sexta-feira, janeiro 31, 2020

Para Quando Festivais de Arte em Portugal? [junto com] Primeiro Diálogo Sobre Arte Moderna


HUMBERTO D’ÁVILA
JOSÉ-AUGUSTO FRANÇA

Lisboa, Março [e Abril ?] de 1957
Tempo Presente (ed. Autores)
1.ª edição
2 números (completo)
19 cm x 13,3 cm
[40 págs. + 4 págs. em extra-texto] + [36 págs. + 4 págs. em extra-texto]
colecção Cadernos do Tempo Presente, dirigida por José Neves Águas
ilustrados em separado
exemplares estimados; miolo no geral limpo, apresentando os extra-textos sinais de oxidação com especial incidência no n.º 2
50,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Convém não confundir este Tempo Presente com a revista Tempo Presente, que teve início em Maio de 1959, dirigida por Fernando Guedes, e que deu voz ao que de mais reaccionário pululava nas letras pátrias de então. Os vertentes cadernos vinham desenvolver, num modelo graficamente menos luxuoso mas com idêntica proposta cultural, os magníficos Uni-, Bi-, Tri-, Tetra- e Pentacórnio, cujo último número datava de Dezembro de 1956.

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Primeiro Diálogo Sobre Arte Moderna



JOSÉ-AUGUSTO FRANÇA

Lisboa, 1937
Cadernos do Tempo Presente (ed. autor)
1.ª edição
19 cm x 13,2 cm
36 págs. + 4 págs. em extra-texto (gravuras)
ilustrado em separado
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível, por abrir
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Democratização da Arte



NORBERTO DE ARAUJO

Lisboa, 1914
Imprensa Nacional
1.ª edição
232 mm x 120 mm
32 págs.
subtítulo: Conferência realizada na Imprensa Nacional de Lisboa em 5 de Abril de 1914
exemplar estimado; miolo irrepreensível
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Memorial do Convento


JOSÉ SARAMAGO
capa de José Serrão

Lisboa, 1983
Editorial Caminho, SARL
3.ª edição
20,9 cm x 13,6 cm
360 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
95,00 eur (IVA e portes incluídos)

Esta terceira edição do notável romance histórico em torno da época e da construção do convento de Mafra ainda traz impressa na sua portada a dedicatória primitiva «À Isabel [da Nóbrega], porque nada perde ou repete, porque tudo cria e renova», elogio que desaparecerá em edições posteriores.

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A Jangada de Pedra [junto com cartaz da adaptação cinematográfica]



JOSÉ SARAMAGO
George Sluizer, realizador

Lisboa – Portugal | Índia, 1986 (livro) e 2002 (filme)
Editorial Caminho | MGS Film
1.ª edição
[21 cm x 13,5 cm (livro)] + [97 cm x 68 cm (cartaz)]
332 págs. + 1 cartaz
cartaz impresso em offset
exemplares estimados; miolo limpo
75,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do discurso pronunciado na Academia Sueca por altura da atribuição do Prémio Nobel:
«[...] Fruto imediato do ressentimento colectivo português pelos desdéns históricos da Europa (mais exacto seria dizer fruto de um meu ressentimento pessoal...), o romance que então escrevi – A Jangada de Pedra – separou do continente europeu toda a Península Ibérica para a transformar numa grande ilha flutuante, movendo-se sem remos, nem velas, nem hélices[,] em direcção ao Sul do mundo, “massa de pedra e terra, coberta de cidades, aldeias, rios, bosques, fábricas, matos bravios, campos cultivados, com a sua gente e os seus animais”, a caminho de uma utopia nova: o encontro cultural dos povos peninsulares com os povos do outro lado do Atlântico, desafiando assim, a tanto a minha estratégia se atreveu, o domínio sufocante que os Estados Unidos da América do Norte vêm exercendo naquelas paragens... [...]»
A versão cinematográfica, entregue ao realizador alemão George Sluizer (1932-2014), foi produzida pela MGS Film, uma fábrica desses filmes indianos que inundam o mercado oriental (e por todo o mundo onde aterrem hindus), esse género xaroposo cor-de-rosa conhecido por bollywood.

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Levantado do Chão


JOSÉ SARAMAGO
capa e arranjo gráfico de José Araújo


Lisboa, 1980
Editorial Caminho
2.ª edição
21 cm x 13,7 cm
368 págs.
tiragem declarada de 3.000 exemplares
exemplar como novo
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

É o livro charneira na obra do escritor. Antes, independentemente das suas qualidades reconhecidas entre pares na arte, era um escritor encurralado por um crónico reduzido número de vendas; o vertente romance projectá-lo-á entre os leitores vulgares de Lineu, trazendo-lhe uma justa admiração crescente. A controvérsia que sempre os seus romances causaram – a pontos de um ministro de Estado passar a ser conhecido pela triste figura de ignorante que fez ao vetar a candidatura de Saramago a um prémio literário – radica apenas no preconceito ideológico contra as vozes de um partido político. No geral os seus adversários nunca o leram, porque a maior homenagem a um escritor é ser lido.
Do vertente livro disse a professora universitária Maria Lúcia Lepecki:
«[...] Construído numa dignidade de linguagem de todo invulgar, numa beleza conteudística e formal quase dolorosa, espelho do modo afectivo e inteligente como José Saramago está no mundo enquanto homem político e intelectual, Levantado do Chão é, mais que envolvente, avassalador. Uma força da natureza, se tal é lícito chamar a um produto cultural.»
Esta 2.ª edição ainda apresenta impresso na portada um núcleo de dedicatórias, encimado por «À Isabel [da Nóbrega], sempre», que o escritor fará desaparecer em posteriores reedições.

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quarta-feira, janeiro 29, 2020

A Mulher Hindu



TELO DE MASCARENHAS
capa de João Carlos

Lisboa, 1943
Edições «Gleba»
1.ª edição
19,6 cm x 13,4 cm
216 págs.
composto manualmente em Elzevir
exemplar estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Conjunto de ensaios em que o Autor, na leitura culta da tradição oriental, se propõe revelar-nos o «[...] património espiritual da Índia, milenário e eterno, jovem e estuante de seiva». Assim, fala-nos do lugar da mulher (mas não apenas) autóctone na música, na dança, no teatro, na literatura erótica, na literatura jurídica, etc.

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Poesia

 

RABINDRANATH TAGORE
org., trad. e pref. Augusto Casimiro


Lisboa, 1943
Editorial Confluência
1.ª edição
178 mm x 124 mm
96 págs. + 1 folha em extra-texto
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível, por abrir
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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pcd.frenesi@gmail.com
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A Casa e o Mundo



RABINDRANATH TAGORE
trad. do bengali e pref. Telo de Mascarenhas
capa de Carlos Rocha

Lisboa, 1941
Editorial «Inquérito», Ld.ª
[1.ª edição]
19,1 cm x 12,6 cm
224 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse na folha-de-rosto
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Contos Indianos


aa.vv.
selecção, pref. e trad. de Silvina de Troya Gomes


Lisboa, 1945
Editorial «Gleba», Ld.ª
[1.ª edição]
19,7 cm x 13,3 cm
240 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do erudito Prefácio:
«[...] as indianas dêstes contos não se vestem à moda, não usam folhos, viezes, plissados, golinhas de renda, ou um lindo chapéu de tule, uma laçada de tafetá sôbre o ombro direito, nada enfim de que possa falar uma mulher que não tem assunto. [...]
A leitura dêstes contos exige, por vezes, um conhecimento razoável dos sistemas filosóficos da Índia antiga e dos seus costumes. Mas aconselho, pelo menos às senhoras, que não se ocupem de erudição. Afinal isto é tudo para esquecer, e a erudição provoca a calvície. [...]»
O volume reúne contos de Seeta Devî, Rabindranath Tagore, Walk-Imi, Vyasa e passagens dos Buddha Jataka.

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terça-feira, janeiro 28, 2020

Manual del Zapatero



[ANÓNIMO]

Paris – México, 1923
Librería de la Vda de Ch. Bouret
s.i.
texto em castelhano
16,2 cm x 11 cm
XII págs. + 308 págs.
subtítulo: Ó sea Guía Teórico-práctica del Fabricante de Calzado por um Maestro Parisiense
ilustrado
encadernação editorial em tela encerada com gravação a negro e relevo seco nas pastas e na lombada
exemplar como novo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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segunda-feira, janeiro 27, 2020

Os Julgamentos de Nuremberg



FREDERIK BERG
trad. Jaime Napoleão de Vasconcelos

Porto, s.d. [circa 1947]
Edições AOV
1.ª edição
2 volumes (completo)
20 cm x 13,5 cm
296 págs. + 312 págs.
capas impressas retro e verso
exemplares estimados; miolo limpo
juntou-se folha do Diário Popular, datado de 1-10-1946, dando aos portugueses notícia do julgamento e dos «Crimes de que foram considerados culpados os 21 reus»
PEÇA DE COLECÇÃO
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Das notas editoriais nos 1.º e 2.º volumes:
«[...] documentário, escrito pelo chefe dos Serviços Europeus da B.B.C., [...] elaborado à medida que as audiências decorriam, trazendo, pois, o cunho nítido e original das palavras proferidas e dos episódios registados. [...]»
«[...] Desenvolvido, incisivo, minucioso, este relato, reflexo fiel das audiências, tem o poder de mostrar a toda a luz o processo do nacional-socialismo, do qual apenas um único episódio – o destino do fuehrer – os depoimentos e as provas deixaram na penumbra. [...]»

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O Processo de Nuremberga


DIDIER LAZARD
trad. Gaëtan Martins de Oliveira
capa de Sebastião Rodrigues

Lisboa, 1965
Livraria Morais Editora
1.ª edição
20,5 cm x 14,5 cm
240 págs.
subtítulo: Relato de uma testemunha
exemplar estimado, sem sinais de quebra na lombada; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Colecção Miniatura




aa.vv.
trad. Erico Veríssimo, José Lins do Rego, Cecília Meireles, António Lopes Ribeiro, Jorge de Sena, António Quadros, Virgínia Motta, José Terra, Cabral do Nascimento, Tomás Ribas, Henrique Galvão, Mascarenhas Barreto, Raul de Carvalho, Alexandre Pinheiro Torres, José Blanc de Portugal, Alfredo Margarido, José Estêvão Sasportes, Ilse Losa, João Palma-Ferreira, António Ramos Rosa, et alli
capas de Bernardo Marques e Infante do Carmo

Lisboa, s.d. [1951 a 1967]
Livros do Brasil, Limitada
1.ª edição (todos)
170 + 1 volumes* (colecção completa)
16 cm x 11 cm
200 págs. (cada volume)
autores e títulos: 1 – Selma Lagerlöf, O Livro das Lendas; 2 – W. Somerset Maugham, O Véu Pintado; 3 – John Steinbeck, Ratos e Homens; 4 – James Hilton, Horizonte Perdido; 5 – Somerset Maugham, Um Casamento em Florença; 6 – Graham Greene, O Terceiro Homem; 7 – Giovanni Papini, Loucuras do Poeta; 8 – Katherine Mansfield, Felicidade; 9 – Clemence Dane, A Lenda de Madala Grey; 10 – James Hilton, Adeus, Mr. Chips; 11 – W. Somerset Maugham, Férias de Natal; 12 – Eduardo Mallea, Vento Sobre as Searas; 13 – Sherwood Anderson, Cidade dos Estranhos; 14 – Thomas Mann, As Cabeças Trocadas; 15 – Charles Morgan, A História do Juiz; 16 – James Hilton, Não Estamos Sós; 17 – Ália Rachmânova, Diário de uma Exilada Russa; 18 – René Boylesve, O Perfume das Ilhas Encantadas; 19 – Thornton Wilder, O Céu É o Meu Destino; 20 – W. Somerset Maugham, Maquiavel e a Dama; 21 – André Gide, A Escola de Mulheres; 22 – James Hilton, E Agora, Adeus; 23 – Romain Rolland, O Alvorecer; 24 – W. Somerset Maugham, Histórias dos Mares do Sul; 25 – Romain Rolland, A Manhã; 26 – Aldous Huxley, Duas ou Três Graças; 27 – Romain Rolland, O Adolescente; 28 – James Hilton, Appassionata; 29 – Romain Rolland, A Revolta; 30 – W. Somerset Maugham, O Agente Britânico; 31 – Romain Rolland, A Feira; 32 – Aldous Huxley, Também o Cisne Morre; 33 – Romain Rolland, Antoinette; 34 – Erskine Caldwell, Episódio em Palmetto; 35 – Romain Rolland, O Irmão; 36 – John Steinbeck, O Potro Vermelho; 37 – Romain Rolland, As Amigas; 38 – Virgínia Woolf, Mrs. Dalloway; 39 – Romain Rolland, Sarça Ardente; 40 – Romain Rolland, O Novo Dia; 41 – Ernest Hemingway, O Velho e o Mar; 42 – George Simenon, O Homem Que Via Passar os Comboios; 43 – J. B. Priestley, A Velha Casa Sombria; 44 – André Gide, A Porta Estreita; 45 – André Maurois, Tradição; 46 – Ernest Hemingway, As Neves do Kilimanjaro; 47 – G. Bernard Shaw, Uma Negrinha à Procura de Deus; 48 – Albert Camus, O Estrangeiro; 49 – W. Somerset Maugham, Um Gosto e Seis Vinténs; 50 – François Mauriac, O Lobo e o Cordeiro; 51 – Jean Cocteau, Tomaz, o Impostor; 52 – J. B. Priestley, Os Mágicos; 53 – Ernest Hemingway, Ter ou Não Ter; 54 – Georges Duhamel, Caminho Escabroso; 55 – Albert Camus, A Peste; 56 – André Gide, Sinfonia Pastoral; 57 – Pierre Mac Orlan, La Bandera; 58 – David Garnett, A Mulher-Raposa; 59 – Somerset Maugham, Destino de um Homem; 60 – Aldous Huxley, O Génio e a Deusa; 61 – François Mauriac, Os Anjos Negros; 62 – Jules Romains, Morte de Alguém; 63 – Vasco Pratolini, O Bairro; 64 – Valery Larbaud, Fermina Márquez; 65 – Somerset Maugham, A Casuarina; 66 – Vasco Pratolini, As Raparigas de Sanfrediano; 67 – Raymond Radiguet, O Baile do Conde de Orgel; 68 – Truman Capote, Outras Terras, Outras Gentes; 69 – Jacques de Lacretelle, A Vida Inquieta de Jean Hermelin; 70 – John Steinbeck, Pastagens do Céu; 71 – Blaise Cendrars, O Ouro; 72 – George Stewart, A Tempestade; 73 – Jules Romains, Os Pândegos; 74 – Jean de la Varende, O Centauro de Deus; 75 – Jacques de Lacretelle, Silbermann; 76 – Albert Camus, A Queda; 77 – Jack Schaefer, Shane; 78 – André Chamson, Adeline Venician; 79 – Somerset Maugham, Biombo Chinês; 80 – Georges Bernanos, Um Crime; 81 – François Mauriac, Genitrix; 82 – Fèlix Cucurull, O Último Combate; 83 – Georges Simenon, A Casa do Canal; 84 – DuBose Heyward, Porgy e Bess; 85 – Albert Camus, O Exílio e o Reino; 86 – André Chamson, O Crime dos Justos; 87 – John Hersey, Hiroshima; 88 – Paride Rombi, Um Drama na Sardenha; 89 – Georges Simenon, Bairro Negro; 90 – Pierre Mac Orlan, Cais das Brumas; 91 – David Garnett, Um Homem no Jardim Zoológico; 92 – Eugène Dabit, Hotel do Norte; 93 – John Hersey, Um Seixo Solitário; 94 – Jean Cocteau, Desatino; 95 – François Mauriac, O Demónio da Rectidão; 96 – Somerset Maugham, Antes do Amanhecer; 97 – Albert Camus, O Avesso e o Direito, seguido de Discursos da Suécia; 98 – André Dhôtel, O País Inatingível; 99 – Jean Schaefer, Os Pioneiros; 100 – Albert Camus, Calígula, seguido de O Equívoco; 101 – Ernest Hemingway, A Capital do Mundo; 102 – André Chamson, A Última Aldeia; 103 – Truman Capote, Ao Começo do Dia; 104 – Georges Duhamel, Clamor da Solidão; 105 – Panaït Istrati, Os Cardos do Baragan; 106 – Fortunato Seminara, Vento no Olival; 107 – Georges Simenon, A Sonsa; 108 – David Garnett, Um Tiro na Treva; 109 – François Mauriac, O Beijo ao Leproso; 110 – Alberto Moravia, A Mascarada; 111 – Tibor Déry, Um Enterro Singular; 112 – Elio Vittorini, Gente da Sicília; 113 – Tennessee Williams, A Última Primavera; 114 – Jean de la Varende, O Monstro Fascinante; 115 – Vasco Pratolini, Ofício de Vagabundo; 116 – Ernest Hemingway, Um Gato à Chuva; 117 – Felix Cucurull, O Silêncio e o Medo; 118 – Albert Camus, Os Justos; 119 – Carlo Coccioli, O Vale de Deus; 120 – Miroslav Krleža, O Grilo Sob a Cascata; 121 – Jacques de Lacretelle, Duas Boas Almas; 122 – Erskine Caldwell, Uma Casa no Planalto; 123 – Gisèle Prassinos, A Viajante; 124 – John O’Hara, O Amigo Joey; 125 – Elio Vittorini, O Cravo Vermelho; 126 – Curzio Malaparte, Mulher como Eu; 127 – Antoine Blondin, Um Macaco no Inverno; 128 – Nathanael West, A Praga dos Gafanhotos; 129 – René Hardy, A Águia e o Cavalo; 130 – D. H. Lawrence, A Virgem e o Cigano; 131 – Miroslav Krleža, Enterro na Cidade de Maria Teresa; 132 – Louis Bayle, Bartomme; 133 – Fortunato Seminara, Mulheres de Nápoles; 134 – Henry Miller, Um Diabo no Paraíso; 135 – John Steinbeck, A Taça de Ouro; 136 – Virgínia Woolf, Orlando; 137 – Scholem-Alejchem, Tewje, o Leiteiro; 138 – Carlo Coccioli, A Luz do Sonho; 139 – William Goyen, A Casa Sem Alma; 140 – Karel Capek, A Fábrica de Absoluto; 141 – Mihail Sadoveanu, A Machadinha; 142 – John Hersey, O Comprador de Crianças; 143 – D. H. Lawrence, O Raposo; 144 – Ivo Andrič, A Velha Menina; 145 – André Chamson, As Falsas Esperanças; 146 – Herman Melville, Billy Budd; 147 – Marcel Proust, Um Amor de Schwann; 148 – Ernesto Contreras, A Terra Prometida; 149 – Pierre Mac Orlan, Margarida da Noite; 150 – Felix Cucurull, Às 21,13; 151 – André Bay, A Fusão das Neves; 152 – Anna Banti, A Pequena Casa; 153 – Pierre Gascar, O Tempo dos Mortos; 154 – Albert Camus, Estado de Sítio; 155 – Erskine Caldwell, Dois Negros em Estherville; 156 – William Faulkner, Na Minha Morte; 157 – Albert Camus, Cadernos; 158 – Honoré de Balzac, Pierrette; 159 – André Malraux, A Tentação do Ocidente; 160 – Prosper Mérimée, Colomba; 161 – Ernest Hemingway e outros, Histórias de Paixão; 162 – Albert Camus, Cadernos II; 163 – Ernest Hemingway, As Torrentes da Primavera; 164 – Aldous Huxley, O Macaco e a Essência; 165 – James M. Cain, O Destino Bate à Porta; 166 – André Gide, A Confidência Imperfeita; 167 – Edgar Allan Pöe, O Barril de Amontillado e outras novelas; 168 – Albert Camus, Cardenos III; 169 – Anton Tchekhov e outros, Histórias Russas; 170 – Oscar Wilde e outros, O Aniversário da Infanta
exemplares no geral estimados; miolo limpo
assinatura de posse nalguns volumes
PEÇA DE COLECÇÃO
850,00 eur (IVA e portes incluídos)

Conjunto emblemático de autores e obras da literatura estrangeira, em versão integral, dadas a conhecer ao público leitor de uma época em que as edições seriadas sobreviviam porque havia quem lesse. Quase pioneira no formato de bolso, foi seguramente um instrumento de revelação de alguns nomes literários que se tornaram referência incontornável nas bibliotecas particulares. Partindo da adaptação para português de algumas traduções correntes no Brasil, acabou por, também neste aspecto, se tornar palco de bons textos em português assinados por escritores nacionais já na altura reconhecidos.

* Inclui as duas versões distintas da tradução de O Velho e o Mar, a primeira de Fernando de Castro Ferro, e a nova edição traduzida por Jorge de Sena.

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Cancioneiro Chinez




ANTONIO FEIJÓ
pref. Tcheng-Ki-Tong, general

Porto, 1890
Magalhães & Moniz, Editores
[Typographia Elzeviriana
Rua de S. Lazaro, 393]
1.ª edição
20,1 cm x 11,7 cm [19,5 cm x 10,7 cm (pelo corte)]
XIV págs. + 114 págs.
luxuosa encadernação da época em meia-francesa em pele gravada a ouro nas pastas e na lombada
muito pouco aparado somente à cabeça, ostentando aí um invulgar trabalho floral de tinta e ouro
mantém ambas as capas de brochura
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo, leve acidez nas primeiras e última folhas
PEÇA DE COLECÇÃO
600,00 eur (IVA e portes incluídos)

Poeta e diplomata nascido em Ponte de Lima, «[...] de rara sensibilidade, culto, lúcido, espirituoso, com grande sentido rítmico, deixou uma vasta obra, marcada pelo romantismo, pelo parnasianismo, de que foi primeira figura, e finalmente pelo simbolismo saudosista. [...] Soube, aliás, reformular com talento as aquisições estéticas que foi acumulando ao longo do seu peregrinar pela Europa e pelos trópicos. O seu Cancioneiro Chinês, inspirado em La Poésie des Tangs, de Résumat, e no Livro de Jade, traduzido por Judith Gauthier, insere-se na voga finissecular do orientalismo. [...]» (Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, vol. II, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1990)

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Cancioneiro Chinês


ANTONIO FEIJÓ
pref. Tcheng-Ki-Tong
pórtico de Li-Taï-Pé

Lisboa, 1903
Livraria Editora Tavares Cardoso & Irmão
2.ª edição («revista e augmentada»)
22,7 cm x 14,8 cm
XVIII págs. + 142 págs.
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar estimado, pequenos restauros marginais na capa; miolo limpo, parcialmente por abrir
110,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Cancioneiro Chinês




ANTONIO FEIJÓ
pref. Tcheng-Ki-Tong
pórtico de Li-Taï-Pé

Lisboa, 1903
Livraria Editora Tavares Cardoso & Irmão
2.ª edição («revista e augmentada»)
230 mm x 152 mm
XVIII págs. + 142 págs.
impresso sobre papel superior avergoado
encadernação coeva imitando pele de cobra gravada a ouro na pasta anterior e na lombada, folhas-de-guarda em papel de fantasia alusiva ao Oriente com reforço em seda na dobra
não aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
80,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Livro de Cesario Verde



Lisboa, 1901
Manuel Gomes, Editor
2.ª edição
19,5 cm x 12,9 cm
8 págs. + 1 folha em extra-texto + 116 págs.
subtítulo: 1873-1886
encadernação inteira em tela encerada com gravação a ouro na pasta anterior e na lombada
pouco aparado, sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinaturas de posse no ante-rosto a na cortina da Dedicatória
190,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da «Reimpressão textual da primeira edição feita pelo amigo do poeta – Silva Pinto» (do frontispício), edição essa outra raríssima, dada a sua escassa tiragem de apenas duzentos exemplares.

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O Livro de […]



CESARIO VERDE

Lisboa, 1926
J. Rodrigues & C.ª, editores
«edição definitiva» [4.ª edição]
18,9 cm x 12,7 cm
132 págs. + 1 folha em extra-texto (errata)
subtítulo: 1873-1876 – Reimpressão textual da primeira edição feita pelo amigo do poeta: Silva Pinto
impresso sobre papel superior avergoado
encadernação editorial inteira em tela encerada, autenticada pelo selo de «Raúl de Almeida | Encad. Dour.», com gravação a ouro nas pastas  e na lombada
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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As Doutrinas do Conde Leão Tolstoi



JAYME DE MAGALHÃES LIMA

Porto, 1892
Livraria Internacional de Ernesto Chardron – Casa Editora Lugan & Genelioux, successores
1.ª edição
18,9 cm x 12,3 cm
LVI págs. + 128 págs.
exemplar estimado, capa envelhecida e manchada; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Proxima Revolução



LEÃO TOLSTOI
trad. V. da Fonseca

Lisboa, 1908
Livraria Central de Gomes de Carvalho, editor
1.ª edição
19,6 cm x 13,2 cm
80 págs. + 8 págs.
exemplar estimado, restauro na lombada; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Guerra e Paz


LEÃO TOLSTOÏ
trad. Garibaldi Falcão
pref. João Pedro de Andrade

Lisboa, s.d. [1943]
Editorial Minerva
1.ª edição (da vertente trad.)
21,5 cm x 14,3 cm
XXXII págs. + 722 págs. + 1 folha em extra-texto
texto a duas colunas
exemplar muito estimado; miolo limpo
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

O texto de João Pedro de Andrade, um estudo biográfico sobre o escritor russo, é particularmente importante.

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domingo, janeiro 26, 2020

Sobre Literatura Moçambicana



ORLANDO MENDES, org.
capa de DNPP

Maputo, 1982
Instituto Nacional do Livro e do Disco
1.ª edição
210 mm x 146 mm
192 págs.
exemplar estimado; miolo irrepreensível
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Escritor moçambicano, Orlando Marques de Almeida Mendes (1916-1990) nasceu a 4 de Agosto de 1916 na ilha de Moçambique. Licenciou-se em Ciências Biológicas pela Universidade de Coimbra, onde foi assistente e onde se revelou poeta e prosador. Pertenceu aos quadros dos Serviços de Agricultura, foi fitopatologista e Funcionário do Ministério da Saúde. Profundamente influenciado pelo neo-realismo português, o poeta, romancista, dramaturgo, crítico literário, colaborou em diversos jornais moçambicanos e estrangeiros e produziu uma vasta obra literária. (Fonte: página electrónica «Oceano de Letras», 28 de Novembro, 2011)

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País Emerso


ORLANDO MENDES

Lourenço Marques, 1975
Empresa Moderna, SARL
1.ª edição
19,2 cm x 12 cm
96 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Escritor originário da Ilha de Moçambique, a publicar desde 1940, reconhecido pela atribuição de vários prémios literários, Amândio César incluí-lo-á na Antologia do Conto Ultramarino que organizou para os Livros RTP / Verbo em 1972.

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Patrão Bento


ALEIXO RIBEIRO
capa de Manuel Correia

Lisboa, 1962
Editorial Estúdios Cor, Lda.
1.ª edição
19,6 cm x 14,2 cm
272 págs.
exemplar como novo, por abrir
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na badana:
«Nasceu em 1899, em Lisboa. Depois dos estudos secundários, frequentou a Faculdade de Ciências daquela cidade, não tendo concluído o curso por motivo de um protesto de estudantes. Foi jornalista, assistente de cinema, agente artístico, contribuindo, nesta qualidade, para a apresentação em Lisboa da Companhia dos Bailados Russos de Serge de Diaghilev. Numa época difícil da sua vida, viu-se forçado a exercer a actividade sub-literária de folhetinista.
[...] Dos trabalhos e dos dias da gente portuguesa, é a vida do pescador, do homem do mar, que menos atenção tem merecido dos nossos escritores, ressalvadas as raras e bem conhecidas excepções.
Este romance de Aleixo Ribeiro é todo ele consagrado a um porto de pesca da costa portuguesa. [...]»

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A Caixa de Música



ALEIXO RIBEIRO

Lisboa, 1940
Editora Argo
1.ª edição
19,2 cm x 12,5 cm
48 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura se posse no ante-rosto
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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5 Novelistas Portugueses


THOMAS RIBEIRO COLAÇO
ADELAIDE FÉLIX
ALEIXO RIBEIRO
MARIA ARCHER
ANTÓNIO BOTTO

Lisboa, 1940
Editora Argo
1.ª edição
18,6 cm x 11,5 cm
5 x 48 págs.
títulos incluídos: 1 – Um Beijo nas Núvens; 2 – Nunca O Direi; 3 – A Caixa de Música; 4 – Há Dois Ladrões Sem Cadastro; 5 – Isto Sucedeu Assim
exemplar estimado, capa suja; miolo irrepreensível
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do encapamento conjunto das primeiras cinco brochuras publicadas na colecção «A Novela». O texto de António Botto constitui uma referência no Dicionário de Literatura Gay (org. João Máximo e Luís Chainho, 2014).

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Das Ordens Religiosas em Portugal




PEDRO DINIZ

Lisboa, 1853
Typographia de J. J. A. Silva
1.ª edição
16,5 cm x 11,6 cm
432 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
encontra-se em brochura por aparar e com a capa de protecção em papel azul, tal como circulou na época; rótulo original manuscrito *
discretas assinaturas de posse no bordo superior do frontispício
85,00 eur (IVA e portes incluídos)

Inocêncio Francisco da Silva / Brito Aranha, Diccionario Bibliographico Portuguez, vols. VI e XVII, Imprensa Nacional, Lisboa, 1862 e 1900:
«[...] Do plano, ou traça d’este livro dá seu auctor uma idéa assás explicita, dizendo no cap. I, a pag. 9: “Procurámos responder ás accusações que se fizeram, e se fazem ainda aos frades de Portugal, e mostrar que, senão em todas, em grande parte ha calumnia, absurdo e odio inveterado, mas sem fundamento. Depois damos uma noticia das ordens que n’estes reinos houve, da sua origem e introducção. Depois ainda apresentâmos alguns casos em que os frades mostraram a sua utilidade, já missionando, já escrevendo e ensinando: e finalmente concluimos, fazendo algumas reflexões sobre a abolição do monachismo, e procurando mostrar que, só uma restituição sisuda das ordens religiosas póde attenuar os tristes effeitos da sua extincção.”
[...] Para se provar o seu [de Pedro Diniz] merecimento e as suas aptidões, e sobretudo os seus estudos de questões economicas, conta se d’elle, e tenho como certo, que escrevia no Mercantil ácerca de um assumpto palpitante de economia politica; e respondia, com argumentação opposta á que defendêra, na Patria ou na Civilisação.
Por decreto de 7 de abril de 1870 recebêra o grau de official da ordem de S. Tiago, do merito scientifico, litterarío e artistico; mas creio que não usou.
[...] Desempenhou longos annos as funcções de administrador, guarda livros e bibliothecario da opulentissima casa dos viscondes de Valmór, e não exerceu outro emprego até o seu fallecimento occorrido em junho de 1896. [...]»

* Os exemplares que chegaram até nós assim preservados não devem nunca ser aparados ou encadernados, dada a importância do seu testemunho físico, enquanto peças para a história das artes tipográficas e editoriais; aconselham-se vivamente os estojos.

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sexta-feira, janeiro 24, 2020

Sentados na Relva



FERNANDO NAMORA
capa de Eduardo Gageiro

Venda Nova, 1986
Bertrand Editora
1.ª edição
22,7 cm x 15,1 cm
224 págs.
subtítulo: Cadernos de um escritor
exemplar como novo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz-nos o autor em nota na badana:
«Páginas sem programa que correm vários teclados: nelas se observa o quotidiano efémero, se discutem pela rama, problemáticas literárias ou do foro médico, nelas se confessam emoções em parte desbotadas, ao lado de outras que ainda não serenaram […]»

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Um Sino na Montanha



FERNANDO NAMORA

Mem Martins, 1968
Publicações Europa-América
1.ª edição
21,1 cm x 14,2 cm
304 págs.
subtítulo: Cadernos de um escritor
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
carimbo de posse no frontispício
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

É o primeiro volume de uma escrita lateral à obra romanesca do autor, em que este trata avulsamente assuntos e motivos vários da sua vida literária quotidiana.

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O Trigo e o Joio



FERNANDO NAMORA
capa de Victor Palla

Lisboa, 1960
Editora Arcádia Limitada
3.ª edição
196 mm x 126 mm
312 págs.
encadernação editorial inteira em tela gravada a negro na pasta anterior e na lombada, sobrecapa impressa com três cores directas
exemplar estimado; miolo limpo
no ante-rosto e no frontispício ostenta assinaturas de posse da moçambicana Lena [Maria Helena Zilhão d’Alpoim Miranda Guedes] e o apontamento «Depois duma conversa com Joracy Camargo»
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Casa da Malta



FERNANDO NAMORA
sobrecapa de Victor Palla
desenho na badana por Lima de Freitas


Lisboa, s.d. [1961 ?]
Editora Arcádia Limitada
5.ª edição
19 cm x 12,5 cm
240 págs.
subtítulo: Nova Edição com um Prefácio do Autor sobre a Situação deste Livro no Neo-Realismo
encadernação editorial com sobrecapa
exemplar muito estimado, sobrecapa empoeirada; miolo limpo
carimbo de posse no frontispício
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Apesar de tratar-se de uma edição bastante adiantada desta novela, o anunciado – logo sobre a portada – longo e histórico texto introdutório faz dela uma referência complementar da edição princeps. Também não por acaso editor e capista optam por uma réplica gráfica que constitui chamada de atenção para a capa original da Coimbra Editora em 1945... uma casa editora que, contando Oliveira Salazar entre os sócios fundadores, foi porta-estandarte do neo-realismo ortodoxo nos anos imediatos ao pós-guerra.
Do importante Prefácio do autor:
«[...] verificou-se que, no seu primeiro estádio, o novo humanismo pôs de lado as personagens burguesas, o cenário burguês, todo o farto e belo mundo das agruras sentimentais, dos problemas mundanos de consciência individual, da arte como divertimento, da arte deliciada e irresponsável, numa pressa de reabilitar as camadas sociais até aí mal prezadas pela literatura. Era o timbre salutar de todas as reacções que procuram gravar, sem demora, a sua mensagem e que, no empenho em reagir contra os excessos das precedentes, orientam-se de começo, também excessivamente, num sentido oposto. Mas quanto era legítimo esse empenho! A guerra fizera emergir, cruamente, realidades fundamentais até aí escamoteadas: a pobreza, a servidão, as lavas de um poder corrupto; as massas tomavam a iniciativa da sua promoção, forçando os muros da indiferença burguesa, com a qual o artista pactuava; este tinha, enfim, o ensejo de denunciar os compromissos com as classes favorecidas e, desse modo, o ângulo de focagem dos problemas, como a sua expressão, haviam de ser outros. Em vez dos sonhos e dramas de alguns, o artista era solicitado por uma realidade experimentada e sofrida pela maioria e esta descoberta estimuladora, cujo ardor mal doseado era uma espécie de rastilho da esperança, impelia a arte para os temas em que pudesse exercer, com mais eficácia, o seu papel reivindicador. Ora entre nós é o homem rústico que representa a panorâmica social mais caracterizável e mais urgente. Por aí, sensatamente, se começou; a partir daí, e no momento oportuno, os escritores neo-realistas alargaram a sua visão, desmentindo que fossem estreitas e boçais as suas fronteiras, tanto mais que o inventário só se elucida quando se contrastam o meio citadino e o meio rural. [...]»

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Nos Bastidores...



DA CUNHA DIAS

Lisboa, Maio de 1941
Edições Delta
1.ª edição
14,8 cm x 11,4 cm
72 págs.
exemplar brochado mas com elegantes folhas-de-guarda impressas e corte carminado à cabeça, muito estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Pequeno ensaio acerca da guerra mundial em curso, em que o autor – erradamente – profetiza a vitória da Alemanha sobre a Inglaterra, porque «[...] não é a pátria alemã logradoiro de alguns privelegiados da fortuna: nem preconceitos de casta, nem prejuízos de classe predominam, actualmente, na Alemanha. E alcançam as ideias mais longe e mais fundo que as espadas. A Alemanha já venceu!... [...]»
Todavia, o fulcro e o maior interesse do texto consiste num ataque cerrado às Maçonaria.

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Factos e Não Palavras



HENRIQUE PEREIRA RIBEIRO

Lisboa, 1916
Typ. do Annuario Commercial
1.ª edição
20,4 cm x 18 cm
2 págs. + 176 págs. + 1 folha em extra-texto (retrato de Da Cunha Dias*)
subtítulo: O Sequestro do Dr. Da Cunha Dias
ilustrado
exemplar envelhecido mas aceitável; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Conjunto de argumentação, jurídica e outra, em defesa de Da Cunha Dias, cujo internamento compulsivo num manicómio suscitou, após a sua «fuga», outros dois volumes de autoria do próprio: Sobre um Decreto (publicado em Lisboa, 1918) e Um Lance (publicado em Coimbra, 1919), sendo este último um violento libelo contra Júlio de Matos, médico que o internara.

* Legendado assim: «Um louco de uma “lucida serenidade” / Fotografia tirada em Leiria junto á casa de V. Hasse no dia da sua fuga do H. C. F. [Hospital Conde de Ferreira]»

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Sobre um Decreto [junto com] Um Lance


DA CUNHA DIAS

Lisboa, 1917 [aliás, 1918] / Coimbra, 1919
Sociedade Typographica Editora Lamas, Motta & C.ª / França e Arménio – Livreiros-Editores [ed. Autor]
1.ª edição (ambos)
[22,8 cm x 16,5 cm] + [23 cm x 17,2 cm]
122 págs. + [76 págs. + 2 págs. em extra-texto (justificação da errata)]
subtítulo: [a] Uma campanha jornalistica; [b] «Julio de Matos» na Casa de Orates: Comentarios e Replicas de «Da Cunha Dias»
exemplares estimados; miolo limpo, por abrir [a], corte carminado à cabeça [b]
valorizados pelas dedicatórias manuscritas do Autor ao escritor Carlos Amaro
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Polémica do tempo em que Da Cunha Dias ainda professava um republicanismo que, com o advento do “estado novo”, se colará ao radicalismo de extrema-direita das hostes de Rolão Preto. Havia o autor sido internado num manicómio, em 1916, sob o diagnóstico de paranóia e delírio, pelo médico Júlio de Matos, médico que também fôra anteriormente chamado a corroborar uma campanha de difamação jornalística contra as expressões artísticas patenteadas na revista Orpheu. Desse revés, já em liberdade, veio a público Da Cunha Dias limpar o seu nome em sucessivos artigos pelos jornais da época, dando origem a estas duas diferentes compilações: Sobre um Decreto, de cariz apenas esclarecedor, e Um Lance, mais agressivo, visando directamente o referido clínico, tido por raposo a que seria preciso cortar as orelhas, como «trofeu de montaria».

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