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quarta-feira, agosto 07, 2019

A Peste



JOAQUIM LEITÃO

Lisboa, 1901
Livraria Central de Gomes de Carvalho – Editor
1.ª edição
18,5 cm x 12,6 cm
XVI págs. + 228 págs.
subtítulo: Aspectos moraes da Epidemia Nacional
encadernação da época (muito provavelmente editorial*) em tela encerada com gravação a seco nas pastas e a ouro na lombada
[pouco aparado, sem capas de brochura]
exemplar muito estimado; miolo limpo
ostenta colado no verso da pasta anterior o ex-libris de J. G. Mazziotti Salema Garção e no frontispício selo branco do mesmo
130,00 eur (IVA e portes incluídos)

Joaquim Leitão (1875-1955), escritor e historiógrafo, durante muitos anos secretário-geral da Academia das Ciências de Lisboa, com vasta obra publicada, em que são relevantes os seus dois livros acerca da queda da monarquia, D. Carlos, o Desventuroso e Os Cem Dias Funestos, mas também a monografia O Palácio de S. Bento. Uma passagem significativa da introdução de A Peste:
«[...] Os fidalgos veem-se reduzidos a não usar o titulo por não poderem pagar os direitos de mercê.
O povo vae a caminho de não poder usar a bandeira da nação por não poder pagar os juros da sua divida externa.
Como os fidalgos tambem, o povo portuguez, a quem a governação esbanjou com concubinas e tipoias de espelhos a legitima da India, do Brasil e lhe não pôde já entregar os seus vinculos d’Africa por o descuido na cobrança os ter feito caducar, – o povo, que não tem uma educação mundana a disfarçar-lhe as emoções, é logicamente, legalmente, um povo triste, que não sabe rir, que não sabe correr, que para defender-se d’algum safanão faria, como unico esforço, o que fazem as creanças doentes: tapar a cara com os braços e receber aninhadas a tapona.
Todo o homem nascido dentro de Portugal, n’este momento historico, por mais saudavel e forte que seja, jámais aprenderá como se dá uma gargalhada.
A geração do sr. Eça de Queiroz ainda conseguiu esboçar um rictus, que deu a ironia das Farpas.
A geração de Fialho d’Almeida já vinha com os dentes ferrados nos beiços, e a sua ironia já é pungente, não sorri por crevetismo, ri nas bochechas do idolo com a violencia de quem desfeiteia por odio e não por garotice.
Depois é que viemos nós, que já nem isto podemos fazer.
A Peste não teve, pois, a animal-a o brilho mundano d’uma ironia de salão, e se quizesse ser demolidora teria de seguir as crispações dos Gatos.
Mas, contra isso tudo conspirava. Os homens, que Fialho d’Almeida atacou com uma violencia e uma independencia inquebrantavel e nobre, ou porque não haja outros melhores ou porque este paiz já não tem laivos de vergonha, são ainda os mesmos que nos governam, que nos representam, e que ainda nos arruinariam, se já não nos houvessem comido tudo quanto nos legaram os avósinhos.
Isto bastava para que não fôra meu empenho nem proposito o apear heroes de opereta e jogar o pim-pam-pum alvejando bonecos a buchas de papel. Depressa me convenci de que a obra demolidora era por agora inutil. O vocabulo pamphletario desbotara-se, a sua intensidade relaxara, e ao chamar-se-lhes ladrões ou chibos, os homens já não córavam nem tremiam. O papel do escriptor revelava-se definitivamente doutrinario, e a tarefa dos demolidores desempenhar-se-hia com outras armas. A penna de fórma alguma convinha: talvez a dynamite. [...]»

* A obra foi originalmente comercializada em fascículos («pamphletos mensaes»), e já aparece, no vertente volume, nas «obras do mesmo auctor», com indicação de preço para a modalidade encadernada.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


O Amor na Renascença



JOAQUIM LEITÃO

s.l. [Lisboa], 1940
s.i. [ed. autor]
1.ª edição
22,8 cm x 14,8 cm
320 págs.
capitulares de entrada de capítulo impressas a sanguínea
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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telemóvel: 919 746 089

Deuses do Lar – O Maestro Miguel Angelo



JOAQUIM LEITÃO

s.l., 1916
Edição do Autor
1.ª edição
19,4 cm x 12,5 cm
106 págs.
capa impressa a uma cor com cromo (retrato) colado
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de uma conferência proferida a 15 de Maio de 1916 por Joaquim Leitão no Teatro Águia d’Ouro do Porto, no concerto de homenagem ao músico compositor.

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telemóvel: 919 746 089

A Entrevista – Sem santo nem senha



JOAQUIM LEITÃO

s.l., 30 de Outubro de 1913 a 8 de Maio de 1914
1.ª edição
20 números (completo)
24,5 cm x 17,5 cm
318 págs. (num. contínua) + 19 folhas em extra-texto
ilustrado no corpo do texto e em separado
encadernação de amador inteira em tela com cromo colado na pasta anterior
não aparado, sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo, por abrir
115,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


quarta-feira, fevereiro 28, 2018

Livro d’Ouro da Primeira Viagem de S. M. El-Rei D. Manuel II ao Norte de Portugal em 1908




CARLOS PEREIRA CARDOSO, fotografias
JOAQUIM LEITÃO
MARQUES GOMES
ANTONIO DE AZEVEDO

Foz do Douro, 1909
Editor Carlos Pereira Cardoso
1.ª edição
34,3 cm x 26 cm
198 págs.
subtítulo: Chronica photographica [...]
profusamente ilustrado no corpo do texto
luxuosa encadernação em meia-francesa com cantos em pele, elegantes vinhetas gravadas a ouro na lombada, filetes a ouro nos remates do corte da pele
aparado e carminado somente à cabeça
conserva as capas de brochura
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
ostenta colado no verso da pasta anterior o ex-libris do «Doutor João Braga | Engenheiro Agronomo»
PEÇA DE COLECÇÃO
370,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reportagem fotográfica comentada por Joaquim Leitão (no que se refere ao Porto, Braga, Viana do Castelo, Coimbra, Leça da Palmeira, Santo Tirso, Vila da Feira, Vila Nova de Gaia, Guimarães), Marques Gomes (Aveiro) e António de Azevedo (Barcelos).

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telemóvel: 919 746 089


quinta-feira, setembro 01, 2016

A Mulher na Obra de Gil Vicente



JOAQUIM LEITÃO

Lisboa, 1939
Academia das Ciências de Lisboa
1.ª edição
25,8 cm x 19,5 cm
72 págs.
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar estimado; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor a Caeiro da Mata
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem do texto:
«[...] Em Gil Vicente encontrou a mulher o seu defensor. [...]
Três tipos feministas da obra Vicentina – A Sibila Cassandra, no teatro hierático; a Inês Pereira e a Isabel de Quem tem farelos, no teatro popular –, são três gritos de oprimidas que desagravam os seus direitos. [...]»

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quinta-feira, março 07, 2013

Tudo Amor



ARTUR PORTELA
prefácio de Joaquim Leitão


Lisboa, s.d. [1923]
Ottosgrafica, Ld.ª – Editora
[1.ª edição]
19,6 cm x 13,2 cm
240 págs.
subtítulo: Prosas e Tanagras
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da mesma data do seu breve texto Divina na colecção Novela de Sucesso, o vertente livro terá então confirmado o jornalista Artur Portela (pai) entre os prosadores de obra impressa em livro. Sublinha-o o prefaciador: «[...] O escriptor, que nele ha, sairá do jornalismo apetrechado de experiencia, os olhos acostumados á vida, ou os jornaes não fossem os bastidores da vida. [...]»

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