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sexta-feira, janeiro 23, 2026

Uma Vida Inteira / Ode a Charles Fourier


BENJAMIN PÉRET
ANDRÉ BRETON
trad. e pref. Ernesto Sampaio

Lisboa, s.d. [circa 1963]
A Barca Solar
1.ª edição (nunca foi reeditado, embora o poema de Breton venha a ser incluído muito mais tarde numa colectânea)
217 mm x 150 mm
42 págs. + 1 folha em extra-texto
exemplar muito estimado; miolo limpo
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro publicado num contexto de disseminação literária do movimento surrealista em português, já no início dos anos 60 do século XX, e não referido no catálogo Surrealismo em Portugal 1934-1952 de Perfecto E. Cuadrado / María Jesús Ávila [Museu do Chiado / Museo Extremeño e Iberoamericano de Arte Contemporáneo, Lisboa / Badajoz, 2001]. Apenas o dono da casa & etc, Vitor Silva Tavares, a propósito da Contraponto de Luiz Pacheco [ver 1 Homem Dividido Vale por 2, Biblioteca Nacional / Publicações Dom Quixote, Lisboa, 2009], relembrará essa fugaz intervenção de Ernesto Sampaio e Fernanda Barros enquanto tradutor (ele) e simultaneamente editores (ambos), incorporando VST a aventura de A Barca Solar num mais vasto exercício de agressão à saloíce nacional:
«[...] a Contraponto – paralela a aventuras como a de A Antologia em 58 do Mário Cesariny, da Barca Solar do Ernesto Sampaio, ou da Minotauro do Bruno da Ponte –, até nos seus desaires, ou talvez por via deles, deixou sequelas: porque a mais antiga, à cabeça a & etc; mas lembre-se a Afrodite, do Fernando Ribeiro de Melo; chame-se à colação a Frenesi quando frenética e a Antígona quando refractária; a Hiena, os 4 Elementos Editores, a Fenda, a Black Sun; mais perto, a Averno – cometas tracejando luz no negrume editorial. Agindo nos interstícios da engrenagem mercantil, expulsas por mérito próprio de montras publicitárias, encaram o livro tão-só como produtor de mais-valias artísticas e culturais, objecto de uma entrega que funde o risco com a projecção política, diga-se, poética – ou vice-versa, também vale. [...]»

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pcd.frenesi@gmail.com
telemóvel: 919 746 089   [chamada para rede móvel nacional]

sábado, outubro 18, 2025

Grifo


aa.vv.

s.l. [Lisboa], 1970
ed. Autores / distribuição Quadrante
1.ª edição [única]
221 mm x 166 mm
208 págs.
exemplar estimado; miolo irrepreensível
PEÇA DE COLECÇÃO
135,00 eur (IVA e portes incluídos)

Colectânea de intervenções surrealistas (umas mais, outras menos: poesia, prosa, desenho, dramaturgia) – seguindo o modelo pioneiro de Mário Cesariny com Surrealismo Abjeccionismo (Minotauro, Lisboa, 1963) –, inclui inéditos de António Barahona da Fonseca, António José Forte (a sua homenagem ao Maio de 68 na pessoa do anarquista Daniel Cohn-Bendit), Eduardo Valente da Fonseca, Ernesto Sampaio, João Rodrigues, Manuel de Castro, Maria Helena Barreiro, Pedro Oom, Ricarte-Dácio, Virgílio Martinho e, tudo orquestrando graficamente, Vitor Silva Tavares (que repetirá a fórmula no Inverno 1973-1974 com o, igualmente magnífico volume colectivo de combate, Coisas, na & etc). O vertente, então alvo de buscas policiais, circulou clandestinamente de mão em mão, vendido pelos diversos autores nos cafés, nos bares, nas redacções da resistência... Para a sua capa, chamou recentemente as atenções Pedro Piedade Marques na página electrónica Montag – By their covers: «[...] denota um olho atento do editor / grafista Vítor Silva Tavares ao que de melhor vinha de França, no caso o alfabeto criado por Roman Cieslewicz para o Guide de la Fance Mysterieuse das edições Tchou, em 1964».

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domingo, agosto 03, 2025

Antologia do Humor Português


VERGÍLIO MARTINHO, org. e notas
ERNESTO SAMPAIO, org., prefácio e notas
desenhos de Carlos Ferreiro, Eduardo Batarda, João Machado e José Rodrigues

Lisboa, 1969
Edições «Afrodite» de Fernando Ribeiro de Mello
tipografia União Gráfica
1.ª edição [única]
210 mm x 145 mm
XXVIII págs. + 1.008 págs.
ilustrado
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
320,00 eur (IVA e portes incluídos)

Magnífica! A mais magnífica incursão jamais feita ao corpus de literatura portuguesa, de onde os organizadores fazem saltar um espírito, um chiste, em pleno arraial do país sisudo e sufocado pelo Estado Novo. Outras antologias saídas dessa editora foram perseguidas pelas polícias, é público e basto conhecido, como a do Conto Fantástico ou a Erótica e Satírica; mas esta, verdadeiramente, melhor expõe um país... Lembra-nos o escritor surrealista Ernesto Sampaio no texto de abertura:
«[...] O humor, que na verdade é um dos privilégios da poesia, constitui, como o amor e a vontade prática revolucionária, a única força compósita capaz de restituir ao homem a sua dignidade autêntica. [...]
[...] resta-nos mencionar o humor, no ponto de cruzamento do desejo sem meios e dos meios sem desejo, como suprema lucidez, arte de denunciar e perseguir até aos seus covis mais recônditos os absurdos de uma situação irrisória e injusta em todos os planos, de uma lei fundamentada no dinheiro, no horror ao corpo, na baixeza obrigatória do espírito, no incessante atentado ao amor, a todos os poderes de afirmação e criação do homem livre, do homem que não cabe nos esquemas daqueles que ao comprarem a sua força de trabalho pretendem comprá-lo todo, em corpo e alma. [...]»
E para não destoar do projecto, o próprio editor Ribeiro de Mello espetou com o volume a ser composto e impresso numa tipografia da esfera de influência da Igreja! E não contente com isso, o que já não foi pouco, ainda pôs na ficha técnica os nomes dos intervenientes nos trabalhos, com especial relevo para as «irmãs» e respectiva congregação!
Escusado será dizer que poucos destes exemplares terão sobrevivido após a descoberta pelos responsáveis da oficina gráfica... Tendo, assim, saído dos prelos três versões distintas da pág. 1.006: a referida; uma outra em que a folha foi guilhotinada e substituída por uma com o cólofon resumido a quatro linhas; e ainda outra (a vertente) em que todos os nomes voltam aí a figurar, mas expurgados dos cargos religiosos.

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sábado, julho 20, 2024

Para uma Cultura Fascinante


ERNESTO SAMPAIO

Lisboa, 1959
[ed. Autor]
1.ª edição
248 mm x 194 mm
28 págs.
impresso sobre papel superior
exemplar em bom muito estado de conservação; miolo irrepreensível
165,00 eur (IVA e portes incluídos)

Maria de Fátima Marinho refere-se-lhe nos seguintes termos, no seu O Surrealismo em Portugal (Imprensa Nacional – Casa da Moeda, Lisboa, 1987):
«[...] texto teórico que resume os dados principais do surrealismo – Para Uma Cultura Fascinante. Neste livro, Ernesto Sampaio frisa de novo a importância dos elementos primordiais da Natureza e da sua transformação alquímica. A concepção de amor é semelhante à expressa por Breton em L’Amour Fou. A definição de teatro aponta directamente para os ensinamentos de Artaud [...]. Finalmente, Ernesto Sampaio termina com a definição ideal de poeta, que deve ter ligação com os iniciados para que possa “substituir o seu inconsciente particular pelo inconsciente colectivo”. [...]»

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Ideias Lebres


ERNESTO SAMPAIO
desenho gráfico de João Bicker

Lisboa, 1999
Fenda Edições
1.ª edição
190 mm x 120 mm
148 págs.
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
tiragem declarada de 750 exemplares
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR AO PINTOR EURICO [GONÇALVES]
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Conjunto de reflexões de fulcral interesse para a história do surrealismo.

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sábado, setembro 09, 2023

A Literatura no Estômago

JULIEN GRACQ
trad. de Ernesto Sampaio

Lisboa, s.d. [circa 1963]
A Barca Solar
1.ª edição
18 cm x 11,8 cm
56 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

O vertente e um outro (que reunia Benjamin Péret e André Breton sob a mesma capa) representam incontornável conjunto de breves livros publicados num contexto de disseminação literária do movimento surrealista em português, já no início dos anos 60 do século XX, e não referidos no catálogo Surrealismo em Portugal 1934-1952 de Perfecto E. Cuadrado / María Jesús Ávila [Museu do Chiado / Museo Extremeño e Iberoamericano de Arte Contemporáneo, Lisboa / Badajoz, 2001]. Apenas o editor da casa & etc, Vitor Silva Tavares, a propósito da Contraponto de Luiz Pacheco [ver 1 Homem Dividido Vale por 2, Biblioteca Nacional / Publicações Dom Quixote, Lisboa, 2009], relembrará essa fugaz intervenção de Ernesto Sampaio e Fernanda Barros enquanto tradutor (ele) e simultaneamente editores (ambos), incorporando VST a aventura de A Barca Solar num mais vasto exercício de agressão à saloíce nacional:
«[...] a Contraponto – paralela a aventuras como a de A Antologia em 58 do Mário Cesariny, da Barca Solar do Ernesto Sampaio, ou da Minotauro do Bruno da Ponte –, até nos seus desaires, ou talvez por via deles, deixou sequelas: porque a mais antiga, à cabeça a & etc; mas lembre-se a Afrodite, do Fernando Ribeiro de Melo; chame-se à colação a Frenesi quando frenética e a Antígona quando refractária; a Hiena, os 4 Elementos Editores, a Fenda, a Black Sun; mais perto, a Averno – cometas tracejando luz no negrume editorial. Agindo nos interstícios da engrenagem mercantil, expulsas por mérito próprio de montras publicitárias, encaram o livro tão-só como produtor de mais-valias artísticas e culturais, objecto de uma entrega que funde o risco com a projecção política, diga-se, poética – ou vice-versa, também vale. [...]»

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sexta-feira, fevereiro 09, 2018

As Cores da Infâmia


ALBERT COSSERY
trad. Ernesto Sampaio

Lisboa, 2000
Antígona
1.ª edição
20,9 cm x 13 cm
160 págs.
exemplar como novo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Ainda outro livro (de um autor dito subversivo... lá fora) publicado «com a ajuda do Ministério da Cultura francês» (vd. nota editorial, pág. 6).

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