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terça-feira, junho 09, 2020

A Nave dos Loucos


KATHERINE ANNE PORTER
trad. Leonel Vallandro e José Rodrigues Miguéis
capa de Infante do Carmo

Lisboa, s.d.
Edição «Livros do Brasil»
1.ª edição
219 mm x 151 mm
504 págs.
capa impressa a três cores directas, sobrecapa a duas cores directas reproduzindo um fotograma da película criada a partir do livro
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Romance na origem de um admirável filme realizado em 1965 por Stanley Kramer, e que permitiu quatro portentosas interpretações: as de Simone Signoret, Vivien Leigh, Oskar Werner e Lee Marvin. A acção decorre em 1933 dentro de um paquete de luxo alemão saído da América Latina com destino à Alemanha. Aí se cruzam a história pessoal e os destinos de passageiros encerrados num espaço fechado, por vezes agressivo como um ringue, palco e microcosmo dos confrontos sociais, económicos e políticos que fervilhavam então e que iriam lançar o mundo numa guerra baseada no ódio alemão aos outros povos.

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telemóvel: 919 746 089

quarta-feira, julho 03, 2019

A Amargura dos Contrastes


JOSÉ RODRIGUES MIGUÉIS
edição de Vasco Rosa
capa de André Carrilho

Lisboa, 2004
O Independente
1.ª edição (em livro)
22,1 cm x 15,8 cm
176 págs.
encadernação editorial com sobrecapa
exemplar como novo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

O trabalho editorial de escolha de textos representativos de um Autor e o seu alinhamento e respectivo enquadramento gráfico são um trabalho de respeito pela História passada, e precisão, em tudo similar ao de um relojoeiro: há que encaixar entre si todas as peças, sem atritos, sob pena de ficarmos perante um amontoado de tralha disfuncional. Vasco Rosa – por assim dizer, o compilador – é um caso no cumprimento de tais requisitos... e não unicamente no vertente livro, mas em todas as intervenções que dele conhecemos no vasto universo da edição literária por ele já tocado. Temos aqui, por exemplo, e para exemplo, uma recolha de materiais avulsos no lugar e no tempo deixados por Rodrigues Miguéis ao longo dos imensos anos de colaborações regulares ou pontuais, nas múltiplas publicações periódicas que lhe abriram as portas. Temos aqui algo que funciona como uma peça única linguística... de «amargura».

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A Escola do Paraíso



JOSÉ RODRIGUES MIGUÉIS
capa de Manuel Correia

Lisboa, 1960
Editorial Estúdios Cor, Lda.
1.ª edição
19,6 cm x 14,4 cm
384 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na badana:
«Nesta obra, começa o Autor de Léah e Páscoa Feliz a traçar a evolução duma família lisboeta, parte dessa gente obscura que a capital atrai a si, para a formar, absorver, desagregar e dissolver, por fim, no anonimato original: dela guardando, acaso, um rasto de ternura, revolta  e esperança – a dos que à Vida respondem com actos de vida, procurando a salvação na labuta, no sonho, e eventualmente nos ideais.
Através dos olhos atentos e pasmos duma criança, é-nos dado um ambiente e uma época – os anos que imediatamente precederam e seguiram a implantação da República. […]
lnventário prodigioso duma época, devassa apaixonada duma cidade e dos seus habitantes, A Escola do Paraíso – com que o Autor pretende contribuir para preencher uma lacuna na novelística lisboeta, entre o  naturalismo e o neo-realismo – mostra-nos, sublimadas ao mais alto grau, as qualidades que fizeram de José Rodrigues Miguéis um dos maiores escritores portugueses dos nossos dias.»

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Gente da Terceira Classe


JOSÉ RODRIGUES MIGUÉIS
capa de Luís Filipe de Abreu

Lisboa, 1962
Editorial Estúdios Cor, Lda.
1.ª edição
19,4 cm x 14,3 cm
260 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Escreveu Almeida Langhans, a propósito (vd. Fundação Calouste Gulbenkian, Bibliotecas Itinerantes, fichas de leitura):
«Nos contos coleccionados neste livro não se narram sòmente os dramas dos emigrantes. Alguns entretêm-se com episódios de viagens e do choque do homem em face de um mundo que lhe é desconhecido. [...]»

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Onde a Noite Se Acaba



JOSÉ RODRIGUES MIGUÉIS

Rio de Janeiro, 1946
Edições Dois Mundos / Livros de Portugal, Ltda.
1.ª edição
21,6 cm x 14,6 cm
236 págs.
encadernação da época em tela encerada com elegante gravação a ouro na lombada
corte carminado à cabeça, sem capas de brochura
exemplar (n.º 1.016) naturalmente envelhecido pelo tempo mas bem conservado; miolo limpo
assinatura de posse na folha-de-guarda
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Escreve o seu amigo e biógrafo, o jornalista Mário Neves (ver José Rodrigues Miguéis – Vida e Obra, Editorial Caminho, Lisboa, 1990):
«[...] As preocupações resultantes da conjuntura perturbavam naturalmente o sossego espiritual do escritor, prejudicando o rendimento do seu trabalho criador. [Miguéis já se encontrava radicado nos Estados Unidos, nessa altura em que a guerra assolava a Europa...]. Embora tendo sofrido uma curta pausa, não suspendeu, porém, completamente a actividade literária e aproveitou até esse período para reunir material já pronto ou para lhe introduzir alguns retoques com vista a publicação futura. Uma das obras que preparou então foi o livro de contos Onde a Noite Se Acaba, com o qual reatava a tradição interrompida com o seu primeiro volume Páscoa Feliz e que as Edições Dois Mundos se propuseram lançar no Rio de Janeiro, incluído na Colecção Clássicos e Contemporâneos, dirigida por Jaime Cortesão e sob a responsabilidade de Danton Coelho. Foi este que, dados os entraves provenientes da censura militar, obteve a remessa do manuscrito para o Brasil, por mala diplomática. Tal intervenção amiga justifica a carta do autor, publicada à laia de prefácio do livro, com algumas explicações interessantes que, a propósito de um dos trechos do volume, definem essa prosa como “resíduo de longos anos em que a acção e dificuldades objectivas, viagens e exílio, estudos e trabalhos, queimaram as asas de um sonho primordial... documento das torturas a que o espírito se sujeita para persistir”. Prosseguindo a sua justificação, esclarece: “Estas novelas estão longe, no seu conjunto, de reflectir a minha personalidade, as minhas ideias, a minha incontável experiência destes anos.” E acrescenta: “Algumas destas histórias têm, por certo, um mórbido sabor, flutuam num mundo de íncubos e sombras. Mas era mórbida, já o disse, doentia e sem esperança, a atmosfera desses anos portugueses. Respirava-se ilusão gorada, sonho putrefacto.” Prosseguindo, diz ainda: “Outras são inspiradas imediatamente do real. Já me têm chamado escritor subjectivo, proletário, impressionista, neo-realista, e não sei que outras coisas. Pouco importa. Não é o rótulo que me interessa, mas a substância. E dessa ainda eu não dei a prova definitiva.” [...]»

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domingo, abril 08, 2018

Lisboa – “Cidade Triste e Alegre”


VICTOR PALLA
COSTA MARTINS
Armindo Rodrigues
David Mourão-Ferreira
Eugénio de Andrade
Jorge de Sena
José Gomes Ferreira
[José] Rodrigues Miguéis, pref.

Lisboa, s.d. [1959]
Círculo do Livro, Lda. (dist.)
Neogravura, Lda. / Soc. Industrial de Tipografia, Lda.
1.ª edição
29 cm x 23,9 cm
XII págs. + 174 págs.
profusamente ilustrado
encadernação editorial em tela com gravação a branco na pasta anterior e na lombada, sobrecapa polícroma, folhas-de-guarda impressas
exemplar em muito bom estado de conservação, sobrecapa suja e com restauros; miolo irrepreensível
PEÇA DE COLECÇÃO
4.500,00 eur (IVA e portes incluídos)

«[...] o livro Lisboa, cidade triste e alegre de Costa Martins (1922-1996) e Vítor Palla (1922-[2006]), publicado em 1959 mas decorrente da exposição realizada em 1958 na Galeria Diário de Notícias, em Lisboa, e na Divulgação, no Porto, com imagens obtidas desde 1956.
Após terem terminado o curso e terem exercido arquitectura durante algum tempo, conseguiram juntar dinheiro para fazerem este projecto. Deixaram de trabalhar e todos os dias – dia e noite – deambularam pela cidade, fotografando, falando, comendo, divertindo-se com pessoas e coisas. Vinham a casa apenas para revelar e ampliar. O resultado é uma surpreendente variedade inconformista de fotografias apaixonadas pelos quotidianos paralelos da cidade e da própria fotografia: desde a festa do registo até aos atrevimentos da impressão, passando pelas incertezas da revelação. A exposição era sequenciada em “filme” numa longa faixa de fotografias em escalas e dimensões muito diferentes, sobre planos gráficos negros ou brancos.
[...] O livro foi feito sobre o paradigma da felicidade e das suas convulsões [...].
Tanto o livro como a exposição advêm de preocupações gráficas, fotográficas e cinematográficas. Deliberadamente se experimentaram as velocidades lentas, os cortes, as sequências, as oposições, as difracções, as sobre-revelações, o alto contraste [...].
A reacção do público foi, em geral, de repulsa e indiferença. A observação de que eram fotografias “escuras” ou “tremidas” e expostas ou publicadas “a metro” foram frequentes. O livro foi um fracasso editorial. O esquecimento foi quase imediato. Para se ter uma ideia do desinteresse, em 1982, uma quantidade apreciável dos fascículos que tinham sobrado do livro, consistindo em mais de metade da edição, estavam numa cozinha da Associação Portugal-Cuba e nem a Biblioteca Nacional nem as bibliotecas da Câmara de Lisboa ou da Gulbenkian possuíam qualquer exemplar. [...]» (Fonte: António Sena, História da Imagem Fotográfica em Portugal – 1839-1997, Porto Editora, 1998)

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quarta-feira, julho 27, 2016

O Espelho Poliédrico


JOSÉ RODRIGUES MIGUÉIS

Lisboa, 1972 (aliás, Janeiro de 1973)
Editorial Estúdios Cor, SARL
1.ª edição
20,4 cm x 12,5 cm
340 págs.
capa impressa a uma cor e relevo seco com sobrecapa a três cores directas
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível, sem qualquer sinal de quebra na lombada
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunião de crónicas publicadas pelo autor nas páginas da imprensa periódica, a que juntou «uma ou duas [que] estavam inéditas».

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Um Homem Sorri à Morte com Meia Cara



JOSÉ RODRIGUES MIGUÉIS

Lisboa, 1959
Editorial Estúdios Cor, Lda.
1.ª edição
19,4 cm x 13 cm
156 págs.
capa impressa a duas cores e relevo seco
tratamento gráfico de uma foto do Autor na dupla página de abertura
exemplar como novo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem da abertura:
«[...] Sim, foi para os hipocondríacos – os aterrados da doença, os obcecados do fim – que eu, sobretudo, escrevi estas páginas de jornal: para os que queiram saber como se reage num leito de hospital, quando a morte ronda. E talvez também para aqueles médicos a quem interesse saber como os vêem os seus doentes.
Procurei pintar um ambiente real: o dos hospitais duma grande metrópole moderna, onde a dor e a brutalidade, a doçura e o humor, e em particular a devoção de médicos e enfermeiras põem traços de tragédia e de epopeia, diante dos quais o caso pessoal se apaga e some. [...]»

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Um Homem Sorri à Morte – Com Meia Cara


JOSÉ RODRIGUES MIGUÉIS
capa de Manuel Correia

Lisboa, 1965
Editorial Estúdios Cor, Lda.
2.ª edição
18,5 cm x 12 cm
128 págs.
exemplar estimado, sem qualquer quebra na lombada; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Uma Aventura Inquietante


JOSÉ RODRIGUES MIGUÉIS
capa de Infante do Carmo

Lisboa, 1958
Iniciativas Editoriais
1.ª edição
19,3 cm x 14,9 cm
324 págs.
exemplar como novo, por abrir
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Das notáveis notas finais do Autor:
«[...] Não tencionava reformar o mundo nem sublevar as almas. Queria, a par disso, e fugindo às tintas sombrias da Páscoa [Feliz], fazer a sátira do burguês solitário, comodista e misógino (que dormita no fundo de tantos homens), procurando levá-lo a tirar-se das dificuldades e contradições do seu carácter específico, sem o aniquilar. É sempre este “burguês” que eu persigo implacàvelmente, com riso e simpatia, através das minhas Reflexões.
Mordeu-me, desde logo, um escrúpulo: Eu era um universitário classificado, ex-bolseiro lá fora, de pedagogias e psicologias, orador conhecido, colaborador de revistas de doutrina e crítica, homem de “ideias” convicto, desinteressado e sem temor, ungido de renúncia, impermeável às tentações do Baal, e como tal condenado a subir risonhamente o meu calvário, para edificação e gozo da plateia. Um mártir em perspectiva, digamos. E além disso, uma promessa literária.
Como podia eu oxidar uma tão bela reputação de homem grave e responsável, com planos de reforma e salvação nos bolsos, voluntário da auto-imolação indispensável à tranquilidade geral das consciências, – rebaixando-me a escrever uma novela de imaginação sem qualquer “mensagem” visível, sem programa nem panfleto, e ainda por cima com um Fim Feliz?... Na nossa sociedade não pode haver um Fim Feliz, nem mesmo para um burguês da raça de Zacarias.
Não haveria nisso uma quase traição ou deserção, o renegar duma vida, duma vocação, duma responsabilidade? uma fatal contradição comigo mesmo e com os meus leitores? Iria eu, também, lançar ópio nos miolos das gentes, servir-lhes gato por lebre? cooperar na Grande Burla?... Cavar enfim a minha própria ruína, e atrasar o relógio da História por sete­centos escudos, um prato de lentilhas?...
Não era, decerto, uma novela policial ou de amor que esperavam de mim a meia dúzia de leitores sequiosos de mais intensos estímulos intelectuais. [...]»

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domingo, agosto 23, 2015

Coração, Solitário Caçador


CARSON McCULLERS
trad. e prefácio de José Rodrigues Miguéis
capa de Infante do Carmo

Lisboa, 1958
Editorial Cosmos, Lda.
1.ª edição
19,5 cm x 14,5 cm
392 págs.
colecção dirigida por Nataniel Costa
exemplar em muito bom estado de conservação, por abrir
25,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Do prefácio de Rodrigues Miguéis:
«[...] combinação de interiorismo e objectividade, de sensibilidade e realismo, a identificação na despersonalização, e a aptidão a usar a linguagem em função dos caracteres, são os traços que eu estimaria ter posto em relevo. Se alguma coisa pudéssemos aprender (mas só aprendemos o que já sabemos) era para essa lição que eu desejaria chamar as atenções dos fáceis improvisadores de novidade. [...]»

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sábado, agosto 01, 2015

Léah


JOSÉ RODRIGUES MIGUÉIS
capa de Bernardo Marques

Lisboa, 1958
Editorial Estúdios Cor, Lda.
1.ª edição
19,4 cm x 14,4 cm
360 págs.
subtítulo: E outras histórias
é o n.º 24 da Colecção Latitude, dirigida por Nataniel Costa
exemplar muito estimado, contracapa com pequenas manchas; miolo limpo
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Prolífico prosador, hoje posto de parte pelo gosto superficial dos leitores, dele nos disse, por exemplo, Massaud Moisés:
«Eça, apesar de realista, está mais fora da realidade (no conto Singularidades duma Rapariga Loira) do que José Rodrigues Miguéis, atiçado pelo lirismo jacente no interior de uma história crua e trivial (Léah). [...]»
O vertente volume inclui, entre outros igualmente notáveis, o conto «Saudades para Dona Genciana», anteriormente publicado nas Iniciativas Editoriais.

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Léah


JOSÉ RODRIGUES MIGUÉIS
capa de Bernardo Marques

Lisboa, 1959
Editorial Estúdios Cor, Lda.
3.ª edição
19,4 cm x 13,7 cm
360 págs.
subtítulo: E outras histórias
encadernação editorial em tela impressa a negro com sobrecapa em acetato impresso a branco
exemplar muito estimado; miolo limpo
é o n.º 13 da tiragem especial de apenas 160 exemplares assinados pelo Autor
45,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Uma Aventura Inquietante

JOSÉ RODRIGUES MIGUÉIS
capa de Infante do Carmo

Lisboa, 1958
Iniciativas Editoriais
1.ª edição
19,3 cm x 14,9 cm
324 págs.
exemplar muito bem conservado, miolo limpo
valorizado pela assinatura do Autor
90,00 eur (IVA e portes incluídos)


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É Proibido Apontar [junto com] As Harmonias do «Canelão»




JOSÉ RODRIGUES MIGUÉIS
capa de Manuel Correia (somente do vol. I)

Lisboa, 1964 e 1974
Editorial Estúdios Cor, Lda.
1.ª edição (ambos)
2 volumes (completo)
[18,4 cm x 11,9 cm] + [20,3 cm x 11,9 cm]
216 págs. + 212 págs.
subtítulos: Reflexões de um Burguês – I e Reflexões de um buguês – II
o vol. II tem sobrecapa a cobrir uma capa com impressão a uma cor e relevo seco
exemplares estimados; miolo limpo
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem do primeiro volume:
«[...] Era eu pequeno, para reprimirem em mim uma espontânea e justiceira tendência acusadora, o desejo de inquirir sem reservas, apontando, ensinaram-me que em certa igreja, ao erguer o dedo para um santo em seu nicho, ficara um homem com a mão sacrílega cortada resvés. Apontar é pecado, é tabu!
Até que ponto terá esta proibição geral destruído em mim as curiosidades naturais, o desejo de saber de fonte directa, e de acusar sem rebuço, forçando-me a uma atitude hipócrita de indiferença? Os meus dedos ficaram para sempre anquilosados, perderam a agilidade necessária para trespassar indiscretamente as pessoas e os factos que a minha consciência interroga ou condena. E no entanto, o homem que aponta assume a responsabilidade do seu gesto: porque há sempre na sombra da noite que nos envolve um cutelo pronto a cortar, como ao outro no templo, a mão que se ergue a inquirir, a acusar, a denunciar. [...]»

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Comércio com o Inimigo


JOSÉ RODRIGUES MIGUÉIS
grafismo de Armando Alves

Porto, 1973
Editorial Inova, sarl
1.ª edição
22,4 cm x 14,5 cm
96 págs.
exemplar como novo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Acerca de Miguéis escreveu algures Jorge de Sena:
«[...] a par de uma arejada e actualizada técnica romanesca, uma humanidade profunda e inteligente, toda finura e amarga ironia, uma subtileza psicológica, toda imaginação compreensiva, e um estilo discreto e maleável, rico de sugestões e de lúcidos contactos.»

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Páscoa Feliz



JOSÉ RODRIGUES MIGUÉIS
capa de K [Fred Kradolfer]

Lisboa, 1932
Edições Alfa
1.ª edição
20 cm x 13,5 cm
168 págs.
encadernação de amador em meia-inglesa em sintético e papel marmoreado, gravação a ouro na lombada
não aparado
conserva as capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
ASSINATURA DE POSSE DO ESCRITOR CABO-VERDIANO FAUSTO DUARTE
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

Recentemente, o catálogo de um leilão de manuscritos transcrevia significativas passagens de uma carta do Autor a David Mourão-Ferreira, datada de Nova Iorque, 17 de Dezembro, 1948 (dez anos, portanto, antes da vertente edição), em que Miguéis desabafava, depois de se referir a uma crítica amarga à sua escrita, na Seara Nova, assinada por Vergílio Ferreira:
«[...] Talvez não saibas que a Ática, que já tinha a 2.ª edição da Páscoa [Feliz] toda composta e revista (e impressas as gravuras hors-texte do Keil [do Amaral]), destruiu a edição, isto é, derreteu o metal! E já me tinham pago metade dos direitos de autor. [...]»
(in Livraria Luís Burnay, Leilão de Manuscritos, Autógrafos, Fotografias e Efémera, Lisboa, 19 de Junho de 2010)
Tudo leva a crer que, até à publicação dessa referida crítica, o corpo expedicionário de afectos ao regime que dirigia a Ática não se tivesse apercebido ainda como o exilado escritor já gravitava na esfera dos ideais comunistas. A presente reedição revista vale pela sua novidade linguística e por passar uma esponja sobre o involuntário desleixo da anterior, assim referido por Miguéis no posfácio:
«[...] um próspero sindicato operário condescendeu em editá-la: na Páscoa de 1932, com uma ortografia atrabiliária, impressa em mau papel, e com o único chamariz da capa de Fred Kradolfer. Não se fizeram anúncios, não houve rádio-propaganda, nem dei entrevistas aos jornais. [...] Não pedi nem cobrei direitos de autor: o sacrifício era de regra para o escritor “interveniente”, ainda que nas veias lhe corresse, exclusivamente, o sangue de pedreiros, carpinteiros, oleiros e labregos. [...]»

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Páscoa Feliz


JOSÉ RODRIGUES MIGUÉIS
capa de FK [Fred Kradolfer]

Lisboa, 1932
Edições Alfa
1.ª edição
19 cm x 13 cm
168 págs.
exemplar manuseado e com restauro tosco na lombada; miolo limpo
discreta assinatura de posse no bordo superior do frontispício
45,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Páscoa Feliz


JOSÉ RODRIGUES MIGUÉIS
capa de Luís Filipe de Abreu

Lisboa, 1965
Editorial Estúdios Cor, Lda.
3.ª edição
18,7 cm x 13,6 cm
184 págs.
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sexta-feira, dezembro 12, 2014

Cinco Personalidades Literárias


ÓSCAR LOPES

Porto, s.d. [1961, seg. BNP]
Livraria Civilização
1.ª edição
20,2 cm x 11,3 cm
184 págs.
subtítulo: Jaime Cortesão – Aquilino Ribeiro – José Rodrigues Miguéis – José Régio – Miguel Torga
exemplar muito estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Reunião de cinco importantes ensaios anteriormente publicados avulso em periódicos.

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