segunda-feira, março 30, 2015

O Livro de Cesario Verde



Lisboa, 1887
Typographia Elzeviriana
1.ª edição
19,8 cm x 13,5 cm
2 págs. + 1 folha em extra-texto + XX págs. + 110 págs.
impresso sobre papel superior de linho
belíssima encadernação em meia-francesa com cantos em pele, gravação a ouro na lombada
aparado e carminado somente à cabeça
conserva as capas de brochura
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
É O N.º 5 DE UMA TIRAGEM RESTRITA A 200 EXEMPLARES, NUMERAÇÃO E TITULARIDADE MANUSCRITAS INDICANDO A POSSE DO PINTOR COLUMBANO BORDALO PINHEIRO
5.000,00 eur (IVA e portes incluídos)


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telemóvel: 919 746 089


O Livro de Cesario Verde



Lisboa, 1901
Manuel Gomes, Editor
2.ª edição
19,5 cm x 12,9 cm
8 págs. + 1 folha em extra-texto + 116 págs.
subtítulo: 1873-1886
encadernação inteira em tela encerada com gravação a ouro na pasta anterior e na lombada
pouco aparado, sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinaturas de posse no ante-rosto a na cortina da Dedicatória
190,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da «Reimpressão textual da primeira edição feita pelo amigo do poeta – Silva Pinto» (do frontispício), edição essa outra raríssima, dada a sua escassa tiragem de apenas duzentos exemplares.

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Casa na Duna


CARLOS DE OLIVEIRA
capa de Manuel Ribeiro Pavia

Coimbra, 1944
Coimbra Editora, Limitada
2.ª edição
19,2 cm x 13,8 cm
216 págs.
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

Como sempre, num Autor da craveira de Carlos de Oliveira, trata-se de um texto recriado a partir da edição anterior, trabalho literário que nunca findará ao correr das sucessivas edições posteriores.
Chama-se a atenção em particular para a força gráfica da capa.

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Casa na Duna




CARLOS DE OLIVEIRA
pref. Mário Dionísio
capa de João da Câmara Leme

Lisboa, 1964
Portugália Editora
3.ª edição (revista)
19,2 cm x 13 cm
220 págs.
exemplar estimado, capa um pouco manchada com pequena raspadela no canto superior direito; miolo limpo
visto de leitura de Agostinho Fernandes na pág. 212
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR AO EDITOR AGOSTINHO FERNANDES
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Casa na Duna


CARLOS DE OLIVEIRA
prefácio de Mário Dionísio
capa de João da Câmara Leme

Lisboa, 1964
Portugália Editora
3.ª edição (revista)
19,2 cm x 13,2 cm
220 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem incisiva do Prefácio do escritor Mário Dionísio:
«[...] o que, sem dúvida, separa o realista de todos os anti-realistas não é o reconhecimento, ou não, do clima angustioso que uns e outros respiram e nenhuma teoria poderia deixar de fazê-los respirar, mas a convicção, para uns, de que tal clima é o clima normal da natureza humana e, para outros, um clima provocado por circunstâncias históricas determinadas ou determináveis, apesar da extrema complexidade de que se revestem; a convicção, para os primeiros, de que a grande tarefa é levar cada vez mais longe a consciência dessa angústia, cujo fim é a própria angústia; a convicção, para os segundos, de que tal tomada de consciência é apenas uma fase e esta fase uma das várias condições de superá-la. [...]
Desde sempre sentiu Carlos de Oliveira esta necessidade de estreitíssima ligação com o que há de mais decisivo numa realidade nacional: o povo e a sua língua. [...]
E é precisamente neste domínio, no imenso domínio da linguagem – no sentido mais lato do termo – que me parece ver na presente edição [revista] de Casa na Duna um acontecimento notável na obra do autor. Nela culmina, com efeito, um longo processo evolutivo. [...]»

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Finisterra


CARLOS DE OLIVEIRA
capa de Sebastião Rodrigues

Lisboa, 1978
Livraria Sá da Costa Editora
1.ª edição
19,9 cm x 12,6 cm
6 págs. + 186 págs.
subtítulo: Paisagem e povoamento
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Acerca desta obra-prima do romance nacional escreveu incisivamente Silvina Rodrigues Lopes (vd. Carlos de Oliveira – O Testemunho Inadiável, Câmara Municipal de Sintra, 1996):
«[...] Ao mesmo tempo que põe em evidência as estruturas teleológicas da história, este romance escrito por Carlos de Oliveira desloca-se em relação a elas por um processo de escrita que implica um duplo gesto onde se reúne “planificação e acaso”, “acaso e necessidade”. Se quisermos, podemos começar por relacionar o processo como se apresenta a ruína da casa com a sua desconstrução. De facto, o homem que vagueia lá dentro vai ter oportunidade de questionar a documentação da família e verificar até a sua planta onde estão traçados os alicerces originais, que se mantêm apesar da reconstrução de partes acessórias da casa. Podemos dizer que é a ruína que torna possíveis a observação e o estudo da ruína, ou pelo menos que estes acompanham  aquela, acelerando-a ou, porventura, desviando-a: o espaço da casa é restituído à natureza selvagem, inútil do ponto de vista do capital, o que pode significar que de algum modo a lógica de organização social que o executor fiscal representa está sujeita à “catástrofe serena” no sentido de mudança lenta e imprevisível, a qual deixa em aberto a hipótese de um outro modo da paisagem e do povoamento, ou seja, a hipótese da revolução. [...]»

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Pequenos Burgueses



CARLOS DE OLIVEIRA

Coimbra, 1948
Coimbra Editora, Ld.ª
1.ª edição
19,2 cm x 13,9 cm
232 págs.
exemplar manuseado mas aceitável, pequena falha de cartolina no bordo superior direito da capa; miolo nuito limpo
ostenta colado no verso da capa o ex-libris de Carlos J. Vieira
95,00 eur (IVA e portes incluídos)

É o escritor de referência do neo-realismo português, exactamente pela sua capacidade artística em superar os limites de uma estética pretensamente dirigida às massas.

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Pequenos Burgueses


CARLOS DE OLIVEIRA
Augusto Cabrita, fotos
capa de Lima de Freitas

Lisboa, 1972
Publicações Dom Quixote
4.ª edição, revista
17,9 cm x 11,8 cm
210 págs. + 5 folhas em extra-texto
ilustrado
exemplar estimado, capa um pouco gasta; miolo irrepreensível
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sexta-feira, março 27, 2015

Contos Indianos


aa.vv.
selecção, pref. e trad. de Silvina de Troya Gomes


Lisboa, 1945
Editorial «Gleba», Ld.ª
[1.ª edição]
19,7 cm x 13,3 cm
240 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do erudito Prefácio:
«[...] as indianas dêstes contos não se vestem à moda, não usam folhos, viezes, plissados, golinhas de renda, ou um lindo chapéu de tule, uma laçada de tafetá sôbre o ombro direito, nada enfim de que possa falar uma mulher que não tem assunto. [...]
A leitura dêstes contos exige, por vezes, um conhecimento razoável dos sistemas filosóficos da Índia antiga e dos seus costumes. Mas aconselho, pelo menos às senhoras, que não se ocupem de erudição. Afinal isto é tudo para esquecer, e a erudição provoca a calvície. [...]»
O volume reúne contos de Seeta Devî, Rabindranath Tagore, Walk-Imi, Vyasa e passagens dos Buddha Jataka.

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quarta-feira, março 25, 2015

O Non Plus Ultra | do Lunario, | e Prognostico Perpetuo Geral, | e particular para todos os Reinos, e | Provincias. | Composto por | Jeronymo Cortez, | Valenciano. | Emendado conforme o Expurgatorio da Santa | Inquisição, e traduzido em Portuguez por | Antonio da Silva | de Brito




JERONYMO CORTEZ
trad. Antonio da Silva de Brito

Lisboa, 1757
Na Officina de Domingos Gonsalves
[3.ª edição (segundo Inocêncio)]
15,1 cm x 10,3 cm
[4 págs.] + 336 págs. + [4 págs.]
subtítulo: E no fim vai accrescentado com huma invenção curiosa de huns apontamentos, e regras para que se saibão fazer prognosticos, e discursos annuaes sobre a falta, ou abundancia do anno, e hum memorial de remedios universaes para varias enfermidades
profusamente ilustrado
encadernação da época inteira de carneira com rótulo na lombada gravado a ouro
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo e fresco
muito discretas rubricas de posse nos rodapés das págs. 9, 37, 115, 159, 221, 243 e 277
assinaturas de posse nas folhas-de-guarda anteriores e posteriores
PEÇA DE COLECÇÃO
270,00 eur (IVA e portes incluídos)

Inocêncio Francisco da Silva cita a vertente obra na bibliografia do tradutor, sem nada adiantar acerca dele. Esclarece, entretanto, João Luís Lisboa no texto de abertura a Os Sucessores de Zacuto (Biblioteca Nacional [que possui idêntico exemplar], Lisboa, 2002):
«[...] A diferença entre um almanaque do ano e um lunário perpétuo, para além da estrutura periódica, é que o lunário perpétuo apresenta dados, seja sobre as posições dos astros, seja sobre festas móveis, de forma a que possam ser aplicados a um período mais longo que, ciclicamente, se repete. [...]»
O original castelhano é de Valência, publicado em 1594 e expurgado pela Inquisição em 1632, cuja primeira edição portuguesa data de 1703.

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Arte Poetica


Q.[UINTO] HORACIO FLACCO
trad. de Cândido Lusitano

Lisboa, 1784
Na Typografia Rollandiana
3.ª edição
bilingue latim / português
19,4 cm x 12,8 cm
264 págs. + 8 págs. («Livros modernos, que se vendem em casa de Francisco Rolland, Impreffor-Livreiro em Lisboa ao Bairro Alto, na efquina da Rua do Norte»)
encadernação da época inteira de pele, com gravação a ouro e rótulo na lombada
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
120,00 eur (IVA e portes incluídos)

«Há muitos séculos, que os homens dedicados às boas Artes veneram com especial respeito os Poetas do século de Augusto; mas entre todos nenhum tem reputação mais distinta, do que Horácio, e talvez nenhum tem ouvido iguais louvores, não menos de sábios modernos, que antigos. Petrónio admirou nele uma particular arte em dar às matérias, de que tratava, umas cores vivíssimas; e Quintiliano confessa, que ele é quase o único Lírico digno de se ler: porque é cheio de belezas, de variedade de figuras, e de uma felicíssima abundância de expressões nobres [...]» (grafia actualizada). Isto nos diz o nosso Cândido Lusitano no Discurso Preliminar à sua tradução e anotações para português, de uma obra que a nova geração de poetas nacionais nada perderia em tentar ler.

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Traduccion del Arte Poetica de Horacio, o Epistola a los Pisones



[QUINTO] HORACIO [FLACCO]
trad. de Fernando Lozano, padre frei


Sevilha, 1777
Manuel Nicolàs Vazquez, y Compañìa
[1.ª edição]
20,2 cm x 12,8 cm
2 págs. + 36 págs. + LXIV págs.
encadernação da época inteira de pele, mosqueada e apenas com filetes a ouro na lombada
exemplar irrepreensível considerando tratar-se de uma edição setecentista; ligeiramente aparado
110,00 eur (IVA e portes incluídos)


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terça-feira, março 24, 2015

Do Mundo


HERBERTO HELDER

Lisboa, 1994
Assírio & Alvim
1.ª edição
20,5 cm x 15 cm
96 págs.
exemplar como novo
120,00 eur (IVA e portes incluídos)

Acerca de HH escreveu Joaquim Manuel Magalhães, outro grande poeta português do século XX (in Um Pouco da Morte, Editorial Presença, Lisboa, 1989):
«[...] Começa a ser histórico-literariamente fundamental, para a compreensão da nossa poesia contemporânea, proceder à análise da alteração de “gosto” que, nos anos 60, representou a obra de Herberto Helder. Compreender quanto ela realizou a violência de condução para outros sentidos dos sentidos que julgavam revitalizar (através de meras reformas sintácticas) a maioritária quimera da representação justiceira, em poesia, de um real exemplar para o modo como o real quotidiano tendia a organizar-se. Nesses anos 60, a escrita de Herberto Helder representa, diante do neo-realismo (à excepção de Carlos de Oliveira) e diante da fragmentação provinciana do surrealismo (à excepção de Mário Cesariny), uma revitalização afim daquela que, com as devidas diferenças, nos anos 80 do século anterior Cesário Verde representara diante do naturalismo politiqueiro de Guerra Junqueiro e das hostes tardias dos ultra-romantismos. [...]»

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As Magias


[HERBERTO HELDER, versões]
capa de António Lobo sobre fotografia de Jorge Molder

Lisboa, 1988
Assírio & Alvim
2.ª edição
18,5 cm x 11,6 cm
64 págs.
exemplar como novo
inclui cinta editorial
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do terceiro conjunto de “traduções” de Herbeto Helder, este anteriormente publicado numa editora independente, a Hiena.

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Veloz Como o Vento


GINE VICTOR LECLERQ
trad. Herberto Helder
capa de José Antunes

Lisboa, 1967
Editorial Verbo, Lda.
1.ª edição
18,4 cm x 14,7 cm
204 págs. + 10 págs. (pub. editora) + 2 folhas em extra-texto
ilustrado a preto e a cor, no corpo do texto e em separado
cartonagem editorial
exemplar como novo
peça de colecção
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Novela juvenil, apenas de interesse bibliófilo. Garantidamente vertida para a língua portuguesa de um dos nossos maiores poetas de sempre.

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terça-feira, março 17, 2015

Cancioneiro Chinez




ANTONIO FEIJÓ
pref. Tcheng-Ki-Tong, general

Porto, 1890
Magalhães & Moniz, Editores
[Typographia Elzeviriana
Rua de S. Lazaro, 393]
1.ª edição
20,1 cm x 11,7 cm [19,5 cm x 10,7 cm (pelo corte)]
XIV págs. + 114 págs.
luxuosa encadernação da época em meia-francesa em pele gravada a ouro nas pastas e na lombada
muito pouco aparado somente à cabeça, ostentando aí um invulgar trabalho floral de tinta e ouro
mantém ambas as capas de brochura
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo, leve acidez nas primeiras e última folhas
PEÇA DE COLECÇÃO
600,00 eur (IVA e portes incluídos)

Poeta e diplomata nascido em Ponte de Lima, «[...] de rara sensibilidade, culto, lúcido, espirituoso, com grande sentido rítmico, deixou uma vasta obra, marcada pelo romantismo, pelo parnasianismo, de que foi primeira figura, e finalmente pelo simbolismo saudosista. [...] Soube, aliás, reformular com talento as aquisições estéticas que foi acumulando ao longo do seu peregrinar pela Europa e pelos trópicos. O seu Cancioneiro Chinês, inspirado em La Poésie des Tangs, de Résumat, e no Livro de Jade, traduzido por Judith Gauthier, insere-se na voga finissecular do orientalismo. [...]» (Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, vol. II, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1990)

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Cancioneiro Chinês


ANTONIO FEIJÓ
pref. Tcheng-Ki-Tong
pórtico de Li-Taï-Pé

Lisboa, 1903
Livraria Editora Tavares Cardoso & Irmão
2.ª edição («revista e augmentada»)
22,7 cm x 14,8 cm
XVIII págs. + 142 págs.
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar estimado, pequenos restauros marginais na capa; miolo limpo, parcialmente por abrir
110,00 eur (IVA e portes incluídos)


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História de uma Campanha... Gorada


AUGUSTO DE LIMA VIDAL

Lisboa, 1932
Casa Ventura Abrantes
1.ª edição
22,3 cm x 14,3 cm
160 págs. + 2 folhas em extra-texto + 1 desdobrável em extra-texto
exemplar estimado; miolo limpo, parcialmente por abrir
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Debate acerca do estado «quási comatoso» a que chegara a economia e as finanças da colónia de Moçambique: «[...] doença orgânica da Província, doença que se resume na deficiência de produção e na exportação das suas fôrças vivas – os indígenas... Desde que a emigração diminua, ou a Metrópole nos há-de enviar dinheiro ou a Província há-de fazer empréstimos, que se não justificam para o pagamento das suas despesas correntes, e só seriam admissíveis para obras de fomento colonial. [...]»

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quinta-feira, março 12, 2015

Catálogo Ilustrado da Exposição de Ourivesaria Sacra


LUIZ PETER CLODE, eng.
MANUEL JUVENAL PITA FERREIRA, padre
fotogravuras das oficinas Marques Abreu (Porto)

Funchal, 1951
Edição da Junta Geral do Distrito Autónomo do Funchal
1.ª edição
19,9 cm x 23,7 cm (oblongo)
254 págs. (não numeradas)
profusamente ilustrado
exemplar estimado, capa empoeirada; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Certame realizado no Convento de Santa Clara no Funchal.

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A Aurora da Redenção


GOMES JARDIM, cónego

Funchal, 1931
Typographia «Esperança» [ed. Autor]
1.ª edição
23,6 cm x 16,3 cm
VIII págs. + 276 págs.
subtítulo: I – Privilegios de Maria. A Padroeira de Portugal
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível, por abrir
37,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Nossa Senhora em Portugal


J. A. PIRES DE LIMA
F. C. PIRES DE LIMA
capa de José Luiz

Porto, s.d. [1947, seg. BNP]
Editorial Domingos Barreira
1.ª edição
19,8 cm x 12,4 cm
182 págs. + 13 folhas em extra-texto
ilustrado
corte das folhas serrilhado
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no campo superior esquerdo do ante-rosto
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Jornalismo de Angola


JÚLIO DE CASTRO LOPO

Luanda, 1964
Centro de Informação e Turismo de Angola
1.ª edição
25,9 cm x 19 cm
128 págs.
subtítulo: Subsídios para a sua história
profusamente ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de um sério aprofundamento que o autor faz de breves trabalhos seus anteriores, ganhando aqui o corpo historiográfico necessário.

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A Imprensa Periódica em Moçambique, 1854-1954


RAUL NEVES DIAS
colab. Filipe Gastão de Almeida de Eça

Lourenço Marques, 1956
Imprensa Nacional de Moçambique
1.ª edição
28,7 cm x 24,1 cm
118 págs.
subtítulo: Subsídios para a sua história
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Importante acervo para a história do jornalismo colonial.

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Panorama da Pré-História de Moçambique


LERENO BARRADAS, eng.

Lourenço Marques, 1948
Sociedade de Estudos da Colónia de Moçambique
1.ª edição
22,4 cm x 15,6 cm
20 págs.
acabamento com dois pontos em arame
exemplar estimado; miolo limpo, sinais de ferrugem proveniente dos agrafos
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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domingo, março 08, 2015

As Memórias Astrológicas de Camões


MÁRIO SAA
capa de Eduardo Malta

Lisboa, 1940
Edição da «Emprêsa Nacional de Publicidade»
1.ª edição
19,5 cm x 13,1 cm
338 págs.
ilustrado no corpo do texto
exemplar estimado; miolo limpo
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Poeta, ficcionista e ensaísta nascido nas Caldas da Rainha. Veio a colaborar em periódicos de referência como a Contemporânea, a Athena e a presença. Todavia, tirando a monografia Origens do Bairro Alto de Lisboa, os seus estudos teóricos são questionáveis. Diz-nos até o insuspeito Dicionário Cronológico de Autores Portugueses (vol. III, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1994): «[...] A sua intervenção cultural desdobra-se em sistematizações de cariz especulativo ou em investigações que, integrando que, integrando por vezes os domínios da astrologia e da genealogia, sobretudo incidem na pesquisa literária, na geografia e história antigas, e na incursão, aliás pouco convincente, por um sociologismo de pretensa fundamentação rácica, na arqueologia e na biografia camoniana.»

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Panegyrico de Luiz de Camões


J. M. LATINO COELHO

Lisboa, 1880
Typographia da Academia Real das Sciencias de Lisboa
1.ª edição
22,4 cm x 14,6 cm
20 págs.
exemplar com a capa envelhecida mas aceitável; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Conferência proferida na Academia por Latino Coelho, então secretário-geral da mesma, e que, acerca de si próprio, dissera um dia:
«[...] Achei no escrever um deleite, uma distracção, um mundo ideal onde me vingar das contradições em que me trazia o mundo positivo. Eis aí por que perseverei escrevendo. Escrevi pela mesma razão por que outros vão à caça, por que outros frequentam as tavolagens, por que outros dançam uma valsa, por que outros esquecem o mundo pelos trebelhos do xadrez, por que outros se entretêm em futilidades ainda menos justificáveis e meritórias. Nunca escrevi para a glória, nem para a posteridade. Os meus escritos ressentem-se da sua origem de ocasião e do intento com que os delineei. São quase sempre improvisos de momento.» (Revista Contemporânea de Portugal e Brasil, vol. II, Lisboa, 1860, cit. in Rafael Bordalo Pinheiro, O Calcanhar d’Aquiles, frenesi, Lisboa, 2005)

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quinta-feira, março 05, 2015

Os Ex-libris da Biblioteca de Marinha


ALFREDO MOTTA

Lisboa, 1933
Separata do Arquivo Nacional de Ex-libris
1.ª edição
23,8 cm x 17,7 cm
16 págs.
ilustrado
impresso sobre papel superior de linho
exemplar como novo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
é o n.º 85 de uma tiragem de apenas 124 exemplares «exclusivamente destinados a ofertas»
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Interessantíssimo artigo, em que Alfredo Mota conta a história da fundação da Biblioteca de Marinha, na Rua do Arsenal, desde a sua origem em 1835, assim como os trabalhos de organização e classificação dos volumes que lhe foram oferecidos. Como seria de esperar, usou a Biblioteca, ao longo dos anos, vários carimbos de posse, cujas reproduções e memória descritiva aqui se ensaia.

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quinta-feira, fevereiro 26, 2015

As Ilhas Portuguesas de Cabo Verde


JOSÉ OSÓRIO DE OLIVEIRA
capa de Sebastião Rodrigues
ilust. Sena da Silva
mapa de Júlio Santos

Lisboa, 1955
Campanha Nacional de Educação de Adultos
1.ª edição
16,8 cm x 11,4 cm
128 págs. + 18 págs. em extra-texto + 3 folhas em extra-texto
ilustrado a cor e preto e branco
exemplar estimado; miolo limpo, por abrir
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Arquipélago de ilhas desertas descoberto ou por Diogo Gomes, ou por António Noli, entre 1460 e 1462, que Osório de Oliveira aqui estuda nos seus múltiplos aspectos: história fundadora, clima, geografia, população, cultura escrita e musical, etc. – acrescentando-lhe um breve núcleo de fotografias documentais.

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domingo, fevereiro 22, 2015

Notas Críticas ao Livro do Sr. Cardeal Gonçalves Cerejeira «A Igreja e o Pensamento Contemporâneo»


SÍLVIO LIMA

Coimbra, 1930
Livraria Cunha (depos.) [ed. Autor]
1.ª edição
19,9 cm x 14,5 cm
244 págs.
exemplar estimado; miolo limpo, rótulo de entrada em biblioteca particulat colado no canto superior direito do frontispício
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Atacando, o notável professor Sílvio Vieira Mendes Lima (1904-1993), a «obra infeliz de apologética católica» do cardeal Cerejeira, iniciará assim a sua caminhada para uma ruptura total com o pensamento e o modo de actuação do regime fascista emergente, pelo que virá a ser afastado do ensino em 1935. Do ponto de vista filosófico, para além da sua crítica iluminada e incisiva, a vertente obra de Sílvio Lima é notável.

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Obras Pastorais [I, II e III]



D. MANUEL GONÇALVES CEREJEIRA

Lisboa, 1936, 1943 e 1947
União Gráfica
1.ª edição (todos)
3 volumes encadernados em 2
19 cm x 14 cm
[8 págs. + 392 págs. + 1 folha em extra-texto] + [(340 págs. + 1 folha em extra-texto) + (296 págs. + 1 folha em extra-texto)]
subtítulos: Primeiro volume, 1928-1935; Segundo volume, 1936-1942; e Terceiro volume, 1943-1947
luxuosas encadernações semelhantes, em meia-francesa com cantos em pele
aparados e carminados somente à cabeça, conservam todas as capas de brochura
exemplares em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunião de discursos públicos do então Cardial Patriarca de Lisboa, grande parte deles difundidos pelos microfones da Emissora Nacional, em que a Igreja (muito mais que espiritualmente) fazia coro na política de Salazar. Os tópicos são os mesmos: anticomunismo primário, cabeça baixa perante o esbulho dos recursos humanos do país, subserviência generalizada de todos a uns quantos, e alegria no trabalho e numa miséria nos antípodas do fausto ostentatório do Vaticano.

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Obras Pastorais [IV]


D. MANUEL GONÇALVES CEREJEIRA

Lisboa, 1954
União Gráfica
1.ª edição
19,4 cm x 13,9 cm
348 págs. + 1 folha em extra-texto
subtítulo: Quarto volume – 1948-1953
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível, por abrir
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Cartas aos Novos


GONÇALVES CEREJEIRA (DOUTOR)

Coimbra, 1934 [aliás, 1933]
Edição dos “Estudos” (separata, Setembro de 1925 a Maio de 1928)
1.ª edição (nesta forma reunida)
19,4 cm x 15,1 cm
VIII págs. + 136 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
ocasionais carimbos da biblioteca da Sociedade de Língua Portuguesa
carimbo da revista Estudos e dedicatória de oferta da mesma a Agostinho de Campos
45,00 eur (IVA e portes incluídos)


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telemóvel: 919 746 089


Aos Homens de Boa Vontade


D. MANUEL GONÇALVES CEREJEIRA, cardeal
pref. Clemente Rogeiro e padre Moreira das Neves

Lisboa, 1971
Edição do Centro de Documentação da Emissora Nacional
1.ª edição
18,8 cm x 12,5 cm
316 págs.
subtítulo: Mensagens de Natal aos Microfones da Emissora Nacional de Radiodifusão 1936-1970
ilustrado
exemplar muito estimado, capa empoeirada; miolo irrepreensível, sem qualquer sinal de quebra na lombada
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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telemóvel: 919 746 089


Para um Diálogo com o Sr. Cardeal Patriarca [junto com] Na Hora do Diálogo



RAUL RÊGO
MANUEL GONÇALVES CEREJEIRA

Lisboa, 1968 e 1967
ed. Autor
União Gráfica
1.ª edição (ambos)
[19,2 cm x 12,4 cm] + [19,4 cm x 13 cm]
48 págs. + [84 págs. + 1 folha em extra-texto]
ambos impressos sobre papel superior
exemplares estimados, o primeiro com as capa e contracapa sujas; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Duas passagens de mais um texto, o de Raul Rego, que ajuda a iluminar as trevas caídas sobre toda uma época:
«A palestra de D. Manuel Gonçalves Cerejeira, Cardeal Patriarca de Lisboa, na altura do aniversário da sua entronização no sólio patriarcal, transmitida pelos emissores da rádio e da televisão, e depois publicada em volume, sob o título de Na Hora do Diálogo, não suscitou reacções na imprensa, a não ser os elogios habituais a tudo quanto dizem pessoas altamente colocadas. Os cargos eminentes estão a ser autênticos altares onde só os fumos do incenso chegam.
Intitulando-se de “diálogo” pareceu-me que havia observações a fazer a Sua Eminência e apresentei-lhas em [duas cartas] [...].»
E um pouco adiante: «[...] Junto envio a Vossa Eminência uma prova de Censura que talvez lhe seja de algum interesse. Trata-se da notícia do jornal de que sou redactor, tal como eu a escrevi e depois mutilada pela Censura, a ponto de em certa passagem ficar sem sentido. Suponho interesse a Vossa Eminência por se tratar da publicação em volume da resposta a muitas questões que pretendeu dar em vésperas de completar trinta e oito anos de Patriarca de Lisboa e que intitulou Na Hora do Diálogo. Mas, como vê, não pode haver diálogo. Apenas o monólogo do governo totalitário e daqueles que, consciente ou inconscientemente, o servem. A Censura tudo rasoira. [...]»

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quarta-feira, fevereiro 18, 2015

A Alma Amortalhada – Mário de Sá-Carneiro’s Use of Metaphor and Image


PAMELA BACARISSE

Londres, 1984
Tamesis Books Limited
1.ª edição
texto em inglês
24 cm x 16,7 cm
XXVI págs. + 194 págs.
encadernação editorial em tela gravada a ouro na lombada e com sobrecapa impressa
exemplar estimado; miolo irrepreensível
selo branco da Biblioteca de José Blanco no frontispício
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Pamela Bacarisse (1935-1996), de origem britânica, foi uma reconhecida leitora de português e espanhol nas universidades norte-americanas. Este seu longo estudo da obra de Mário de Sá-Carneiro constitui um dos modelos possíveis de abordagem da poética do escritor modernista. Eugénio Lisboa (in Colóquio / Letras, n.º 88, Novembro de 1985), não sem pôr em dúvida a metodologia da estudiosa inglesa, acaba por concluir nos seguintes termos:
«[...] o livro de Pamela Bacarisse é uma das poucas contribuições importantes, em qualquer língua, incluindo o Português, para o estudo da obra singularmente negligenciada de um grande poeta e de um perturbante e malogrado ficcionista.»

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Dispersão



MÁRIO DE SÁ-CARNEIRO
capa de Júlio

[Coimbra], 1939
Edições “Presença”
2.ª edição
23,1 cm x 17,3 cm
72 págs.
subtítulo: Doze Poesias
composto manualmente
exemplar manuseado, com restauros nas capas e lombada; miolo limpo, papel oxidado nas primeira e última folhas
é o n.º 438 da tiragem comum declarada de 500 exemplares sobre papel Almaço Tojal
assinatura de posse do escritor José Palla e Carmo
peça de colecção
350,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Indícios de Oiro


MÁRIO DE SÁ-CARNEIRO

Porto, 1937
Edições «presença»
1.ª edição
25,8 cm x 19,4 cm
88 págs.
composto manualmente
exemplar estimado; miolo irrepreensível
é o n.º LII da tiragem especial declarada de 100 exemplares
PEÇA DE COLECÇÃO
580,00 eur (IVA e portes incluídos)

Publicação póstuma conforme manuscrito que se encontrava na posse de Fernando Pessoa. É o poeta-maior no grupo do Orpheu. Suicidou-se jovem, aos 26 anos de idade, no desespero de ver a sua obra injustiçada...
Um exemplo, o poema «Fim»:

«Quando eu morrer batam em latas,
Rompam em saltos e aos pinotes,
Façam estalar no ar chicotes,
Chamem palhaços e acrobatas!

Que o meu caixão vá sôbre um burro
Ajaezado à andaluza...
A um morto nada se recusa,
E eu quero por fôrça ir de burro!»

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Indícios de Oiro


MÁRIO DE SÁ-CARNEIRO

Porto, 1937
Edições «presença»
1.ª edição
25,7 cm x 19,5 cm
88 págs.
composto manualmente
exemplar manuseado, com restauros nas capas e lombada; miolo limpo, papel oxidado nos bordos superiores das folhas de abertura e fecho
é o n.º 557 da tiragem comum declarada de 700 exemplares sobre papel avergoado
assinatura de posse do escritor José Palla e Carmo
peça de colecção
320,00 eur (IVA e portes incluídos)


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domingo, fevereiro 15, 2015

Mafuá do Malungo


MANUEL BANDEIRA

Rio de Janeiro, 1954 [aliás, 1955]
Livraria São José
2.ª edição («nova edição aumentada»)
19,2 cm x 13,5 cm
124 págs.
subtítulo: Versos de circunstância
exemplar estimado, lombada oxidada; miolo limpo
assinatura de posse do escritor e tradutor José Palla e Carmo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Acerca deste livro escreveu Carlos Drummond de Andrade (in Correio da Manhã, Rio de Janeiro, 3 de Julho, 1948):
«[...] Limpa-se o pátio, e êsse benefício público se fica devendo, não a um vereador, a um jornalista, a um fiscal da municipalidade, mas a um poeta modernista.
De poemas que tais é feito Mafuá do Malungo. [...]
A nota mais sensível nesses “jogos” é, porém, o sentimento familiar, tão intenso em Bandeira, e que êle distribuiu com os amigos, ao lhe faltar o aconchego de pais e irmãos. Uma fibra íntima do poeta sustenta a frágil brincadeira. São versos feitos com absoluta ausência de pretensão, salvo a de marcar um afeto, no ambiente limitado e cordial de uma casa que êle freqüente. De uma dessas casas sei que seus moradores fizeram emoldurar o original autógrafo. E os meninos e meninas que Bandeira saudou ao nascerem terão, quando grandes, essa carinhosa lembrança do poeta debruçado sôbre berços, a trazer-lhes a primeira visita da poesia [...].»

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Obras Poéticas


MANUEL BANDEIRA
pref. Henrique Galvão

Lisboa, 1956
Editorial Minerva
1.ª edição
18,7 cm x 13,1 cm
416 págs.
subtítulos: A Cinza das Horas. Carnaval. Ritmo Dissoluto. Libertinagem. Estrela da Manhã. Lira dos Cinquent'anos. Belo Belo. Opus 10
exemplar muito estimado; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Na impossibilidade atávica de dar a mão à palmatória do modernismo, Henrique Galvão tenta no seu prefácio fazer o elogio da poética de Manuel Bandeira fora dos cânones dessa corrente artística, de que Bandeira foi o fundador brasileiro. Com felicidade, a leitura dos versos do poeta ainda hoje resiste a qualquer tentativa de inclusão ou de exclusão conforme às conveniências epocais e políticas dos seus “estudiosos”.

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Poemas Traduzidos


MANUEL BANDEIRA (trad.)
aa.vv.

Rio de Janeiro – Pôrto Alegre – São Paulo, 1948
Editôra Globo
[1.ª edição]
22,7 cm x 15,6 cm
180 págs.
exemplar estimado; miolo limpo, papel com acentuada acidez na capa e nas primeiras e últimas folhas
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na badana:
«[...] Até agora os poemas traduzidos pelo poeta só foram publicados em 1945, numa edição de luxo de apenas 350 exemplares, com ilustrações de Guignard, um belo trabalho tipográfico por Murilo Miranda. A presente edição torna-os acessíveis ao grande público. Aos poemas daquela edição esta acrescenta 36 novas traduções, muitas das quais inéditas. [...]»
Assim, são trazidos para o idioma de Manuel Bandeira autores da sua preferência culta, como Ronsard, Rilke, Goethe, Guillen, Lorca, Holderlin, Elizabeth Browning, Alberti, Langston Hughes, Borges, Éluard, Antonio Machado, etc.

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