sexta-feira, setembro 23, 2016

Os Povos do Império Português


J. A. PIRES DE LIMA

Porto, 1938
Livraria Civilização
1.ª edição
19,7 cm x 13,1 cm
208 págs.
subtítulo: Estudos Antropológicos
exemplar estimado, pequenas falhas de papel e sujidade na lombada; miolo limpo, por abrir
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de um estudo da morfologia dos crânios humanos de diversas proveniências do império colonial português, levado a cabo pelo então director do Instituto de Anatomia da Faculdade de Medicina do Porto, Joaquim Alberto Pires de Lima (1877-1959).

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Navegação de Paz e de Glória



DUTRA FARIA
pref. do cardeal patriarca de Lisboa, Dom Manuel II

Lisboa, 1945
Agência Geral das Colónias
1.ª edição
22,7 cm x 16,2 cm
8 págs. + 168 págs. + 4 folhas em extra-texto
ilustrado em separado
impresso sobre papel avergoado, gravuras sobre couché
exemplar estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Relato da viagem que, na altura, fez o cardeal patriarca de Lisboa às colónias portuguesas.

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segunda-feira, setembro 19, 2016

Nova Largada


AUGUSTO CASIMIRO
capa de Tagarro

Lisboa,1929
Tip. da «Seara Nova» [edição do Autor]
1.ª edição
19,2 cm x 13,1 cm
240 págs.
subtítulo: Romance de África
exemplar estimado, pequeno risco na capa; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Augusto Casimiro (1889-1967), amigo próximo de Raul Brandão e familiar de Jaime Cortesão, chegou a ser director da revista Seara Nova (1961 a 1967). Todavia, a sua perspectiva, neste romance, insere-se naquilo que, ao contrário da literatura africana de expressão portuguesa, Manuel Ferreira identifica como: «a literatura colonial, define-se essencialmente pelo facto de o centro do universo narrativo ou poético se vincular ao homem europeu e não ao homem africano. No contexto da literatura colonial, por décadas exaltada, o homem negro aparece como que por acidente, por vezes visto paternalisticamente e, quando tal acontece, é já um avanço, porque a norma é a sua animalização ou coisificação. O branco é elevado à categoria de herói mítico, o desbravador das terras inóspitas, o portador de uma cultura superior. [...]: “Fiel aos nossos deveres de dominador, grata ao nosso orgulho, útil às populações”, escrevia um homem anti-fascista, Augusto Casimiro (Nova largada, 1929). Predominavam, então, as ideias da inferioridade do homem negro [...]» (Fonte: Literaturas Africanas de Expressão Portuguesa, vol. 1, Instituto de Cultura Portuguesa, Lisboa, 1977)

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domingo, setembro 18, 2016

A Morte Sem Mestre


HERBERTO HELDER

Porto, 2014
Porto Editora
1.ª edição
20,7 cm x 14,7 cm
64 págs. + 1 CD
encadernação editorial com sobrecapa
exemplar como novo (selado)
160,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do livro de estreia de Herberto Helder (1930-2015) num grande empório editorial. Mas é também o começo da despedida do poeta, que falecerá menos de um ano depois. Afortunadamente, alguém teve o bom senso de registar em suporte digital a sua magnífica voz a ler cinco destes últimos poemas, entre os quais o pungente «a última bilha de gás durou dois meses e três dias», o que só veio enriquecer esta edição.

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Servidões


HERBERTO HELDER
capa de Ilda David’

Lisboa, 2013
Assírio & Alvim
1.ª edição
20,6 cm x 14,7 cm
128 págs.
cartonagem editorial
exemplar como novo
200,00 eur (IVA e portes incluídos)

«disseram: mande um poema para a revista onde colaboram todos
e eu respondi: mando se não colaborar ninguém, porque
nada se reparte: ou se devora tudo
ou não se toca em nada,
morre-se mil vezes de uma só morte ou
uma só vez das mortes todas juntas:
só colaboro na minha morte:
e eles entenderam tudo, e pensaram: que este não colabore nunca,
que o demónio o leve, e foram-se,
e eu fiquei contente de nada e de ninguém,
e vim logo escrever este, o mais curto possível, e depressa, e
vazio poema de sentido e de endereço e
de razão deveras,
só porque sim, isto é: só porque não agora»

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Ou o Poema Contínuo


HERBERTO HELDER
capa sobre pintura de Goya

Lisboa, 2001
Assírio & Alvim
1.ª edição
21,1 cm x 15,1 cm
128 págs.
subtítulo: Súmula
cartonagem editorial
exemplar como novo, pequena esfoladela na capa
180,00 eur (IVA e portes incluídos)

O poeta inicia o século XXI com uma síntese fina da sua obra completa, dando-no-la a ler de novo, agora no osso da sua longa arquitectura.

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quinta-feira, setembro 15, 2016

Mar Me Quer


MIA COUTO
ilust. e grafismo de Luís Filipe Cunha

Lisboa, 1997
Expo’98
1.ª edição
14 cm x 10,5 cm
88 págs.
impresso a azul
exemplar como novo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Fonte de Amores


CELESTINO GOMES
capa de Cândido Costa Pinto

Montijo, s.d. [1940]
Oficinas da «Gazeta do Sul»
1.ª edição
19,2 cm x 12,2 cm
120 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
discreta assinatura de posse no ante-rosto
ostenta no ante-rosto o carimbo «Gazeta do Sul | Vultos Célebres | das letras portuguesas – Concurso do Natal de 1945»
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Modernos Artistas Portugueses – Carlos Aguiar


CELESTINO GOMES

s.l., 1939
Edições Momento
1.ª edição
21,3 cm x 16,6 cm
16 págs. (texto) + 16 págs. (imagens)
dois cadernos encasados sem costura
exemplar estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Expressão Meta-Cromática na Pintura de Eduardo Malta


CELESTINO GOMES

Lisboa, 1937
Editorial “Inquérito”
1.ª edição
21,2 cm x 16,4 cm
60 págs.
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar estiamdo, discreto restauro no bordo interior da capa; miolo limpo
assinatura de posse na pág. 11
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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segunda-feira, setembro 12, 2016

Coordenada – Cadernos de Convívio


Porto, Outubro de 1958 e Abril de 1959
coord. Agostinho de Castro, Flávio Ferreira, Jorge Araújo, José Augusto Seabra e Carlos Porto
1.ª edição [única]
2 números (completo)
20,2 cm x 14,2 cm
2 x 96 págs.
exemplares muito estimados; miolo irrepreensível
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Para além de Carlos Porto e de José Augusto Seabra, a revista, na sua breve existência, à força de polícia política e intimações dos serviços de censura, ainda teve a oportunidade de dar a conhecer nomes como, entre outros, os de António Cabral, Orlando Neves, Liberto Cruz, Casimiro de Brito, Manuel Ferreira, etc. Especial destaque é de dar a duas longas entrevistas, uma por cada fascículo, no primeiro a José Régio, no segundo a Marcelo Caetano, esta última assumindo um tom áspero entre as partes.

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Em Busca do Teatro Perdido


CARLOS PORTO
capa de Isabel Laginhas
ilust. Granville
grafismo de Júlio Navarro

Lisboa, 1973
Plátano Editora, S.A.R.L.
1.ª edição
2 volumes (completo)
20,5 cm x 14,1 cm
288 págs. + 312 págs.
subtítulo: 1958-1971
exemplares muito estimados; miolo irrepreensível
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Carlos Porto, pseudónimo de José Carlos da Silva Castro (1930-2008), por muitos apreciado, menos pela sua ligação à crítica teatral do que à actividade como livreiro – a ele se deve a fundação de um dos mais emblemáticos bastiões de resistência ao fascismo: a Livraria Opinião, mas já antes também as livrarias Divulgação –, reúne nestes volumes o essencial do seu gosto por uma dramaturgia brechtiana, acentuadamente militante. Artigos que, ao correr do tempo, foi deixando por jornais e revistas vigiados pelos serviços da censura, e que aqui tentavam respirar libertos dos habituais cortes.

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quinta-feira, setembro 08, 2016

Roteiro em que se contem a viagem que fizeram os Portuguezes no anno de 1541, partindo da nobre cidade de Goa atee Soez, que he no fim, e stremidade do Mar Roxo. Com o sitio, e pintura de todo o syno Arabico



DOM IOAM DE CASTRO

Paris, 1833
Baudry e Theoph. Barrois o Moço, Mercadores de Livros
1.ª edição
22 cm x 13,8 cm
4 págs. + liv págs. + X págs. + 336 págs. + 2 folhas em extra-texto (retratos de D. João de Castro e de D. Estêvão da Gama) + 1 desdobrável em extra-texto
subtítulo: Tirado a luz pela primeira vez do manuscrito original, e acrescentado com o Itinerarium Maris Rubri, e o retrato do author, etc., etc. pelo Doutor Antonio Nunes de Carvalho, da cidade de Vizeu, professor de philosophia rac. e moral, e de jurisprudencia civil na Universidade de Coimbra. À custa de huma sociedade de portuguezes.
encadernação coeva em meia-francesa com gravação a ouro na lombada
aparado e carminado no corte das folhas, sem capas de brochura
exemplar em bom estado de conservação, fêsto anterior fragilizado; miolo limpo, papel sonante
valorizado pela dedicatória manuscrita na folha de protecção da guarda: «Ao Ill.mo Snr. Nuno Barboza de Figd. Offerta do Editor»
PEÇA DE COLECÇÃO
720,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Relação do Novo Caminho Que Fez por Terra e Mar Vindo da Índia para Portugal no Ano de 1663


MANUEL GODINHO, padre
pref. e notas de A. Machado Guerreiro

Lisboa, 1974
Imprensa Nacional – Casa da Moeda
4.ª edição
22,1 cm x 14 cm
XXXII págs. + 298 págs.
encadernação editorial inteira em tela com elegante gravação a ouro na pasta anterior e na lombada, sobrecapa polícroma
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Vocabulário Ortográfico e Remissivo da Língua Portuguesa


A. R. GONÇALVES VIANA

Paris – Lisboa / Rio de Janeiro – São Paulo – Belo Horizonte, 1912
Aillaud, Alves & C.ia / Francisco Alves & C.ia
[1.ª edição]
19,1 cm x 13,3 cm
652 págs.
subtítulo: Contendo cêrca de 100.000 vocábulos, conforme a ortografia oficial
encadernação da época inteira em pele com gravação a ouro na pasta anterior e na lombada
aparado e dourado somente à cabeça
conserva as capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Vocabulário em conformidade com as resoluções da Comissão da Reforma Ortográfica aprovadas superiormente em 1911, de que Aniceto dos Reis Gonçalves Viana (1840-1914) foi relator.

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Apostilas aos Dicionários Portugueses


A. R. GONÇÁLVEZ VIANA

Lisboa, 1906
Livraria Clássica Editora – A. M. Teixeira & C.ª
[1.ª edição]
2 tomos (completo)
22,5 cm x 15,8 cm
[XVI págs. + 560 págs.] + [4 págs. + 600 págs.]
exemplares estimados, capas com falhas e restauros; miolo limpo, por abrir o segundo tomo
80,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Bases para a Unificação da Ortografia Que Deve Ser Adoptada nas Escolas e Publicações Oficiais


MINISTÉRIO DO INTERIOR – DIRECÇÃO GERAL DE INSTRUÇÃO SECUNDÁRIA, SUPERIOR E ESPECIAL

Lisboa, 1911
Imprensa Nacional
1.ª edição
22,3 cm x 13,9 cm
52 págs.
subtítulo: Relatório da Comissão Nomeada por Portaria de 15 de Fevereiro de 1911 Novamente Revisto pelo Relator
exemplar estimado, com pequenas falhas de papel na capa; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Chave dos Dicionários


ANTÓNIO PEIXOTO DO AMARAL

Porto, 1892
Livraria Portuense de Lopes & C.ª – Editores
[1.ª edição]
20,2 cm x 13,8 cm
4 págs. + IV págs. + 168 págs.
subtítulo: Por meio da qual se podem procurar tôdas as palavras nos Dicionários; e se obtem a ortografia dos vocábulos em tôdas as línguas. Segundo o plano de P. Boissière. Adaptada à índole e usos nacionais
cartonagem editorial
exemplar estimado; miolo limpo
ostenta colado no ante-rosto o ex-libris de José Coelho
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Considerações Sobre a Ortographia Portugueza [junto com] Colèção de Estudos e Documentos a Favor da Refórma da Ortografia em Sentido Sónico



JOZÉ BARBÓZA LEÃO *, dr. cirurjião da brigada do Ezército

Porto / Lisboa, 1875 / 1878
Typographia de Antonio José da Silva Teixeira (Cancela Velha) / Imprensa Nacional
1.ª edição (ambos)
[22 cm x 14,5 cm] + [22,9 cm x 14,7 cm]
72 págs. + [8 págs. + 152 págs.]
subtítulo da primeira brochura: Memoria offerecida ao Ill.mo e Exc.mo Snr. Conselheiro Antonio Rodrigues Sampaio, Ministro e Secretario d’Estado dos Negocios do Reino
exemplares estimados, ambos com restauros toscos nas capas; miolo limpo
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

* A primeira brochura é uma publicação anónima [por ***] cujo autor se identifica na segunda.

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terça-feira, setembro 06, 2016

Banhos de Caldas e Aguas Mineraes


RAMALHO ORTIGÃO
pref. Julio Cesar Machado
ilust. Emílio Pimentel

Porto, 1875
Livraria Universal de Magalhães & Moniz – Editores
1.ª edição
23 cm x 15,5 cm
142 págs. + 12 folhas em extra-texto (gravuras)
profusamente ilustrado no corpo do texto e em separado
impresso sobre papel superior
exemplar estimado; miolo limpo, acentuado foxing nalgumas folhas, parcialmente por abrir
95,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Hollanda


RAMALHO ORTIGÃO

Lisboa, 1924
Parceria Antonio Maria Pereira
7.ª edição
24 cm x 17,3 cm
368 págs. + 2 folhas em extra-texto
profusamente ilustrado a negro no corpo do texto
encadernação editorial inteira em tela gravada a negro e ouro em ambas as pastas e na lombada
exemplar muito estimado; miolo limpo
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Interessante edição de um texto originalmente publicado em 1885, agora enriquecido ilustrações.

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A Hollanda


RAMALHO ORTIGÃO

Porto, 1885
Magalhães & Moniz – Editores
1.ª edição
24,3 cm x 18,3 cm
2 págs. + XIV págs. + 360 págs.
encadernação editorial inteira em tela gravada a ouro na pasta anterior e na lombada
exemplar estimado; miolo limpo
60,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Uma Campanha Alegre


EÇA DE QUEIROZ
retrato desenhado por António Carneiro

Porto, 1933
Livraria Lello, Limitada – Editora
2.ª edição (conforme a de 1890)
2 volumes (completo)
18,3 cm x 12,1 cm
[X págs. + 426 págs. + 1 folha em extra-texto] + 312 págs.
subtítulo: Das Farpas
encadernação editorial em tela encerada com ferros a ouro e relevo seco nas pastas e nas lombadas, folhas-de-guarda impressas
exemplares em muio bom estado de conservação; miolo irrepreensível
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz o Autor na Advertência:
«[...] As paginas d’este livro são aquellas com que outr’ora concorri para as Farpas, quando Ramalho Ortigão e eu, convencidos, como o Poeta, que a tolice tem cabeça de toiro, decidimos farpear até á morte a alimaria pesada e temerosa. Quem era eu, que força ou razão superior recebera dos deuses, para assim me estabelecer na minha terra em justiceiro destruidor de monstros?... A mocidade tem d’estas esplendidas confianças; só por amar a Verdade imagina que a possue; e, magnificamente certa da sua infalibilidade, anceia por investir contra tudo o que diverge do seu ideal, e que ella portanto considera Erro, irremissivel Erro, fadado á exterminação. Assim foi que, chegando da Universidade com o meu Proudhon mal lido debaixo do braço, me apressei a gritar na cidade em que entrava – Morte á tolice! E desde então, á ilharga de Ramalho Ortigão, não cessei durante dois annos de arremessar farpas, uma após outra, para todos os lados onde suppunha entrever o escuro cachaço taurino. Não me recordo se acertava; sem duvida muitos ferros se embotaram nas lages; mas cada arremêsso era governado por um impulso puro da intelligencia ou do coração. [...]»

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segunda-feira, setembro 05, 2016

Historia Geral dos Adágios Portugueses



LADISLAU BATALHA
estudo preambular de Agostinho Fortes

Paris – Lisboa, 1924
Livrarias Aillaud e Bertrand
1.ª edição
18,8 cm x 12,2 cm
328 págs.
composto manualmente
encadernação em meia-inglesa gravada a ouro na lombada
não aparado, sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
discreta assinatura de posse no rosto
30,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Do texto introdutório de Agostinho Fortes:
«[...] O adágio dum povo é, sem dúvida, o mais rico e instrutivo repositório de toda a evolução desse mesmo povo nas múltiplas modalidades da sua actividade colectiva. No adágio se reunem todos os conhecimentos que a experiência da vida impôs; nele se refletem todas as concepções que o povo criou àcêrca do que mais vivamente o interessa, quer em ensinamentos práticos, quer em preceitos éticos que lhe regulem os actos; nêle reside o tesouro que as gerações, umas às outras, vão transmitindo como pecúlio próprio e caracteristicamente etnográfico. O adágio, na simplicidade da expressão, no sintético do conceito e, muitas vezes, na fina sátira e delicada crítica que encerra, é a, porventura, mais conceituosa criação do ensinamento prático e positivo, adquirido, desenvolvido e aplicado pela multidão. [...]»

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Curiosidades da História Portuguesa


LADISLAU BATALHA

Lisboa, s.d. [circa 1930]
Livraria Editora Guimarães & C.ª
1.ª edição
19,2 cm x 12,2 cm
232 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Ladislau Estêvão da Silva Batalha (1856-1939), desde muito novo embarcadiço como moço-de-bordo, após onze anos de deambulação e aventuras por mares e oceanos trouxe consigo os ideais cívicos republicanos que, de par com Azedo Gneco, os levaram à fundação do antigo Partido Socialista. O vertente livro reflecte as suas preocupações pedagógicas nos domínios da História de Portugal.

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Atravez do Reino Unido



LADISLAU BATALHA

Lisboa, 1904
s.i. [ed. Autor ?]
1.ª edição
19,4 cm x 13 cm
248 págs. + 1 folha em extra-texto
subtítulo: Notas de Viagem
ilustrado com o retrato do autor
exemplar estimado, pequenos restauros na lombada; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunião em livro da colaboração regular de Ladislau Batalha no Diário de Notícias.

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domingo, setembro 04, 2016

A Lua Não Está à Venda


ALICE VIEIRA
ilust. Constança Lucas

Lisboa, 1988
Editorial Caminho, SA
1.ª edição
21 cm x 14 cm
172 págs.
ilustrado
exemplar muito estimado, sem qualquer quebra na lombada; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DA AUTORA
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Vozes do Vento



MARIA ISABEL BARRENO
grafismo de Susana Cruz – Atelier Henrique Cayatte

Lisboa, 2009
Sextante Editora, Lda.
1.ª edição
20,2 cm x 14 cm
224 págs.
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DA AUTORA A MARIA JOÃO SEIXAS
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da propaganda do editor na contracapa:
«Eis a história dos descendentes de Manuel António Martins, o Senhor das Ilhas: do seu inevitável devir, do êxito à decadência e ao esquecimento. Metáfora da ficção histórica que foi o império colonial, Vozes do Vento é um romance cabo-verdiano e português, um romance dos improváveis encontros que marcam os destinos humanos.»

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Eu Falo em Chamas


CRUZEIRO SEIXAS
pref. André Coyné

São Torcato – Guimarães, 1986
Galeria Gilde – ed. Luís Teixeira da Mota
1.ª edição
prefácio em francês
21,1 cm x 15 cm
90 págs. + 2 folhas em extra-texto
ilustrado a cor
exemplar como novo
70,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de uma das raras intervenções literárias, poética no vertente caso, do pintor Cruzeiro Seixas.

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sexta-feira, setembro 02, 2016

A Ordem Natural das Coisas



ANTÓNIO LOBO ANTUNES
capa de Fernando Felgueiras sobre pastel de Johannes Grützke


Lisboa, 1992
Publicações Dom Quixote
1.ª edição
21 cm x 13,5 cm
332 págs.
exemplar como novo, sem qualquer sinal de quebra na lombada; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Escreveu Urbano Tavares Rodrigues, em recensão para Fundação Calouste Gulbenkian:
«É talvez o melhor romance de António Lobo Antunes. Muito bem estruturado, na linha faulkneriana de vários narradores internos, o que supõe um certo esforço por parte do leitor. A Ordem Natural das Coisas conta a história dos amores, das lutas, dos fracassos, das decadências dos membros de uma família rica, com casa apalaçada na Benfica de há mais de trinta anos. O título fala-nos das leis da Natureza que condenam à morte os seres humanos e votam ao insucesso as paixões de homens de cinquenta anos por meninas adolescentes. Não há um herói nem um fulcro de narrativa, que se tece das múltiplas histórias dos irmãos e irmãs (e do sobrinho bastardo) e ainda de outras personagens adjacentes, como o antigo mineiro semi-louco, na sua arteriosclerose adiantada, que por todo o lado abre furos com a picareta, em busca de ouro, ou do ex-agente da P.I.D.E. reduzido a expedientes de miséria. [...]»

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A Morte de Carlos Gardel


ANTÓNIO LOBO ANTUNES

Lisboa, 1994
Publicações Dom Quixote
1.ª edição
21 cm x 13,6 cm
394 págs.
exemplar novo, sem qualquer quebra na lombada
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

António Lobo Antunes, implacável, dá-nos a conhecer uma família e os que em seu torno gravitam, num retrato árido e cruel, que leva o leitor a repensar as relações humanas num Portugal em declínio. Por contraste com a força vital do cantor argentino Carlos Gardel, cuja presença musical é recorrente, temos neste romance o retrato da frustração, do cansaço, da amargura, do tédio: «[...] o casamento no fundo é isto, duas pessoas sem alma para cozinhar e nada para dizer partilhando peúgas em detergente e frangos de churrasco. [...]».

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Tratado das Paixões da Alma


ANTÓNIO LOBO ANTUNES
capa de Fernando Felgueiras

Lisboa,1990
Publicações Dom Quixote, Lda. [Círculo da Leitores, Lda. (co-edição)]
1.ª edição
21 cm x 13,5 cm
360 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quinta-feira, setembro 01, 2016

Viagens á Roda do Codigo Administrativo


ALBERTO PIMENTEL

Lisboa, s.d. [1879 *]
Empreza Litteraria de Lisboa
Officina Typographica de J. A. de Mattos
[1.ª edição]
18 cm x 12,2 cm
280 págs.
encadernação modesta da época, com lombada em pele gravada a ouro
exemplar muito estimado; miolo limpo
sem capas de brochura, aparado
ex-libris de Henrique Botelho colado no verso da pasta anterior
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Quanto ao Autor, ao sublinhá-lo como incomparável camilianista, Cândido de Figueiredo considerava-o escritor exímio em qualquer género: «[...] O conhecimento da lingua, habilita-o para amoldar a penna, sem grande esforço, aos mais diversos e difficeis assuntos. Não é um sabio, não é um historiador, não é um luminar da pedagogia, e comtudo tão facilmente decanta as folhas de um lirio como escreve um livro de historia, um relatorio escolar, uma monografia criminal, um artigo de polemica. [...]» (in Homens e Letras – Galeria de Poetas Contemporaneos, Tipografia Universal, Lisboa, 1881). No caso vertente, é a bem disposta reflexão acerca da paisagem, das gentes, dos costumes, da história, etc., da região de Portalegre e arredores, lugares que Pimentel se viu obrigado a conhecer por força da sua comissão aí, durante um ano, na qualidade de administrador do concelho.

[* Segundo Brito Aranha no Diccionario Bibliographico Portuguez, de Inocêncio Francisco da Silva (tomo XX, Imprensa Nacional, Lisboa, 1911).]

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O Lobo da Madragôa


ALBERTO PIMENTEL

Lisboa, 1904
Parceria Antonio Maria Pereira – Livraria Editora
1.ª edição
22,8 cm x 16,9 cm
344 págs.
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Este Lobo (António Lobo de Carvalho) é um modelo de romance histórico (sem a verve nem o domínio linguístico de um Herculano, claro!) naquilo em que um escritor do género tem obrigação acima de tudo: investigar os factos e tratá-los, apesar do delírio ficcional, sem desvirtuar o sucedido. Lobo de Carvalho, o poeta fescenino que em Lisboa bem fez da sátira obscena a sua arma de arremesso – contemporâneo de outro grande poeta, Tomás Pinto Brandão; contemporâneo do protestante lusitano, o cavaleiro de Oliveira; contemporâneo do compositor Carlos Seixas; quase contemporâneo ainda do notável judeu António José da Silva; contemporâneo de Verney; et alii –, está aqui representado como figura que, na maturidade, atravessa as vicissitudes ideológicas de todo o reinado de D. José / marquês de Pombal, e que acabará os seus dias, embora converso à “branda” religião oficial quando a morte dá os primeiros sinais, não sem destilar ódios contra o marquês, já de si caído em desgraça e no exílio.

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Poesias Joviaes e Satyricas



ANTONIO LOBO DE CARVALHO

Cádis [aliás, Lisboa], 1852
s.i. [ed. atribuída a Inocêncio Francisco da Silva]
1.ª edição [aliás, 3.ª edição]
16 cm x 11,6 cm
2 págs. + XXIV págs. + 234 págs.
subtítulo: Colligidas e pela primeira vez impressas
encadernação da época com lombada em pele gravada a ouro, folhas-de-guarda recentes em papel tipo kraft canelado
pouco aparado, sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
ostenta no verso da pasta anterior o selo de posse de Gilberto Moura
PEÇA DE COLECÇÃO
175,00 eur (IVA e portes incluídos)

Modernamente, só a casa editora & etc – em colecção dirigida por Aníbal Fernandes (escolha e prefácio, adiante citado) – deu nota da existência do vate nascido em Guimarães (mas por lá ainda hoje ignorado de todo) e que acabará em Lisboa, «[...] que a este Lobo de Carvalho chamará na rua, e pela boca do povo, O Lobo da Madragoa, ou então Pasquim Vivente pela alcunha que lhe colou um advogado famoso desses tempos, referindo a sua veia para a crónica versificada e a sátira pronta.
Os muitos anos da capital há-de passá-los sem ocupação definida, a correr serões e locutórios de freiras, parasita de fidalgos e de mesas a cuja roda era benvindo pela graça do talento, temido e adulado pelo susto de cair na inspiração certeira da sua lira.
Celibatário empedernido, não quis nunca poupar riscos e ridículos à situação conjugal; pouco dado a reconhecimentos, não desviou ninguém do seu alvo, nem mesmo João Xavier de Matos (outro poeta, e menor) com quem viveu de intimidade estreita e pouco tempo soube sobreviver à data da sua morte.
[...] surgiu publicado a medo numa colectânea poética de 1789, e também a medo numa outra de 1812. Em 1852 encontrou, porém, o seu editor clandestino de Cádis, para despistar Lisboa (que Teófilo Braga reconhece, porém, como Inocêncio F. da Silva), que reúne os 200 sonetos e as 10 décimas (até hoje dados como sua obra completa) num volume de Poesias Joviais e Satíricas. [...]»

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Obras



GIL VICENTE

Lisboa, 1852
Escriptorio da Bibliotheca Portugueza [editores: J. da S. Mendes Leal Junior e F. J. Pinheiro]
s. i. [4.ª edição: «A presente edição, por tanto, é a reprodução completa da 1.ª com as correcções da 3.ª» (de J. V. Barreto Feio e J. G. Monteiro, Hamburgo, 1834)]
3 volumes (completo)
13,8 cm x 9,1 cm
[LX págs. + 388 págs.] + 530 págs. + 394 págs.
cartonagem editorial com gravação a negro nas lombadas
exemplares em bom estado de conservação; miolo limpo
assinaturas de posse de Armando Quartin Graça nos frontispícios
peça de colecção
185,00 eur (IVA e portes incluídos)

Incluem os voluminhos toda a obra conhecida de Gil Vicente, que abarca autos dramáticos, comédias, tragicomédias, farças e poesias várias. Acrescidos de um longo prólogo biográfico captado da edição de Hamburgo, e de um glossário.

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Auto de la Sibila Casandra



GIL VICENTE
pref. e notas de Álvaro Giráldez (pseud. de Aubrey FitzGerald Bell)

Madrid, 1921
Librería General de Victoriano Suárez
s.i.
texto em castelhano
17,7 cm x 11,3 cm
48 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
ocasionais carimbos da Sociedade de Língua Portuguesa
valorizado pela dedicatória manuscrita de Álvaro Giráldez ao escritor Agostinho de Campos, assim como pela carta anexa em que o mesmo esclarece a natureza do seu pseudónimo e justifica a reduzida tiragem da edição: «A edição do auto é de cem exemplares, dos quaes 38 estão á venda em Madrid e 4 em Lisboa.»
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Exortação da Guerra


GIL VICENTE
ed. crítica de João de Almeida Lucas

Lisboa, 1944
Edições da Revista «Ocidente»
s.i.
18,6 cm x 13 cm
176 págs.
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar como novo, por abrir
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Tragicomédia escrita em 1514, no intuito de sensibilizar e incentivar as doações, ou a compra das indulgências (a bula da cruzada), para a guerra que D. Manuel I preparava: pretendia então o rei de Portugal conquistar Fez e Marraquexe.

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Gil Vicente, Floresta de Enganos



VITORINO NEMÉSIO
[capa de Fred Kradolfer]

Lisboa, 1941
Editorial «Inquérito», Lt.ª
1.ª edição
18,9 cm x 12,5 cm
80 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

«Atravesso mais uma vez a selva vicentina» [assim começa o belíssimo texto de Nemésio...] «e, dos títulos que a Copilaçam de todalas obras de Gil Vicente me oferece, vivos como fôlhas do Triunfo do Inverno, expressivos e directos como os fustes das vinte e quatro árvores dos autos, que se dispõem de maneira a dar a cómica ilusão de um bosque inteiro, escolho FLORESTA DE ENGANOS para nome dessa formidável unidade. Bem sei que os “enganos” da comédia de Gil Vicente são puros disfarces, o que os franceses chamam déguisements: coisas de maneira ou de “guisa” mudada. Mas nem êsse nem outros expedientes teatrais abafam a fôrça simbólica do teatro vicentino. [...]»

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Os Sermões de Gil Vicente e a Arte de Pregar



JOAQUIM DE CARVALHO

Lisboa, 1948
Edição da Revista ‘Ocidente’
1.ª edição (separata)
25,7 cm x 18,6 cm
88 págs.
exemplar estimado; miolo irrepreensível, por abrir
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Num estudo vicentino, que também o é acerca da Idade Média lusitana, Joaquim de Carvalho desde logo, nas primeiras linhas do seu texto, bem caracteriza a época:
«[...] O espírito foi jovial, o ânimo resoluto, os modos corteses, a inteligência tranquila e segura de si, mas a mente desconheceu dúvidas promissoras, a vontade, com querer virilmente o que quis, talvez se afirmasse mais extensamente em nolições que em volições, e a expressão literária, em si mesma, como forma de Arte, não teve agilidade nem se elevou no puro prazer estético. Dir-se-ia que ninguém, por então, deixara correr a pena só movida pelo deleite de escrever. A volúpia recatada com que D. Duarte escrevera para si próprio e para a sua escrivaninha cedera inteiramente o lugar ao desejo de bem-merecer a recompensa dos poderosos, quer narrasse História, quer folgasse com metro e rima nos serões palacianos. Poetas, prosadores, pregadores, todos utilizavam o verbo para defender ou para atacar. A intenção didáctica tornara-se o signo daquela hora vesperal [...].»

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A Mulher na Obra de Gil Vicente



JOAQUIM LEITÃO

Lisboa, 1939
Academia das Ciências de Lisboa
1.ª edição
25,8 cm x 19,5 cm
72 págs.
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar estimado; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor a Caeiro da Mata
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem do texto:
«[...] Em Gil Vicente encontrou a mulher o seu defensor. [...]
Três tipos feministas da obra Vicentina – A Sibila Cassandra, no teatro hierático; a Inês Pereira e a Isabel de Quem tem farelos, no teatro popular –, são três gritos de oprimidas que desagravam os seus direitos. [...]»

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