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livros antigos, raros & esgotados - NIF 116884860 - CAE 47910
MARIA ALBERTA MENÉRES
E. M. DE MELO E CASTRO
capa de José Escada
Lisboa, 1979
Moraes Editores
1.ª edição [aliás, 4.ª edição *]
2 volumes (completo)
200 mm x 155 mm
548 págs. + 530 págs.
exemplares estimados; miolo com sublinhados e ajuizadas anotações de Luiz
Pacheco na qualidade de editor de autores e matérias abordados aqui, como seja
a actividade da sua editora Contraponto e de autores por si revelados (Herberto
Helder, Jaime Salazar Sampaio, Mário Cesariny)
VALORIZADOS PELAS ASSINATURAS DE POSSE DO ESCRITOR LUIZ PACHECO EM AMBOS OS
VOLUMES
peça de colecção
240,00 eur (IVA e portes incluídos)
* Partindo do volume único da terceira edição da magnífica e estável Antologia
da Novíssima Poesia Portuguesa, datada de 1971, os autores alinhavaram a
vertente, nestes dois volumes, rebaptizados Da Poesia Portuguesa 1940-1977,
em que, a quanto de melhorzinho e novíssimo por cá existe, juntaram poetas duvidosamente
menoríssimos, como Fernando Grade ou António Torrado, e, até, favores a
familiares, como Alexandre Vargas. No que neste trabalho os antologiadores mantiveram
das edições passadas, é ainda hoje a única antologia poética de referência,
já que rectidão ali havia, na escolha de poetas e versos, cujos verbetes
biobibliográficos individuais e índices cronológico-descritivos com a proveniência
das escolhas a mantém viva, no seio de uma comunidade intelectual que fala-fala
mas nada fez de semelhante.
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JOSÉ SARAMAGO
capa de Lucília Louro
grafismo de Acácio Santos
Lisboa, Janeiro de 1974
Empresa de Publicidade Seara Nova, S.A.R.L.
1.ª edição (em livro)
184 mm x 114 mm
224 págs.
exemplar muito estimado; miolo com orelhas nas págs. 37 e 155, sublinhado
lateral na pág. 36, parcialmente por abrir
VALORIZADO PELA ASSINATURA DE POSSE DO ESCRITOR LUIZ PACHECO E DATAÇÃO DE 1985
60,00 eur (IVA e portes incluídos)
Pela data tardia a que Luiz Pacheco terá chegado ao conhecimento do vertente
livro de José Saramago, e pela irrelevância do sublinhado na referida página,
ficamos com uma ideia da irrelevância de muitas das opiniões do escritor “maldito”
Luiz Pacheco, hoje tão apreciado por uma geração de indigentes críticos.
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ROGÉRIO DE FREITAS
capa de V. [Victor] Palla
Lisboa, 1958
Editora Arcádia Limitada
1.ª edição
181 mm x 109 mm
224 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
é o n.º 27 de uma tiragem [?] comprovada pela Sociedade Portuguesa de Escritores
VALORIZADO PELA ASSINATURA DE POSSE DO ESCRITOR
LUIZ PACHECO
30,00 eur (IVA e portes incluídos)
Da nota editorial na contracapa:
«Rogério de Freitas nasceu em Lisboa, em 1910[,] e nunca foi à escola. […]»
Do Dicionário Cronológico de Autores Portugueses (vol. IV, Publicações
Europa-América, Mem Martins 1998):
«Pintor, desenhador, jornalista e escritor. […] Em 1928, parte para França e
fixa-se em Paris como desenhador de máquinas, gráfico de bolsa e decorador. […]
Regressa a Portugal, após ter passado mais de doze anos em França, quando
Hitler já domina militarmente meia Europa. Com Leão Penedo, funda uma editorial
especialmente dedicada à historiografia da arte portuguesa e da arte em
Portugal […].
Foi director-geral de Espectáculos, fundador da Companhia Nacional de Bailado e
director da Galeria Almada Negreiros.
O seu primeiro livro de contos, A Porta Fechada (1952), foi apreendido pela
polícia política.»
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ANTON TCHEKOV
trad. Luiz Pacheco
capa e ilust. Luís Filipe [Abreu]
Lisboa, s.d. [1962, seg. BNP]
Editorial Inquérito, Lda.
1.ª edição
168 mm x 124 mm
120 págs.
ilustrado a negro no corpo do texto
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)
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CARLOS WALLENSTEIN
Lisboa, 1953
Contraponto [de Luiz Pacheco]
1.ª edição
231 mm x 165 mm
52 págs.
composição tipográfica manual, impresso a sanguínea
luxuosa encadernação inteira em pele gravada a ouro nas pastas, na lombada e
nas seixas
muito pouco aparado
conserva as capas de brochura
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
é o n.º 244 de uma tiragem não declarada
valorizado pela assinatura do autor
60,00 eur (IVA e portes incluídos)
Carlos Wallenstein (1926-1990), para além de dramaturgo, ficcionista e poeta,
destacou-se sobretudo como actor.
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VITOR SILVA TAVARES
ilust. Carlos Ferreiro
s.l., s.d. [Lisboa, 1970]
Contraponto [de Luiz Pacheco]
1.ª edição
254 mm x 179 mm
12 págs.
ilustrado
impresso a violeta sobre papel costaneira
in-4.º alceado por abrir com folha dobrada ao meio encartada, não cosidos
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
250,00 eur (IVA e portes incluídos)
Trata-se de duas breves, mas assertivas, reflexões de Vitor Silva Tavares (1937-2015)
acerca de dois vultos da cultura portuguesa, um deles o próprio editor Luiz
Pacheco, o outro o artista plástico Carlos Ferreiro. Luiz Pacheco (1925-2008),
era assim relembrado e afirmado como escritor, por alguém que, na altura, já
havia sido responsável por uns centos de edições na editora Ulisseia. Carlos
Ferreiro (n. 1942), era dado a conhecer na excelência da sua mão para o desenho
caricatural.
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MÁRIO CESARINY
s.l. [Lisboa], 1974
s.e. [ed. autor]
1.ª edição
203 mm x 134 mm
56 págs.
subtítulo: Contribuição ao saneamento do livro pacheco versus cesariny
edição pirata da editorial estampa colecção direcções velhíssimas
ilustrado
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
PEÇA DE COLECÇÃO
120,00 eur (IVA e portes incluídos)
Em Maio de 1974, Luiz Pacheco, que fôra um dos primeiros editores do poeta (e
pintor) Mário Cesariny, publica um grosso volume de três centenas e meia de
páginas de notícia histórica, sob a forma epistolar, servindo-se de cópias de correspondência
de múltipla autoria, ou que a si fôra dirigida, ou as respectivas respostas de
sua lavra. É um documento inegavelmente importante para a história intelectual
daquela época (os anos 50-60-70 do século XX português), com especial
incidência nos avatares e quimeras de um surrealismo lisboeta. Mário Cesariny
(de Vasconcelos) não apreciou, e, como tal, estando assim a ser ateada a
fogueira do mau-viver, limitou-se a regar o fogaréu com a necessária gasolina,
de alguma outra correspondência, que, manhoso como era, Luiz Pacheco teria omitido.
Os jovens “intelectuais” de hoje, que se têm dado a farejar as cuecas sujas de
Luiz Pacheco, como coisa fina de enfiar pela cabeça, não perceberam patavina. E,
como cortesãs (que são), têm extraído muito dinheiro dessa espécie de
ignorância.
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