quarta-feira, junho 24, 2026
A Morte Sem Mestre
domingo, maio 03, 2026
Antología
HERBERTO HELDER
org. e trad. Jordi Virallonga
capa de Siqui Sánchez (fotog.)
s.l., 2001
Plaza & Janés Editores, S.A.
1.ª edição
texto em castelhano
158 mm x 126 mm
96 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
60,00 eur (IVA e portes incluídos)
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sábado, fevereiro 28, 2026
O Bebedor Nocturno
capa de João da Câmara Leme
Lisboa, 1968
Portugália Editora
1.ª edição
193 mm x 123 mm
224 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
discreta assinatura de posse no ante-rosto
90,00 eur (IVA e portes incluídos)
Trata-se de um extenso conjunto de “traduções” – ou de poemas vertidos das mais variadas línguas para o português, o idioma português tal como HH maravilhosamente o tratou em toda a sua obra escrita. Claro que os pressurosos funcionários da metodologia universitária, que tanto se têm esforçado por vender a alma a um qualquer sotaque dominante, nunca puderam suportar palavras como as que este “tradutor” emprega no seu curto prefácio:
«[...] Quanto a mim, não sei línguas. Trata-se da minha vantagem. Permite-me verter poesia do Antigo Egipto, desconhecendo o idioma, para o português. Pego no Livro dos Mortos, em inglês ou francês, e, ousando, ouso não só um poema português como também, e sobretudo, um poema meu. [...] O meu labor consiste em fazer com que eu próprio ajuste cada vez mais, ao meu gosto pessoal, o clima geral do poema já português: a temperatura da imagem, a velocidade do ritmo, a saturação atmosférica do vocábulo, a pressão do adjectivo sobre o substantivo.
Uma pessoa pergunta: e a fidelidade? Não me sinto infiel. É que procuro construir o poema português pelo sentido emocional, mental, linguístico que eu tinha, sub-reptìciamente, ao lê-lo em inglês, francês, italiano ou espanhol. Como fidelidade, convenhamos, é bizarramente pessoal. Mas não há fidelidade que não seja pessoal. [...]»
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Última Ciência

HERBERTO HELDER
Lisboa, 1988
Assírio & Alvim
1.ª edição [única]
205 mm x 150 mm
48 págs.
na capa: O Mapa-Múndi de Johann Stabius, Albert Dürer, 1515
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
120,00 eur (IVA e portes incluídos)
É talvez dos mais densos livros de HH, pois da ciência hermética trata. Do seu fecho uma passagem:
«[...] Pratiquei a minha arte de roseira: a fria
inclinação das rosas contra os dedos
iluminava em baixo
as palavras.
Abri-as até dentro onde era negro o coração
nas cápsulas. Das rosas fundas, da fundura nas palavras.
Transfigurei-as.
Na oficina fechada talhei a chaga meridiana
do que ficou aberto.
Escrevi a imagem que era a cicatriz de outra imagem.
A mão experimental transtornava-se ao serviço
escrito
das vozes. O sangue rodeava o segredo. E na sessão das rosas
dedo a dedo, isto: a fresta da carne,
a morte pela boca.
– Uma frase, uma ferida, uma vida selada.»
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quarta-feira, julho 02, 2025
Cobra
Prémio Pessoa, 1987 / 1996
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domingo, julho 28, 2024
O Patinho Feio e outros contos
[HANS-CHRISTIAN] ANDERSEN
trad. Herberto Helder
ilustrações de Jean-Léon Huens
Lisboa, s.d.
Editorial Verbo
1.ª edição
305 mm x 232 mm (álbum)
32 págs.
profusamente ilustrado a cor no corpo do texto
cartonagem editorial
exemplar muito estimado; miolo limpo
dedicatória de posse no frontispício
30,00 eur (IVA e portes incluídos)
Veloz Como o Vento
GINE VICTOR LECLERQ
trad. Herberto Helder
capa de José Antunes
Lisboa, 1967
Editorial Verbo, Lda.
1.ª edição
184 mm x 147 mm
204 págs. + 10 págs. (pub. editora) + 2 folhas em extra-texto
ilustrado a preto e a cor, no corpo do texto e em separado
cartonagem editorial
exemplar como novo
peça de colecção
35,00 eur (IVA e portes incluídos)
Novela juvenil, apenas de interesse bibliófilo. Garantidamente vertida para a língua portuguesa de um dos nossos maiores poetas de sempre.
Contos
HANS-CHRISTIAN ANDERSEN
trad. Elsa Taveira e Herberto Helder
capa de José Antunes
ilust. Vaz Pereira
Lisboa, 1966
Editorial Verbo
2.ª edição
185 mm x 147 mm
196 págs. + 2 folhas em extra-texto
ilustrado no corpo do texto a negro e a cor em separado
cartonagem editorial
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
peça de colecção
37,00 eur (IVA e portes incluídos)
Novela infanto-juvenil, de um autor que é a matriz do género na literatura europeia. A vertente edição acrescenta as ilustrações, que não constavam da edição original.
segunda-feira, março 18, 2024
Morfogenia
MÁRIO DIAS RAMOS
badana de Herberto Helder
Lisboa, s.d. [1965, seg. BNP; 1962, seg. Dic. Crono. de Autores Port.]
Cronos (Edição do Autor)
1.ª edição
188 mm x 130 mm
64 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
37,00 eur (IVA e portes incluídos)
Trata-se do primeiro livro publicado sob os auspícios de revista Cronos
(que teve apenas cinco números, entre 1965-1970), co-dirigida e co-editada por
Fernando Luso Soares e pelo próprio Mário Dias Ramos.
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sexta-feira, março 08, 2024
Larva
JULIÁN RÍOS
trad. Mariano Alejandro Ribeiro
capa (frente e verso) de Miguel Ângelo Rocha
Lisboa, 2024
Barco Bêbado
1.ª edição
205 mm x 132 mm
578 págs. + 1 desdobrável em extra-texto
subtítulo: Babel de uma noite de São João
ilustrado
exemplar novo
inclui folha-volante catálogo editorial enriquecida com um texto inédito de
Herberto Helder
38,00 eur (IVA e portes incluídos)
«Fundindo — transgredindo —
géneros, códigos, linguagens: a postular um internacionalismo cultural
situado nos antípodas do proteccionismo literário espanhol (essa herança podre
do limpa-fixa-e dá esplendor), Julián Ríos maltrata, manuseia, violenta, sodomiza
uma normalidade linguística que serviu de veículo à incrível opressão
(ideológica, política, social, sexual) em que até há pouco tempo, todos nós, de
uma maneira ou outra, vivemos.» (Juan Goytisolo)
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domingo, janeiro 21, 2024
A Cabeça Entre as Mãos

HERBERTO HELDER
capa do escultor Manuel Rosa
Lisboa, 1982
Assírio e Alvim - Cooperativa Editora e Livreira, SCARL
1.ª edição [única]
205 mm x 122 mm
48 págs.
exemplar estimado; miolo irrepreensível
120,00 eur (IVA e portes incluídos)
Escreve Maria de Fátima Marinho em O Surrealismo em Portugal (Imprensa Nacional – Casa da Moeda, Lisboa, 1987): «[...] a produção de Herberto Helder não se esgota nas suas ligações com o surrealismo, abrangendo uma área mais vasta que atinge entre outras a poesia experimental e concreta. É, contudo, importante ressaltar que o autor [...] é um dos casos em que o surrealismo português alcança um nível mais elevado. Talvez porque não é puro, talvez porque Herberto Helder nunca pretendeu, teoricamente, ser surrealista, mas foi, frequentemente, na prática. [...]»
domingo, dezembro 03, 2023
Ofício Cantante
Herberto Helder: A Obra e o Homem
quarta-feira, fevereiro 01, 2023
Poesia 70 – 71
assinaturas de posse nos ante-rostos
terça-feira, janeiro 24, 2023
Êxodo
LOUZÃ HENRIQUES
JOÃO VÁRIO
LUÍS SERRANO
RUI MENDES
HERBERTO HELDER
Coimbra, 1961
[Livraria Almedina]
1.ª edição [única]
219 mm x 167 mm
34 págs.
subtítulo: Poesia – Antologia 1
exemplar estimado; miolo limpo
160,00 eur (IVA e portes incluídos)
Apesar de advertência em contrário, dos editores («publicação não periódica»),
Daniel Pires considera-a no seu Dicionário da Imprensa Periódica Literária
Portuguesa do Século XX (1941-1974) (Grifo, Lisboa 1999):
«Êxodo – A palavra a Luís Serrano, um dos seus dinamizadores:
“[…] Veio a lume em Coimbra em 1961, antecipando-se de alguns meses ao
movimento Poesia 61 que viria a aparecer em Lisboa.
[…] O caderno pretendia acolher e divulgar a poesia da nova geração sem grandes
preocupações de carácter ideológico mas com grandes preocupações de qualidade e
inovação […]”.»
O jovem Herberto Helder, então já com importantes livros editados (O Amor em Visita e A Colher na Boca), colabora com texto «Ofício de Poeta».
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quarta-feira, novembro 23, 2022
Os Passos em Volta
Sulco – Revista de Cultura Político-Social
sexta-feira, novembro 05, 2021
Contravento – Letras e Artes
dir. Fernando Pinto Ribeiro
ed. Eduíno de Jesus (Editorial Contravento, Lda.)
Lisboa, Agosto de 1968 a Dezembro de 1971
capas de Artur Bual, João Vieira, Fausto Boavida, e Gil Teixeira Lopes
grafismo de Artur Bual
4 números (completo)
227 mm x 227 mm
60 págs. + [3 x 72 págs.]
profusamente ilustrados
texto impresso a três colunas
exemplares estimados; miolo limpo
150,00 eur (IVA e portes incluídos)
Interessantes colaboradores concitou este periódico, que acompanha o mercado
nascente da arte abstracta em Portugal, embora os participantes literários nada
devam a essa corrente estética. Assim, por exemplo, os poetas cujos versos mereceram
honras de reprodução autógrafa: Vitorino Nemésio, mediante um soneto e um
mini-ensaio de David Mourão-Ferreira acerca da obra lírica nemesiana; António
de Sousa, com um poema à Carochinha e ao João Ratão; Tomaz de Figueiredo e
Cabral do Nascimento, também com poemas sérios. Digamos que o mais “abstracto”
que a revista aborda, durante a sua curta vida, será a ampla participação concretista
de E. M. de Melo e Castro, no n.º 2; serão ainda os «Três Poemas Visuais»
de Ana Hatherly, no n.º 3. E no meio de assuntos que vão do teatro às artes
plásticas com passagem pela música segundo António Vitorino de Almeida,
entrevistado para o n.º 3, duas pérolas diversamente estranhas nos são dadas
ler: uma primeira versão do magnífico poema «Bicicleta», de Herberto
Helder (no n.º 1), e, no n.º 4, José Saramago com o breve, mas igualmente
magnífico, poema «Os Mais Velhos», ficando assim representados o
surrealismo heterodoxo e o realismo ortodoxo.
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sábado, junho 26, 2021
Caliban
dir. J. P. [João Pedro] Grabato Dias e Rui Knopfli
2 números (de 4 números em 3 brochuras)
217 mm x 152 mm
68 págs. [num. contínua (32 págs. + 36 págs.)]
exemplares muito estimados; miolo irrepreensível
180,00 eur (IVA e portes incluídos)
Revista ultramarina – cujo nome é de inspiração shakespeareana – «fechada pela PIDE, em 1972» (segundo Daniel Pires, Dicionário das Revistas Literárias Portuguesas do Século XX, Contexto Editora, Lisboa, 1986), a sua raridade pauta-se até pela ausência nos ficheiros da Biblioteca Nacional, que apenas conseguiu obter um exemplar completo em 2006 (leilão de 26 e 27 de Abril, na Livaria Antiquária do Calhariz, Lisboa).
Dentre os colaboradores, nota-se o alto gabarito das escolhas obtidas pelos coordenadores, a saber: Eugénio Lisboa, Jorge de Sena, José Craveirinha, Rui Nogar, Sebastião Alba, Herberto Helder, António Ramos Rosa, [João da] Fonseca Amaral, Luís Amaro, João Rui de Sousa, Fernando Assis Pacheco, etc. Além dos inéditos – alguns são-no ainda hoje –, a tradução teve o mérito de nos dar a conhecer uma integral do longo poema de T. S. Eliot, Quarta-feira de Cinzas, e poemas de Marianne Moore.
A participação de Herberto Helder, essa, pode ser considerada única, porque «Movimentação Errática» virá a ser revista e fraccionada entre a sua “prosa” introdutória e o poema que a ilustra, seguindo este último, já baptizado «Texto 1», para o núcleo «Antropofagias» de Poesia Toda (vol. 2, Plátano Editora, Lisboa, 1973) e, a referida “prosa”, para o livro Photomaton & Vox (Assírio & Alvim, Lisboa, 1979).


















