MANUEL ALEGRE
na sobrecapa fotografia de Eduardo Gageiro
[Porto], 1967
Nova Realidade [Edição do Autor]
1.ª edição
209 mm x 122 mm
152 págs.
capa em cartolina preta não impressa e com sobrecapa
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
70,00 eur (IVA e portes incluídos)
Deste livro pode dizer-se que as armas estavam em boas mãos. A única
apreciação, nada literária, que o regime fascista dele fez resume-se a uma
folha de Almaço azul timbrada Polícia Internacional e de Defesa do Estado, que
se encontra na Torre do Tombo (ver
Livros
Proibidos no Estado Novo, Assembleia da República, Lisboa, 2005), em cuja
primeira página reza assim o agente da autoridade:
«Superiormente encarregado de contactar com [...], residente na [...], mãe de
Manuel Alegre, autor do livro intitulado “O Canto e as Armas”, o qual se
encontra proibido de circular no País, a fim de se saber qual o destino que deu
a 5.000 exemplares do livro referido, impresso na Tipografia Camões, na Póvoa
de Varzim, cumpre-me informar V. Ex.ª o seguinte:
Na verdade, a referenciada mandou imprimir na Tipografia Camões, na Póvoa de
Varzim, 2.000 exemplares do livro intitulado “O Canto e as Armas” e não 5.000.
No espaço de seis dias todos os exemplares foram esgotados, na sua maioria
distribuidos a livrarias desta cidade.
Quis ainda esclarecer que de várias partes têm surgido pedidos, o que lamenta
não poder satisfazer.
Dada a sua condição de mulher, que não abdica dos seus princípios democráticos
e consequentemente da defesa da “liberdade”, tomou a iniciativa de mandar
imprimir o citado livro, com algumas alterações de acordo com o filho,
tendo-se, para o efeito, deslocado em automóvel a várias partes na companhia de
um indivíduo que não divulgou o nome, dado que seu marido, por princípio, não
gosta de se meter em tais assuntos, embora respeite as “ideias” do filho.
[...]»
pedidos para:
pcd.frenesi@gmail.com
telemóvel: 919 746 089 [chamada para rede móvel nacional]