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segunda-feira, abril 13, 2020

Fernando Pessoa, Poeta da Hora Absurda


MÁRIO SACRAMENTO

Lisboa, s.d. [1959]
Contraponto [de Luiz Pacheco]
1.ª edição
18 cm x 12,7 cm
192 págs.
inclui a folha em extra-texto «Errata Final»
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
45,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Recorda Luiz Pacheco no seu Memorando, Mirabolando (Contraponto, Setúbal, 1995):
«[...] Nunca vi o dr. Mário Sacramento, apenas fotos suas nos jornais. Durante a atribulada edição do livro, que demorou anos [entre 1953 e 1959], apenas nos correspondíamos por carta e ele tanto me remetia o original e provas de Aveiro como do Forte de Caxias, nas muitas perseguições que a PIDE lhe moveu. [...]»
Consta – o que torna este ensaio acerca da obra de Pessoa uma obra de culto – que o Autor, à falta de livros de apoio na cadeia, o terá redigido socorrendo-se apenas da memória para as citações que justificam o seu raciocínio e o ilustram.

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telemóvel: 919 746 089

terça-feira, março 31, 2020

Fernando Pessoa e Jorge de Sena



ARNALDO SARAIVA
capa de João Machado
ilust. José Rodrigues

Porto, s.d. [circa 1980]
Edições Árvore
1.ª edição
209 mm x 133 mm
48 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quinta-feira, março 26, 2020

Luz Sobre o Caminho e o Karma




[MABEL COLLINS]
transcrição e notas de M. [Mabel] C. [Collins]
trad. Fernando Pessoa

Lisboa, 1921
Livraria Clássica Editora de A. M. Teixeira
2.ª edição
196 mm x 122 mm
88 págs.
encadernação recente de amador em meia-inglesa com gravação a ouro na lombada
não aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do posfácio à reedição moderna, conduzida por Maria da Conceição Azevedo (Assírio & Alvim, 2002):
«[…] Encontram-se aqui reunidos três textos de natureza não inteiramente idêntica: Luz sobre o Caminho, Comentários e O Karma.
Luz sobre o Caminho é uma obra carregada de simbolismo. Escrita em Outubro de 1884, foi apresentada ao público no contexto da teosofia como a reprodução ou transcriação de uma obra antiquíssima. […] A autora considera este livro o resultado da sua aprendizagem conduzida pela figura astral do Mestre Hillarion.
Os Comentários, bem como as notas de rodapé, que Mabel Collins [pseudónimo de Kenningdale-Cook (1851-1927), amiga e discípula de Helena Blavatsky] assume como seus, destinam-se a dar a conhecer a um público determinado a interpretação teosofista do tratado ‘‘transcrito’’. Centram-se nos aforismos que a autora considera mais importantes e dão, através deles, uma explicação do núcleo doutrinário fundamental da teosofia. Pretendem ajudar o leitor a considerar Luz sobre o Caminho ‘‘como um tratado prático e não metafísico’’.
O Karma é um trabalho complementar, datado de 27 de Outubro de 1884, também da autoria de Mabel Collins, no qual a autora apresenta esta noção de raiz indiana em relação directa com o ensinamento teosófico. […]»

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Fernando Pessoa



FERNANDO PESSOA
org. e pref. Eduardo Freitas da Costa

Lisboa, 1960
Edições Panorama – S.N.I. – Palácio Foz
[1.ª edição]
183 mm x 130 mm
XX págs. + 1 folha em extra-texto + 144 págs.
ilustrado
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quarta-feira, janeiro 01, 2020

Pinturas e Fingidos



CARLOS ALBERTO CORRÊA

Lisboa, 1931
Parceria Antonio Maria Pereira
1.ª edição
16,5 cm x 12 cm
228 págs. + 4 págs. em extra-texto (padrões)
ilustrado a negro no corpo do texto e em separado a cor
exemplar estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

«[...] É objectivo especial do presente volume o estudo da pintura como remate da construção civil, isto é, como revestimento protector das paredes, portas, janelas, etc., contra os agentes destruidores desses objectos impedindo que se desagreguem e se alterem os materiais empregados nos mesmos, como decoração para lhes tornar o aspecto agradavel à vista, como higiene na salubridade das habitações porque permite a limpeza completa das superficies pintadas devido ao maior ou menor grau de impermeabilidade que lhes dá.
[...] o fingidor é o pintor que junta aos conhecimentos proprios da sua categoria o conhecimento da arte de imitar as madeiras e os marmores. [...]»
Uma curiosidade: por analogia, fingidor foi também o poeta Fernando Pessoa, que, certamente nas suas diversas moradas por prédios lisboetas, terá colhido nessas escadas decoradas a “mármore” fingido a imagem que ainda hoje perdura na metodologia de trabalho dos nossos melhores poetas.

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segunda-feira, novembro 18, 2019

Contemporanea 4 [inclui «Mar Portuguez»]





[FERNANDO PESSOA
JOSÉ D’ALMADA-NEGREIROS
AUGUSTO DE SANTA-RITA
et alii]

Lisboa, Outubro de 1922
dir. José Pacheco
apenas o fascículo n.º 4
29,3 cm x 21,5 cm
4 págs. (portada geral do vol. II [n.os 4, 5 e 6]) + 36 págs. + 3 folhas em extra-texto + 8 págs. (publicidade e comunicados da redacção) + 8 págs. (separata de Augusto de Santa-Rita impressa a roxo) + 4 págs. (Contemporanea Jornal 1922 – Ano 1.º - vol. 2.º)
profusamente ilustrado
impressão a duas cores directas
apresenta-se em cadernos soltos envoltos por cobertura de papel-kraft com dobras de reforço à cabeça e ao pé e uma aba na contracapa
exemplar estimado, cobertura com restauros nas dobras, falha de papel no canto superior esquerdo das costas; miolo limpo
95,00 eur (IVA e portes incluídos)

O vertente fascículo, para além da inclusão de «Mar Portguez», importante inédito de Fernando Pessoa, e do notável cartaz publicitário desenhado por Almada-Negreiros, apresenta colaborações, entre outros, de Martinho Nobre de Mello, Mily Possoz, Diogo de Macedo, etc., assim como os «Excerptos do Poema Lyrico Etherea em 1 prologo 3 actos e 9 quadros para quando houver Opera Portuguêsa» de Augusto de Santa-Rita.

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Contemporanea 6 [inclui «Soneto Já Antigo»]





[EUGENIO DE CASTRO
FERNANDO PESSOA
AQUILINO RIBEIRO
AMERICO DURÃO
ANTONIO CORRÊA D’OLIVEIRA
AFFONSO LOPES VIEIRA
ANTONIO BOTTO
ALVARO DE CAMPOS
TEIXEIRA DE PASCOAES
JUDITH TEIXEIRA
ANTONIO SARDINHA
MARIO SAA
ALMADA NEGREIROS
MILY POSSOZ
AMADEU DE SOUZA CARDOSO
JORGE BARRADAS
et alii]

Lisboa, Dezembro de 1922
dir. José Pacheco
apenas o fascículo n.º 6
29,1 cm x 22 cm
80 págs. + 2 págs. (índice dos n.os 4, 5 e 6) + 11 folhas em extra-texto
profusamente ilustrado
impressão a duas cores directas
apresenta-se em cadernos soltos envoltos por cobertura de papel-kraft com dobras de reforço à cabeça e ao pé e uma aba na contracapa
exemplar estimado, cobertura com restauros nas dobras; miolo limpo
95,00 eur (IVA e portes incluídos)

No vertente fascículo sobressai a inclusão de «Soneto Já Antigo», inédito de Álvaro de Campos, de «Triunfal», inédito de Aquilino Ribeiro, de «Palavras dum Avestruz Todo Gris», inédito de António Botto, de «Gesta da Raça», inédito de António Sardinha, assim como desenhos de Mily Possoz, Almada Negreiros, Jorge Barradas, etc.

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Contemporanea 8 [inclui «Lisbon Revisited»]





[LEONARDO COIMBRA
AMADEU DE SOUSA CARDOSO
AFONSO DUARTE
AQUILINO RIBEIRO
MÁRIO SAA
ALMADA NEGREIROS
ALVARO DE CAMPOS
FERNANDO PESSOA
et alii]

Lisboa, 1923
dir. José Pacheco
apenas o fascículo n.º 8
29,7 cm x 21,8 cm
64 págs. + 7 folhas em extra-texto + 1 encarte («sumario»)
profusamente ilustrado
impressão a duas cores
apresenta-se em cadernos soltos envoltos por cobertura de papel-kraft com dobras de reforço à cabeça e ao pé e uma aba na contracapa
exemplar estimado, cobertura com restauros nas dobras; miolo limpo
95,00 eur (IVA e portes incluídos)

O vertente fascículo inclui o inédito de referência «Lisbon Revisited», de Álvaro de Campos, e a «Carta ao Author de “Sáchá”», de Fernando Pessoa.

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domingo, julho 14, 2019

Cadernos de Poesia






Lisboa, 1940 a 1953
dir. Tomaz Kim, José Blanc de Portugal e Ruy Cinatti; mais tarde, também Jorge de Sena e José-Augusto França, tendo saído Tomaz Kim
colecção completa (15 números distribuídos por 3 séries [5 + 7 + 3 fascículos] em 1 volume)
23,7 cm x 18 cm
100 págs. (numeração contínua, primeira série) + 152 págs. (numeração contínua, segunda série) + [24 págs. + 2 x 32 págs. (terceira série)]
compostos manualmente
encadernação em meia-francesa em pele, cantos em pele, gravação a ouro na lombada,
conserva todas as capas de brochura
aparado e carminado somente à cabeça
exemplar muito estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELAS DEDICATÓRIAS MANUSCRITAS DE ALBERTO DE LACERDA E FERNANDO LEMOS AO POETA LUÍS AMARO
PEÇA DE COLECÇÃO E GRANDE RARIDADE QUANDO COMPLETA
1.300,00 eur (IVA e portes incluídos)

Vasto é o número de colaboradores reunidos ao longo dos anos que durou a publicação, e tudo escritores já então de referência na cultura nacional, como sejam Afonso Duarte, Vitorino Nemésio, Almada Negreiros, Sofia de Mello Breyner Andresen, José Gomes Ferreira, Edmundo Bettencourt, Mário Dionísio, Pedro Homem de Mello, Eugénio de Andrade, Miguel Torga, Merícia de Lemos, José Régio, Manuel Ribeiro Pavia, Alfredo Margarido, António Ramos Rosa, Raul de Carvalho, etc.
A partir da segunda série, a publicação ganha o hábito de dedicar alguns dos seus números a um único escritor, pelo que temos aí em primeira edição A Poesia de Camões – Ensaio de Revelação da Dialéctica Camoneana por Jorge de Sena; um conjunto inédito de Poemas por Alberto de Lacerda; o estudo Fernando Pessoa e a Crítica por Adolfo Casais Monteiro; dois livros seminais da corrente surrealista, a saber, Tempo de Fantasmas por Alexandre O’Neill e Teclado Universal por Fernando Lemos; e ainda notas sobre seis pintores, Da Poesia Plástica, por José-Augusto França, e o importante fascículo inteiramente dedicado a Teixeira de Pascoaes, que inclui um poema inédito do mesmo e uma carta e este dirigida, também inédita, por Fernando Pessoa, assim como a intervenção em homenagem, entre outros, de António Pedro, António Sérgio, Eduardo Lourenço, José Marinho, Óscar Lopes.

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sábado, junho 22, 2019

English Poems, I-II-III [antecedido de] 35 Sonnets


FERNANDO PESSOA
versão portuguesa de Fernando Dias
capa de João Pedro

Lisboa, 1975
Edição do Tradutor
1.ª edição (bilingue)
21 cm x 14,9 cm
168 págs.
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
ostenta colado no verso da capa o ex-libris de D. Diogo de Bragança, VIII marquês de Marialva
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Alberto Uva, em 1952, Adolfo Casais Monteiro e Jorge de Sena, em 1954, e Natália Correia, em 1965, já haviam ensaiado a tradução dalguns destes poemas de Pessoa, que os publicara em vida sucessivamente em 1918 (35 Sonnets e Antinous) e 1921 (English Poems, I-II e English Poems, III). Aqui surge o conjunto completo pela primeira vez reunido e traduzido. O longo «Epithalamium», que constituía o volume III dos English Poems, suscitou precisamente de Natália Correia o seguinte reparo [ver Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica, reed. Antígona / Frenesi, Lisboa, 1999]:
«[...] vem projectar uma nova luz sobre o mundo erótico do poeta. É curioso observar que a sua complexa sensibilidade, tão cheia de esconderijos, se tivesse refugiado na língua inglesa para canalizar uma veemência erótica que lembra o Bocage das “Cartas a Olinda e Alzira”.
[...] Fernando Pessoa tece um dos mais intensos e deslumbrados cânticos ao êxtase da carne, integrada num cosmos pan-sexualizado, que repudia outra lei e outra moral que não seja o genuíno triunfo dos impulsos afrodisíacos. [...]»

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Fernando Pessoa, o Cadáver Adiado Que Procria


[ANÓNIMO*]

Lisboa, 30 de Novembro, 1982
Edições Antígona
1.ª edição [única]
20,9 cm x 15 cm
4 págs.
folha volante
exemplar estimado, apresenta um vinco ao meio devido talvez ao seu envio dentro de sobrescrito; miolo limpo
PEÇA DE COLECÇÃO
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Assinalando à sua maneira a data da morte do poeta, vem aqui a editora iconoclasta Antígona chamar a atenção para a vertente reaccionária de Pessoa, por exemplo, nos seus textos À Memória do Presidente-Rei Sidónio Pais, ou O Interregno – Defesa e Justificação da Ditadura Militar em Portugal. Deste último transcreve mesmo uma passagem vomitiva: «Os governantes naturalmente indicados para um Estado de Transição são, pois, aqueles cuja função social seja particularmente a manutenção da ordem. Se uma nação fosse uma aldeia, bastaria a polícia; como é uma nação, tem que ser a Força Armada inteira.» E assim é que, nessa data à beira da campa, ousa a Antígona, no seu breve manifesto, «[...] com a biqueira da bota, empurrá-lo mais fundo na cova que o envolve. A História [...] agradecerá uma tal acção profiláctica. [...]»
É de acrescentar que a expressão «cadáver adiado que procria» não é original, colhe o exemplo, a acutilância e o verbo do movimento surrealista.

* Texto muito provavelmente redigido pelo jornalista Torcato Sepúlveda, então um dos mentores do espírito das Edições Antígona.

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quinta-feira, abril 11, 2019

Contemporanea – Grande revista mensal




Lisboa, 1984-1992 [fac-símiles de Maio de 1922 a Março de 1924]
dir. José Pacheco
ed. Agostinho Fernandes
pref. José-Augusto França (vol. IV)
Contexto, editora
2.ª edição [1.ª edição fac-similada]
10 fascículos que constituem os vols. I, II, III e IV (completos)
este conjunto – que é tudo quanto foi publicado pela Contexto – não inclui os fascículos 11 a 13 (1926), o n.º espécime (Maio de 1915) e o n.º suplemento (Março de 1925)
29,8 cm x 20,5 cm
[6 págs. + 10 págs. + 154 págs. + 38 págs. em extra-texto + 16 págs.] + [10 págs. + 6 págs. + 168 págs. + 64 págs. em extra-texto] + [8 págs. + 170 págs. + 56 págs. em extra-texto] + [30 págs. + 42 págs. + 8 págs. em extra-texto + 32 págs.]
profusamente ilustrados, impressão a cor
exemplares como novos
140,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da vasta lista de colaboradores que, repetidamente, fizeram esta publicação moderna, assinalem-se, entre escritores e artistas plásticos, os nomes de Almada, Fernando Pessoa, António Botto, Mário de Sá Carneiro, Diogo de Macedo, António Sardinha, Judith Teixeira, Raul Leal, Mário Saa, Columbano, António Soares, Américo Durão, Vergílio Correia, Eduardo Viana, Jorge Barradas, Martinho Nobre de Mello, Mily Possoz, Augusto Santa-Ritta, Eugénio de Castro, Aquilino Ribeiro, Virgínia Victorino, Manuel Ribeiro, Teixeira de Pascoaes, António Arroio, Leonardo Coimbra, Afonso Duarte, Dordio Gomes, Carlos Malheiro Dias, etc. Especial destaque para a inclusão de Cena do Ódio de Almada, Banqueiro Anarquista de Fernando Pessoa (mas também Mar Português e Soneto Já Antigo) e Arte de Bem Morrer de António Ferro.
Logo à partida, o responsável pela publicação, que bem sabia de que estofo eram feitos os consumidores portugueses de cultura, comentou em entrevista ao Diário de Lisboa (15 de Junho, 1922): «Eu não tenho grande confiança nem consideração pelo público de arte português. Além disso cá não está criado público de revistas, a não ser das outras que metem pernas. Um insucesso, artisticamente, não me feria nada.»
Bem se recordava José Pacheco como Lisboa-Portugal tinha sido hostil ao aparecimento de uma outra revista de vanguarda muito similar, a Orpheu! Acompanhando o curso de fechamento do país às alegrias trazidas pela República e a abertura ao autoritarismo totalitário, «A Contemporânea insinuou-se no espaço cultural português no início de Maio de 1915, com um número espécimen que se caracterizava pelo seu ecletismo: a arte, a literatura, o teatro, o desporto, a moda e a sociedade preenchiam as suas páginas. Valorizava, muito ao gosto da época, a imagem, entre reportagens fotográficas de sabor fim de século e algum grafismo “moderno” em que se ensaiavam Almada, Barradas, Eduardo Viana, Carlos Franco e José Pacheco. Acenava à ditadura de Pimenta de Castro com uma mão, com a outra saudava a Igreja, que passava por dificuldades várias, fragilizada pelas incursões jacobinas.
A Contemporânea propunha-se ser um lugar de agitação e de convergência de todos os que se interessavam pela arte em Portugal e que não dispunham de uma tribuna onde pudessem aferir opiniões, apresentar sugestões, trilhar novas sendas. Tinha os olhos postos nos movimentos vanguardistas da Europa, recusando dialecticamente a claustrofobia e a anemia que secularmente nos tolhiam. Preconizava no seu programa que os seus colaboradores seriam “as figuras mais brilhantes e variadamente individuais das nossas modernas correntes artísticas, desde as mais simples às mais complexas – todos quantos, desde o verso até à linha, sabem servir as curiosidades cultas e os interesses aristocratizados”. Pretendia ser uma “revista para gente civilizada, uma revista expressamente para civilizar gente”, terminologia e programa que, na opinião circunstanciada de António Braz de Oliveira, poderá ter muito bem a dedada eterna e “excessivamente lúcida” de Fernando Pessoa, nas margens de Orpheu.
Por razões políticas – o consulado de Pimenta de Castro foi derrubado poucos dias depois do aparecimento da Contemporânea – ou por motivos menos “públicos”, o projecto teve, então, uma falsa partida e só foi retomado sete anos mais tarde. Com efeito, em 1921, os jovens que tiveram o privilégio de viver na cidade de Paris – laboratório onde fertilizavam as experiências mais ousadas no domínio das letras e das artes – insurgiram-se contra a apatia e a inércia que eram lugar comum na Sociedade Nacional de Belas-Artes, cuja actividade estava circunscrita à organização de uma exposição anual. [...]» (Fonte: Daniel Pires, Dicionário da Imprensa Periódica Literária Portuguesa do Século XX (1900-1940), vol. I, Grifo, Lisboa, 1996)

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sábado, fevereiro 09, 2019

Fernando Pessoa, Roi de Notre Bavière


EDUARDO LOURENÇO
trad. Annie de Faria

Paris, 1997
Editions Chandeigne – Librairie Portugaise
1.ª edição
texto em francês
20,4 cm x 13,8 cm
208 págs.
exemplar como novo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Fernando Re della Nostra Baviera


EDUARDO LOURENÇO
trad. e pref. Daniela Stegagno
grafismo de Bruno Conte

Roma, 1997
Edizioni Empirìa
1.ª edição
texto em italiano
20,8 cm x 14,2 cm
184 págs.
subtítulo: Dieci Saggi su Fernando Pessoa
exemplar muito estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Fernando, Rei da Nossa Baviera, dá seguimento à renovada observação crítica do estudioso e pensador da cultura portuguesa, Eduardo Lourenço, que nunca deixou de regressar aos enigmas da vida e obra de Fernando Pessoa.

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segunda-feira, agosto 27, 2018

Ode Maritime


FERNANDO PESSOA
trad. Armand Guibert

Paris, 1955
Pierre Seghers, Éditeur
1.ª edição
texto em francês
19,1 cm x 13 cm
64 págs.
cartonagem editorial com sobrecapa semelhante
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinaturas de posse na primeira folha-de-guarda e no ante-rosto
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Deve-se ao poeta Armand Guibert (1906-1990) as primeiras grandes batalhas a favor da publicação de Fernando Pessoa em França, quando os editores de lá não acreditavam na qualidade e os pessoanos de cá não abriam mão de um centavo num patrocínio.

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Ode Marítima


ÁLVARO DE CAMPOS [FERNANDO PESSOA]

Lisboa, 1959
Ática Limitada / Oficinas Gráficas da Editorial Império
3.ª edição [1.ª edição autónoma]
19,6 cm x 14,4 cm
48 págs.
capa impressa a uma cor e relevo seco
miolo impresso sobre papel avergoado
exemplar estimado; miolo limpo
é o exemplar n.º 4 de uma tiragem declarada de 500 exemplares da edição comemorativa do 24.º aniversário da morte de Pessoa
valorizado pela longa dedicatória manuscrita da actriz Germana Tânger «Ao Professor Doutor Pierre Hourcade, ao seu brilhante espírito de investigador que tão fundo soube penetrar a alma complexa de Fernando Pessoa e que tanto brilho deu à comemoração do 24.º Aniversário do Poeta desta Ode [...]»
95,00 eur (IVA e portes incluídos)

Foi no Orpheu 2, em 1915, que esta Ode primeiro desafiou os leitores nacionais. A sua narratividade futurista, o seu verso branco livremente aberto à entrada do mítico navio na barra do Tejo, o seu atrevimento estético contra o naturalismo do século XIX acalentado até pelos republicanos então no poder, vinham dar razão de obra-prima da poesia mundial a um poema que sublinha despudoradamente o cínico triunfo da máquina tout court, e da “máquina” comercial, sobre o homem. E todavia, o seu verdadeiro autor, Pessoa, era partidário das mais retrógadas ideias políticas, as da direita monárquica e do integralismo lusitano...

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Ode Marítima


ÁLVARO DE CAMPOS [FERNANDO PESSOA]

Lisboa, 1959
Ática Limitada / Oficinas Gráficas da Editorial Império
3.ª edição [1.ª edição autónoma]
19,6 cm x 14,4 cm
48 págs.
capa impressa a uma cor e relevo seco
miolo impresso sobre papel avergoado
exemplar estimado; miolo limpo
é o exemplar n.º 168 de uma tiragem declarada de 500 exemplares da edição comemorativa do 24.º aniversário da morte de Pessoa
45,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Le Gardeur de Troupeaux


FERNANDO PESSOA
trad. e pref. Armand Guibert

Paris, 1960
Librairie Gallimard
1.ª edição
texto francês
18,8 cm x 12 cm
224 págs.
subtítulo: Et les autres poèmes d’Alberto Caeiro
exemplar estimado, lombada suja; miolo limpo, parcialmente por abrir
assinatura de posse do crítico literário José Palla e Carmo
30,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Tradução integral da «totalité des poèmes d’Alberto Caeiro», levada a cabo por altura do 25.º aniversário da morte de Pessoa.

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Poemas Ineditos


FERNANDO PESSOA
org., trad., pref. e notas de Teódulo López Meléndez
capa e grafismo de Toña Vegas

Caracas (Venezuela), 1986
Fundarte – Fundación para la Cultura y las Artes del Distrito Federal
1.ª edição
bilingue português – castelhano
21 cm x 11,7 cm
144 págs.
capa em cartolina sem impressão revestida por sobrecapa bicromática
exemplar estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Poemas


FERNANDO PESSOA
sel., trad. e pref. Rodolfo Alonso

Buenos Aires, 1961
Compañia General Fabril Editora
1.ª edição
texto em castelhano
18,8 cm x 10,9 cm
216 págs. + 1 folha em extra-texto
cartonagem editorial
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse do crítico literário José Palla e Carmo
30,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Reunião de um conjunto significativo de poemas cobrindo o leque poético nuclear da obra pseudónima e ortónima.

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