mesmo
exemplar novo
10,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da longa nota introdutória de Eduardo Lourenço:
«[...] A sua [de Fernando Gandra] paixão – esta série de ensaios que tomam por vezes o aspecto e são um “diário singular” – aliás é a esse título que merece até ou impõe ao leitor o seu poder de o provocar – enraíza numa consciência muito aguda da “hipocrisia” do discurso dominante e é em função dela e contra ela que formula o seu. [...] Poucas “democracias reais” resistiriam a sua proposição de uma “satisfação democratizada do desejo...” Ou àquilo que ele chama “socialização do belo e do bom”, que não são para Fernando Gandra conceitos de essência “grega” mas valores ou fins inseparáveis da “desordem das paixões”. [...]»

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quarta-feira, junho 17, 2015

Corpo-Delito na Sala de Espelhos


JOSÉ CARDOSO PIRES
prefácio de Eduardo Lourenço
fotografias de Eduardo Gageiro

Lisboa, 1980
Moraes Editores
1.ª edição
19,8 cm x 14,1 cm
160 págs.
ilustrado
exemplar estimado, capa manchada; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

No notável texto de abertura, afirma Eduardo Lourenço:
«[...] Sob o desfile unanimista do l.º de Maio de 1974, quem tivesse colado o ouvido ao asfalto de onde o rumor exaltante subia, teria surpreendido um silêncio singular. Escutando melhor, teria percebido até que esse universal rumor era quase só esse silêncio, com cinquenta anos de espessura, antigo silêncio dissolvido na alegria do presente como açúcar. Num só dia, a bondade dos nossos costumes apagara os gritos estrangulados de meio século, os cadáveres escamoteados, as noites sem pálpebras, a vergonha de ter um rosto de homem numa paisagem deserta de olhos para aceitar com a naturalidade do nascer do sol e da luz do dia. Todavia, por essa hora, se havia esperado-desesperado para saber, sobretudo para proclamar, enfim, a Verdade, ou antes, a sua atroz inversão. Os surdos voluntários, os cegos de olhos extasiados, os executores da sombra, os peritos em terror seráfico, os caluniadores impunes seriam então tardiamente iluminados pela revelação da sua inumanidade cultivada, envergada como um fato de domingo para a glória e honra da antiquíssima, venerável e santa Ordem Moral. Da sua noite, cegos sem metáfora, silenciados a cavalo-marinho, crucificados contra os muros da vertigem, sombras recortadas apenas pela lembrança dos vivos, sairiam num cortejo sem ódio para exigir uma desculpa, e os menos inconformados, uma explicação. Era esquecer que a longa noite partilhada pelos carrascos e as vítimas havia tido tempo de converter uns e outros em fantasmas destinados a mudar de forma e consistência, por vezes a trocar de lugares quando chegasse a hora da libertação. A hora chegou, mais do que tardia, póstuma. Quando as vítimas se voltaram para ver melhor o rosto dos seus suaves algozes não havia ninguém. Nunca tinha havido ninguém. Como pôr em cena esta absoluta teatralidade? Como invocar o inevocável? Os algozes descobriam-se dedicados missionários da rotina. As vítimas não tinham público. [...]
Sem dúvida que Cardoso Pires desejou evitar a exploração teatral do tema da “tortura” e da “confissão”, como se desinteressou também do laço dialéctico tão glosado entre “vítima” e “carrasco”. É simbolicamente que a vítima ocupa o centro da cena e nunca como parceiro de um jogo trágico. É a sua situação que se recorta numa luz de sofrimento ou obstinada resistência, como um dado aceite pelo sujeito deles e o funcionário da máquina anónima do terror de Estado. Na realidade a única questão que preocupa Cardoso Pires em Corpo-Delito não é a da tortura, nem das relações sadomasoquistas tantas vezes descritas entre o carrasco e a vítima, mas a da inscrição do delito na realidade-corpo-alma do sujeito dele. Cardoso Pires tem razão ao recusar para a sua peça a conotação “política” que acode imediatamente ao espírito dada a sua temática. O universo é o da Pide e os seus fantasmas, o momento o da Revolução que chega para perturbar o mecanismo perfeito e “natural” da repressão, mas não é enquanto mecânica diabólica e perversa que eles interessam Cardoso Pires nem mesmo enquanto microcosmo patológico de um Regime totalitário. A Pide e o seu cenário interessam-no como lugar superlativo de uma representação que pertence à essência da realidade social. Não é um microcosmo, é um macrocosmo. No limite, é o Macrocosmo.
De quê? De uma sociedade de reflexos [...].»

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