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segunda-feira, janeiro 26, 2026

Afinidades – Revista de Cultura Luso-Francesa




Faro (até ao n.º 3) e Lisboa (segs.), Setembro de 1942 a Outubro / Novembro de 1946
dir. Francisco Fernandes Lopes; ed. João Romualdo Mascarenhas; red. Lionel de Roulet (até ao n.º 14-15) e Allex Lyoudi e Vasco Vidal (segs.)
20 números em 16 brochuras (colecção completa)
247 mm x 176 mm (estojo)
[96 págs. + 4 págs. em extra-texto] + [96 págs. + 6 págs. em extra-texto] + [96 págs. + 4 págs. em extra-texto + 16 págs. (anunciantes)] + [98 págs. + 4 folhas em extra-texto + 14 págs. (anunciantes)] + [2 págs. + 1 encarte impresso frente e verso + 104 págs. + 6 págs. em extra-texto + 22 págs. (anunciantes)] + [1 encarte impresso frente e verso + 106 págs. + 4 págs. em extra-texto + 18 págs. (anunciantes)] + [114 págs. + 14 págs. (anunciantes)] + [1 tarjeta impressa a cor com a bandeira francesa + 104 págs. + 6 págs. em extra-texto + 16 págs. (anunciantes)] + [65 págs. + 4 págs. em extra-texto + 7 págs. (anunciantes)] + [78 págs. + 4 págs. em extra-texto + 10 págs. (anunciantes)] + [82 págs. + 2 págs. em extra-texto + 6 págs. (anunciantes) + 1 encarte] + [96 págs. + 2 págs. em extra-texto + 8 págs. (anunciantes)] + [104 págs. + 1 folha em extra-texto + 4 págs. (anunciantes)] + [88 págs. + 2 folhas em extra-texto + 4 págs. (anunciantes)] + [86 págs. + 3 folhas em extra-texto, uma das quais com 1 cromo colado + 6 págs. (anunciantes)] + [106 págs. + 8 págs. em extra-texto + 6 págs. (anunciantes)]
ilustrados
compostos manualmente, com ilustrações em zincogravura
exemplares em bom estado de conservação, acondicionados em estojo próprio de confecção moderna recente; miolo limpo, por abrir do n.º 6 ao n.º 14-15
assinatura de posse na capa do n.º 5
PEÇA DE COLECÇÃO
290,00 eur (IVA e portes incluídos)

Periódico da resistência intelectual à ocupação nazi na Europa, que a comunidade francesa soube manter em Portugal apesar do autoritarismo do Estado Novo. Autores portugueses aí colaboraram; entre muitos outros, destaque para Abel Salazar, Fidelino de Figueiredo, Guilherme de Castilho, Jaime Brasil, João Gaspar Simões, Joel Serrão, José Cardoso Pires, Mário Dionísio, Adolfo Casais Monteiro, Agostinho da Silva, Eduardo Scarlatti, Jaime Salazar Sampaio, João Pedro de Andrade, Luiz Pacheco, Manuel Campos Lima, Manuel da Fonseca, Roberto Nobre, Tomás Kim, etc., etc.
O escritor Luiz Pacheco recorda no seu Diário Selvagem (ver João Pedro George, Puta Que os Pariu! – A Biografia de Luiz Pacheco, Tinta da China, Lisboa, 2011) esses dias em que, como escritor, se iniciava nas lides:
«[...] celebrado o armistício, a França ficou dividida em duas partes. A zona ocupada e a dita zona livre, o Governo de Vichy, o Pétain, o Laval. Pois bem: a grande cagança dos Franceses no seu predomínio cultural levou-os a querer manter o nome da França em todo o Mundo servindo-se aliás de escritores que tinham fugido aos nazis. E eram, resumidamente: Breton na América, Péret no México, Bernanos no Brasil, dos que sei e lembro.
Num país neutral, que servia de porta de fuga aos refugiados, Portugal (que para alguma coisa tem de servir), a França estabeleceu em Lisboa duas bases, e foi com estas que eu sem saber de nada aprendi alguma coisa, na tentativa de começar a revelar os meus “espantosos” dotes literários. A saber: uma revista de cultura luso-francesa, Afinidades, e um quinzenário, O Globo, entre magazine e suplemento cultural. Ora não havia ao tempo muito que ler em Lisboa e eu lia ou procurava ler tudo. Conheci O Globo, era barato, e fui lá oferecer-me para colaborar (tinha feito o mesmo no Diário Popular, mas a recepção, aliás benevolente, do Ramiro Valadão, intimidou-me). E descobri então que O Globo e Afinidades giravam na órbita de um sujeito, Lionel de Roulet, marido de uma Hélène de Beauvoir, irmã da Simone, que o Roulet era membro da Resistência, isto é, tinha contactos, e no Instituto Francês, então na rua das Praças, regia um Pierre Hourcade, um arranjista perto da Presença, colaborador e amigalhaço, tipo de bagagem literária e forte sacana.
Com artiguinhos de minha lavra, metendo ao barulho tipos amigos, o Pires, o Salazar Sampaio, o Mário Dionísio, o Joly [Braga Santos], eu ia trabalhando nos dois órgãos, onde mandava na parte portuguesa o Vasco Vidal, tipo simpático, amigo da malta nova. [...]»

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telemóvel: 919 746 089 [chamada para rede móvel nacional]

domingo, janeiro 05, 2025

Clarão Vermelho

 

RODRIGO RODRIGUES DOS SANTOS
pref. Abel Salazar

Anadia, 1936
Tipografia Comercial
3.ª edição
194 mm x 132 mm
202 págs. + 1 folha em extra-texto
subtítulo: Poemas sociais
ilustrado com a reprodução fotográfica da presença do autor numa homenagem ao democrata José Falcão, a 21 de Maio de 1933, manifestação pública em que «os gravatas vermelhas fizeram sentir aos camisas azuis a sua fôrça indómita»
exemplar estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
35,00 eur (IVA e portes incluídos)


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domingo, outubro 22, 2023

Abel Salazar


ALBERTO SAAVEDRA

Porto, 1956
Araujo & Sobrinho, Sucrs.
1.ª edição
25 cm x 18 cm
8 págs. + 1 folha em extra-texto + 1 encarte
subtítulo: Palavras pronunciadas na casa-museu de Abel Salazar, em 22 de Janeiro de 1950
ilustrado
corte da capa serrilhado
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Alberto Saavedra (1895-1979), reconhecido obstetra nortenho, deixou vasta obra escrita mais com interesse para a medicina do que para as artes. Neste particular, os trabalhos do grupo da Portucale: Revista ilustrada da cultura literária, scientífica e artística, fundada em 1928 e dirigida por Augusto Martins, Cláudio Basto e Pedro Vitorino, constituíram um dos seus principais interesses. Homem culto, democrata e cristão, foi, em 1951, mandatário da candidatura do almirante Quintão Meireles à presidência da República. Presidiu o Rotary-Clube do Porto e a Sociedade Divulgadora da Casa-Museu Abel Salazar.

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A Personalidade Artística de Abel Salazar


ADRIANO DE GUSMÃO

Porto, 1948
Fundação Abel Salazar
1.ª edição
19,1 cm x 12,5 cm
32 págs. + 2 folhas em extra-texto
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Na Abertura da Exposição Postuma de Abel Salazar


JÚLIO POMAR

Porto, 1948
Fundação Abel Salazar
1.ª edição
19 cm x 12,2 cm
16 págs.
composto manualmente em Elzevir
exemplar estimado; miolo limpo
37,00 eur (IVA e portes incluídos)

Texto de uma conferência, em que o pintor Júlio Pomar vem em defesa do pintor Abel Salazar, sendo ambos resistentes antifascistas... o que não é dizer pouco. A título de exemplo, uma veemente passagem desse discurso:
«[...] Não admira, pois, que a obra plástica de Abel Salazar não tenha achado bitola que a julgue, isto é: que ela tenha aparecido aos olhos da generalidade dos que em Portugal dizem fazer arte como uma mensagem estranha à qual não servem os clichés que é de uso trazer no bolso, prontos a aplicar a qualquer um. A verdade é que não se perdoou ainda a Abel Salazar o ter pintado ou martelado cobres; a verdade é que, em nome sei lá de que purismos esteticistas, se excomungaram e se excomungam ainda as revelações violentas que Abel Salazar nos deixou.
Invoca-se muito aquilo a que chamam “o seu amadorismo”; apontam-se a dedo as “insuficiências” do seu desenho, fala-se da “indecisão” dos seus volumes, acusa-se de “expediente fácil” o desenvolver de certas formas, que o ritmo dos veios do contraplacado parecem comandar. É caso para dizer que nunca as lunetas do amador de arte (às vezes tão esquecidas) andaram tanto em bolandas – e nunca a crítica ficou tão longe ou passou tão fora da obra criticada. Onde nasce o erro? Eu creio que se aplicou uma tabela que serviria, quando muito, para classificar pequenos artífices mais ou menos desinteressados do fluir da vida (ou interessados apenas em si mesmos), para medir um homem que se exprimia livremente, desrespeitando todas as relações de família ou compromissos de escola. [...]»
Da arte pictórica de Abel Salazar, pode com justeza dizer-se que antecipou em Portugal quer o olhar sobre os temas sociais, quer o formalismo neo-realistas.

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Paris em 1934

 

ABEL SALAZAR

Porto, 1938
Tipografia Civilização
1.ª edição
190 mm x 122 mm
2 págs. + 394 págs.
exemplar estimado, restauro na lombada; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA (NÃO ASSINADA) DO AUTOR
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quarta-feira, maio 11, 2022

Um Estio na Alemanha


ABEL SALAZAR

Coimbra, s.d. [1944]
Editorial Nobel
[1.ª edição]
193 mm x 123 mm
292 págs.
exemplar envelhecido pelo tempo mas estimado
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro de observações de viagem daquele que foi um dos nossos pioneiros na investigação histológica e na embriologia. Tendo exercido o ensino na Faculdade de Medicina do Porto, acabou, em 1935 e por razões políticas, «[...] afastado da sua cátedra e do seu laboratório, sem mesmo poder frequentar a biblioteca, nem ausentar-se do País (Portaria de 5 de Junho, em que foram expulsos também outros professores universitários como Aurélio Quintanilha, Manuel Rodrigues Lapa, Sílvio Lima e Norton de Matos, etc.). [...]» (ver Maria Luísa Garcia Fernandes, Figuras da Cultura Portuguesa: Abel Salazar, Instituto Camões, documento electrónico).

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Uma Primavera em Itália



ABEL SALAZAR
ilust. Luís de Pina

Lisboa, 1934
Nunes de Carvalho Editor
1.ª edição
2 x [192 mm x 124 mm]
200 págs. + 24 págs.
subtítulo: [b] Folha separata do 1.º volume
[b] acabamento com um ponto em arame
exemplares estimados; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

O voluminho [b] é uma espécie de folheto editorial promovendo, em geral, a colecção que se iniciava com Abel Salazar, e, em particular, enaltecendo a obra deste autor.

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segunda-feira, julho 12, 2021

Paris em 1934

 

ABEL SALAZAR

Coimbra, 1943
Editorial Nobel
2.ª edição
196 mm x 131 mm
360 págs.
exemplar estimado; miolo limpo, parcialmente por abrir
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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terça-feira, agosto 06, 2019

Ídolos, Homens & Bêstas


BRAZ BURITY [JOAQUIM MADUREIRA]
ilust. Abel Salazar

Porto, 1931
Edição de Maranus
1.ª edição
2 fascículos (completo)
25,4 cm x 17,1 cm
132 págs. (num. contínua) + 1 encarte no fascículo II
subtítulo: Depoimentos e impressões sôbre as gentes e as coisas da terra portuguesa: I – Fialho de Almeida; II – Columbano-Figueiredo & C.ª, L.da
ilustrados
exemplares estimados, restauros pontuais nas capas; miolo limpo
ostentam ambos no verso da capa o ex-libris do conhecido bibliófilo e ex-librista Aulo-Gélio Severino Godinho
50,00 eur (IVA e portes incluídos)


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domingo, janeiro 06, 2019

A Socialização da Ciência


ABEL SALAZAR, Prof. Dr.

Lisboa, 1933
Editorial Liberdade
1.ª edição
18,4 cm x 13,1 cm
32 págs.
acabamento com um ponto em arame e capa a revestir
exemplar muito estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Conferência realizada na Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto na sessão comemorativa do centenário da Biblioteca Municipal da cidade invicta.

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A Crise da Europa



ABEL SALAZAR

Lisboa, 1942
Edições Cosmos
1.ª edição
19,3 cm x 13,5 cm
144 págs.
é o n.º 31 da prestigiada colecção Biblioteca Cosmos dirigida por Bento de Jesus Caraça
composto manualmente em Elzevir
exemplar estimado, papel com sinais de forte oxidação; miolo limpo, por abrir
20,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Trata-se de uma “história” dos grandes e alargados fluxos da evolução da Grécia antiga e da Roma antiga para o que na altura (anos 40 do século XX) era o conjunto das nações europeia, ou Europa. Brevíssima, mas excelente, reflexão pluridisciplinar.

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