Terça-feira, Março 27, 2012

As Crianças Falam



ADRIANA AREAL CALVET, org.
ELSA ANAHORY, org.
grafismo de Victor Belém

Lisboa, 1973
Fernando Ribeiro de Mello / Edições Afrodite
1.ª edição
14,6 cm x 21 cm (oblongo)
96 págs.
profusamente ilustrado
impresso a sépia sobre papel superior
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
conserva a tarjeta de aviso aos leitores: «Dos 4 aos 10 anos a criança fala para o adulto – Textos não falsificados com retoques estéticos ou morais»
30,00 eur

As organizadoras do volume foram coadjuvadas, na compilação e escolha dos textos e desenhos infantis aqui mostrados, por Maria Júlia Carneiro de Almeida, pelo editor e sua mulher Antonina Ribeiro de Mello, por José Gabriel Pereira Bastos e Margarida Schiappa. A liberdade criativa dada às crianças envolvidas no projecto está na origem de um documento que devolve aos leitores adultos uma notável frescura de observação do mundo. Livro incomum numa casa editora que fez história por não se encontrar à venda...

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Segunda-feira, Março 26, 2012

Escritoras de Portugal




THEREZA LEITÃO DE BARROS
pref. Agostinho Campos

Lisboa, 1924 (aliás, 1927)
[ed. Autora]
1.ª edição
2 volumes (completo)
22,2 cm x 16,4 cm
250 págs. + [392 págs. + 1 folha em extra-texto]
subtítulo: Génio feminino revelado na Literatura Portuguesa
exemplares manuseados mas aceitáveis, apenas as capas mostram sinais de desgaste e restauro nas lombadas; miolo bem conservado em ambos os volumes, esporádicos sublinhados a lápis no primeiro volume
assinatura de posse no ante-rosto do segundo volume
é o n.º 144 de uma edição numerada e assinada pela Autora
85,00 eur

Com raízes antigas, em Luísa Sigêa, Joana Vaz, Paula Vicente ou Públia Hortênsia, é aqui justamente exaltada a actividade intelectual portuguesa no feminino.

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Vidas que Foram Versos


THEREZA LEITÃO DE BARROS

Lisboa, 1930
Oficinas Gráficas de Bertrand (Irmãos), Lda. [ed. da Autora ?]
[1.ª edição]
26,5 cm x 20 cm
32 págs.
subtítulo: Inspiradoras de Poetas Portugueses – Conferência
capa e vinheta-cabeçalho de T [Cottinelli Telmo]
exemplar como novo e por abrir
de grande interesse para a história do feminismo
peça de colecção

35,00 eur

Depois de referir extensamente a presença da mulher no rol da poesia portuguesa desde as suas origens, a Autora profere uma notável declaração de encerramento da sessão realizada «durante o certame “Mulheres Portuguesas”»:
«[...] Antes de terminar, eu saùdo, de preferência, as mulheres que não são, que jámais virão a ser musas de poetas célebres. [...]
Não, a nossa hora já não permite a existência de vidas que sejam apenas versos, que sejam integralmente sugestivas de arte. Hoje, a mulher que sabe honrar êste nome, quererá antes deixar, pelo seu trabalho, pela sua combatividade em favor duma nobre causa, dum ideal qualquer, um rasto de prosa... Ela própria quererá ser antes um trecho de prosa dura, talvez amassada com esfôrço, talvez desgrenhada e dolorosa, do que ser a inspiradora, socialmente inútil, magnífica e distante, dum poeta apaixonado. [...]»


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Teatro Moderno


LUIZ FRANCISCO REBELLO
grafismo de Victor Palla

Lisboa, 1957
ed. Autor / Círculo do Livro, Lda. (dist.)
1.ª edição
23,2 cm x 25,3 cm (oblongo)
348 págs. + XXVIII folhas em extra-texto
subtítulo: Caminhos e Figuras – Uma Antologia
profusamente ilustrado
impresso sobre papel superior, extra-textos impressos em rotogravura
cartonagem editorial
exemplar como novo; miolo irrepreensível
65,00 eur

Trata-se da mais importante panorâmica sobre a história do teatro na primeira metade do século XX. Num outro plano, é um livro modelo de bom gosto e sobriedade na execução gráfica.

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Sexta-feira, Março 23, 2012

Sete Poemas da Solenidade e um Requiem


CARLOS EURICO DA COSTA
prólogo de Mário Cesariny de Vasconcelos

Lisboa, 1952
Edições “Árvore”
1.ª edição
22,2 cm x 15,6 cm
32 págs.
exemplar muito estimado, miolo por abrir
dedicatória «dos editores» ao Diário Popular na primeira página, não assinada [a caligrafia é do co-editor da revista Árvore, Egito Gonçalves (verificado por confronto com o poema autógrafo na edição de Os Arquivos do Silêncio, Portugália Editora, Lisboa, 1963)]
obra de referência na história dos primeiros anos da acção surrealista em Portugal
170,00 eur

Da ruptura inaugural, o «A Volta do Filho Prólogo», assinado por Cesariny:
«[...] E não venham falar de consciência de classe para fins preservativos, ou de “muita esperança” ou pouco desalento: é o corpo da Vida que se enlaça aqui. A poesia de Carlos Eurico da Costa, voz insolente de uma nova espécie agressora, radiosa de espanto e de desprezo.»


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Esfera





FERNANDO GUEDES
desenho (retrato do Autor) de Fernando Lanhas

Porto, 1948
Livraria Portugália
1.ª edição
21,7 cm x 16,5 cm
50 págs. + 1 folha em extra-texto
composto manualmente e impresso sobre papel avergoado
exemplar algo envelhecido e com fortes sinais da presença continuada da luz sobre a capa; miolo em estado aceitável
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR AO POETA RUY BELO QUE, POR SUA VEZ, ANOTOU PROFUSAMENTE OS POEMAS COM COMENTÁRIOS MARGINAIS
160,00 eur

Fernando Guedes – que terá talvez descuidado os seus dotes de poeta em proveito de uma actividade comercial de editor-livreiro, enquanto dono da conhecida Verbo, ou como presidente, de facto ou honorário, simpatizante ou sócio, de sucessivas associações da classe, nacionais e internacionais, grémios, academias e confrarias – motivou, nesta sua ingénua oferta de um conjunto de versos ao ainda não editado em livro Ruy Belo, um vasto rol de agudos e azedos comentários. Assim, por exemplo: «Com sede nunca morta, / com fome sempre viva,» mereceu de Ruy Belo a nota «mau»; à cabeça da pág. 13 a nota é «não chegam a ser poemas»; aos versos de Guedes «atirar-lhe com os calhaus da minha Poesia / até o rebentar pela cabeça», Belo sublinha os calhaus e conclui «definição da s/ poesia»; etc., etc.
Interessante, entre dois intelectuais na travessia dos trinta anos de idade.


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A Cruzada

JOSÉ AUGUSTO DE OLIVEIRA

Lisboa, 1949
Câmara Municipal de Lisboa
1.ª edição
22,2 cm x 16,1 cm
144 págs.
subtítulo: Subsídios para a História da Conquista de Lisboa
exemplar em bom estado de conservação
20,00 eur


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Terça-feira, Março 20, 2012

Antígona



SÓFOCLES
[António Sérgio]

Porto, 1930
Edição da República
[1.ª edição]
19,4 cm x 13,4 cm
124 págs.
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
17,00 eur


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História de Portugal – Introdução Geográfica


ANTÓNIO SÉRGIO

Lisboa, 1941
Livraria Portugália
1.ª edição
tomo I [único *]
22,9 cm x 16,5 cm
258 págs.
ilustrado
exemplar manuseado mas aceitável, com algum desgaste na contracapa e restauro no topo da lombada; miolo limpo
35,00 eur

Refere-se-lhe largamente Oliveira Marques na Adenda ao Dicionário de História de Portugal (Joel Serrão, vol. VI, Iniciativas Editoriais [reed. Livraria Figueirinhas], Porto, 1979):
«[...] A Introdução Geográfica à História de Portugal é talvez o melhor dos estudos históricos de Sérgio. No seu género, foi o primeiro (e, até hoje, quase o único) tentame efectivo de combinar geografia e história à escala nacional, sem esquecer a integração da parcela portuguesa no todo ibérico. Ambas as disciplinas foram iluminadas uma em função da outra. Longe de nos dar o estereotipado quadro geográfico, desligado por completo do facto histórico e esquecido logo depois, Sérgio apresentou antes uma simbiose originalíssima e extremamente reveladora das interinfluências geografia-história. [...] Não importa que a Introdução Geográfica contenha erros e exageros. Todo o livro está repleto de ideias novas, de sugestões ousadas, de pontos de vista admiráveis e esclarecedores. É uma obra estimulante e objectiva, aclarando o presente com o passado e o passado com o presente. A relevância do factor geográfico de posição, por exemplo, contraposto ao da individualidade geográfica de Portugal, que Sérgio justamente nega, é uma das grandes ideias-forças que informam todo o volume. [...]»

* O texto para um projectado segundo volume nunca chegou a ser publicado, senão muito mais tarde, em 1958, incluído no tomo IV dos Ensaios.


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Em tôrno da designação de Monarquia Agrária dada à primeira época da nossa História



ANTÓNIO SÉRGIO

Lisboa, 1941
Livraria Portugália
1.ª edição
22,6 cm x 15,3 cm
72 págs.
exemplar estimado, capa levemente manchada; miolo limpo, por abrir
25,00 eur

Referindo-se a designação à dinastia dos Borgonha e ao regime dos primeiros anos da nação portuguesa, Sérgio no essencial discorda: «[...] direi que o letreiro de “monarquia agrária” me não soa como coisa muito posta em razão, pois julgo ter motivos para aventurar a hipótese de que a economia do mar foi de facto importante nesse primeiro ciclo da existência pátria, – e històricamente mais momentosa do que a actividade rural de produção agrícola; para pensar que a obra da expansão oceânica, na fase dos descobrimentos e do comércio com os Trópicos, não foi o resultado de uma viragem célere – de uma radical mudança de uma mutação social, de um inflectir subitâneo, – em relação ao que fôramos no primeiro estádio [...]»

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Os Objectos Principais


 
ANTÓNIO FRANCO ALEXANDRE
capa de João Botelho

Coimbra, 1979
Centelha – Promoção do Livro, SARL
1.ª edição
17,5 cm x 11,5 cm
48 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
35,00 eur

Importante livro na obra de um poeta que muito contribuiu para a viragem da toada pós-poesia 61, trazendo à história literária dos versos certa narratividade, não abstratizante nem evasiva.

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Sexta-feira, Março 16, 2012

As Consequências Económico-Sociais do Acréscimo da Produtividade


JOSÉ PEREIRA ATHAYDE

Lisboa, 1957
Centro de Estudos Político-Sociais
1.ª edição
22,5 cm x 14,6 cm
56 págs.
capa impressa a negro com cromo colado
exemplar estimado, capa com picos de oxidação; miolo limpo
assinatura de posse nas págs. 1, 25, 41 e 54
20,00 eur

Num texto de incentivo à aduzida produtividade, alerta o autor a dado passo:
«[...] A exposição que fizemos leva a concluir que: quanto menos pessoas fizerem as coisas necessárias, melhor será; no entanto, poder-se-á igualmente dizer que existe o perigo de os indivíduos dispensados ficarem sem nada que fazer; – é o problema do desemprego causado pelo acréscimo da produtividade.
[...] O caso mais frequente será, porém, aquele em que o problema da carência é relativo e resulta de uma defeituosa repartição de bens.
Isto pode resultar do próprio facto de se obter maior volume de bens, produzidos por menos pessoas, pois ao prosseguirmos nesta política dá-se um desnivelamento momentâneo, em que a massa de bens acrescidos irá distribuir-se mais generosamente pelos que continuam ocupados, excluindo da repartição os desocupados.
[...] Realmente, para ocupar pessoas é necessário produzir bens úteis, e para o poder fazer é preciso que estes encontrem consumidores.
Para consumir mais, é necessário haver maior poder de compra, ou seja, que aumentem os salários reais, isto é: que a relação entre os salários e os preços aumente e não diminua. [...]»

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Fado Liró [partitura]


[NICOLINO MILANO]
capa do pintor [Francisco] Cervantes de Haro

Lisboa, s.d. [1908 ou 1909 ?]
Neuparth & Carneiro
[1.ª edição]
31 cm x 23,6 cm
6 págs.
exemplar estimado, com dois furos de arquivador sem afectar a notação; miolo limpo
ostenta o carimbo da loja de música Casa Suéca de Adolpho Engeström
25,00 eur

Nicolino Milano, músico da corte de D. Carlos, terá sido o compositor do vertente fado para teatro de revista, que fez sucesso na época no palco do Teatro Avenida.
O verbete em linha na página electrónica do IMC – Instituto dos Museus e da Conservação atribui-lhe, absurdamente, o capista como seu autor e cujo nome até se encontra mal transcrito, o que indicia desde logo duas ignorâncias juntas («Cervantes de Houro», à data de 15 de Março, 2012).

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Quarta-feira, Março 14, 2012

Homenágem prestada a José Luiz Monteiro


 
JOÃO ANTONIO PILOTO

Lisboa, 1925
Imprensa Municipal
1.ª edição
24,5 cm x 18,5 cm
24 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
25,00 eur

Discurso proferido na Sociedade dos Arquitectos Portugueses em 12 de Dezembro de 1924, onde se sublinharam as suas qualidades profissionais ao serviço do Município de Lisboa, as quais estariam bem patentes, por exemplo, na «[...] actual igreja dos Anjos, de tanta pureza e tão elevada correcção de formas, de tão sublimes proporções e acentuado carácter religioso [...]»; ou nas «[...] muralhas de suporte da Esplanada e Jardim de S. Pedro de Alcantara que tanto atestam e confirmam os seus profundos conhecimentos [...]»; mas, sobretudo, marca impositiva na nossa memória, José Luiz Monteiro «[...] concebeu, projectou e dirigio toda a parte arquitectónica da Estação Central dos Caminhos de Ferro do Rocio, obra proeminente, desenvolvida no “Estilo Ornamental Manuelino”, mas tão magistralmente interpretado e submetido aos inflexíveis princípios e regras académicas [...]».
Compreende ainda este folheto a proposta da Comissão Executiva da Câmara concedendo-lhe a Medalha da Cidade, documento assinado pelo ex-poeta do Orpheu, o republicano Alfredo Pedro Guisado.

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Elogio Historico do Architecto Civil José da Costa Sequeira


 
JOAQUIM POSSIDONIO NARCIZO DA SILVA

Lisboa, 1873
Lallemant Frères Imprimeurs
1.ª edição
22,6 cm x 14,2 cm
16 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
discreto carimbo-monograma de posse no canto inferior direito do frontispício
25,00 eur

Discípulo dos arquitectos Francisco Xavier Fabri e António Francisco Rosa, dele ficaram para a posteridade alguns trabalhos seus de renovação da vila de Cascais, assim como a traça e direcção de obra do Jardim de São Pedro de Alcântara em Lisboa. Entre as muitas participações suas prestadas ao Estado vamos encontrá-lo como júri de dois projectos marcantes, a saber: a edificação dos Paços do Concelho na Praça de D. Pedro IV (Lisboa) e o Santuário de S. Trocato em Guimarães.

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Terça-feira, Março 13, 2012

Industrialização e Urbanismo


 
FERREIRA DO AMARAL

Lisboa, 1958
Centro de Estudos Político-Sociais
1.ª edição
22,6 cm x 14,7 cm
72 págs.
capa impressa a negro com cromo colado
exemplar estimado; miolo limpo, por abrir
25,00 eur

João Maria Barreto Ferreira do Amaral, que se notabilizou como presidente da comissão concelhia da União Nacional, debatia aqui a importância de situar o parque industrial fora dos grandes centros urbanos.

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Till o Maganão



[LYDIA RODRIGUES / JOSÉ WACHSMANN, tradutores]
prefácio de Ruy Coelho
capa e desenhos de Abel Salazar Carreira


Lisboa, s.d. [1949]
Livraria Popular de Francisco Franco
[1.ª edição]
19,6 cm x 13 cm
160 págs.
subtítulo: As engraçadas travessuras de Till numa compilação extraída da literatura alemã
ilustrado no texto com 10 desenhos zincogravados
exemplar estimado; miolo limpo
ostenta colados na folha de ante-rosto dois pequenos desenhos
20,00 eur

Obra literária divertida, um conto maravilhoso (ou um conjunto de historietas avulsas) da tradição popular medieval germânica, para o qual Strauss compôs, em 1895 – diz no Prefácio o maestro Ruy Coelho –, «[...] uma partitura que formalmente é de facto um “Rondó” mas em que o texto literário, como argumento, sublinha temas, ritmos, orquestração e de um modo geral explica toda a sua construção sonora. [...]»
Mera curiosidade: o autor dos desenhos foi o sócio n.º 2 do Sporting Clube de Portugal.


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Domingo, Março 11, 2012

Barco Sem Âncora


 
JOSÉ LOUREIRO BOTAS
capa de João da Câmara Leme

Lisboa, 1963
Portugália Editora
1.ª edição
16,5 cm x 11,1 cm
196 págs.
exemplar como novo, sem qualquer sinal de quebra na lombada
20,00 eur

Da nota editorial:
«[...] conjunto de contos, Barco sem Âncora, onde mais uma vez nos encontramos perante o mesmo ambiente físico e humano das criações literárias do insuperável novelista da gente da beira-mar, como lhe chamou Mestre Aquilino.»

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Maré Alta


JOSÉ LOUREIRO BOTAS

Lisboa, 1952
Oficinas Gráficas da Tipografia-Escola da Cadeia Penitenciária [ed. do Autor]
1.ª edição
18,6 cm x 12,5 cm
200 págs.
subtítulo: Contos
capa realçada com relevo seco
exemplar n.º 1740 [de tiragem não declarada] com a chancela do autor
em bom estado de conservação
20,00 eur


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Frente ao Mar


JOSÉ LOUREIRO BOTAS
capa de Manuel Ribeiro Pavia

Lisboa, s.d. [1944]
Portugália Editora
1.ª edição
19,4 cm x 12,8 cm
160 págs.
subtítulo: Contos e Novelas
exemplar manuseado em estado aceitável; miolo limpo
20,00 eur

Escritor da esfera do neo-realismo centrado na vida pobre e dura do povo da vila piscatória Vieira de Leiria. A sua origem de classe, muito modesta, que só um curso nocturno no Ateneu Comercial de Lisboa lhe permitiu valorizar-se, fez dele um “intelectual” autenticamente representante dos explorados e oprimidos.


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Quinta-feira, Março 01, 2012

Six Heures de Récréation [encadernação]



LAFOREST, madame

nouvelle édition, revue et corrigée
Paris, 1842
P. C. Lehuby
14,4 cm x 9,2 cm
2 págs. + 180 págs. + 3 gravuras em extra-texto
subtítulo: Nouvelles à l’Usage de la Jeunesse
frontispício adornado com fina ilustração desenhada e gravada por Leclere
encadernação romântica inteira de pele triplamente trabalhada com relevo seco, ferros a ouro e pintura a prata (oxidada)
bom estado de conservação, com algumas quebras na lombada
peça de colecção
100,00 eur


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Parodia ao Primeiro Canto dos Lusiadas de Camões...


por QUATRO ESTUDANTES DE EVORA EM 1589
[Manoel do Valle | Bartholomeu Varella | Luiz Mendes de Vasconcellos | Manoel Luiz]


Lisboa, 1880
Na Typographia de G. M. Martins
[1.ª edição (única)]
16,3 cm x 11 cm
X págs. + 38 págs.
encadernação moderna de amador em sintético, conserva apenas a contracapa da brochura
exemplar estimado, sem apara; miolo limpo
[referido in Henrique de Campos Ferreira Lima, As Parodias na Literatura Portuguesa: Ensaio Bibliografico, Solução Editora, Lisboa, 1931]
25,00 eur

Da apresentação:
«[...] A grande obra do único homem de genio que talvez tenha produzido a nossa terra, não podia isentar-se d’este fado inherente ás grandes celebridades. Eram apenas passados dezoito annos depois da publicação dos Lusiadas – ainda a reputação de Camões não estava consagrada pelos seculos, quando alguns homens engenhosos comprehenderam que aquella obra immortal era uma d’aquellas a que a parodia era devida. [...]»


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O Isthmo de Suez e os Portuguezes


VISCONDE DE JUROMENHA

Lisboa, 1870
Typographia [da] Rua do Bemformoso, 153
1.ª edição
19,6 cm x 12,7 cm
X págs. + 50 págs. + 4 págs.
exemplar estimado, rasgadelas pronunciadas junto ao festo, lombada no geral enfraquecida; miolo limpo
carimbo de posse sobre a capa
25,00 eur

De seu nome João António de Lemos Pereira de Lacerda, 2.º visconde de Juromenha, conhecido logo pela sua primeira obra literária, a célebre Cintra Pinturesca (não confundir com o título homónimo de António A. R. da Cunha), e mais tarde pelo monumental acervo Obras de Luiz de Camões precedidas de um Ensaio Biographico, que firma a sua reputação no seio dos estudos camonianos.


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O Visconde de Santarém e a Sua Obra Histórica



NUNO DE PALHARES MARINHO FALCÃO

Lisboa, 1950
[Tipografia das Oficinas de S. José]
1.ª edição (fora do mercado)
26,3 cm x 20,1 cm
164 págs.
subtítulo: Estudo
exemplar bem conservado, em parte por abrir
COM DEDICATÓRIA ASSINADA PELO VISCONDE DE SANTARÉM FILHO DO OBJECTO DO ESTUDO
40,00 eur

Obra em torno do grande impulsionador científico – historiador e cosmógrafo – que foi o 2.º visconde de Santarém, de seu nome Manuel Francisco de Barros e Sousa Mesquita Macedo Leitão e Carvalhosa, figura notável da primeira metade do século XIX. Serão os seus Atlas (3 volumes, 1841, 1842 e 1849 [fonte: Joel Serrão, Dicionário de História de Portugal, vol. V, Iniciativas Editoriais, Lisboa, 1979]) o centro a partir do qual irradia todo o saber, porque, segundo ele, «a geografia é um caminho, embora longo, para se chegar à verdade».


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Pintura de um Outeiro Nocturno e um Saráo Musical ás Portas de Lisboa no Fim do Seculo Passado


MARQUEZ DE RESENDE

Lisboa, 1868
Typographia da Academia Real das Sciencias
1.ª edição [única]
22 cm x 15,7 cm
48 págs.
subtítulo: Feita e Lida no Primeiro Serão Litterario do Gremio Recreativo em 12 de Dezembro de 1867
em bom estado de conservação, aberto mas por aparar, com a capa de brochura intacta
25,00 eur

Trata-se do relato satírico daquilo a que, na actualidade, chamaríamos uma “tertúlia literária”, ou um “magusto poético”, género de encontro entre intelectuais e a sociedade culta ainda hoje muito em voga.


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Voyage Autour de Ma Chambre, suivi du Lépreux de la Cité d’Aoste



[XAVIER DE MAISTRE]

São Petersburgo, 1812 e 1811
Imprimerie de Pluchard et Comp.
[1.ª edição conjunta dos dois livros, sendo 1.ª edição absoluta do segundo livro]
2 livros em 1 volume (ambos publicados sem nome de autor)
15,1 cm x 10,3 cm
194 págs. + 66 págs.
encadernação inteira em pele com nervuras muito pronunciadas e ferros a ouro na lombada, folhas de guarda em papel de fantasia debruadas com filete a ouro; assinada Invicta Livro no bordo inferior do verso da pasta dianteira
pouco aparado
exemplar muito estimado, com discreto restauro nas primeiras folhas
ex-libris do escritor Joaquim Pessoa colado no verso da primeira folha de guarda
peça de colecção
300,00 eur

Diz-nos o prefaciador [Vitor Silva Tavares] da moderna tradução portuguesa (& etc, Lisboa, 2002) ao pô-lo de par com Laurence Sterne:
«[...] Um pouco adiantado ao espírito da época, que em breve seria já decididamente “romântico” até por imperativos “revolucionários”, não é de espantar que Xavier de Maistre e, sobretudo, a sua Viagem à Roda do Meu Quarto viessem a influenciar o nosso Almeida Garrett: visite-se as Viagens na Minha Terra (de 1846, isto é, cinquenta e um anos depois da Viagem do outro) e lá veremos em epígrafe e depois comentada logo no início do primeiro capítulo a obra de De Maistre, entretanto largamente difundida por toda a Europa culta.
Novo e mais amplo salto no tempo: numa linha que parece outra já distante do romantismo enquanto movimento literário e artístico, também José Cardoso Pires vem a estabelecer, n’O Delfim, uma (tornada óbvia) comparação com a viagem do diletante aristocrata: o parto narrativo do romance tem lugar, em boa medida, no quarto de pensão onde se aloja o narrador-escritor, posto este se distancie do “onanismo literário” atribuível àquele – ou àqueles que vieram a glosar em sequelas o modelo narrativo elaborado por De Maistre no seu texto inaugural.
O Leproso, esse, quer pelo “décor” (uma torre semi-arruinada), quer pelo estigma que pesa sobre o protagonista e o marginaliza socialmente, é já um texto marcadamente “romântico”, até pelo excesso. O seu sabor especial acentua, de certo modo, o espírito que já estava enunciado, com outra frescura, na Viagem


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O Sorriso aos Pés da Escada


HENRY MILLER
trad. Célia Henriques e
Vitor Silva Tavares
prefácio de Vitor Silva Tavares
capa de Rocha de Sousa

Lisboa, 1966
Editora Ulisseia
1.ª edição
15,6 cm x 9,6 cm
128 págs.
impresso sobre papel superior
encadernação editorial com sobrecapa
discreto restauro na sobrecapa
30,00 eur

Texto que Miller escreveu a pedido do pintor Fernand Léger, que depois o rejeitou – sinónimo de que o estalinismo não casa com o anarquismo...
Diz-nos o tradutor e prefaciador:
«[...] Contràriamente a Hemingway, seu (transitório) companheiro de geração perdida, contràriamente, também, a muitos da geração beat que em causa extrema se refugiam nos “paraísos artificiais”, Miller, entregue a si próprio e em si próprio sentindo pulsar o coração do mundo, encontra os fundamentos de um equilíbrio optimista para além do optimismo: abreviando razões, canta, com e como Whitman, que “é bom estar vivo e também é bom morrer” – afirmação, não de passividade ou indiferentismo, mas de uma plenitude só alcançada por quem, bebendo o fel da vida, possui “uma generosidade inesgotável”, uma fé indestrutível na grandeza cósmica do homem.
Não espantará, pois, que sob a máscara do palhaço brilhe a face de um anjo apocalíptico. [...]»


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Poema do Mar



ANTÓNIO DE NAVARRO
retrato do autor por João Hogan
carta-prefácio de Jorge de Sena


[Porto], 1957
Portugália
1.ª edição
20,7 cm x 14,9 cm
196 págs. + 1 folha em extra-texto
exemplar muito estimado, miolo limpo, apresenta pequenas manchas de antiga humidade no verso do extra-texto
35,00 eur

Importante poeta no contexto das folhas literárias da presença, sendo, segundo José Régio, dos «mais permanentes ou mais representativos» [fonte: Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, vol. IV, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1998]. Para Jorge de Sena, «[...] a sua poesia se me afigura muito fácil e muito difícil, feita daquela trama subtil e um pouco solta que enfeitiça e ilude o leitor jovem e entusiasta.
Muito fácil, pois parecia, e parece felizmente ainda, uma das mais perfeitas vitórias do modernismo na expressão poética, através apenas de um total abandono à imaginação sensível que por si mesma e a si mesma se sugestiona [...].»
O autor é pai do escritor António Rebordão Navarro, e juntos dirigiram a revista literária portuense Bandarra.


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