quinta-feira, maio 16, 2019

A Teoria da História em Portugal




ANTÓNIO QUADROS, org., pref. e notas
PINHARANDA GOMES, notas bio-bibliográficas
et alii

Lisboa, s.d.
Espiral
1.ª edição
2 volumes (completo)
20,5 cm x 16,5 cm
192 págs. + 256 págs.
subtítulos: I – O Conceito de História; II – A Dinâmica da História
exemplares em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem introdutória no primeiro volume:
«[…] Por inaptidão filosófica a escola não encontrou melhor forma de afirmar e descrever a personalidade nacional, do que reduzir o ser da pátria ao sido, ao acontecido, ao feito ou aos feitos. A nossa linguagem mitificou os feitos (que são factos), conferindo-lhes substância fabulosa.
Os feitos dos nossos maiores foram-nos exaustivamente apontados como exemplos, sem o cuidado de mostrar que os actos de hoje têm de radicar em condicionalismo, atitudes psicológicas e níveis culturais inteiramente diferentes. […]»

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Imitação do Homem



ANTÓNIO QUADROS

s.l. [Lisboa], 1966
Espiral
1.ª edição
20 cm x 17,3 cm
128 págs.
subtítulo: Odes
exemplar muito estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quarta-feira, maio 15, 2019

Evora Antiga



ANTONIO FRANCISCO BARATA

Évora, 1909
Minerva Commercial, de José Ferreira Baptista
1.ª edição
21,8 cm x 15,6 cm
240 págs. + 16 folhas em extra-texto
luxuosa encadernação em meia-francesa com cantos em pele, gravação a ouro nos remates da pele e na lombada
aparado e carminado somente à cabeça
conserva as capas de brochura
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
ostenta colado no verso da pasta anterior o ex-libris de Fernando Alves Barata
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Inocêncio Francisco da Silva refere António Francisco Barata, nestes termos, no seu Diccionario Bibliographico Portuguez (vol. VIII, Imprensa Nacional, Lisboa, 1867):
«[...] natural da villa de Góes, districto de Coimbra, e nascido no 1.º de Janeiro de 1836. Não conheceu seus paes, e creado nos braços da indigencia recebeu apenas os primeiros elementos da instrucção primaria; porém como fosse dotado de natural ingenho, começou a supprir do modo que lhe era possivel a falta de estudos regulares por uma assidua applicação aos livros, aproveitando nella todos os intervallos, que lhe deixava livres a profissão de barbeiro e cabelleireiro, que aprendeu em 1848, e ainda agora exerce na cidade de Coimbra. [...]»
Brito Aranha, o continuador desse mesmo Diccionario, vai mais longe (vol. XX, Imprensa Nacional, Lisboa, 1911):
«[...] Quando o erudito lente da Universidade de Coimbra, já fallecido, dr. Augusto Filippe Simões, de quem ainda tratarei neste Dicc., foi para Evora em commissão dirigir a importante bibliotheca daquella cidade, ligado por amizade a Antonio Francisco Barata, avaliando lhe as qualidades e o merecimento revelado em diversas publicações, levou o em sua companhia e ali o empregou, e nessas funcções, pela ancia de aprender e saber, desenvolveu com bom fructo o seu amor ás letras. Exerceu, pois, por muitos annos e com applicação modelar as funcções de conservador na mesma bibliotheca, que necessita de quem a trate com desvelo para a conservação das preciosidades que encerra.
No exercicio desse emprego, Antonio Francisco Barata accumulou as de adjunto no observatorio meteorologico e de escrivão dos casamentos na camara ecclesiastica.
Nos descansos, que eram poucos e curtos, do incessante labutar, e no meio de desgostos intimos que lhe amarguraram a existencia, não deixou de manter como podia e com a melhor vontade, a correspondencia com alguns homens mais distinctos e mais estudiosos, que admiravam e applaudiam nelle o talento, a applicação e a força de vontade, que venceram muitos desgostos e contrariedades. Saiu depois do serviço effectivo da bibliotheca de Evora, como aposentado, por divergencias com a sua direcção, segundo constou. Entre os amigos de elevada posição que favoreceram este escriptor na sua carreira, além do dr. Augusto Filippe Simões, elle contava com a dedicação dos conselheiros dr. Augusto Cesar Barjona de Freitas, Thomás Ribeiro, dr. Rodrigo Velloso e Gabriel Pereira. [...]
Foi vereador da camara municipal de Evora. Falleceu nesta cidade aos 23 de março 1910, contando 74 annos de idade. Em varios periodicos appareceram artigos necrologicos honrando a memoria deste estudioso e talentoso escriptor e poeta. Por minha parte, mui sinceramente e com profundo sentimento registo a dor que me causou a noticia da sua morte. Eu, como amigo, e este Diccionario devemos lhe finezas que não é possivel esquecer.
Dias antes do obito e sentindo nas visceras arruinadas não longe o termo fatal da existencia, escrevera para Coimbra a um velho e dedicado amigo, dizendo lhe amargamente: “Está a acabar a festa!” [...]»
Legou-nos Francisco Barata uma boa centena de escritos, o que não está nada mal, em matéria de cultura e erudição, num ex-barbeiro autodidacta!...

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Homenagem ao Infante D. Henrique no quingentesimo anniversario de seu nascimento no Porto em 4 de março de 1394



ANTONIO FRANCISCO BARATA

Lisboa, 1894
Livraria Ferreira
1.ª edição
25,1 cm x 15,7 cm
44 págs.
ilustrado com o retrato de D. Henrique, vinhetas de cabeçalho e capitulares particularmente elegantes
impresso sobre papel Whatman, não aparado, grandes margens
exemplar estimado, restauro na lombada; miolo limpo
é o n.º 4 da tiragem especial numerada de 1 a 15
65,00 eur (IVA e portes incluídos)


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terça-feira, maio 14, 2019

Uma Abelha na Chuva




CARLOS DE OLIVEIRA
ilust. Júlio Pomar
grafismo de Armando Alves
posf. Maria Alzira Seixo

Lisboa, 1976
Limiar
edição monumental
26,5 cm x 18 cm
264 págs. + 6 folhas em extra-texto
ilustrado a cor
impresso sobre papel superior
encadernação editorial inteira em sintético gravado a ouro na pasta anterior e na lombada
conserva a capa anterior da brochura
exemplar como novo
é o n.º 1.264 de uma tiragem de 1.600 exemplares assinados pelo Autor
150,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz-nos a estudiosa no seu posfácio:
«[...] Uma Abelha na Chuva pode entender-se essencialmente como um romance da opressão. [...]
A opressão a que aqui me refiro pode ser entendida como um processo físico e psíquico de abatimento do outro ou de si próprio, a existência de um peso de aniquilação que, mantendo-se, gera a duração do texto (o seu tempo) até à destruição final [...].»

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segunda-feira, maio 13, 2019

Memorias para a Historia da Medicina Lusitana



JOSÉ MARIA SOARES

Lisboa, 1821
Na Typographia da mesma Academia [Real das Sciencias de Lisboa]
1.ª edição [única]
22,3 cm x 16 cm
2 págs. + XII págs. (rosto e Privilegio) + VIII págs. (Prefação) + 88 págs. [conf. vol. descrito por Inocêncio]
encadernação recente inteira em sintético com gravação a ouro na pasta anterior
não aparado
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo, papel sonante
PEÇA DE COLECÇÃO
400,00 eur (IVA e portes incluídos)

Importante documento histórico contendo capítulos dedicados à medicina lusitana antes e depois da colonização romana, e após as invasões dos povos do Norte e dos árabes.
Segundo o Diccionario Bibliographico Portuguez (tomo V, Imprensa Nacional, Lisboa, 1860) de Inocêncio Francisco da Silva:
«José Maria Soares, Cavalleiro da Ordem de Christo, Bacharel formado em Medicina pela Universidade de Coimbra, primeiro Medico do Exercito, Socio da Academia Real das Sciencias de Lisboa, etc. – Foi natural de Lisboa, e m. na flor da edade a 30 de Abril de 1822.
[As] Memorias para a historia da Medicina Lusitana [...] era a primeira serie de um trabalho, que a morte o impediu de proseguir. – Seu sobrinho Alexandre Augusto de Oliveira Soares tractou depois o mesmo assumpto de litteratura medica, e chegou a colligir as especies para a Memoria que apresentou á Academia [...]»

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Dicionário Prático de Comércio



RAUL DÓRIA

Porto, 1914 [aliás, 1917]
Tip. da Escola Prática Comercial Raul Dória
1.ª edição
24,4 cm x 18,3 cm
4 págs. + 816 págs. + 1 desdobrável em extra-texto
profusamente ilustrado
texto impresso a duas colunas
encadernação editorial inteira em tela gravada a ouro e prata na pasta anterior e na lombada, gravação a seco na pasta posterior
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
assinatura de posse de Agostinho Fernandes, futuro editor da Portugália (Lisboa)
60,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Arithmética Prática e Geometria Elementar



ULYSSES MACHADO

Lisboa, s.d.
Typ. a Vapor da Pap. Estêvão Nunes & F.os | Livraria Rodrigues & C.ª
3.ª edição
21,3 cm x 13,5 cm
220 págs.
ilustrado
cartonagem editorial
exemplar manuseado mas aceitável, capas gastas, restauro na lombada; miolo limpo
assinatura de posse e respectivo endereço nas folhas-de-guarda
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Manual de estudo destinado ao ensino primário oficial.

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domingo, maio 12, 2019

Allô! Allô! «Patrão Lopes»



MAURÍCIO DE OLIVEIRA
pref. Fernando Amor Monteiro de Barros

Lisboa, 1939
Parceria António Maria Pereira
1.ª edição
2 volumes (completo)
18,8 cm x 12,3 cm
[116 págs. + XII págs. em extra-texto] + [132 págs. + XXXII págs. em extra-texto]
subtítulo: Uma Epopeia de Salvamentos ou a história de um navio popular
ilustrados
exemplares estimados, restauros na lombada do primeiro volume; miolo limpo
PEÇA DE COLECÇÃO
80,00 eur (IVA e portes incluídos)

Patrão Lopes, navio apresado à Alemanha durante a Primeira Guerra Mundial, veio a salvar inúmeras embarcações ao serviço da Marinha portuguesa. À época, esta embarcação de salvamento era a mais famosa de Portugal. No dia 29 de Fevereiro de 1936, junto do forte do Bugio, acabou afundado ao tentar socorrer um batelão.

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Salsugem


AL BERTO

Lisboa, 1984
Contexto, Editora, Lda.
1.ª edição
21 cm x 14,7 cm
96 págs.
na capa o autor fotografado por Paulo Nozolino
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do mítico livro que, juntamente com O Último Habitante e A Seguir o Deserto, (ambas estas editadas pela frenesi, respectivamente em 1983 e 1984), testemunham o apogeu criativo de um núcleo de acção poética, à época conhecido pelo “bando dos 4”. Tais são, no fundo, os livros que constituem o lastro da, já imensa, primeira abordagem da obra completa de Al Berto – O Medo (também na Contexto, 1987) –, que será depois, em sucessivas retomas editoriais, acrescentada ou limada pelo autor.


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A Seguir o Deserto



AL BERTO
na badana fotografia de Paulo Nozolino

Lisboa, 1984
frenesi
1.ª edição
19 cm x 13 cm
20 págs.
ilustrado
capa impressa em bicromia offset (fotografia) e duas cores directas em zinco-gravura (marca-de-água e lettering)
miolo composto em linotype e impresso sobre papel avergoado cinza
acabamento com dois pontos em arame
exemplar como novo
PEÇA DE COLECÇÃO
210,00 eur (IVA e portes incluídos)

À época, no ano mítico do apagamento global da iniciativa privada dos cidadãos (1984), a mera reprodução de genitália na badana deste caderno suscitou rumores insidiosos e ódios teológicos e políticos. Apesar e contra vagas adversas, os seus 500 exemplares de tiragem circularam rapidamente e foram culturalmente debatidos entre o escol de admiradores que, então, começavam a ver no escritor Al Berto um escritor, e não a figura anedótica da boémia estulta recentemente inventada por um atrevido cineasta.

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sábado, maio 11, 2019

Há Mais Mundos



JOSÉ RÉGIO
capa de João da Câmara Leme

Lisboa, 1962
Portugália Editora
1.ª edição
19,3 cm x 13,3 cm
272 págs.
exemplar estimado; miolo limpo, sublinhados na pág. 58
visto de leitura e posse do editor Agostinho Fernandes na pág. 264
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Eugénio Lisboa, no seu José Régio para a Livraria Tavares Martins (Porto, 1957), diz:
«[...] Da leitura cuidada da sua Obra já vasta [...] se desprende um nobre incitamento à independência do buscar; um convite a que recorra cada um às forças que lhe são próprias; o exemplo de uma coragem que arrostou sempre com a ameaça de uma solidão crescente; a provocação a um estado de tensão interior, de alerta permanente. E também um leal aviso: de esperar que uma crítica invergàvelmente livre e altiva acabe por gelar qualquer fervor menos crítico que aos pés nos venham depor [...].
Com Herculano e António Sérgio, José Régio ficará como um dos mais puros exemplos de independência crítica de que as nossas Letras possam orgulhar-se.»

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sexta-feira, maio 10, 2019

Cabo da Boa Esperança



SEBASTIÃO DA GAMA
capa de Lino António

Lisboa, 1947
Portugália Editora
1.ª edição
19,1 cm x 14 cm
176 págs.
exemplar estimado, pequenos restauros na lombada; miolo limpo
60,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Lição do Tempo



LUIZ-FRANCISCO REBELLO
ilust. Júlio Gil

Lisboa, 1943
[ed. Mocidade Portuguesa]
1.ª edição
24 cm x 19,5 cm
56 págs. + 4 folhas em extra-texto
ilustrado a cor em separado
exemplar estimado; miolo irrepreensível
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Já homem de teatro, Luís Francisco Rebello tinha na altura quase vinte anos de idade e, ao contrário de Paul Nizan, a ele, Rebello, a vida sorria-lhe... Assim é, que veio a ser ele, Rebello, em 1973, presidente da associação única de autores portugueses. Méritos, medalhas, comendas e todo o género de condecorações diversas nunca faltaram a essa conduta exemplar ao serviço, sobretudo, do teatro. Até dramaturgia de “intervenção” ele escreveu!... Mas o Dicionário Cronológico de Autores Portugueses (vol. V), que aqui serve de fonte informativa, não se refere às peças (duas, pelo menos) – oportuno esquecimento – por acaso vencedoras de concursos de teatro da Mocidade Portuguesa...

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A Nação Una



NORTON DE MATOS, general
pref. Egas Moniz e Barbosa de Magalhães

Lisboa, 1953
Paulino Ferreira, Filhos, Lda.
1.ª edição
23,2 cm x 16,6 cm
LVI págs. + 340 págs.
subtítulo: Organização Política e Administrativa dos Territórios do Ultramar Português
exemplar estimado, capas com leves sinais de foxing; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quarta-feira, maio 08, 2019

Os Sindicatos Operários e a Revolução Social



PIERRE BESNARD
trad. Francisco Quintal
capa de Santana

Lisboa, 1931
Grupo Editorial O Argonauta
1.ª edição
19,2 cm x 12,5 cm
320 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Temas Tácticos de Pelotão e Companhia



ROMMEL, marechal
trad. e pref. Pereira da Conceição e Armando Paschoa

Lisboa, 1944
Edições Infantaria
1.ª edição
18,3 cm x 14,2 cm
228 págs. + 1 desdobrável em extra-texto
subtítulo: Temas de combate, de tiro de combate e de quadros, no terreno
ilustrado
exemplar estimado; miolo no geral limpo
sublinhados nas págs. 34-35, 38-41, 47-49 e 52
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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terça-feira, maio 07, 2019

Charneca do Monte Agreste



DOMINGOS CARVALHO
capa e ilust. Figueiredo Sobral

Lisboa, 1959
Edição da Empresa de Publicidade «Seara Nova»
1.ª edição
19,2 cm x 13,7 cm
70 págs.
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo, por abrir
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do conhecido resistente anti-fascista pai do escritor Mário de Carvalho. Apenas três versos podem definir um ideário e uma dicção:
«Na praça,
desembocam quatro ruas.
Ruas negras como a fome dos moradores. […]»
Várias vezes esteve preso Domingos Carvalho (1919-2008), não por aquilo que não fez, mas por aquilo que este país lhe deve. Da página electrónica Antifascistas da Resistência (13 de Novembro, 2015):
«[…] Em 1951 subscreveu a candidatura de Ruy Luís Gomes à Presidência da República. Em 1957 foi candidato da Oposição à Assembleia Nacional. Em 1958 integrou as campanhas eleitorais de Arlindo Vicente e Humberto Delgado. Conhecido e respeitado comerciante da Baixa de Lisboa, nunca deixou de intervir em favor do mutualismo, do associativismo, do cooperativismo e das causas mais generosas. Sócio e activista da Casa do Alentejo, integrou os seus corpos gerentes em vários mandatos. […]»

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Poesia – I, II e III



JOSÉ GOMES FERREIRA
pref. Alexandre Pinheiro Torres


Lisboa, 1962 e 1961
Portugália Editora
2.ª edição (I e II) e 1.ª edição (III)
3 volumes (completo)
20,4 cm x 14,5 cm
[LXVIII págs. + 144 págs.] + 172 págs. + [2 págs. + 180 págs.]
composição manual e impressão na mítica Tipografia Ideal sobre papel avergoado
exemplares estimados, ligeira sujidade nas capas; miolo limpo
CONJUNTO VALORIZADO PELAS DEDICATÓRIAS MANUSCRITAS NOS VOLS. I - II AO POETA ANTÓNIO LUÍS MOITA
75,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunião poética abrangendo a produção do poeta entre 1931 e 1950.

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A Poesia Continua


JOSÉ GOMES FERREIRA
capa de Vitorino Martins

Lisboa, 1981
Moraes Editores
1.ª edição
20,1 cm x 13,9 cm
72 págs.
subtítulo: Velhas e novas circunstanciais
exemplar em bom estado de conservação, sem qualquer sinal de quebra na lombada; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Memória de Elefante


ANTÓNIO LOBO ANTUNES

Lisboa, 1979
Editorial Vega
1.ª edição
20,3 cm x 14,3 cm
152 págs.
exemplar estimado, sem qualquer sinal de quebra na lombada; miolo irrepreensível
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do primeiro livro daquele que veio a tornar-se um escritor nobilitável.

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domingo, maio 05, 2019

Nasci à Beira do Mar



JOSÉ LOUREIRO BOTAS
capa de Joaquim Rebocho

Lisboa, 1959
Portugália Editora
1.ª edição
19,5 cm x 13,5 cm
128 págs. + 1 folha em extra-texto
exemplar estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Frente ao Mar


JOSÉ LOUREIRO BOTAS
capa de Manuel Ribeiro Pavia

Lisboa, s.d. [1944]
Portugália Editora
1.ª edição
19,2 cm x 12,5 cm
160 págs.
subtítulo: Contos e Novelas
exemplar estimado; miolo limpo
dedicatória de posse no ante-rosto
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Escritor da esfera do neo-realismo centrado na vida pobre e dura do povo da vila piscatória Vieira de Leiria. A sua origem de classe, muito modesta, que só um curso nocturno no Ateneu Comercial de Lisboa lhe permitiu valorizar-se, fez dele um “intelectual” autenticamente representante dos explorados e oprimidos.

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Maré Alta



JOSÉ LOUREIRO BOTAS

Lisboa, 1952
Oficinas Gráficas da Tipografia-Escola da Cadeia Penitenciária [ed. do Autor]
1.ª edição
18,6 cm x 12,3 cm
200 págs.
subtítulo: Contos
capa realçada com relevo seco
exemplar n.º 1702 [de tiragem não declarada] com a chancela do autor
em bom estado de conservação; miolo por abrir
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR AO DRAMATURGO ÁLVARO BENAMOR
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Livro Verde | The Green Book



aa.vv.
grafismo de José Teófilo Duarte e Luís Filipe Cunha

Lisboa, 1998
Parque Expo 98, S. A.
1.ª edição
bilingue português – inglês
27,4 cm x 27,4 cm
244 págs.
profusamente ilustrado a cor
impresso sobre papel superior mate
exemplar como novo
70,00 eur (IVA e portes incluídos)

Magnífica publicação de incontornável interesse para o estudo do urbanismo e da arquitectura paisagista na cidade de Lisboa, realizada dando conta do projecto de recuperação de toda a zona hoje designada por Parque das Nações. Obra editada sob a direcção científica de Cristina Castel-Branco e Francisco Castro Rego, conta ainda com textos, entre outros, de António Júlio Emerenciano Estácio, Isabel Caetano Ferreira, Vera Ramos, etc.

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Tareja




MAGNUS BERGSTRÖM

Lisboa, 1944
Edição da Emprêsa Nacional de Publicidade
1.ª edição
19,5 cm x 13,1 cm
264 págs.
subtítulo: “Venusta Regina”
impresso sobre papel avergoado
exemplar muito estimado; miolo limpo, parcialmente por abrir
VALORIZADO PELA EXPRESSIVA DEDICATÓRIA DO AUTOR AO ESCRITOR E JORNALISTA MÁRIO DE FIGUEIREDO
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo o investigador Pedro Almeida Vieira, Magnus Albrecht Bergström, nascido em Cabo Verde no ano de 1890, foi escritor e professor; de «ascendência sueca do lado paterno e portuguesa do lado materno. Tendo vindo ainda criança para Portugal, estudou em Faro, Lisboa e Coimbra, formando-se em Direito na Universidade desta última cidade. Linguista por influência do pai, musicólogo – são importantes as conferências que realizou sobre o ensino da música, sobretudo das holandesa, grega e espanhola –, ficcionista, investigador da história portuguesa e crítico literário, foi durante algum tempo professor na Escola Veiga Beirão, dali passando a director editorial da Empresa Nacional de Publicidade, proprietária do Diário de Notícias, cargo que exerceu até morrer. Colaborou no Diário de Lisboa como crítico literário e musical e foi um dos primeiros directores da Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira. Foi co-autor, com Neves Reis, do mais famoso Prontuário Ortográfico e Guia da Língua Portuguesa, editado em 1955 e que contou já com mais de quatro dezenas de edições. Para além de diversos ensaios, escreveu também três obras de ficção: os livros de contos Coitas de Amor (1937) e Alcovas de Antano (1942), e o romance Tareja, Venusta Regina (1944).»

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L’Impudique Poursuite



HERMANO NEVES

Paris, 1969
Pierre Jean Oswald
1.ª edição
texto em francês
18 cm x 13 cm
40 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
37,00 eur (IVA e portes incluídos)

Convém não confundir com o homónimo, jornalista republicano, nascido em 1884 e falecido em 1929. O vertente nasceu em 1932. Segundo Maria Luzia Fouto Prates: «[…] Maria Lamas refere o caso de Hermano Neves [familiar do jornalista Mário Neves], médico, especialista em dermatologia, que, segundo ela depois de se ter separado da mulher, foi para Paris, onde enlouqueceu, vendo-se forçado a abandonar a carreira. […]» (Fonte: Maria Lamas (1893-1983) – Uma Participante na História da Mentalidade Feminina, dissertação académica, Universidade Nova, Lisboa 2010)

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L’Important C’Est Aimer



HERMANO NEVES
ilust. Armindo dos Santos
grafismo de Gastão Bernardes

Paris, 1969
Pierre Jean Oswald éditeur
1.ª edição
texto em francês
18 cm x 13 cm
40 págs.
ilustrado
exemplar estimado; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
37,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Poèmes Clandestins



HERMANO NEVES
pref. Oriel Markham

Paris, 1967
Pierre Jean Oswald
1.ª edição
texto em francês
18 cm x 13 cm
160 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA SENTIDA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
37,00 eur (IVA e portes incluídos)

O prefácio de Oriel Markham é particularmente informativo acerca deste poeta.

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sábado, maio 04, 2019

Diário de Peniche



HENRIQUE GALVÃO
pref. Vasco da Gama Fernandes
capa de J. Ribeiro

Lisboa, s.d. [1975, seg. BNP]
Livraria Popular de Francisco Franco
s.i. [1.ª edição]
21 cm x 14,8 cm
128 págs.
exemplar estimado; miolo irrepreensível
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Documento pungente redigido circa 1953-1959, durante o período em que Henrique Galvão (1895-1970) esteve preso na fortaleza.

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O Império


HENRIQUE GALVÃO

Lisboa, s.d. [Verão de 1939]
Edições SPN
1.ª edição
20 cm x 14,8 cm
56 págs.
acabamento com um ponto em arame
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

De forma muito resumida, faz Galvão o inventário da administração colonial, quer do território, quer da população, quer das riquezas disponíveis, as naturais e as indústrias criadas pelo homem. Galvão ainda era, então, um agente do Estado Novo, ainda não tinha entrado em rota de colisão com Salazar. O fomento económico é uma das suas preocupações, e ele deixa deste a caracterização necessária, ou (conforme o ponto de vista) o apontamento daquilo que pode ser considerado como a maior debilidade de Portugal perante a imensidão de território que teve que administrar:
«[...] O critério português em matéria de apetrechamento económico das colónias não se filia no mesmo espírito que nos últimos anos elaborou grandes planos (aliás irrealizados ou inacabados) de valorização maciça dos territórios coloniais [...].
A forma da nossa política de apetrechamento não está na intensidade ou grandeza com que se ocuparam os pontos estratégicos da economia de cada colónia, mas sim na qualidade e na extensão da ocupação.
Desta forma não construiremos cidades grandiosas, nem portos ultra-perfeitos, nem sociedades cosmopolitas – mas construiremos uma ocupação densa, de malhas apertadas, homogénea, capaz de abranger todos os territórios e de levar os agentes portugueses de civilização dos povos nativos a tôda a parte [...].»
Mas, de facto, os únicos “agentes de civilização dos povos nativos” que Salazar conseguiu insinuar por toda a parte, foram os agentes policiais e militares, as sombras à escuta da vida pública e da vida privada... O que nem lhe serviu para evitar o curso natural da libertação dos povos!

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sexta-feira, maio 03, 2019

Quarenta Anos de Vida Literária e Política



ANTÓNIO JOSÉ DE ALMEIDA
prefs. Caetano Gonçalves, Joaquim de Carvalho e Hernâni Cidade

Lisboa, 1933-1934
J. Rodrigues & C.ª
1.ª edição
4 vols. (completo)
19,5 cm x 13 cm
[320 págs. + 5 folhas em extra-texto] + [XX págs. + 336 págs. + 3 folhas em extra-texto] + [XXIV págs. + 292 págs. + 4 folhas em extra-texto] + [332 págs. + 5 folhas em extra-texto]
ilustrado em separado
exemplares muito estimados; miolo limpo
edição autenticada pelo carimbo da esposa do então já falecido ex-presidente da República: M. J. d’Almeida [Maria Joana Perdigão Queiroga de Almeida]
70,00 eur (IVA e portes incluídos)

Destacado presidente durante a I República, a vertente obra reúne intervenções suas deixadas em periódicos ao longo da sua carreira cívica, assim como alguns dos seus discursos de referência.

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