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terça-feira, julho 21, 2026

A Peste



JOAQUIM LEITÃO

Lisboa, 1901
Livraria Central de Gomes de Carvalho – Editor
1.ª edição
185 mm x 126 mm
XVI págs. + 228 págs.
subtítulo: Aspectos moraes da Epidemia Nacional
encadernação da época (muito provavelmente editorial*) em tela encerada com gravação a seco nas pastas e a ouro na lombada
[pouco aparado, sem capas de brochura]
exemplar muito estimado; miolo limpo
ostenta colado no verso da pasta anterior o ex-libris de J. G. Mazziotti Salema Garção e no frontispício selo branco do mesmo
130,00 eur (IVA e portes incluídos)

Joaquim Leitão (1875-1955), escritor e historiógrafo, durante muitos anos secretário-geral da Academia das Ciências de Lisboa, com vasta obra publicada, em que são relevantes os seus dois livros acerca da queda da monarquia, D. Carlos, o Desventuroso e Os Cem Dias Funestos, mas também a monografia O Palácio de S. Bento. Uma passagem significativa da introdução de A Peste:
«[...] Os fidalgos veem-se reduzidos a não usar o titulo por não poderem pagar os direitos de mercê.
O povo vae a caminho de não poder usar a bandeira da nação por não poder pagar os juros da sua divida externa.
Como os fidalgos tambem, o povo portuguez, a quem a governação esbanjou com concubinas e tipoias de espelhos a legitima da India, do Brasil e lhe não pôde já entregar os seus vinculos d’Africa por o descuido na cobrança os ter feito caducar, – o povo, que não tem uma educação mundana a disfarçar-lhe as emoções, é logicamente, legalmente, um povo triste, que não sabe rir, que não sabe correr, que para defender-se d’algum safanão faria, como unico esforço, o que fazem as creanças doentes: tapar a cara com os braços e receber aninhadas a tapona.
Todo o homem nascido dentro de Portugal, n’este momento historico, por mais saudavel e forte que seja, jámais aprenderá como se dá uma gargalhada.
A geração do sr. Eça de Queiroz ainda conseguiu esboçar um rictus, que deu a ironia das Farpas.
A geração de Fialho d’Almeida já vinha com os dentes ferrados nos beiços, e a sua ironia já é pungente, não sorri por crevetismo, ri nas bochechas do idolo com a violencia de quem desfeiteia por odio e não por garotice.
Depois é que viemos nós, que já nem isto podemos fazer.
A Peste não teve, pois, a animal-a o brilho mundano d’uma ironia de salão, e se quizesse ser demolidora teria de seguir as crispações dos Gatos.
Mas, contra isso tudo conspirava. Os homens, que Fialho d’Almeida atacou com uma violencia e uma independencia inquebrantavel e nobre, ou porque não haja outros melhores ou porque este paiz já não tem laivos de vergonha, são ainda os mesmos que nos governam, que nos representam, e que ainda nos arruinariam, se já não nos houvessem comido tudo quanto nos legaram os avósinhos.
Isto bastava para que não fôra meu empenho nem proposito o apear heroes de opereta e jogar o pim-pam-pum alvejando bonecos a buchas de papel. Depressa me convenci de que a obra demolidora era por agora inutil. O vocabulo pamphletario desbotara-se, a sua intensidade relaxara, e ao chamar-se-lhes ladrões ou chibos, os homens já não córavam nem tremiam. O papel do escriptor revelava-se definitivamente doutrinario, e a tarefa dos demolidores desempenhar-se-hia com outras armas. A penna de fórma alguma convinha: talvez a dynamite. [...]»

* A obra foi originalmente comercializada em fascículos («pamphletos mensaes»), e já aparece, no vertente volume, nas «obras do mesmo auctor», com indicação de preço para a modalidade encadernada.

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pcd.frenesi@gmail.com
telemóvel: 919 746 089   [chamada para rede móvel nacional]

Os Cem Dias Funestos

 

JOAQUIM LEITÃO

Porto, 1912
Edição do Autor
1.ª edição
199 mm x 130 mm
XXII págs. + 546 págs.
subtítulo: Processo e condemnação do ultimo Presidente do Conselho de 1910, Antonio Teixeira de Sousa, e do seu livro «Para a Historia da Revolução»
ilustrado
impresso sobre papel superior avergoado
encadernação recente inteira em imitação de pele gravada a ouro na lombada
não aparado
conserva as capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
70,00 eur (IVA e portes incluídos)


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segunda-feira, maio 04, 2026

Annaes Politicos da Republica Portuguêsa


JOAQUIM LEITÃO

Porto, 1916
Magalhães & Moniz, L.da – Editores
1.ª edição
234 mm x 171 mm
308 págs.
subtítulo: Da proclamação da Republica ás primeiras tentativas de restauração (Outubro de 1910 – Março de 1911)
modesta encadernação recente inteira em pano cru com as capas da brochura espelhadas
não aparado
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível, parcialmente por abrir
55,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sexta-feira, outubro 03, 2025

Os Cegos

 

JOAQUIM LEITÃO
capa de Alice Rey Colaço
ilust. da mesma e de Augusto Pina, e Jorge Colaço


Porto, 1926
Companhia Portuguesa Editora, L.da
1.ª edição
178 mm x 129 mm
192 págs. (4 das quais com cromos polícromos colados)
subtítulo: Peça em 3 actos
ilustrado
impresso sobre papel superior
exemplar estimado; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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terça-feira, julho 15, 2025

Uma Mulher Ciumenta

 

JOAQUIM LEITÃO

Lisboa, 1933
s.i. [ed. autor?]
1.ª edição
190 mm x 138 mm
222 págs. [aliás, 220 págs.]
ilustrado com dez capitulares desenhadas e quinze cromos colados ao longo do miolo
exemplar estimado, capa com falhas de papel; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
é o n.º 284 de uma tiragem especial não declarada
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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domingo, dezembro 03, 2023

Harmonia Latina


JOAQUIM LEITÃO

Lisboa, 1936
Oficinas Gráficas dos Serviços Industriais da Câmara Municipal de Lisboa [ed. Autor]
1.ª edição
188 mm x 122 mm
72 págs. + 1 folha em extra-texto
ilustrado com o retrato do biografado
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DE MARIA DE PORTUGAL, VIÚVA DO ESCRITOR
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Joaquim Leitão (1875-1956), tem nesta brochura um breve ensaio acerca do pintor, professor de desenho ornamental e ceramista italiano Leopoldo Battistini (1865-1936).

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domingo, outubro 08, 2023

Amor e Liberdade

 

LEÃO TOLSTOI
trad. Joaquim Leitão


Lisboa, 1907
Editores – Santos & Vieira (Empreza Litteraria Fluminense – Casa Fundada em 1877)
1.ª edição
189 mm x 127 mm
4 págs. + 432 págs.
subtítulo: Palavras de um homem livre
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse na capa
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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terça-feira, setembro 28, 2021

Couceiro, o Capitão Phantasma

 

JOAQUIM LEITÃO

Porto, 1914
Edição do Autor
1.ª edição
190 mm x 122 mm
256 págs.
subtítulo: Dos acantonamentos da Galiza á marcha para a segunda incursão monarchica
ilustrado
exemplar estimado, discretos restauros na lombada; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quarta-feira, agosto 07, 2019

O Amor na Renascença



JOAQUIM LEITÃO

s.l. [Lisboa], 1940
s.i. [ed. autor]
1.ª edição
22,8 cm x 14,8 cm
320 págs.
capitulares de entrada de capítulo impressas a sanguínea
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Deuses do Lar – O Maestro Miguel Angelo



JOAQUIM LEITÃO

s.l., 1916
Edição do Autor
1.ª edição
19,4 cm x 12,5 cm
106 págs.
capa impressa a uma cor com cromo (retrato) colado
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de uma conferência proferida a 15 de Maio de 1916 por Joaquim Leitão no Teatro Águia d’Ouro do Porto, no concerto de homenagem ao músico compositor.

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A Entrevista – Sem santo nem senha



JOAQUIM LEITÃO

s.l., 30 de Outubro de 1913 a 8 de Maio de 1914
1.ª edição
20 números (completo)
24,5 cm x 17,5 cm
318 págs. (num. contínua) + 19 folhas em extra-texto
ilustrado no corpo do texto e em separado
encadernação de amador inteira em tela com cromo colado na pasta anterior
não aparado, sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo, por abrir
115,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quinta-feira, março 07, 2013

Tudo Amor



ARTUR PORTELA
prefácio de Joaquim Leitão


Lisboa, s.d. [1923]
Ottosgrafica, Ld.ª – Editora
[1.ª edição]
19,6 cm x 13,2 cm
240 págs.
subtítulo: Prosas e Tanagras
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da mesma data do seu breve texto Divina na colecção Novela de Sucesso, o vertente livro terá então confirmado o jornalista Artur Portela (pai) entre os prosadores de obra impressa em livro. Sublinha-o o prefaciador: «[...] O escriptor, que nele ha, sairá do jornalismo apetrechado de experiencia, os olhos acostumados á vida, ou os jornaes não fossem os bastidores da vida. [...]»

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