domingo, junho 30, 2019

In Memoriam de João Villaret


LOURENÇO RODRIGUES (org.)
et alli

Lisboa, s.d.
Livraria Popular de Francisco Franco
1.ª edição
24,7 cm x 17,1 cm
176 págs.
profusamente ilustrado no corpo do texto
exemplar estimado; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Embora se lhe deva ter sido um excelente actor e divulgador de poetas portugueses “arredados” do conhecimento geral do público – Régio, Pessoa, Torga ou Florbela –, como declamador dessa poesia acabou por instituir um estilo de dicção que, fazendo escola junto de outros como Ary dos Santos e Natália Correia, e até Mário Viegas, empurrava os versos para zonas de sentido algo duvidosas. José Régio, por exemplo, nunca achou graça à interpretação conferida por Villaret a alguns dos seus poemas, nomeadamente o sombrio poema Cântico Negro, razão pela qual aceitará gravar a sua própria interpretação em disco (fontes electrónicas: José Geraldo, Registos Sonoros Poesia Portugal – Portuguese Poetry Sound Records, e Jorge Cordeiro, Biografia de Arnaldo Trindade).

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«O Reino da Estupidez» e a Reforma Pombalina


LUÍS DE ALBUQUERQUE
[FRANCISCO DE MELO FRANCO]

Coimbra, 1975
Atlântida Editora, S. A. R. L. / Vértice
1.ª edição
16,8 cm x 11,9 cm
136 págs.
exemplar estimado; miolo irrepreensível
25,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Luís de Albuquerque contextualiza, neste seu esplêndido ensaio, a circunstância histórico-político-religiosa em que, sob o pseudónimo Fabrício Cláudio Lucrécio, foi posto a circular o manuscrito de um longo poema – O Reino da Estupidez –, ainda hoje legível dada a sua acutilante e sarcástica sabedoria. Escrito durante o período que é de hábito designar-se por viradeira, ou regresso da treva pré-iluminista com o reinado de D. Maria I, documenta como as ideias pedagógicas de Verney e de Ribeiro Sanches foram atiradas ao lixo por beatos e ignorantes (ou vice-versa). Melo Franco, que foi médico e autor, entre outras obras, de um dos primeiros tratados portugueses de puericultura, viu-se, por delito de ideias, humilhado pela Inquisição e relegado para o manicómio. O poema aqui em estudo, e integralmente reproduzido na segunda parte do livro, é, de par com O Hissope de António Diniz da Cruz e Silva, um libelo de coragem na denúncia da superstição e da hipocrisia.

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O Hyssope



ANTONIO DINIZ DA CRUZ E SILVA

Porto, 1886
Imprensa Real
[8.ª edição, conf. Inocêncio Francisco da Silva]
15,6 cm x 11,5 cm
112 págs.
subtítulo: Poema Heroi-Comico
encadernação modesta antiga com lombada em tela encerada e pastas em papel de fantasia; pouco aparado à cabeça
exemplar com o miolo em muito bom estado de conservação, lombada com defeitos
conserva as capas de brochura
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do autor, que fundou a Arcádia Lusitana, numa assumida teima neo-classicizante por oposição ao Barroco, diz-nos Inocêncio Francisco da Silva (Diccionario Bibliographico Portuguez, tomo primeiro, Imprensa Nacional, Lisboa, 1858):
«[...] Cavalleiro professo na Ord. de S. Bento d’Avis, Doutor na faculdade de Direito Civil pela Universidade de Coimbra; seguiu os logares de magistratura até o de Chanceller da Relação do Rio de Janeiro; sendo ultimamente nomeado Conselheiro do Conselho Ultramarino, cargo de que consta tomara posse, mas que não chegou a exercer. – N. em Lisboa, na freguezia de Sancta Catharina a 4 de Julho de 1731, e m. no Rio de Janeiro no anno de 1799 ou principio de 1800, sem que todavia seja possivel designar a data precisa do seu falecimento [posteriormente, Inocêncio veio a garantir, como data fiável, 5 de Outubro de 1799].
[...] No tempo da invasão franceza em Portugal em 1808 o livreiro F. Rolland fez ainda sahir de seu prelo uma edição do Hyssope em tudo conforme á de 1802, unica que então existia [o poema data de 1768]; porém sendo os francezes expulsos em Setembro d’esse anno, os exemplares, se alguns andavam á venda, foram todos recolhidos, porque o poema era prohibido em Portugal; e só depois de 1833 é que vi apparecerem alguns a publico: porém não são procurados porque em cousa alguma podem competir com os das edições parisienses de 1817 e 1821. [...]»
O poema, enfatizando um estilo épico camoniano, põe a ridículo certo cerimonial entre o bispo e o deão de Elvas, os seus preconceitos feudais e a mentalidade escolástica.

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Memórias da Minha Vida e do Meu Tempo



JOAQUIM PAÇO D’ARCOS

Lisboa, 1973, 1976 e 1979
Guimarães & C.ª Editores
1.ª edição
3 volumes (completo)
20,4 cm x 16 cm
360 págs. + 368 págs. + 416 págs.
exemplares muito estimados; miolo limpo
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da relevância de tais Memórias escreveu João Bigotte Chorão (in Diário do Minho [fonte: página electrónica da casa editora]):
«Fiel à sua vocação cosmopolita, Joaquim Paço d’Arcos não faz de si próprio a matéria do seu livro. Mas como o sábio Montaigne, e pelo seu senso de equanimidade, também o autor das Memórias poderia dizer que o seu livro é um livro de boa fé. E há-de constituir, quando terminado, um fresco rico de personagens, testemunho duma época que, nascida da ilusão, agoniza no desespero.»

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Crónica da Vida Lisboeta – Ana Paula: Perfil duma Lisboeta | Ansiedade | O Caminho da Culpa | Tons Verdes em Fundo Escuro | Espelho de Três Faces | A Corça Prisioneira [junto com] História e Sentido da «Crónica da Vida Lisboeta»





JOAQUIM PAÇO D’ARCOS
capas de Stuart, José Rocha, et alii

Lisboa, 1938, 1943, 1958, 1947, 1950, 1956 e 1977
Parceria A. M. Pereira [1, 2, 4 e 5]
Guimarães & C.ª [3, 6 e 7]
1.ª edição [1, 5, 6 e 7], 2.ª edição [4], 3.ª edição [2], 4.ª edição [3]
19,4 cm x 13 cm
370págs. + 320 págs. + 320 págs. + [XII págs. + 396 págs.] + 498 págs. + 352 págs. + 80 págs.
exemplares manuseados mas aceitáveis; miolo limpo
assinaturas de posse em quase todos os volumes
valorizados pela assinatura do Autor no volume 2 e pela dedicatória manuscrita no História e Sentido...
65,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Viagens ao Pé da Porta



VITORINO NEMÉSIO
ilustrações de Júlio Gil

Lisboa, s.d. [1967]
Editorial Pórtico
1.ª edição
20,6 cm x 14,6 cm
212 págs.
exemplar estimado, sem quebras na lombada, capa ligeiramente suja; miolo irrepreensível
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo o próprio, «[...] Este livro é fraca coisa: Viagens ao pé da porta – confissões de um pequeno filósofo [...] emparedado numa aldeola das abas da Cumeada de Coimbra. É um livro feito dos papéis avulsos de uma longa colaboração na Rádio e na Imprensa periódica, em cujo impressionismo pude contudo guardar a liberdade interior da reflexão e da poesia. [...]»

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A Simbólica do Espaço


YVETTE KACE CENTENO
LIMA DE FREITAS
et alli
capa de Lima de Freitas

Lisboa, 1991
Editorial Estampa
1.ª edição
29,7 cm x 21 cm
268 págs. + 8 págs. em extra-texto (reprod. cor)
subtítulo: Cidades, Ilhas, Jardins
ilustrado a negro e a cor, no corpo do texto e em separado
capa impressa a cinza sobre cartolina branca, sobrecapa polícroma
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
57,00 eur (IVA e portes incluídos)

Estudos de carácter hermético, contam, entre outros, com a colaboração de Maria Helena da Rocha Pereira, Stephen Reckert, Maria Leonor Buescu, Eduardo Prado Coelho, etc.

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sexta-feira, junho 28, 2019

O Gigante Verde


MANUEL GRANGEIO CRESPO

Lisboa, 1965
Edições Ática
1.ª edição (em Portugal)
19,8 cm x 14,4 cm
XII págs. (inseridas entre as págs. 10 e 11) + 188 págs.
subtítulo: Liturgia Mágica em Sete Sequências e Outros Tantos Comentários
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
IMPORTANTE PARA A HISTÓRIA DO SURREALISMO
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro inicialmente publicado, três anos antes, em França nas Éditions du Seuil, pugna por uma dramaturgia próxima de Antonin Artaud ou de Adamov, que anteciparam um teatro de acção directa que obteve na rua, no Maio de 68, resultados menos “artísticos” que os do living de Julian Beck. Acerca da sua proposta teatral, diz Grangeio Crespo em entrevista a Urbano Tavares Rodrigues para o Jornal de Letras e Artes, e reproduzida na abertura do volume:
«[...] a arte não é, nem pode ser, gratuita. O acto artístico, na medida em que não intrìnsecamente económico, é sempre, duma maneira ou duma outra, um exorcismo. Todo o problema está em saber quais os mitos a invocar e qual a atitude a tomar perante esses mitos. Mas isso é um problema moral, e não um problema estético. É impossível elaborar uma estética sem pressupor uma moral. Eu não hesitaria em repetir a fórmula de Jan Vilar: o teatro (ou a arte tout court) deve ser um serviço público. Simplesmente, tal fórmula, se exprime uma certa atitude geral, não deixa de ser vaga, equívoca e insatisfatória. Ela não resolve nenhuma das questões primordiais, nem sequer exprime uma opção essencial. De facto, por exemplo, tanto o teatro nazi como o teatro de Brecht são concebidos, um e outro, como serviços públicos. A diferença reside na noção de serviço público. [...] a concepção do teatro é inseparável da concepção da civilização. Dito isto, uma definição provisória do teatro me parece todavia possível, e mesmo necessária, visto que o teatro é também uma arma, uma arma duma eficácia terrível e insuspeitada, e que pode ser decisiva para o advento duma nova civilização. Mas essa definição não pode ser senão negativa. Isto é, visto que o teatro é o expoente duma civilização, ele pode ser também o expoente da recusa duma civilização. [...]»
Maria de Fátima Marinho (vd. O Surrealismo em Portugal, Imprensa Nacional – Casa da Moeda, Lisboa, 1987) com muito acerto o traz para dentro da corrente literária portuguesa à época mais agressiva: «[...] Poderemos, talvez, dizer, com propriedade, que O Gigante Verde constitui um dos raríssimos casos de teatro surrealista em Portugal. [...]»

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Fala do Homem Lésbico




MANUEL GRANGEIO CRESPO
pref. Adelino Dias Cardoso
capa e ilust. Rogal

s.l., 1983
Super Visão / Contraponto [de Luiz Pacheco]
1.ª edição
21 cm x 14,9 cm
16 págs.
acabamento com um ponto em arame
exemplar estimado; miolo limpo, pequenas marcas de acidez do papel
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem deste importante texto, que deveria ter merecido uma edição condigna, e não uma gananciosa tiragem de sanitários de tipografia:
«[...] Há uma coisa que diferencia radicalmente a espécie humana de todas as outras espécies animais. O orgasmo da fêmea. Para as outras fêmeas animais, o parto representa o único clímax sexual possível. A mulher é um bicho esquisito: uma fêmea que não precisa de adiar o seu desejo. [...]
Tal como a locomoção que demarca os animais dos seus antepassados vegetais, a disponibilidade da fêmea humana é uma excepção que assinala um novo patamar na escadaria da Evolução. Os humanos são os primeiros animais cujo amor é livre. A liberdade, até aí fruto selvagem do acaso, transforma-se numa dimensão permanente onde se renovam todas as ecologias.
Uma fêmea capaz de ter orgasmo é um fenómeno inédito na natureza, contrário às normas mais elementares da prudência divina. O amor livre é um risco. Transtorna a regularidade das gerações, ameaça a continuidade das espécies, pondo em perigo a eternidade. É que o luxo vicia, a premência do hábito engendra necessidades desnecessárias. [...]»

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Fala do Homem Lésbico


MANUEL GRANGEIO CRESPO
pref. Adelino Dias Cardoso
capa e ilust. Rogal

s.l., 1983
Super Visão / Contraponto [de Luiz Pacheco]
1.ª edição
21 cm x 15 cm
16 págs.
acabamento com um ponto em arame
exemplar como novo
37,00 eur (IVA e portes incluídos)


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As Horas de Maria




ANTÓNIO DE MACEDO
capa e grafismo de Carlos Alves

Lisboa, 1977
Cinequanon
1.ª edição
20,6 cm x 12,6 cm
116 págs. + 20 págs. em extra-texto
subtítulo: Guião do filme com o diálogo integral
exemplar em bom estado de conservação, sem qualquer quebra na lombada; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR AO ESPECIALISTA EM COMUNICAÇÃO TELEVISIVA RUI CADIMA
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

O filme estreou a 3 de Abril de 1979 no cinema Nimas, sob o ataque cerrado de protestos e rezas de manifestantes beatos a soldo da Igreja. A posição do cineasta António de Macedo (nasc. 1931) é inequívoca desde a primeira linha do livro:
«Na noite de 6 de Março de 1922 explodiram quatro bombas na capela das Aparições, em Fátima. Uma quinta bomba, colocada junto às raízes da azinheira onde uma “dama de grande beleza” aparecera a três crianças sub-alimentadas, não explodiu.
A notícia do “sacrilégio” correu o país, e imediatamente se organizaram peregrinações de desagravo. [...]
É por demais evidente que o atentado partiu dos que estavam ansiosos pelo desenvolvimento do “fenómeno Fátima”, e não daqueles que o pretendiam desmascarar. [...]»

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quinta-feira, junho 27, 2019

Portugal Pequenino


MARIA ANGELINA [BRANDÃO]
RAUL BRANDÃO
[capa de Alberto de Sousa]
desenhos de Carlos Carneiro e Tagarro

Lisboa, 1930
ed. Autores
1.ª edição
18,5 cm x 12,5 cm
264 págs. + 2 folhas em extra-texto
ilustrado no corpo do texto a preto e em separado a cor
exemplar envelhecido mas aceitável, restauro na lombada, pequena falha de papel na contracapa; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

«Eis um gesto cósmico: reinventar a infância e designá-la, através do acto instaurador da escrita, como um lugar centrífugo de solidão essencial, anterior a qualquer obra e na margem mais luminosa da literatura. [...]
A exaltação dos valores enraizados na mátria, a nostalgia de uma felicidade simples, cujo “arquétipo seria a própria infância” (Bachelard), evocada como um êxtase mágico de intemporalidade, não deixam de tematizar um livro ímpar – não só na bibliografia brandoniana como no campo pouco fértil da nossa literatura infanto-juvenil.
O facto de Raul Brandão se ter empenhado tão a fundo na tarefa de escrever um livro para crianças, num momento em que parecia ter a premunição do fim, pode parecer surpreendente. A vontade de deixar o nome literariamente ligado ao de Maria Angelina, sua mulher e co-autora da obra, só em parte ajuda a explicá-lo, contribuindo para justificar a singularidade da mesma no contexto da produção textual do escritor. A colaboração de Maria Angelina Brandão, sem dúvida decisiva para a concretização do projecto, não torna, porém, menos avassaladora a presença do autor de Húmus, através do poder encantatório do seu estilo. [...]» (Maria João Reynaud, «Raul Brandão: Ficção e Infância», in Revista da Faculdade de Letras, Porto, 1995)

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domingo, junho 23, 2019

Tratado de Armaria



J. A. CORRÊA LEITE RIBEIRO
pref. Júlio de Castilho e Sousa Viterbo

Lisboa, 1907
Empreza da Historia de Portugal – Sociedade Editora
1.ª edição
21,5 cm x 14 cm
140 págs. + 1 folha em extra-texto
subtítulo: Technica e regras do brasão d’armas
profusamente ilustrado
elegante encadernação (Palhares, Lda.) em meia-francesa com cantos em pele, gravada a seco nas pastas e a ouro na lombada
aparado e carminado somente à cabeça
conserva as capas de brochura
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
carimbo de posse na folha-de-guarda e discreta rubrica no ante-rosto
ostenta colado no verso da pasta anterior o ex-libris de João Diogo de Menezes e Alarcão de Carvalho Branco
PEÇA DE COLECÇÃO E ESTUDO
110,00 eur (IVA e portes incluídos)

Joaquim Augusto Correia Leite Ribeiro inclui, nesta sua obra de referência, um dicionário heráldico sucinto e ilustrado com a simbologia dos brasões nacionais, remetendo para os respectivos apelidos.

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sábado, junho 22, 2019

Uma Carta


ANTÓNIO MARIA LISBOA

Lisboa, [1958]
Colecção A Antologia em 1958 – Série Negra [ed. Mário Cesariny]
1.ª edição
22,8 cm x 17,2 cm
8 págs. [não num.]
dístico: Estrela da Ilha de Puros Ministros do Amor Estrela do Meio Dia Antes e Depois da Nossa Época
folha-volante dobrada in 4.º
não aparada
exemplar muito estimado; miolo limpo
RARÍSSIMA PEÇA DE COLECÇÃO
400,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem desta admirável carta dirigida a Mário Cesariny em 1950:
«[...] A bordo do nosso navio fantasma SOMOS O QUE SOMOS e ao nosso redor apenas o chapinhar das águas misteriosamente calmas de encontro ao casco nos impressiona e informa. Nele nos unimos expontâneamente para procurarmos a forma mais eficaz para a destruição da sociedade, para a subversão dos valores que a sustentam – o capital e o trabalho. Como dizia no meu Manifesto Erro Próprio por outras palavras: Não se tratava em mim (em nós) de negar o Surrealismo e os seus princípios, mas ilibava-me eu de tomar lugar na querela do eu sou, tu não és. Serei ou não surrealista de hoje para o futuro com a minha METACIÊNCIA e o NOSSO ABJECCIONISMO – eu não me pronunciarei sobre tal.
– A Anarquia e a Poesia são uma obra de séculos e errompe expontâneamente ou não errompe! [...]»

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Poesia



ANTÓNIO MARIA LISBOA
org. Mário Cesariny

Lisboa, 1977
Assírio & Alvim
2.ª edição [conjunta, substancialmente ampliada]
19,1 cm x 16,8 cm
412 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
120,00 eur (IVA e portes incluídos)

A força poética do libertário António Maria Lisboa, em 1977, aquando da reunião da sua Poesia no vertente volume, pela segunda vez levada a cabo por Mário Cesariny (antes, em 1962, apenas 80 páginas numa edição da Guimarães), ainda fazia estragos entre os próceres da “democracia” nascente: não apenas o “director” da colecção que acolheu o livro – o obtuso e limitado E. M. de Melo e Castro –, mas também o editor!... (não se sabe se o Assírio, se o Alvim), fizeram imprimir junto com a ficha técnica notas em que, cada qual à sua triste figura, enjeitam a edição.

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Poesia


ANTÓNIO MARIA LISBOA
org. Mário Cesariny

Lisboa, 1962
Guimarães Editores
1.ª edição [conjunta]
21,5 cm x 15,5 cm
80 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível, por abrir
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO ESCRITOR SURREALISTA RICARTE DÁCIO
80,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Exercício Sobre o Sonho [aliás*: Sono] e a Vigília de Alfred Jarry seguido de O Senhor Cágado e o Menino


ANTÓNIO MARIA LISBOA

Lisboa, s.d. [1958]
A Antologia em 1958 (ed. Mário Cesariny de Vasconcelos)
1.ª edição
18,9 cm x 13,3 cm
36 págs. + 1 folha em extra-texto
dístico: «Semente Raiz Tronco Flor Fruto Flor Tronco Raiz Semente»
composto em Bodoni e impresso sobre papel superior
exemplar como novo
RARA PEÇA DE COLECÇÃO
320,00 eur (IVA e portes incluídos)

Nascido na capital a 1 de Agosto de 1928, levado pela tuberculose a 11 de Novembro de 1953, não é exagero considerá-lo o cerne da corrente libertária no que veio a ser o surrealismo em português. «[...] Partido da libertação surrealista», escreve Cesariny no livro abaixo referido, «o pensamento poético de António Maria Lisboa aprisionou a ave hierática com que, até hoje, só os asiáticos e certos primitivos têm modulado a chamada vida prática. (Mas não foram os poetas chineses os criadores, há 2062 anos, do jogo poético colectivo “inventado” pelos surrealistas há dois dias?) Os termos da obra de António Maria Lisboa, de um desenvolvimento extra-individual de aferição da Verdade, da Justiça e do Bem, não inquirem, impõem as condições da sua perenidade.»

* Mário Cesariny dá notícia desta gralha tipográfica na 1.ª edição do livro Poesia, de António Maria Lisboa, na colecção Documenta Poética da antiga Assírio & Alvim (Lisboa, 1977), ainda hoje a mais correcta reunião do legado do poeta... porque a sua reedição, volvidos quase vinte anos, é um modelo de bom comportamento editorial que não se coaduna com o conteúdo.

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English Poems, I-II-III [antecedido de] 35 Sonnets


FERNANDO PESSOA
versão portuguesa de Fernando Dias
capa de João Pedro

Lisboa, 1975
Edição do Tradutor
1.ª edição (bilingue)
21 cm x 14,9 cm
168 págs.
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
ostenta colado no verso da capa o ex-libris de D. Diogo de Bragança, VIII marquês de Marialva
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Alberto Uva, em 1952, Adolfo Casais Monteiro e Jorge de Sena, em 1954, e Natália Correia, em 1965, já haviam ensaiado a tradução dalguns destes poemas de Pessoa, que os publicara em vida sucessivamente em 1918 (35 Sonnets e Antinous) e 1921 (English Poems, I-II e English Poems, III). Aqui surge o conjunto completo pela primeira vez reunido e traduzido. O longo «Epithalamium», que constituía o volume III dos English Poems, suscitou precisamente de Natália Correia o seguinte reparo [ver Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica, reed. Antígona / Frenesi, Lisboa, 1999]:
«[...] vem projectar uma nova luz sobre o mundo erótico do poeta. É curioso observar que a sua complexa sensibilidade, tão cheia de esconderijos, se tivesse refugiado na língua inglesa para canalizar uma veemência erótica que lembra o Bocage das “Cartas a Olinda e Alzira”.
[...] Fernando Pessoa tece um dos mais intensos e deslumbrados cânticos ao êxtase da carne, integrada num cosmos pan-sexualizado, que repudia outra lei e outra moral que não seja o genuíno triunfo dos impulsos afrodisíacos. [...]»

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Fernando Pessoa, o Cadáver Adiado Que Procria


[ANÓNIMO*]

Lisboa, 30 de Novembro, 1982
Edições Antígona
1.ª edição [única]
20,9 cm x 15 cm
4 págs.
folha volante
exemplar estimado, apresenta um vinco ao meio devido talvez ao seu envio dentro de sobrescrito; miolo limpo
PEÇA DE COLECÇÃO
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Assinalando à sua maneira a data da morte do poeta, vem aqui a editora iconoclasta Antígona chamar a atenção para a vertente reaccionária de Pessoa, por exemplo, nos seus textos À Memória do Presidente-Rei Sidónio Pais, ou O Interregno – Defesa e Justificação da Ditadura Militar em Portugal. Deste último transcreve mesmo uma passagem vomitiva: «Os governantes naturalmente indicados para um Estado de Transição são, pois, aqueles cuja função social seja particularmente a manutenção da ordem. Se uma nação fosse uma aldeia, bastaria a polícia; como é uma nação, tem que ser a Força Armada inteira.» E assim é que, nessa data à beira da campa, ousa a Antígona, no seu breve manifesto, «[...] com a biqueira da bota, empurrá-lo mais fundo na cova que o envolve. A História [...] agradecerá uma tal acção profiláctica. [...]»
É de acrescentar que a expressão «cadáver adiado que procria» não é original, colhe o exemplo, a acutilância e o verbo do movimento surrealista.

* Texto muito provavelmente redigido pelo jornalista Torcato Sepúlveda, então um dos mentores do espírito das Edições Antígona.

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Núa


JUDITH TEIXEIRA
desenho de Guilherme Filipe

Lisboa, 1926
J. Rodrigues & C.ª
3.ª edição
26,2 cm x 19,9 cm
116 págs. + 1 folha em extra-texto
subtítulo: Poemas de Bysancio escritos que foram por [...]
composto manualmente
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar estimado, restauros discretos na sobrecapa; miolo irrepreensível
PEÇA DE COLECÇÃO
180,00 eur (IVA e portes incluídos)

Depois de uma interessante estreia na revista Contemporânea (n.º 2, Junho de 1922; e n.º 6, Dezembro de 1922), «Nos idos de Março de 1923 o Governador Civil de Lisboa, providencialmente sobressaltado pela alta brida de uns quantos Estudantes Católicos sedentos de mão pesada contra a Literatura Dissolvente que inundava escaparates e assim corroía os Santíssimos Costumes da Pátria Lusitana (ao tempo Republicana e Laica e Democrática), açula a polícia e faz apreender, para depois cremar, exemplares das Canções, de António Botto, de Sodoma Divinizada, de Raúl Leal, e de Decadência, duma tal Judith Teixeira – esta com direito a adjectivo personalizado: “desavergonhada”. [...]» (Assim abre o editor Vitor Silva Tavares o seu prólogo à reedição & etc, em 1996, da obra integral de Judith Teixeira.
E prossegue, passim.) «[...] A dita cuja, não obstante o escarcéu e em rescaldo de incêndio, talvez para despistar dá à estampa um nem por isso inócuo novo livro de poemas – Castelo de Sombras – e, em Dezembro do mesmíssimo ano – ah! leoa! –, reedita o famigerado.
Sublinha, pois, o desplante.
Aguarde-se 1926 e teremos nas livrarias NVA, Poemas de Bizâncio: ela a dar-lhe. [...]
Dá que pensar.
Porque a Kultura de Bombeiros & Clérigos – selectiva como convém neste País de milionários que é também o mais pobre e analfabeto da Europa – regista a polémica da “Literatura de Sodoma”, Botto, Leal, Pessoa, e omite, discrimina, branqueia, aquela que viu igualmente um livro seu em labareda e foi afinal a mais perseguida e enxovalhada de quantos. [...]
[...] Nem rasto de memória de uma mulher que em 1925 funda, dirige e edita uma revista – Europa – de alto gabarito cosmopolita e eclético “modernismo”. Vilipendiada pela moral vigente (que não era só, não senhor, a dos jovens prosélitos do fascismo lusitano; afinava pelo mesmo diapasão uma Lisboa de chapéu-de-côco republicano, possidónia e reaccionária no ideário pequeno-burguês como nos hábitos e costumes sexuais), viu-se, em 1927, sentenciada de morte artística pelo grão-sacerdote José Régio. Assim: “Todos os livros de Judith Teixeira não valem uma canção escolhida de António Botto”.
À sanha dos moralistas seguiu-se a dos vigilantes do Gosto. Tumba com ela, que estava mal enterrada. [...]»
Mas a verdade não é que «[...] se pode detectar uma tão veemente afirmação do primado dos sentidos, uma tal exegese da sensualidade, uma tal carnalidade já fonte de prazeres espirituais os mais ilícitos, que isso sim lhe confere força e autenticidade únicas na literatura que então se escrevia e que por isso mesmo veio a provocar a denúncia, a repulsa, a ferocidade persecutória dos cães-de-fila do mais rançoso conservadorismo? [...]»
Núa surgira em 1926, no decurso do golpe militar ditatorial do 28 de Maio, e serviu aos fascistas como bombo de festa no patriótico Revolução Nacional, periódico que será coadjuvado na alarvidade tanto por Amarelhe n’O Sempre Fixe como por Marcello Caetano na Ordem Nova, definindo-o este último – obviamente com a sabedoria inquisitorial dos traumas higienistas da “vontade de poder” – como «papelada imunda, que empestava a cidade».

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quarta-feira, junho 19, 2019

Vida Contemporânea – Revista mensal de estudos económicos, financeiros, sociais e literários



Lisboa, Maio de 1934 a Abril de 1936
dir. Cunha Leal
redactor principal Vasco da Gama Fernandes
colecção completa (24 números)
24,9 cm x 19,2 cm
710 págs. (distrib. por 8 fascículos, numeração contínua) + 1.182 págs. (distrib. por 16 fascículos, numeração contínua) + 1 encarte («Aviso aos srs. assinantes»* incluso no n.º 14) + 198 págs. em extratexto (anunciantes, distrib. por todos os fascículos)
impresso sobre papel avergoado
exemplares manuseados mas aceitáveis, alguns com sujidade e pequenas falhas de papel apenas nas capas; miolo limpo no geral
alguns exemplares ostentam o carimbo do Centro Republicano Académico de Coimbra
225,00 eur (IVA e portes incluídos)

Escreve Daniel Pires no Dicionário da Imprensa Periódica Literária Portuguesa do Século XX (1900-1940) (Grifo, Lisboa, 1996):
«[...] Revista que por diversas vezes exaltou os ideais da República, evo­cando acontecimentos fulcrais como o 5 de Outubro ou o 31 de Janeiro, apresentou alguma colaboração que não pode deixar de ser referida: Almada Negreiros insurge-se contra a situação caótica da arte em Portugal; Abel Salazar relaciona ciência e direito ao longo de vários números e faz crítica de arte; José Lopes faz o balanço da poesia de Cabo-Verde; Aquilino Ribeiro debruça-se sobre o fenómeno da guerra; Vasco da Gama Fernandes e Cunha Leal escrevem artigos doutrinários [...]»
Colaboração, entre outros, de Pimenta de Castro, Lobo Vilela, Almerindo Lessa, Hipólito Raposo, Henrique Vilhena, Armando Cortesão, André Brun, Severo Portela, Campos Lima, Carlos Amaro, Fidelino de Figueiredo, etc.

* O conteúdo deste Aviso é de crucial importância para se perceber como funcionavam, já então, os contra-informadores. Sic: «Como se propalasse sem qualquer fundamento que a Vida Contemporânea iria interromper a sua publicação, em virtude do seu director se encontrar residindo fóra do país, vem esta administração [António Casanovas Augustine] afirmar que tal não é verdade e que esta revista, à semelhança do que tem acontecido, continuará a sair nos princípios de cada mês e como até agora sob a direcção do sr. engenheiro Francisco Pinto da Cunha Leal. – Lisboa, 1 de Junho de 1935 – A Administração

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terça-feira, junho 18, 2019

Os Gatos – Publicação Mensal d’Inquerito á Vida Portugueza



FIALHO D’ALMEIDA

Lisboa, 1913, 1914, 1915 e 1916
Livraria Clássica Editora de A. M. Teixeira
3.ª edição
6 volumes (completo)
19,5 cm x 11,8 cm
260 págs. + 320 págs. + 288 págs. + 328 págs. + 304 págs. + 392 págs.
encadernações homogéneas em meia-inglesa com cantos em pele, sóbria gravação a ouro nas lombadas
aparados e carminados somente à cabeça
conservam todas as capas de brochura
impressos sobre papel superior avergoado
exemplares muito estimados; miolo limpo
145,00 eur (IVA e portes incluídos)


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segunda-feira, junho 17, 2019

Caboverdeamadamente Construção Meu Amor


OSWALDO OSÓRIO
pref. Sukre D’Sal

Lisboa, 1975
Publicações Nova Aurora
1.ª edição
18,7 cm x 13,1 cm
48 págs.
subtítulo: Poemas de Luta
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse e data de aquisição no frontispício
47,00 eur (IVA e portes incluídos)

Acerca do poeta diz o prefácio:
«[...] Partindo duma análise concreta da situação corrente em plena luta contra o obscurantismo colonial, lança-se no trabalho de dar continuidade ao processo desencadeado pela geração da “Nova Largada”, focando de frente o clima dos conflitos socioculturais, já no seu auge de agudização, motivados pela oposição entre dominadores e dominados que se revoltam. [...]
Numa variedade rítmica tipicamente caboverdeana, reflecte a influência do clima libertário em que se vive, deixando transparecer a preocupação, feliz preocupação, de anunciar o aparecimento da nova mentalidade revolucionária no homem novo que se vem formando no nosso chão [...].»

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Junbai



TERESA MONTENEGRO
CARLOS DE MORAIS
[recolha, fixação, tradução e notas]
xilogravuras de Nelson Fernandes

Bolama, 1979
Imprensa Nacional / INACEP
1.ª edição
bilingue crioulo / português
24,4 cm x 17,3 cm
6 págs. + X págs. + 98 págs. + 4 folhas em extra-texto (xilogravuras)
subtítulo: Storias de Bolama e do Outro Mundo: Storias do que se passou na ilha de Bolama – e outros locais – com bichos, pecadores, matos, serpentes e viagens ao céu nos dias de 1979
ilustrado
impresso a sanguínea
capa em cartão com a primeira folha-de-guarda impressa (mapa da ilha de Bolama)
exemplar estimado, capa manchada; miolo limpo
50,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Num contexto de fixação e divulgação da cultura popular oral da Guiné-Bissau – até porque o crioulo não tem uma escrita normalizada – reúne-se aqui um conjunto substancial do saber guineense que sobreviveu à permanência do colonizador.

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Transporte Aéreo – Aspectos Políticos


QUINTINO DA COSTA

Lisboa, 1949
[ed. Autor]
1.ª edição
19,4 cm x 14,6 cm
XVI págs. + 200 págs.
exemplar estimado; miolo limpo, por abrir
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem ilustrativa da natureza deste livro do aviador Quintino da Costa:
«[...] A capacidade para voar e o direito de voar são os dois elementos fundamentais do potencial aéreo. A capacidade para voar constitui um problema de ordem técnica, enquanto o direito de voar não passa de um problema de natureza política. [...]
Quaisquer que sejam, no entanto, os recursos nacionais e os elementos que contribuam para a sua capacidade de voo, se uma nação não controlar o espaço aéreo sobre o seu território, e não tiver o direito de usar esse espaço para os fins que desejar, o seu poder aéreo é pràticamente inexistente.
Por este motivo, poderosas nações de vastos recursos de toda a ordem mas com limitados direitos de expansão aérea, procuram alcançar uma liberdade de voo capaz de garantir aos seus aviões civis o acesso às regiões mais longínquas. [...]»

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terça-feira, junho 11, 2019

Sema





Lisboa / Cacém, Primavera de 1979 a Maio de 1982
dir. João Miguel Barros / Maria José Freitas
4 números (colecção completa)
29,7 cm x 21,3 cm
80 págs. + 108 págs. + 148 págs. + [256 págs. + 4 págs. (encarte publicitário)]
exemplares muito estimados, alguma sujidade na capa do n.º 3; miolo irrepreensível
145,00 eur (IVA e portes incluídos)

No final dos anos 70 do século passado, esta revista (apesar do seu triste aspecto de boletim de associação de estudantes, e de várias inclusões de favor) conseguiu reunir um soberbo elenco de colaboradores intelectuais, em que avultam os nomes de Jorge Fallorca, Luís Serpa, Ernesto de Sousa, Álvaro Lapa, Eugénio de Andrade, António Ramos Rosa, João Miguel Fernandes Jorge, Egito Gonçalves, Luís Miguel Nava, Lud, Isabel de Sá, António Cabrita, Jorge de Sena, Raul de Carvalho, Al Berto, Sam, Vasco, Vitor Silva Tavares, Mário Cláudio, etc. São de notar, para além de repetidas abordagens ensaísticas no domínio das artes plásticas, os extensos dossiers acerca do surrealismo nacional (logo no n.º 1) – com Almeida Faria a suscitar a indignação de Cruzeiro Seixas... – e acerca do concretismo / experimentalismo (no n.º 4). Mais interessante é (no n.º 3) o estudo múltiplo acerca das revistas culturais em Portugal, entregue às opiniões de Fernando Guimarães, José-Augusto França e E. M. de Melo e Castro. Há, todavia, que chamar a atenção para o facto de não se tratar propriamente de um periódico com um corpo redactorial coeso, mas sim de antologias de colaborações a pedido, ou por insinuação – o que gera sempre saladas que, de comum, têm apenas o título na capa e a boa vontade diletante dos seus directores. Na Sema, inclusivamente, o grafismo é pobre e descuidado... A Via Latina coimbrã, aquando da direcção de Francisco Silvestre Tão-Lindo (de 1989 a 1991), veio provar que, no género estudantil, era possível criar modelos de referência ainda agora invejáveis.

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