segunda-feira, setembro 26, 2016

Um Século de Poesia (1888-1988)


FERNANDO PINTO DO AMARAL, org.
GIL DE CARVALHO, org.
JOSÉ BENTO, org.
MANUEL HERMÍNIO MONTEIRO, org., «ideia original e concepção»
et alii
capa de Manuel Rosa, grafismo do mesmo e de Luís Miguel Castro

Lisboa, Dezembro de 1988
Assírio & Alvim, CRL
1.ª edição [única]
33,5 cm x 23,5 cm
312 págs.
profusamente ilustrado
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
85,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de uma «edição especial» do periódico A Phala, regularmente publicado pela Assírio & Alvim, tipo folha-volante, servindo de press release do catálogo da editora. Reúne o vertente número textos teóricos, ou micro-ensaios, ou crónicas historicistas, em que os autores se legitimam entre si, elogiando outros de dentro para fora enquanto estes últimos elogiam os primeiros de fora para dentro, ao mesmo tempo que terceiros foram dali elogiar o editor na imprensa dita cultural. O tema é os poetas, os seus livros, os movimentos literários, os seus editores e uma procissão de fotografias do mesmo. Para além dos organizadores, participa ainda a fina-flor intelectual, sobretudo lisboeta, dessa época, nomes como, entre outros, Fernando Guimarães, Teresa Rita Lopes, Arnaldo Saraiva, David Mourão-Ferreira, Fiama Hasse Pais Brandão, Gastão Cruz, António Cabrita, João Rui de Sousa, António Guerreiro, Alberto Pimenta, Luís Miguel Nava, António Ramos Rosa, Eduardo Lourenço, Alfredo Margarido, E. M. de Melo e Castro, etc.

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telemóvel: 919 746 089


sexta-feira, setembro 23, 2016

A Grande Travessia Africana de Capelo e Ivens


RAFAEL ÁVILA DE AZEVEDO
ilust. Neves e Sousa

Lisboa, 1946
Livraria Sá da Costa, Editora
1.ª edição
19,2 cm x 12,7 cm
XVI págs. + 214 págs. + 1 desdobrável (grande formato) em extra-texto
ilustrado
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Curiosa obra de vulgarização da aventura de Hermenegildo Capelo e Roberto Ivens, exploradores africanos que melhor contaram, em obra literária própria, a crónica das suas viagens.

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Os Povos do Império Português


J. A. PIRES DE LIMA

Porto, 1938
Livraria Civilização
1.ª edição
19,7 cm x 13,1 cm
208 págs.
subtítulo: Estudos Antropológicos
exemplar estimado, pequenas falhas de papel e sujidade na lombada; miolo limpo, por abrir
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de um estudo da morfologia dos crânios humanos de diversas proveniências do império colonial português, levado a cabo pelo então director do Instituto de Anatomia da Faculdade de Medicina do Porto, Joaquim Alberto Pires de Lima (1877-1959).

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Navegação de Paz e de Glória



DUTRA FARIA
pref. do cardeal patriarca de Lisboa, Dom Manuel II

Lisboa, 1945
Agência Geral das Colónias
1.ª edição
22,7 cm x 16,2 cm
8 págs. + 168 págs. + 4 folhas em extra-texto
ilustrado em separado
impresso sobre papel avergoado, gravuras sobre couché
exemplar estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Relato da viagem que, na altura, fez o cardeal patriarca de Lisboa às colónias portuguesas.

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segunda-feira, setembro 19, 2016

Nova Largada


AUGUSTO CASIMIRO
capa de Tagarro

Lisboa,1929
Tip. da «Seara Nova» [edição do Autor]
1.ª edição
19,2 cm x 13,1 cm
240 págs.
subtítulo: Romance de África
exemplar estimado, pequeno risco na capa; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Augusto Casimiro (1889-1967), amigo próximo de Raul Brandão e familiar de Jaime Cortesão, chegou a ser director da revista Seara Nova (1961 a 1967). Todavia, a sua perspectiva, neste romance, insere-se naquilo que, ao contrário da literatura africana de expressão portuguesa, Manuel Ferreira identifica como: «a literatura colonial, define-se essencialmente pelo facto de o centro do universo narrativo ou poético se vincular ao homem europeu e não ao homem africano. No contexto da literatura colonial, por décadas exaltada, o homem negro aparece como que por acidente, por vezes visto paternalisticamente e, quando tal acontece, é já um avanço, porque a norma é a sua animalização ou coisificação. O branco é elevado à categoria de herói mítico, o desbravador das terras inóspitas, o portador de uma cultura superior. [...]: “Fiel aos nossos deveres de dominador, grata ao nosso orgulho, útil às populações”, escrevia um homem anti-fascista, Augusto Casimiro (Nova largada, 1929). Predominavam, então, as ideias da inferioridade do homem negro [...]» (Fonte: Literaturas Africanas de Expressão Portuguesa, vol. 1, Instituto de Cultura Portuguesa, Lisboa, 1977)

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domingo, setembro 18, 2016

A Morte Sem Mestre


HERBERTO HELDER

Porto, 2014
Porto Editora
1.ª edição
20,7 cm x 14,7 cm
64 págs. + 1 CD
encadernação editorial com sobrecapa
exemplar como novo (selado)
160,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do livro de estreia de Herberto Helder (1930-2015) num grande empório editorial. Mas é também o começo da despedida do poeta, que falecerá menos de um ano depois. Afortunadamente, alguém teve o bom senso de registar em suporte digital a sua magnífica voz a ler cinco destes últimos poemas, entre os quais o pungente «a última bilha de gás durou dois meses e três dias», o que só veio enriquecer esta edição.

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Servidões


HERBERTO HELDER
capa de Ilda David’

Lisboa, 2013
Assírio & Alvim
1.ª edição
20,6 cm x 14,7 cm
128 págs.
cartonagem editorial
exemplar como novo
200,00 eur (IVA e portes incluídos)

«disseram: mande um poema para a revista onde colaboram todos
e eu respondi: mando se não colaborar ninguém, porque
nada se reparte: ou se devora tudo
ou não se toca em nada,
morre-se mil vezes de uma só morte ou
uma só vez das mortes todas juntas:
só colaboro na minha morte:
e eles entenderam tudo, e pensaram: que este não colabore nunca,
que o demónio o leve, e foram-se,
e eu fiquei contente de nada e de ninguém,
e vim logo escrever este, o mais curto possível, e depressa, e
vazio poema de sentido e de endereço e
de razão deveras,
só porque sim, isto é: só porque não agora»

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A Faca Não Corta o Fogo


HERBERTO HELDER
capa da pintora Ilda David’

Lisboa, 2008
Assírio & Alvim
1.ª edição
21,2 cm x 15 cm
208 págs.
subtítulo: Súmula & Inédita
cartonagem editorial
exemplar como novo
200,00 eur (IVA e portes incluídos)

Prosseguindo a revisão da sua obra para o século XXI, o poeta republica a sua anterior síntese fina da obra completa, mas acrescida de importantes inéditos.

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Ou o Poema Contínuo


HERBERTO HELDER
capa sobre pintura de Goya

Lisboa, 2001
Assírio & Alvim
1.ª edição
21,1 cm x 15,1 cm
128 págs.
subtítulo: Súmula
cartonagem editorial
exemplar como novo, pequena esfoladela na capa
180,00 eur (IVA e portes incluídos)

O poeta inicia o século XXI com uma síntese fina da sua obra completa, dando-no-la a ler de novo, agora no osso da sua longa arquitectura.

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sexta-feira, setembro 16, 2016

D. Carlos o Desventuroso


JOAQUIM LEITÃO

Porto, 1908
Livraria Portuense de Lopes & C.ª – Sucessor
2.ª edição
19,6 cm x 12 cm
216 págs.
subtítulo: Notas Íntimas
exemplar estimado, falhas de papel na contracapa; miolo limpo
ostenta colado no verso do ante-rosto o ex-libris de António Sousa Falcão
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Breve biografia do rei e do seu reinado, que o académico Joaquim Leitão (1875-1956) começou a redigir «dois dias depois de D. Carlos ter morrido e [terminou] doze dias depois dos funeraes. [...] como um coração em lucto se não apercebe das lagrimas que chora.»

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quinta-feira, setembro 15, 2016

Vestígios da Língua Arábica em Portugal


JOÃO DE SOUSA, frei
pref. A. Farinha de Carvalho
capa de Armando Alves

s.l. [Maia], 1981
Edição de A. Farinha de Carvalho [Gráfica Maiadouro]
1.ª edição fac-similada
21 cm x 14,4 cm
32 págs. + XX págs. + 160 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
valorizado pela dedicatória manuscrita de A. Farinha de Carvalho
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da reedição do léxico etimológico «das palavras, e nomes portuguezes, que tem origem arabica, composto por ordem da Academia Real das Sciencias de Lisboa» publicado no ano de 1789, e cujo autor, frei João de Sousa (1734-1812) da Ordem Terceira de S. Francisco, tendo nascido em Damasco, foi na época eminente arabista ao serviço do Rei.

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Mar Me Quer


MIA COUTO
ilust. e grafismo de Luís Filipe Cunha

Lisboa, 1997
Expo’98
1.ª edição
14 cm x 10,5 cm
88 págs.
impresso a azul
exemplar como novo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Fonte de Amores


CELESTINO GOMES
capa de Cândido Costa Pinto

Montijo, s.d. [1940]
Oficinas da «Gazeta do Sul»
1.ª edição
19,2 cm x 12,2 cm
120 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
discreta assinatura de posse no ante-rosto
ostenta no ante-rosto o carimbo «Gazeta do Sul | Vultos Célebres | das letras portuguesas – Concurso do Natal de 1945»
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Modernos Artistas Portugueses – Carlos Aguiar


CELESTINO GOMES

s.l., 1939
Edições Momento
1.ª edição
21,3 cm x 16,6 cm
16 págs. (texto) + 16 págs. (imagens)
dois cadernos encasados sem costura
exemplar estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Expressão Meta-Cromática na Pintura de Eduardo Malta


CELESTINO GOMES

Lisboa, 1937
Editorial “Inquérito”
1.ª edição
21,2 cm x 16,4 cm
60 págs.
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar estiamdo, discreto restauro no bordo interior da capa; miolo limpo
assinatura de posse na pág. 11
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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terça-feira, setembro 13, 2016

Litoral – Revista Mensal de Cultura


Lisboa, Junho de 1944 a Janeiro-Fevereiro de 1945
dir. Carlos Queiroz
orientação gráfica de Bernardo Marques
6 números (colecção completa)
20,6 cm x 16,1 cm
[104 págs. + 12 págs. (publicidade, em papel couché) + 5 extra-textos impressos a rotogravura] + [116 págs. + 12 págs. (pub. em couché) + 6 extra-textos imp. rotog., sendo 1 desdobrável] + [132 págs. + 12 págs. (pub. em couché) + 3 extra-textos imp. rotog. + 4 extra-textos impressos com fotozinco] + [124 págs. + 8 págs. (pub. em couché) + 5 extra-textos imp. rotog. + 2 extra-textos impressos com fotozinco] + [116 págs. + 4 págs. (pub. em couché) + 5 extra-textos imp. rotog. + 4 extra-textos impressos com fotozinco] + [128 págs. + 4 págs. (pub. em couché) + 4 extra-textos imp. rotog. + 2 extra-textos impressos com fotozinco] (numeração consecutiva)
profusamente ilustrados no corpo do texto e em separado
exemplares estimados, páginas dos anunciantes nos n.º 1 e 2 manchadas de antiga humidade; miolo limpo
VALORIZADOS PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DE CARLOS QUEIROZ NO PRIMEIRO NÚMERO
95,00 eur (IVA e portes incluídos)

Colaboração, entre outros, de Castelo Branco Chaves, Fernando Pessoa, Miguel Torga, Diogo de Macedo, Álvaro Ribeiro, António Nobre, Vitorino Nemésio, Afonso Duarte, João de Castro Osório, Hernâni Cidade, Graciliano Ramos, Jorge de Sena, Paulo Quintela, Manuel da Silva Gaio, João Cabral do Nascimento, Branquinho da Fonseca, Tomás Kim, António José Saraiva, Sousa Viterbo, José Marinho, Sérgio Buarque de Holanda, Alberto Osório de Castro, Fidelino de Figueiredo, António Quadros, Manuel de Lima, Irene Lisboa, Ruy Cinatti, Ângelo de Lima, Sant’Anna Dionísio, José Blanc de Portugal, Pedro Homem de Melo, Jacinto do Prado Coelho, Domingos Monteiro, Merícia de Lemos, Adolfo Casais Monteiro, Alexandre O’Neill, etc. Todos os volumes são elegantemente enriquecidos com gravuras.
De notar, já, a presença literária de dois futuros surrealistas: Manuel de Lima e O’Neill.

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segunda-feira, setembro 12, 2016

Coordenada – Cadernos de Convívio


Porto, Outubro de 1958 e Abril de 1959
coord. Agostinho de Castro, Flávio Ferreira, Jorge Araújo, José Augusto Seabra e Carlos Porto
1.ª edição [única]
2 números (completo)
20,2 cm x 14,2 cm
2 x 96 págs.
exemplares muito estimados; miolo irrepreensível
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Para além de Carlos Porto e de José Augusto Seabra, a revista, na sua breve existência, à força de polícia política e intimações dos serviços de censura, ainda teve a oportunidade de dar a conhecer nomes como, entre outros, os de António Cabral, Orlando Neves, Liberto Cruz, Casimiro de Brito, Manuel Ferreira, etc. Especial destaque é de dar a duas longas entrevistas, uma por cada fascículo, no primeiro a José Régio, no segundo a Marcelo Caetano, esta última assumindo um tom áspero entre as partes.

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Em Busca do Teatro Perdido


CARLOS PORTO
capa de Isabel Laginhas
ilust. Granville
grafismo de Júlio Navarro

Lisboa, 1973
Plátano Editora, S.A.R.L.
1.ª edição
2 volumes (completo)
20,5 cm x 14,1 cm
288 págs. + 312 págs.
subtítulo: 1958-1971
exemplares muito estimados; miolo irrepreensível
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Carlos Porto, pseudónimo de José Carlos da Silva Castro (1930-2008), por muitos apreciado, menos pela sua ligação à crítica teatral do que à actividade como livreiro – a ele se deve a fundação de um dos mais emblemáticos bastiões de resistência ao fascismo: a Livraria Opinião, mas já antes também as livrarias Divulgação –, reúne nestes volumes o essencial do seu gosto por uma dramaturgia brechtiana, acentuadamente militante. Artigos que, ao correr do tempo, foi deixando por jornais e revistas vigiados pelos serviços da censura, e que aqui tentavam respirar libertos dos habituais cortes.

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Poesia – I, II e III



JORGE DE SENA
capas de Escada

Lisboa, 1961-1978
Livraria Morais Editora
1.ª edição (todos os volumes)
3 volumes (completo)
20,2 cm x 15,9 cm
228 págs. + 256 págs. + 288 págs.
exemplares muito estimados; miolo limpo
assinatura de posse na folha de ante-rosto do primeiro volume
95,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunião poética abragendo toda a produção do poeta entre 1942 e 1977.

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quinta-feira, setembro 08, 2016

Roteiro em que se contem a viagem que fizeram os Portuguezes no anno de 1541, partindo da nobre cidade de Goa atee Soez, que he no fim, e stremidade do Mar Roxo. Com o sitio, e pintura de todo o syno Arabico



DOM IOAM DE CASTRO

Paris, 1833
Baudry e Theoph. Barrois o Moço, Mercadores de Livros
1.ª edição
22 cm x 13,8 cm
4 págs. + liv págs. + X págs. + 336 págs. + 2 folhas em extra-texto (retratos de D. João de Castro e de D. Estêvão da Gama) + 1 desdobrável em extra-texto
subtítulo: Tirado a luz pela primeira vez do manuscrito original, e acrescentado com o Itinerarium Maris Rubri, e o retrato do author, etc., etc. pelo Doutor Antonio Nunes de Carvalho, da cidade de Vizeu, professor de philosophia rac. e moral, e de jurisprudencia civil na Universidade de Coimbra. À custa de huma sociedade de portuguezes.
encadernação coeva em meia-francesa com gravação a ouro na lombada
aparado e carminado no corte das folhas, sem capas de brochura
exemplar em bom estado de conservação, fêsto anterior fragilizado; miolo limpo, papel sonante
valorizado pela dedicatória manuscrita na folha de protecção da guarda: «Ao Ill.mo Snr. Nuno Barboza de Figd. Offerta do Editor»
PEÇA DE COLECÇÃO
720,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Relação do Novo Caminho Que Fez por Terra e Mar Vindo da Índia para Portugal no Ano de 1663


MANUEL GODINHO, padre
pref. e notas de A. Machado Guerreiro

Lisboa, 1974
Imprensa Nacional – Casa da Moeda
4.ª edição
22,1 cm x 14 cm
XXXII págs. + 298 págs.
encadernação editorial inteira em tela com elegante gravação a ouro na pasta anterior e na lombada, sobrecapa polícroma
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Vocabulário Ortográfico e Remissivo da Língua Portuguesa


A. R. GONÇALVES VIANA

Paris – Lisboa / Rio de Janeiro – São Paulo – Belo Horizonte, 1912
Aillaud, Alves & C.ia / Francisco Alves & C.ia
[1.ª edição]
19,1 cm x 13,3 cm
652 págs.
subtítulo: Contendo cêrca de 100.000 vocábulos, conforme a ortografia oficial
encadernação da época inteira em pele com gravação a ouro na pasta anterior e na lombada
aparado e dourado somente à cabeça
conserva as capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Vocabulário em conformidade com as resoluções da Comissão da Reforma Ortográfica aprovadas superiormente em 1911, de que Aniceto dos Reis Gonçalves Viana (1840-1914) foi relator.

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Apostilas aos Dicionários Portugueses


A. R. GONÇÁLVEZ VIANA

Lisboa, 1906
Livraria Clássica Editora – A. M. Teixeira & C.ª
[1.ª edição]
2 tomos (completo)
22,5 cm x 15,8 cm
[XVI págs. + 560 págs.] + [4 págs. + 600 págs.]
exemplares estimados, capas com falhas e restauros; miolo limpo, por abrir o segundo tomo
80,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Bases para a Unificação da Ortografia Que Deve Ser Adoptada nas Escolas e Publicações Oficiais


MINISTÉRIO DO INTERIOR – DIRECÇÃO GERAL DE INSTRUÇÃO SECUNDÁRIA, SUPERIOR E ESPECIAL

Lisboa, 1911
Imprensa Nacional
1.ª edição
22,3 cm x 13,9 cm
52 págs.
subtítulo: Relatório da Comissão Nomeada por Portaria de 15 de Fevereiro de 1911 Novamente Revisto pelo Relator
exemplar estimado, com pequenas falhas de papel na capa; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Chave dos Dicionários


ANTÓNIO PEIXOTO DO AMARAL

Porto, 1892
Livraria Portuense de Lopes & C.ª – Editores
[1.ª edição]
20,2 cm x 13,8 cm
4 págs. + IV págs. + 168 págs.
subtítulo: Por meio da qual se podem procurar tôdas as palavras nos Dicionários; e se obtem a ortografia dos vocábulos em tôdas as línguas. Segundo o plano de P. Boissière. Adaptada à índole e usos nacionais
cartonagem editorial
exemplar estimado; miolo limpo
ostenta colado no ante-rosto o ex-libris de José Coelho
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Considerações Sobre a Ortographia Portugueza [junto com] Colèção de Estudos e Documentos a Favor da Refórma da Ortografia em Sentido Sónico



JOZÉ BARBÓZA LEÃO *, dr. cirurjião da brigada do Ezército

Porto / Lisboa, 1875 / 1878
Typographia de Antonio José da Silva Teixeira (Cancela Velha) / Imprensa Nacional
1.ª edição (ambos)
[22 cm x 14,5 cm] + [22,9 cm x 14,7 cm]
72 págs. + [8 págs. + 152 págs.]
subtítulo da primeira brochura: Memoria offerecida ao Ill.mo e Exc.mo Snr. Conselheiro Antonio Rodrigues Sampaio, Ministro e Secretario d’Estado dos Negocios do Reino
exemplares estimados, ambos com restauros toscos nas capas; miolo limpo
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

* A primeira brochura é uma publicação anónima [por ***] cujo autor se identifica na segunda.

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terça-feira, setembro 06, 2016

Banhos de Caldas e Aguas Mineraes


RAMALHO ORTIGÃO
pref. Julio Cesar Machado
ilust. Emílio Pimentel

Porto, 1875
Livraria Universal de Magalhães & Moniz – Editores
1.ª edição
23 cm x 15,5 cm
142 págs. + 12 folhas em extra-texto (gravuras)
profusamente ilustrado no corpo do texto e em separado
impresso sobre papel superior
exemplar estimado; miolo limpo, acentuado foxing nalgumas folhas, parcialmente por abrir
95,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Hollanda


RAMALHO ORTIGÃO

Lisboa, 1924
Parceria Antonio Maria Pereira
7.ª edição
24 cm x 17,3 cm
368 págs. + 2 folhas em extra-texto
profusamente ilustrado a negro no corpo do texto
encadernação editorial inteira em tela gravada a negro e ouro em ambas as pastas e na lombada
exemplar muito estimado; miolo limpo
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Interessante edição de um texto originalmente publicado em 1885, agora enriquecido ilustrações.

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A Hollanda


RAMALHO ORTIGÃO

Porto, 1885
Magalhães & Moniz – Editores
1.ª edição
24,3 cm x 18,3 cm
2 págs. + XIV págs. + 360 págs.
encadernação editorial inteira em tela gravada a ouro na pasta anterior e na lombada
exemplar estimado; miolo limpo
60,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Uma Campanha Alegre


EÇA DE QUEIROZ
retrato desenhado por António Carneiro

Porto, 1933
Livraria Lello, Limitada – Editora
2.ª edição (conforme a de 1890)
2 volumes (completo)
18,3 cm x 12,1 cm
[X págs. + 426 págs. + 1 folha em extra-texto] + 312 págs.
subtítulo: Das Farpas
encadernação editorial em tela encerada com ferros a ouro e relevo seco nas pastas e nas lombadas, folhas-de-guarda impressas
exemplares em muio bom estado de conservação; miolo irrepreensível
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz o Autor na Advertência:
«[...] As paginas d’este livro são aquellas com que outr’ora concorri para as Farpas, quando Ramalho Ortigão e eu, convencidos, como o Poeta, que a tolice tem cabeça de toiro, decidimos farpear até á morte a alimaria pesada e temerosa. Quem era eu, que força ou razão superior recebera dos deuses, para assim me estabelecer na minha terra em justiceiro destruidor de monstros?... A mocidade tem d’estas esplendidas confianças; só por amar a Verdade imagina que a possue; e, magnificamente certa da sua infalibilidade, anceia por investir contra tudo o que diverge do seu ideal, e que ella portanto considera Erro, irremissivel Erro, fadado á exterminação. Assim foi que, chegando da Universidade com o meu Proudhon mal lido debaixo do braço, me apressei a gritar na cidade em que entrava – Morte á tolice! E desde então, á ilharga de Ramalho Ortigão, não cessei durante dois annos de arremessar farpas, uma após outra, para todos os lados onde suppunha entrever o escuro cachaço taurino. Não me recordo se acertava; sem duvida muitos ferros se embotaram nas lages; mas cada arremêsso era governado por um impulso puro da intelligencia ou do coração. [...]»

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segunda-feira, setembro 05, 2016

Historia Geral dos Adágios Portugueses



LADISLAU BATALHA
estudo preambular de Agostinho Fortes

Paris – Lisboa, 1924
Livrarias Aillaud e Bertrand
1.ª edição
18,8 cm x 12,2 cm
328 págs.
composto manualmente
encadernação em meia-inglesa gravada a ouro na lombada
não aparado, sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
discreta assinatura de posse no rosto
30,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Do texto introdutório de Agostinho Fortes:
«[...] O adágio dum povo é, sem dúvida, o mais rico e instrutivo repositório de toda a evolução desse mesmo povo nas múltiplas modalidades da sua actividade colectiva. No adágio se reunem todos os conhecimentos que a experiência da vida impôs; nele se refletem todas as concepções que o povo criou àcêrca do que mais vivamente o interessa, quer em ensinamentos práticos, quer em preceitos éticos que lhe regulem os actos; nêle reside o tesouro que as gerações, umas às outras, vão transmitindo como pecúlio próprio e caracteristicamente etnográfico. O adágio, na simplicidade da expressão, no sintético do conceito e, muitas vezes, na fina sátira e delicada crítica que encerra, é a, porventura, mais conceituosa criação do ensinamento prático e positivo, adquirido, desenvolvido e aplicado pela multidão. [...]»

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Curiosidades da História Portuguesa


LADISLAU BATALHA

Lisboa, s.d. [circa 1930]
Livraria Editora Guimarães & C.ª
1.ª edição
19,2 cm x 12,2 cm
232 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Ladislau Estêvão da Silva Batalha (1856-1939), desde muito novo embarcadiço como moço-de-bordo, após onze anos de deambulação e aventuras por mares e oceanos trouxe consigo os ideais cívicos republicanos que, de par com Azedo Gneco, os levaram à fundação do antigo Partido Socialista. O vertente livro reflecte as suas preocupações pedagógicas nos domínios da História de Portugal.

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Atravez do Reino Unido



LADISLAU BATALHA

Lisboa, 1904
s.i. [ed. Autor ?]
1.ª edição
19,4 cm x 13 cm
248 págs. + 1 folha em extra-texto
subtítulo: Notas de Viagem
ilustrado com o retrato do autor
exemplar estimado, pequenos restauros na lombada; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunião em livro da colaboração regular de Ladislau Batalha no Diário de Notícias.

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domingo, setembro 04, 2016

A Lua Não Está à Venda


ALICE VIEIRA
ilust. Constança Lucas

Lisboa, 1988
Editorial Caminho, SA
1.ª edição
21 cm x 14 cm
172 págs.
ilustrado
exemplar muito estimado, sem qualquer quebra na lombada; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DA AUTORA
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Vozes do Vento



MARIA ISABEL BARRENO
grafismo de Susana Cruz – Atelier Henrique Cayatte

Lisboa, 2009
Sextante Editora, Lda.
1.ª edição
20,2 cm x 14 cm
224 págs.
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DA AUTORA A MARIA JOÃO SEIXAS
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da propaganda do editor na contracapa:
«Eis a história dos descendentes de Manuel António Martins, o Senhor das Ilhas: do seu inevitável devir, do êxito à decadência e ao esquecimento. Metáfora da ficção histórica que foi o império colonial, Vozes do Vento é um romance cabo-verdiano e português, um romance dos improváveis encontros que marcam os destinos humanos.»

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Eu Falo em Chamas


CRUZEIRO SEIXAS
pref. André Coyné

São Torcato – Guimarães, 1986
Galeria Gilde – ed. Luís Teixeira da Mota
1.ª edição
prefácio em francês
21,1 cm x 15 cm
90 págs. + 2 folhas em extra-texto
ilustrado a cor
exemplar como novo
70,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de uma das raras intervenções literárias, poética no vertente caso, do pintor Cruzeiro Seixas.

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sexta-feira, setembro 02, 2016

A Ordem Natural das Coisas



ANTÓNIO LOBO ANTUNES
capa de Fernando Felgueiras sobre pastel de Johannes Grützke


Lisboa, 1992
Publicações Dom Quixote
1.ª edição
21 cm x 13,5 cm
332 págs.
exemplar como novo, sem qualquer sinal de quebra na lombada; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Escreveu Urbano Tavares Rodrigues, em recensão para Fundação Calouste Gulbenkian:
«É talvez o melhor romance de António Lobo Antunes. Muito bem estruturado, na linha faulkneriana de vários narradores internos, o que supõe um certo esforço por parte do leitor. A Ordem Natural das Coisas conta a história dos amores, das lutas, dos fracassos, das decadências dos membros de uma família rica, com casa apalaçada na Benfica de há mais de trinta anos. O título fala-nos das leis da Natureza que condenam à morte os seres humanos e votam ao insucesso as paixões de homens de cinquenta anos por meninas adolescentes. Não há um herói nem um fulcro de narrativa, que se tece das múltiplas histórias dos irmãos e irmãs (e do sobrinho bastardo) e ainda de outras personagens adjacentes, como o antigo mineiro semi-louco, na sua arteriosclerose adiantada, que por todo o lado abre furos com a picareta, em busca de ouro, ou do ex-agente da P.I.D.E. reduzido a expedientes de miséria. [...]»

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As Naus


ANTÓNIO LOBO ANTUNES

Lisboa, 1988
Publicações Dom Quixote [co-edição: Círculo de Leitores]
1.ª edição
21 cm x 13,4 cm
248 págs.
capa de Fernando Felgueiras
no todo, em bom estado
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da Fotobiografia de Tereza Coelho:
«[...] Os Descobrimentos como se fossem vistos do avesso, mostram a decadência de Portugal em todo o seu esplendor. Navegadores, reis, escritores, colonos, regressam à pátria: Pedro Álvares Cabral procura emprego e vive num quarto nojento de uma pensão com outras famílias de Angola, Gil Vicente é ourives, Vasco da Gama passeia no Guincho com o rei D. Manuel. D. Sebastião é esperado por um grupo de indigentes. Mesmo antes disso, A Portuguesa é executada em ritmo de pasodoble. [...]»

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As Naus


ANTÓNIO LOBO ANTUNES
capa de José Antunes

Lisboa, 1988
Círculo de Leitores [co-edição: Publicações Dom Quixote]
1.ª edição
21,7 cm x 14,3 cm
248 págs.
encadernação editorial com sobrecapa impressa a cor
exemplar em bom estado de conservação, pequenas esfoladelas nos topos da lombada; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Morte de Carlos Gardel


ANTÓNIO LOBO ANTUNES

Lisboa, 1994
Publicações Dom Quixote
1.ª edição
21 cm x 13,6 cm
394 págs.
exemplar novo, sem qualquer quebra na lombada
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

António Lobo Antunes, implacável, dá-nos a conhecer uma família e os que em seu torno gravitam, num retrato árido e cruel, que leva o leitor a repensar as relações humanas num Portugal em declínio. Por contraste com a força vital do cantor argentino Carlos Gardel, cuja presença musical é recorrente, temos neste romance o retrato da frustração, do cansaço, da amargura, do tédio: «[...] o casamento no fundo é isto, duas pessoas sem alma para cozinhar e nada para dizer partilhando peúgas em detergente e frangos de churrasco. [...]».

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Exortação aos Crocodilos


ANTÓNIO LOBO ANTUNES
capa de Emília Abreu
fotografia de Isabel Risques

Lisboa, 1999
Publicações Dom Quixote
1.ª edição
20,7 cm x 13,5 cm
384 págs.
brochado com capa e sobrecapa
exemplar como novo, sem qualquer sinal de quebra na lombada
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Escrevendo de um ponto de vista narrativo feminino, em que verdade histórica e ficção literária subtilmente se misturam, Lobo Antunes dá-nos os sinais de um pós-Abril com assaltos a sedes de partidos políticos e assassinatos por encomenda. Dos apontamentos do escritor (in Tereza Coelho, António Lobo Antunes – Fotobiografia, Publicações Dom Quixote, Lisboa, 2004):
«[...] Quatro mulheres de “crocodilos” da revolução de Abril, tomando aqui uma liberdade de expressão para bombistas, dizem o que sabem – e o que sabem é o que inventam a partir do que os homens lhes disseram [...]
[...] A história vista por quatro mulheres: por trás da história; apenas sabem dos factos por conversas escutadas apesar do cuidado dos homens, cartas, papéis, segredos roubados, nunca sabem de tudo; presumem, inventam, adivinham, suspeitam. Metade real, metade inventado, sonhos, desejos, desilusões, projectos, frustrações, esperanças, medos [...]»

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Tratado das Paixões da Alma


ANTÓNIO LOBO ANTUNES
capa de Fernando Felgueiras

Lisboa,1990
Publicações Dom Quixote, Lda. [Círculo da Leitores, Lda. (co-edição)]
1.ª edição
21 cm x 13,5 cm
360 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quinta-feira, setembro 01, 2016

Viagens á Roda do Codigo Administrativo


ALBERTO PIMENTEL

Lisboa, s.d. [1879 *]
Empreza Litteraria de Lisboa
Officina Typographica de J. A. de Mattos
[1.ª edição]
18 cm x 12,2 cm
280 págs.
encadernação modesta da época, com lombada em pele gravada a ouro
exemplar muito estimado; miolo limpo
sem capas de brochura, aparado
ex-libris de Henrique Botelho colado no verso da pasta anterior
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Quanto ao Autor, ao sublinhá-lo como incomparável camilianista, Cândido de Figueiredo considerava-o escritor exímio em qualquer género: «[...] O conhecimento da lingua, habilita-o para amoldar a penna, sem grande esforço, aos mais diversos e difficeis assuntos. Não é um sabio, não é um historiador, não é um luminar da pedagogia, e comtudo tão facilmente decanta as folhas de um lirio como escreve um livro de historia, um relatorio escolar, uma monografia criminal, um artigo de polemica. [...]» (in Homens e Letras – Galeria de Poetas Contemporaneos, Tipografia Universal, Lisboa, 1881). No caso vertente, é a bem disposta reflexão acerca da paisagem, das gentes, dos costumes, da história, etc., da região de Portalegre e arredores, lugares que Pimentel se viu obrigado a conhecer por força da sua comissão aí, durante um ano, na qualidade de administrador do concelho.

[* Segundo Brito Aranha no Diccionario Bibliographico Portuguez, de Inocêncio Francisco da Silva (tomo XX, Imprensa Nacional, Lisboa, 1911).]

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O Lobo da Madragôa


ALBERTO PIMENTEL

Lisboa, 1904
Parceria Antonio Maria Pereira – Livraria Editora
1.ª edição
22,8 cm x 16,9 cm
344 págs.
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Este Lobo (António Lobo de Carvalho) é um modelo de romance histórico (sem a verve nem o domínio linguístico de um Herculano, claro!) naquilo em que um escritor do género tem obrigação acima de tudo: investigar os factos e tratá-los, apesar do delírio ficcional, sem desvirtuar o sucedido. Lobo de Carvalho, o poeta fescenino que em Lisboa bem fez da sátira obscena a sua arma de arremesso – contemporâneo de outro grande poeta, Tomás Pinto Brandão; contemporâneo do protestante lusitano, o cavaleiro de Oliveira; contemporâneo do compositor Carlos Seixas; quase contemporâneo ainda do notável judeu António José da Silva; contemporâneo de Verney; et alii –, está aqui representado como figura que, na maturidade, atravessa as vicissitudes ideológicas de todo o reinado de D. José / marquês de Pombal, e que acabará os seus dias, embora converso à “branda” religião oficial quando a morte dá os primeiros sinais, não sem destilar ódios contra o marquês, já de si caído em desgraça e no exílio.

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